Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

"O mais importante é amar os filhos.
quando assim não é , mais vale não ter.
o resto é conversa fiada

EDIT: Alem disso não é isso que etsa em questão
"

Por acaso está..porque antes que esteja em causa o não os ter, as pessoas deviam cuidar do como evitá-los...
 
"O mais importante é amar os filhos.
quando assim não é , mais vale não ter.
o resto é conversa fiada

EDIT: Alem disso não é isso que etsa em questão
"

Por acaso está..porque antes que esteja em causa o não os ter, as pessoas deviam cuidar do como evitá-los...

Nenhum metodo contraceptivo é 100% eficaz, muitos nem 90%.
alguns como a pilula perdema eficacia se tomados com certos antibioticos, e os medicos por nomrma não informam sobre isso.

MAs mais uma vez afirmo que não é isso que se pergunta.
Não se pergunta se concorda com o aborto como metodo de contracepção.
o que se pergunta é se devemos despenalizar dentro das condicionanete enunciadas.
quem vai fazer um aborto, vai faze-lo na mesma a questão é saber se o faz dentro ou fora da lei.
Eu sou categorico.
Nos ca em casa se necessario faremos, em PT ou la fora.[;)]
 
Vou dar o meu próprio testemunho! Tinha 20 anos quando soube que iria ser pai... na altura estudava e não tinha qualquer tipo de responsabilidade...

em conversa com a minha esposa (namorada na altura) chegamos à conclusão que abortar estava fora de hipóteses (e tinha alguém que me "financiava" a custo zero se essa fosse a minha opção)...

o meu pai, sem eu ter conhecimento, foi falar com o meu sogro e ambos queriam ficar com a criança isto é, se nós tivessemos equacionado a hipótese de abortar...

Embora tivesse tido bastantes ajudas de início... tive de privar de bastantes coisas em benefício da minha filha. E ainda hoje o faço imensas vezes.

Ao fim de 6 anos (a idade da minha filhota) orgulho-me de ter tomado a decisão certa...

Acho que abortar é a solução mais fácil de resolver um problema... se a criança não é desejada por aqueles que a "fizeram" poderá ser entregue para adopção e ser acolhida por uma família que esteja disposta a dar amor a uma criança ( o mesmo que aconteceu ao militar da GNR!)


Excelente exemplo de vida.

[:blush:]

E como ves ninguem esta a condicionar as tuas opções.

Eu abortaria sem existar, no entanto teria que o fazer fora da lei.
resuktadp eu voto sim e não interfiro em quem toma opções semeklhante a tua, ja ao votares não colocas pessoas que pensam como eu , em criminosas, achas bem?
 
Isso é uma visão muito pragmática da coisa...

Que eu respeito e compreendo.

Mas não é a minha opinião. [;)]

EDIT: E do mesmo modo que não acho que uma mulher faça um aborto "por dá cá aquelha palha", também não acho que uma mulher, depois de ter um filho, não o vá amar incondicionalmente, apesar de todas as dificuldades e adversidades que possam surgir.

tu não sais de casa.
ha centenas de crianças em instituiçoes abandonas e sujeitas maus tratos devido ao facto de terem nascido sem serem desejadas, mas porque teve que ser.
isso é um crime muito maior.
nenhum a ciança deve nascer quando não é deesejada
 
"Acho que abortar é a solução mais fácil de resolver um problema... se a criança não é desejada por aqueles que a "fizeram" poderá ser entregue para adopção e ser acolhida por uma família que esteja disposta a dar amor a uma criança "

Coisa que os do SIM , em toda a sua modernidade, ainda não pensaram...

Seremos mais modernos, tal como a liberal Holanda, se o SIM vencer..? Não o creio..também despenalizámos parcialmente o consumo de estupefacientes e não me parece que tenhamos subido no ranking do desenvolvimento da UE.

