Cahib
Well-known member
Foi essa que acabou mesmo por dar origem a um incêndio?
Não. Segundo consta, terão sido 5.
Foi essa que acabou mesmo por dar origem a um incêndio?
Antes de se crucificar a comissão de festas, seria importante averiguar onde foi lançado o fogo, o que existe nas áreas circundantes e a distância à mancha florestal mais próxima... Mas isso já dá um bocado mais de trabalho aos jornalistas.
Marinhais não é propriamente uma aldeia concentrada em 2 ou 3 ruas, rodeada de floresta. []
PS: Não sou de Marinhais e, que me lembre, nunca fui às festas de Marinhais. Só lá vou ao Zé da Marreta (recomendo) e meter pneus []
Aqui nem é isso que está em causa.
O que está em causa é a chicoespertice de contornar as regras.
O pior é a definição de critérios para uma situação e outra. Quem o vai fazer? E com que carácter? Vinculativo/facultativo?
Pois.
Daí a Lei ser inflexível, o que pode gerar e gera situações injustas ou desequilibradas, mas tem de ser assim, senão ninguém se entende.
Aqui nem é isso que está em causa.
O que está em causa é a chicoespertice de contornar as regras.
Percebo onde queres chegar, mas o prazo da meia-noite é algo meramente administrativo. O aumento real do nível de risco de incêndio, que já existia anteriormente, terá ocorrido horas depois da entrada em vigor do alerta.
Se vamos classificar isto como chicoespertice, reportando-me à tua actividade profissional, é como a malta que vai a correr entregar projectos no dia antes da entrada em vigor de um diploma mais exigente.
Cumpriram a lei e prepararam-se de forma adequada para possíveis focos de incêndio após o evento.
Com esta minha opinião, não sou a favor de que se façam fogos de artificio a torto e a direito. Mas existem situações em que o risco é mais reduzido, dado que fazer fogo de artificio no meio de uma zona florestal, não é o mesmo que fazer numa zona urbana/rural/agrícola, por exemplo.
Sim o prazo é administrativo.
Mas claramente já se sabiam os riscos, e antecipar foi mesmo de chico esperto.
Seria de chico esperto se o nível de risco que levou a decretar o alerta vermelho a partir da meia noite já existisse às 23h30. Como me parece que não existia, senão teria sido declarado antes, nem existia à meia-noite e meia, porque não existiu alteração significativa das condições meteorológicas, não concordo. Adaptaram-se de forma a cumprir a lei...
Aqui nem é isso que está em causa.
O que está em causa é a chicoespertice de contornar as regras.
Claro que já havia risco. Como dizes a data é quase um proforma, tem de haver uma data.
O terem-se adaptado e estarem "legais" não impede que seja uma chico-espertice.
Tanto que já andaram a apagar as coisas...
Isso aconteceu em muitos sitios mas só falam desse caso.
Em Guimarães fizeram igual por exemplo.
Claro que já havia risco. Como dizes a data é quase um proforma, tem de haver uma data.
O terem-se adaptado e estarem "legais" não impede que seja uma chico-espertice.
Tanto que já andaram a apagar as coisas...
Risco há sempre, só não existia se não houvesse matéria combustível.
Foi por isso que até sublinhei "Nível de risco", porque é isso que deve ser analisado aqui, e é isso que despoleta a emissão de alertas. A variação do nível de risco.
O nível de risco de incêndio florestal varia de local para local, de acordo com diversos factores (tipo e estado da matéria combustível, orografia, humidade do ar, velocidade do vento, temperatura, distância aos meios de socorro, acessos, etc.). Alguns destes factores são dinâmicos ao longo do dia, é por isso que se deve trabalhar com modelos actualizados e tecnicamente validados.
"Condenar" uma associação que se adapta à legislação, só porque alguém resolve "pintar" um distrito de vermelho a partir de uma determinada hora, não é muito racional, do ponto de vista técnico.
Para apagar esses focos, que muito provavelmente ocorreram nas parcelas limítrofes (agrícolas, quintais) é que lá estava pelo menos uma viatura dos bombeiros.
Eu, que não percebo nada disto (...), acho que esta situação deverá ser analisada pelo MP... Se os riscos não se circunscrevem a uma data/hora e os resultados também não (parece que a conduta provocou cinco focos de fogo..., "incêndio" tem outra tipificação legal...), mas às condições atmosféricas, acho que é imprescindível averiguar a decisão e a prática, bem como o resultado, e, se as houver, apurar responsabilidades...