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"O mais importante é amar os filhos.
quando assim não é , mais vale não ter.
o resto é conversa fiada
EDIT: Alem disso não é isso que etsa em questão"
Por acaso está..porque antes que esteja em causa o não os ter, as pessoas deviam cuidar do como evitá-los...
Vou dar o meu próprio testemunho! Tinha 20 anos quando soube que iria ser pai... na altura estudava e não tinha qualquer tipo de responsabilidade...
em conversa com a minha esposa (namorada na altura) chegamos à conclusão que abortar estava fora de hipóteses (e tinha alguém que me "financiava" a custo zero se essa fosse a minha opção)...
o meu pai, sem eu ter conhecimento, foi falar com o meu sogro e ambos queriam ficar com a criança isto é, se nós tivessemos equacionado a hipótese de abortar...
Embora tivesse tido bastantes ajudas de início... tive de privar de bastantes coisas em benefício da minha filha. E ainda hoje o faço imensas vezes.
Ao fim de 6 anos (a idade da minha filhota) orgulho-me de ter tomado a decisão certa...
Acho que abortar é a solução mais fácil de resolver um problema... se a criança não é desejada por aqueles que a "fizeram" poderá ser entregue para adopção e ser acolhida por uma família que esteja disposta a dar amor a uma criança ( o mesmo que aconteceu ao militar da GNR!)
Isso é uma visão muito pragmática da coisa...
Que eu respeito e compreendo.
Mas não é a minha opinião. []
EDIT: E do mesmo modo que não acho que uma mulher faça um aborto "por dá cá aquelha palha", também não acho que uma mulher, depois de ter um filho, não o vá amar incondicionalmente, apesar de todas as dificuldades e adversidades que possam surgir.
"Acho que abortar é a solução mais fácil de resolver um problema... se a criança não é desejada por aqueles que a "fizeram" poderá ser entregue para adopção e ser acolhida por uma família que esteja disposta a dar amor a uma criança "
Coisa que os do SIM , em toda a sua modernidade, ainda não pensaram...
Seremos mais modernos, tal como a liberal Holanda, se o SIM vencer..? Não o creio..também despenalizámos parcialmente o consumo de estupefacientes e não me parece que tenhamos subido no ranking do desenvolvimento da UE.
Curiosamente, os adeptos do SIM, maioritariamente ligados a movimentos progressistas e de esquerda, estão a abrir as portas à menor intervenção do Estado na saúde e à maior presença dos privados neste sector. Que ninguem duvide que na esmagadora maioria dos hospitais publicos, os abortos não vão ser efectuados. Não só por razões de objecção de consciência de elementos das equipas médicas, mas também porque em serviços já congestionados, as grávidas que o não querem ser não vão ser bem recebidas...além de que há zonas do país onde deixou de haver assistência médica neo-natal e de obstetrícia.
E estas "infelizes" que quiserem abortar vão fazê-lo onde..? Em clinicas privadas, se as houver na região..mas quem é a miuda de 15,16 anos, ou a senhora casada que teve um azar numa relação fortuita fora do casamento, que se arrisca a ir ao hospital lá da terra, ou a uma clinica privada e autorizada, onde sabe que trabalha lá um funcionário que é vizinho dos pais ou conhecido do marido...? Obviamente que não vão, e obviamente que vão continuar a existir aquelas parteiras conhecidas !
Logo, não se julgue que votar SIM vai acabar definitivamente com os abortos de vão de escada, porque não vai! Poderá reduzir nas grandes cidades, mas o país não é só Lisboa e Porto. A única razão que encontro no voto pelo SIM será que nestas cidades grandes, algumas mulheres poderão ter mais condições de assistência médica, mas no resto do país a situação vai manter-se.
Dirão os do SIM que basta haver a probabilidade de algumas mulheres poderem ter mais e melhor assistência médica para justificar a alteração da lei. Talvez seja..talvez fiquemos com um país mais moderno, onde o feto humano até às 10 semanas de gestação é livremente descartável, mas que continua a criminalizar a destruição de ninhos de cegonha, mesmo que vazios, que continua a criminalizar andar de combóio sem bilhete válido, que continua a criminalizar fazer grafittis nas paredes...No fundo, é tudo uma questão de hierarquizar valores!