Curiosamente, os adeptos do SIM, maioritariamente ligados a movimentos progressistas e de esquerda, estão a abrir as portas à menor intervenção do Estado na saúde e à maior presença dos privados neste sector. Que ninguem duvide que na esmagadora maioria dos hospitais publicos, os abortos não vão ser efectuados. Não só por razões de objecção de consciência de elementos das equipas médicas, mas também porque em serviços já congestionados, as grávidas que o não querem ser não vão ser bem recebidas...além de que há zonas do país onde deixou de haver assistência médica neo-natal e de obstetrícia.
E estas "infelizes" que quiserem abortar vão fazê-lo onde..? Em clinicas privadas, se as houver na região..mas quem é a miuda de 15,16 anos, ou a senhora casada que teve um azar numa relação fortuita fora do casamento, que se arrisca a ir ao hospital lá da terra, ou a uma clinica privada e autorizada, onde sabe que trabalha lá um funcionário que é vizinho dos pais ou conhecido do marido...? Obviamente que não vão, e obviamente que vão continuar a existir aquelas parteiras conhecidas !
Logo, não se julgue que votar SIM vai acabar definitivamente com os abortos de vão de escada, porque não vai! Poderá reduzir nas grandes cidades, mas o país não é só Lisboa e Porto. A única razão que encontro no voto pelo SIM será que nestas cidades grandes, algumas mulheres poderão ter mais condições de assistência médica, mas no resto do país a situação vai manter-se.
Dirão os do SIM que basta haver a probabilidade de algumas mulheres poderem ter mais e melhor assistência médica para justificar a alteração da lei. Talvez seja..talvez fiquemos com um país mais moderno, onde o feto humano até às 10 semanas de gestação é livremente descartável, mas que continua a criminalizar a destruição de ninhos de cegonha, mesmo que vazios, que continua a criminalizar andar de combóio sem bilhete válido, que continua a criminalizar fazer grafittis nas paredes...No fundo, é tudo uma questão de hierarquizar valores!

Não façam isso.
ninguem quer matar bebes como se fossem tordos numa quinta feira de caça.
a malta quer é depois de faltar mesntruação fazer um teste, se der positivo, aduirir a RU486 tomar e ir pra casa, mais nada.
So excepcionalemnete recorrer metodos fisisos.
Alem disso existe sempre a questão querer.
a mlherer com dinheiro que não querem, porque ja pssaram dos 40 e não querem um agravidez de risco.
ou por outro motivo qualquer, as pessoas tem que ter essa opçãp dentro da lei.
Ninguem vai obrigar alguemm contra o aborto a abortar, so não quero é que se metam nas minhas opçoes
 
José Mattoso, esclarecedor e contundente com o NÃO:

«As razões do meu Sim

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Compreende-se que a Igreja Católica condene, em princípio, a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Se há uma certa sacralidade no processo da multiplicação da vida, é preciso respeitá-la. Mas condenar a IVG em qualquer circunstância e seja por que motivo for corresponde a subordinar o homem ao sábado, e não o sábado ao homem. Os padres e bispos que o fazem correm o risco de se parecer demasiado com aqueles de quem Jesus dizia:«Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os aliviar» (Mt.23.4). Em vez de se obcecarem na condenação seria melhor preocuparem-se com a misericórdia.

A maioria das religiões condena também o aborto, mas admite circunstâncias que o legitimam. Na verdade, a sabedoria tradicional e o bom senso sempre distinguiram entre a norma e a prática. Se procuramos orientações evangélicas para a aplicação da norma, teremos sempre de evitar considerá-la como um absoluto. Temos de aceitar a responsabilidade de decidir em que casos se pode ou deve infringir.

Numa sociedade pluriforme, baseada na convivência de várias religiões, o Estado não se pode constituir como suporte de nenhuma delas nem como guardião dos seus códigos morais. Não pode resolver pela força o que a Igreja não consegue pela persuasão e muito menos perseguir as vítimas de uma sociedade permissiva em matéria sexual e que tanto legaliza a coabitação instável como a família estável. O que é preciso é que Igreja e Estado colaborem, cada qual à sua maneira, na reparação dos inevitáveis estragos causados pela evolução dos costumes. A criminalização por via civil não resolve coisa alguma.

A hierarquia católica, depois de ter parecido querer evitar uma posição agressiva, tem dirigido a campanha como se de uma cruzada se tratasse. Concentrou a sua estratégia na obtenção do «não»; pouco ou nada faz para resolver os problemas que conduzem à multiplicação da IVG. Se conseguir o triunfo do «não», ficará, decerto, de consciência tranquila. Triunfará o «princípio». As mulheres continuarão a abortar, mas a Igreja já não tem se de preocupar com isso. A responsabilidade é delas. A isto chama-se hipocrisia.»
 
Este Marcelo é impagável!

Ei-lo, incomodado, e já com o seu típico pré-discurso de derrota: ou seja, desculpabilizante e falseado, por invertido...

«O politicamente correcto, o fácil, ó óbvio»?!...

«David & Golias»?!...

«Eles é que mandam e é que aparecem nos media»?!...

http://www.assimnao.org/
 
José Mattoso é provavelmente o mais prestigiado dos historiadores portugueses contemporâneos.

Historiador? Ah! Para opinar sobre a IVG a sua opinião tem tanto valor e credibilidade quanto a minha...

