A F1 moderna há muito que deixou de ser um desporto automóvel e passou a ser um produto. Em especial desde o renascimento financeiro da última década que esse espírito está cada vez mais presente.
E o departamento de marketing que decidiu o que ia ser a F1 após o efeito solo, decidiu que o que a malta queria ver era muitas ultrapassagens, não importa como acontecem, porque acontecem, viva o efeito ioiô... Viva o tiktok, viva o prazer imediato e a dopamina constante... É o mundo que esta F1 queria conquistar.
Como muitos pilotos agora dizem, o feedback que foi dado quando começaram a fazer as primeiras simulações, foi totalmente ignorado e mais do que em qualquer altura da história da F1 a habilidade do piloto tem muito menos importância, porque estes carros no geral fazem as curvas em velocidade de caracol porque é a zona de carregamento, depois nas retas fazem uma drag racezinha até a pilha acabar, quanto acaba ficam ao nível de um F3...
É claro que tornaram tudo tão pouco genuíno que até para a malta da Arábia Saudita que agora manda na F1 e que lida mal com opiniões divergentes ou com liberdade de expressão, ficou difícil defender esse novo regulamento de tão ridículo que se tornou.... E isso faz com que nem tudo seja mau, acho que este movimento no sentido do espetáculo artificial e da electrificação a todo o custo teve aqui um grande travão e agora vai recuar. Em 27 e 28 já vamos ter mudanças fortes no sentido de +ICE -bateria. E a próxima geração de motores provavelmente vai ser muito mais simples, quase 100% ICE e com carros muito mais leves e ágeis. Algo impensável para os fabricantes há um ano atrás.