José Mattoso é provavelmente o mais prestigiado dos historiadores portugueses contemporâneos.
Excelente exemplo de vida.
[:blush:]
E como ves ninguem esta a condicionar as tuas opções.
Eu abortaria sem existar, no entanto teria que o fazer fora da lei.
resuktadp eu voto sim e não interfiro em quem toma opções semeklhante a tua, ja ao votares não colocas pessoas que pensam como eu , em criminosas, achas bem?
Em relação ao teu ponto 1!Historiador? Ah! Para opinar sobre a IVG a sua opinião tem tanto valor e credibilidade quanto a minha...
Sobre o IVG procuro opiniões de especialistas, médicos e doutores... à algum médico mais conceituado que o Dr. Daniel Serrão???
Três razões médicas para ser a favor da Vida e contra o aborto
Correio do Vouga
1 – Uma mulher normal, com uma gravidez normal e com um feto , em desenvolvimento, normal, não é uma pessoa doente. Por isso, ao Médico apenas cabe uma intervenção de vigilância que, em muitos países, é feita por Enfermeiras especializadas e o Médico só é chamado a intervir quando há risco de doença e a gravidez passa a ser classificada como gravidez de risco.
Portanto, destruir um feto em desenvolvimento, não é um acto médico, porque a gravidez não é uma doença. Nenhum Médico o pode praticar em circunstância nenhuma.
2 – E se a mulher grávida pedir o abortamento ao Médico, invocando motivos sociais ou económicos e declarando que não pode suportar mais o estado de gravidez e que quer que o seu filho seja retirado do útero e morto?
O Médico terá de lhe responder que não pode dar satisfação ao seu pedido porque a função que lhe cabe desempenhar como Médico e a sua competência específica só podem estar ao serviço do diagnóstico e tratamento de doentes. Se a causa do pedido de abortamento não é uma doença mas uma carência financeira ou um abandono e marginalização social é às estruturas de protecção e segurança social e familiar, públicas ou privadas, que compete eliminaras causas do pedido de abortamento se o Médico acolhesse o pedido e praticasse o crime do abortamento, ofendendo as disposições do seu Código de Deontologia, não iria resolver nada; os ditos motivos sociais e/ou económicos ficariam na mesma ou piores do que estavam antes do abortamento. Este teria sido um crime inútil e deixava a porta aberta para novo pedido de abortamento algum tempo depois. Os poucos estudos que há sobre abortamento clandestino, mas registado, mostram que estes motivos sócio-económicos, que os defensores do abortamento à vontade da mulher grávida sempre invocam como a grande causa para o abortamento, são mencionados em cerca de 3 % dos casos.
3 – O Médico não pode praticar o abortamento não só por estas duas razões mas ainda por outras de natureza médica.
O Médico sabe que esta intervenção abortiva sobre o corpo da mulher grávida, além de provocar, obviamente, a morte do feto, tem riscos importantes para a mãe, tanto no acto de fazer o abortamento como no futuro, no que se refer à sua saúde geral e à sua saúde sexual. Mesmo o chamado “abortamento seguro” pode complicar-se com infecção uterina e das trompas, com septicemia, com esterilidade pós-abortamento, com depressão moderada ou grave; em casos raros até com suicídio da mãe que se fez abortar. Relativamente à maior incidência de cancro da Mama nas mulheres que fizeram um ou mais abortamentos há grande polémica sobre os resultados publicados, mas os mais fiáveis indicam que tal maior risco é uma realidade com valor estatístico.
Cabe ao médico, contudo, acolher as mulheres que se fizeram abortar, sem qualquer discriminação, tratar as alterações patológicas de que sofram, físicas e/ou psicológicas, e promover a informação necessária para que aquela pessoa não volte a encontrar-se na situação que a levou a fazer-se abortar.
Daniel Serrão
Em relação ao teu ponto 1!
E uma mulher que quer meter silicone no peito? Quer por razões meramente estéticas quer por ter feito uma operação a um cancro da mama!
A mulher não está doente, nem vai morrer por só ter 1 peito, ou ter peito pequeno... Não é?
Mas nestes casos já pode ter tratamento médico? Um médico já pode operar?