Sobre o IVG procuro opiniões de especialistas, médicos e doutores... à algum médico mais conceituado que o Dr. Daniel Serrão???

Três razões médicas para ser a favor da Vida e contra o aborto
Correio do Vouga

1 – Uma mulher normal, com uma gravidez normal e com um feto , em desenvolvimento, normal, não é uma pessoa doente. Por isso, ao Médico apenas cabe uma intervenção de vigilância que, em muitos países, é feita por Enfermeiras especializadas e o Médico só é chamado a intervir quando há risco de doença e a gravidez passa a ser classificada como gravidez de risco.

Portanto, destruir um feto em desenvolvimento, não é um acto médico, porque a gravidez não é uma doença. Nenhum Médico o pode praticar em circunstância nenhuma.

2 – E se a mulher grávida pedir o abortamento ao Médico, invocando motivos sociais ou económicos e declarando que não pode suportar mais o estado de gravidez e que quer que o seu filho seja retirado do útero e morto?

O Médico terá de lhe responder que não pode dar satisfação ao seu pedido porque a função que lhe cabe desempenhar como Médico e a sua competência específica só podem estar ao serviço do diagnóstico e tratamento de doentes. Se a causa do pedido de abortamento não é uma doença mas uma carência financeira ou um abandono e marginalização social é às estruturas de protecção e segurança social e familiar, públicas ou privadas, que compete eliminaras causas do pedido de abortamento se o Médico acolhesse o pedido e praticasse o crime do abortamento, ofendendo as disposições do seu Código de Deontologia, não iria resolver nada; os ditos motivos sociais e/ou económicos ficariam na mesma ou piores do que estavam antes do abortamento. Este teria sido um crime inútil e deixava a porta aberta para novo pedido de abortamento algum tempo depois. Os poucos estudos que há sobre abortamento clandestino, mas registado, mostram que estes motivos sócio-económicos, que os defensores do abortamento à vontade da mulher grávida sempre invocam como a grande causa para o abortamento, são mencionados em cerca de 3 % dos casos.

3 – O Médico não pode praticar o abortamento não só por estas duas razões mas ainda por outras de natureza médica.
O Médico sabe que esta intervenção abortiva sobre o corpo da mulher grávida, além de provocar, obviamente, a morte do feto, tem riscos importantes para a mãe, tanto no acto de fazer o abortamento como no futuro, no que se refer à sua saúde geral e à sua saúde sexual. Mesmo o chamado “abortamento seguro” pode complicar-se com infecção uterina e das trompas, com septicemia, com esterilidade pós-abortamento, com depressão moderada ou grave; em casos raros até com suicídio da mãe que se fez abortar. Relativamente à maior incidência de cancro da Mama nas mulheres que fizeram um ou mais abortamentos há grande polémica sobre os resultados publicados, mas os mais fiáveis indicam que tal maior risco é uma realidade com valor estatístico.

Cabe ao médico, contudo, acolher as mulheres que se fizeram abortar, sem qualquer discriminação, tratar as alterações patológicas de que sofram, físicas e/ou psicológicas, e promover a informação necessária para que aquela pessoa não volte a encontrar-se na situação que a levou a fazer-se abortar.

Daniel Serrão
 
Excelente exemplo de vida.

[:blush:]

E como ves ninguem esta a condicionar as tuas opções.

Eu abortaria sem existar, no entanto teria que o fazer fora da lei.
resuktadp eu voto sim e não interfiro em quem toma opções semeklhante a tua, ja ao votares não colocas pessoas que pensam como eu , em criminosas, achas bem?

Exactamente o que eu penso!

A história CJSR é um excelente exemplo.

Eu vou votar SIM, não pq quero andar ai a pedir para fazerem abortos, até pq se tivesse um filho agora o mais provável é que a criança fosse nascer e ser amada. Não equaciono "fazer" nenhum aborto. (digo fazer, pq acho que devia ser uma decisão tomada a dois).

Mas no entanto voto SIM, pq assim como eu quero ter a minha liberdade de ter o filho, acho que deve haver tb a liberdade para quem escolha não o ter.
 
E se fosse como em algumas partes da China onde as pessoas são OBRIGADAS a Não ter os filhos!!! Não podem ter mais que 1 filho!!

Não acham que as pessoas deviam ter a liberdade de poderem ter os filhos que querem?

Tb acho que devia haver a liberdade de uma pessoa não ter filhos se for essa a sua opção.
 
Historiador? Ah! Para opinar sobre a IVG a sua opinião tem tanto valor e credibilidade quanto a minha...

