Tópico dos incêndios florestais

Antes de se crucificar a comissão de festas, seria importante averiguar onde foi lançado o fogo, o que existe nas áreas circundantes e a distância à mancha florestal mais próxima... Mas isso já dá um bocado mais de trabalho aos jornalistas.

Marinhais não é propriamente uma aldeia concentrada em 2 ou 3 ruas, rodeada de floresta. [;)]

PS: Não sou de Marinhais e, que me lembre, nunca fui às festas de Marinhais. Só lá vou ao Zé da Marreta (recomendo) e meter pneus [:D]
 
Antes de se crucificar a comissão de festas, seria importante averiguar onde foi lançado o fogo, o que existe nas áreas circundantes e a distância à mancha florestal mais próxima... Mas isso já dá um bocado mais de trabalho aos jornalistas.

Marinhais não é propriamente uma aldeia concentrada em 2 ou 3 ruas, rodeada de floresta. [;)]

PS: Não sou de Marinhais e, que me lembre, nunca fui às festas de Marinhais. Só lá vou ao Zé da Marreta (recomendo) e meter pneus [:D]

Aqui nem é isso que está em causa.

O que está em causa é a chicoespertice de contornar as regras.
 
Aqui nem é isso que está em causa.

O que está em causa é a chicoespertice de contornar as regras.

Percebo onde queres chegar, mas o prazo da meia-noite é algo meramente administrativo. O aumento real do nível de risco de incêndio, que já existia anteriormente, terá ocorrido horas depois da entrada em vigor do alerta.

Se vamos classificar isto como chicoespertice, reportando-me à tua actividade profissional, é como a malta que vai a correr entregar projectos no dia antes da entrada em vigor de um diploma mais exigente.

Cumpriram a lei e prepararam-se de forma adequada para possíveis focos de incêndio após o evento.

Com esta minha opinião, não sou a favor de que se façam fogos de artificio a torto e a direito. Mas existem situações em que o risco é mais reduzido, dado que fazer fogo de artificio no meio de uma zona florestal, não é o mesmo que fazer numa zona urbana/rural/agrícola, por exemplo.
 
O pior é a definição de critérios para uma situação e outra. Quem o vai fazer? E com que carácter? Vinculativo/facultativo?

Pois.

Daí a Lei ser inflexível, o que pode gerar e gera situações injustas ou desequilibradas, mas tem de ser assim, senão ninguém se entende.
 
O pior é a definição de critérios para uma situação e outra. Quem o vai fazer? E com que carácter? Vinculativo/facultativo?

Pois.

Daí a Lei ser inflexível, o que pode gerar e gera situações injustas ou desequilibradas, mas tem de ser assim, senão ninguém se entende.

Sem dúvida, que é um papel que não pode ser deixado a qualquer pessoa/organismo. No entanto, existem, há muitos anos, soluções técnicas para o fazer, em que é possível aliar ao nível de risco para o dia, para aquele local, a aplicação de medidas de resposta. Mas isto não é coisa que comandantes de bombeiros e especialistas de facebook usem muito.

Há muitos anos dirigi-me a um município e consultei a cartografia de risco de incêndio do mesmo. O que recebi foi os contornos do município, com o interior pintado a vermelho. Aquele era o mapa validade para todos os dias do ano. Uma lei destas não é muito diferente tecnicamente.[;)]

Uma lei que cria situações injustas e desequilibradas é uma lei sem credibilidade.

Se fosse uma localidade daquelas rodeadas de floresta, como existe ao lado, ou no norte do distrito e noutras zonas do país, eu condenaria. Naquele cenário concreto, não...
 
Aqui nem é isso que está em causa.

O que está em causa é a chicoespertice de contornar as regras.

Não faço ideia de onde fica Marinhais, mas as regras não foram contornadas, pelo contrário foram respeitadas.
Contornar teria sido manter a hora do fogo.

Quanto aos fogos em si, a lei ao ser aplicada de forma cega não beneficia ninguém.
Penso que foi também Mirandela que antecipou o fogo no rio nas festas da cidade, não sei o que havia no rio para arder.

Em todo o caso acho que no caso dos fogos de artificio o menor dos problemas são os incêndios que provocam, isto contando que quem os lança respeita as regras que lhes foram exigidas por quem licenciou, que hoje em dia são bastante exigentes.
 
Percebo onde queres chegar, mas o prazo da meia-noite é algo meramente administrativo. O aumento real do nível de risco de incêndio, que já existia anteriormente, terá ocorrido horas depois da entrada em vigor do alerta.

Se vamos classificar isto como chicoespertice, reportando-me à tua actividade profissional, é como a malta que vai a correr entregar projectos no dia antes da entrada em vigor de um diploma mais exigente.

Cumpriram a lei e prepararam-se de forma adequada para possíveis focos de incêndio após o evento.

Com esta minha opinião, não sou a favor de que se façam fogos de artificio a torto e a direito. Mas existem situações em que o risco é mais reduzido, dado que fazer fogo de artificio no meio de uma zona florestal, não é o mesmo que fazer numa zona urbana/rural/agrícola, por exemplo.

Sim o prazo é administrativo.
Mas claramente já se sabiam os riscos, e antecipar foi mesmo de chico esperto.
 
Sim o prazo é administrativo.
Mas claramente já se sabiam os riscos, e antecipar foi mesmo de chico esperto.

Seria de chico esperto se o nível de risco que levou a decretar o alerta vermelho a partir da meia noite já existisse às 23h30. Como me parece que não existia, senão teria sido declarado antes, nem existia à meia-noite e meia, porque não existiu alteração significativa das condições meteorológicas, não concordo. Adaptaram-se de forma a cumprir a lei...
 
