Saudades zero do PS ou do PSD.
A essa lista feita pela IA deixo a IA responder:
Diga uma… já pareces o outro.

Mas essa “meia dúzia” merece ser desmontada, porque estás a apresentar
anúncios, reorganizações e medidas em curso como se fossem resultados comprovados.
A falta de professores continua a ser um problema. A nova reforma da colocação só terá efeitos estruturais a partir de
2027/28 e o próprio Ministério teve problemas com os dados usados para anunciar a redução de 90% dos alunos sem aulas. Portanto, não é propriamente um caso de “problema resolvido”.
O diagnóstico da leitura é positivo, mas
diagnosticar não é melhorar. As próprias avaliações continuam a revelar fragilidades importantes. Criar bibliotecas pode ser útil, mas também não demonstra, por si só, qualquer melhoria das aprendizagens.
A proibição dos smartphones é uma medida concreta, mas está longe de ser uma reforma estrutural do ensino — muitas escolas já tinham restrições antes da intervenção do Governo.
A reforma da ação social do superior e a aproximação entre ciência e empresas são, sobretudo,
políticas ainda em implementação. Portanto, neste momento podemos discutir intenções e desenho das medidas, mas não apresentar resultados que ainda não existem.
E há uma enorme ironia em falar de uma governação “baseada em indicadores” e esquecer o episódio dos
exames digitais de 2026, com erros, problemas de classificação e milhares de pedidos de reapreciação. Uma das grandes bandeiras de modernização acabou por expor precisamente fragilidades na execução.
E também convém não esquecer que foi este ministro que negociou a recuperação dos
6 anos, 6 meses e 23 dias de tempo de serviço dos professores, com um impacto financeiro muito significativo. Portanto, essa narrativa de um grande reformador que chegou para enfrentar interesses instalados também precisa de alguma contextualização.
No fundo, a questão é muito simples:
medida tomada não é o mesmo que reforma concluída, e reforma concluída não é o mesmo que reforma bem-sucedida.
Se queres falar de excelência e de uma política baseada em indicadores, então mostra os resultados:
melhoraram as aprendizagens? Diminuiu efetivamente o tempo sem professores? Caiu o abandono? Aumentou a empregabilidade? Melhorou a qualidade do ensino? Aumentou a transferência de ciência para as empresas?
É isso que permite avaliar um ministro.
Não é a quantidade de anúncios, grupos de trabalho, novas agências e alterações administrativas que consegue apresentar.
Portanto, dizer que Fernando Alexandre “está a mexer em muitos interesses e por isso é tão atacado” é uma excelente narrativa política.
Mas ainda não é uma demonstração de que as reformas tenham funcionado.