Seria de chico esperto se o nível de risco que levou a decretar o alerta vermelho a partir da meia noite já existisse às 23h30. Como me parece que não existia, senão teria sido declarado antes, nem existia à meia-noite e meia, porque não existiu alteração significativa das condições meteorológicas, não concordo. Adaptaram-se de forma a cumprir a lei...


Claro que já havia risco. Como dizes a data é quase um proforma, tem de haver uma data.

O terem-se adaptado e estarem "legais" não impede que seja uma chico-espertice.

Tanto que já andaram a apagar as coisas...

image.png
 

Attachments

  • image.png
    image.png
    647.1 KB · Views: 0


Claro que já havia risco. Como dizes a data é quase um proforma, tem de haver uma data.

O terem-se adaptado e estarem "legais" não impede que seja uma chico-espertice.

Tanto que já andaram a apagar as coisas...


Risco há sempre, só não existia se não houvesse matéria combustível.

Foi por isso que até sublinhei "Nível de risco", porque é isso que deve ser analisado aqui, e é isso que despoleta a emissão de alertas. A variação do nível de risco.

O nível de risco de incêndio florestal varia de local para local, de acordo com diversos factores (tipo e estado da matéria combustível, orografia, humidade do ar, velocidade do vento, temperatura, distância aos meios de socorro, acessos, etc.). Alguns destes factores são dinâmicos ao longo do dia, é por isso que se deve trabalhar com modelos actualizados e tecnicamente validados.

"Condenar" uma associação que se adapta à legislação, só porque alguém resolve "pintar" um distrito de vermelho a partir de uma determinada hora, não é muito racional, do ponto de vista técnico.

Para apagar esses focos, que muito provavelmente ocorreram nas parcelas limítrofes (agrícolas, quintais) é que lá estava pelo menos uma viatura dos bombeiros.
 
Isso aconteceu em muitos sitios mas só falam desse caso.
Em Guimarães fizeram igual por exemplo.

Falam dos sítios onde os indignados das internets descobriram e deram relevo nas redes sociais!!
Em todos os concelhos onde eram possível fazer fogo fizeram isso, repetindo o que já se fez em anos anteriores. Sendo que alguns adiam uma semana por exemplo.
 
Pronto, mas tem que se fazer fogo de artifício, porque tem que ser ! Porque com certeza era o drama, o horror, a tragédia se não se fizesse.

Dadas as circunstâncias já explicadas, naturalmente que nao é algo que deva tirar o sono, mas também não vejo a necessidade de tal coisa....aliás acho que até poderia ajudar a dar o exemplo, sim, porque uma parte dos fogos são causados por mão humana mesmo que sem intençao. Se as autarquias e afins derem mais exemplo talvez ajude a que as pessoas levem mais a serio.
 


Claro que já havia risco. Como dizes a data é quase um proforma, tem de haver uma data.

O terem-se adaptado e estarem "legais" não impede que seja uma chico-espertice.

Tanto que já andaram a apagar as coisas...


Eu, que não percebo nada disto (...), acho que esta situação deverá ser analisada pelo MP... Se os riscos não se circunscrevem a uma data/hora e os resultados também não (parece que a conduta provocou cinco focos de fogo..., "incêndio" tem outra tipificação legal...), mas às condições atmosféricas, acho que é imprescindível averiguar a decisão e a prática, bem como o resultado, e, se as houver, apurar responsabilidades...
 
Risco há sempre, só não existia se não houvesse matéria combustível.

Foi por isso que até sublinhei "Nível de risco", porque é isso que deve ser analisado aqui, e é isso que despoleta a emissão de alertas. A variação do nível de risco.

O nível de risco de incêndio florestal varia de local para local, de acordo com diversos factores (tipo e estado da matéria combustível, orografia, humidade do ar, velocidade do vento, temperatura, distância aos meios de socorro, acessos, etc.). Alguns destes factores são dinâmicos ao longo do dia, é por isso que se deve trabalhar com modelos actualizados e tecnicamente validados.

"Condenar" uma associação que se adapta à legislação, só porque alguém resolve "pintar" um distrito de vermelho a partir de uma determinada hora, não é muito racional, do ponto de vista técnico.

Para apagar esses focos, que muito provavelmente ocorreram nas parcelas limítrofes (agrícolas, quintais) é que lá estava pelo menos uma viatura dos bombeiros.

De facto a noticia refere que os focos foram logo apagados pelos bombeiros que estavam lá como indicas.

Mas a minha questão é: a comissao das festas ou a junta ou seja quem for, pagam aos bombeiros para estarem de serviço lá? Tal como quando em época autorizada a malta faz queimadas e paga para ter os bombeiros la de prontidão.
 
Eu, que não percebo nada disto (...), acho que esta situação deverá ser analisada pelo MP... Se os riscos não se circunscrevem a uma data/hora e os resultados também não (parece que a conduta provocou cinco focos de fogo..., "incêndio" tem outra tipificação legal...), mas às condições atmosféricas, acho que é imprescindível averiguar a decisão e a prática, bem como o resultado, e, se as houver, apurar responsabilidades...

Nem mais, ainda hoje ao almoço, estava a dizer isso ao meu pai, que o MP deveria investigar esta situação.
 
Gostava de saber, se o ''proprietário'' destes terrenos também é autuado por não fazer a limpeza dos mesmos.

É uma vergonha.





 
Back
Top