Sobre o IVG procuro opiniões de especialistas, médicos e doutores... à algum médico mais conceituado que o Dr. Daniel Serrão???

Três razões médicas para ser a favor da Vida e contra o aborto
Correio do Vouga

1 – Uma mulher normal, com uma gravidez normal e com um feto , em desenvolvimento, normal, não é uma pessoa doente. Por isso, ao Médico apenas cabe uma intervenção de vigilância que, em muitos países, é feita por Enfermeiras especializadas e o Médico só é chamado a intervir quando há risco de doença e a gravidez passa a ser classificada como gravidez de risco.

Portanto, destruir um feto em desenvolvimento, não é um acto médico, porque a gravidez não é uma doença. Nenhum Médico o pode praticar em circunstância nenhuma.

2 – E se a mulher grávida pedir o abortamento ao Médico, invocando motivos sociais ou económicos e declarando que não pode suportar mais o estado de gravidez e que quer que o seu filho seja retirado do útero e morto?

O Médico terá de lhe responder que não pode dar satisfação ao seu pedido porque a função que lhe cabe desempenhar como Médico e a sua competência específica só podem estar ao serviço do diagnóstico e tratamento de doentes. Se a causa do pedido de abortamento não é uma doença mas uma carência financeira ou um abandono e marginalização social é às estruturas de protecção e segurança social e familiar, públicas ou privadas, que compete eliminaras causas do pedido de abortamento se o Médico acolhesse o pedido e praticasse o crime do abortamento, ofendendo as disposições do seu Código de Deontologia, não iria resolver nada; os ditos motivos sociais e/ou económicos ficariam na mesma ou piores do que estavam antes do abortamento. Este teria sido um crime inútil e deixava a porta aberta para novo pedido de abortamento algum tempo depois. Os poucos estudos que há sobre abortamento clandestino, mas registado, mostram que estes motivos sócio-económicos, que os defensores do abortamento à vontade da mulher grávida sempre invocam como a grande causa para o abortamento, são mencionados em cerca de 3 % dos casos.

3 – O Médico não pode praticar o abortamento não só por estas duas razões mas ainda por outras de natureza médica.
O Médico sabe que esta intervenção abortiva sobre o corpo da mulher grávida, além de provocar, obviamente, a morte do feto, tem riscos importantes para a mãe, tanto no acto de fazer o abortamento como no futuro, no que se refer à sua saúde geral e à sua saúde sexual. Mesmo o chamado “abortamento seguro” pode complicar-se com infecção uterina e das trompas, com septicemia, com esterilidade pós-abortamento, com depressão moderada ou grave; em casos raros até com suicídio da mãe que se fez abortar. Relativamente à maior incidência de cancro da Mama nas mulheres que fizeram um ou mais abortamentos há grande polémica sobre os resultados publicados, mas os mais fiáveis indicam que tal maior risco é uma realidade com valor estatístico.

Cabe ao médico, contudo, acolher as mulheres que se fizeram abortar, sem qualquer discriminação, tratar as alterações patológicas de que sofram, físicas e/ou psicológicas, e promover a informação necessária para que aquela pessoa não volte a encontrar-se na situação que a levou a fazer-se abortar.

Daniel Serrão
Em relação ao teu ponto 1!

E uma mulher que quer meter silicone no peito? Quer por razões meramente estéticas quer por ter feito uma operação a um cancro da mama!

A mulher não está doente, nem vai morrer por só ter 1 peito, ou ter peito pequeno... Não é?

Mas nestes casos já pode ter tratamento médico? Um médico já pode operar?
 
E??? A opinião desse José Mattoso, relativamente ao tema aqui discutido, tem tanto valor quanto a minha ou a de qualquer outro user deste fórum...
 
"Tb acho que devia haver a liberdade de uma pessoa não ter filhos se for essa a sua opção"

E já há..basta assumir uma sexualidade consciente e responsável.

Mas pelos vistos, trata-se de uma opção que não conta neste jogo...Toda a gente fala sobre como resolver o problema, mas poucos são os que se preocupam com o como evitar o problema.
 
Em relação ao teu ponto 1!

E uma mulher que quer meter silicone no peito? Quer por razões meramente estéticas quer por ter feito uma operação a um cancro da mama!

A mulher não está doente, nem vai morrer por só ter 1 peito, ou ter peito pequeno... Não é?

Mas nestes casos já pode ter tratamento médico? Um médico já pode operar?

Para o caso específico que colocas, poder pode mas não é num hospital público... operações de estética como a reconstituição de um peito não são comparticipadas... e se alguma mulher quer terá que ter possibilidades de pagar num privado...

Foi o que aconteceu a uma pessoa bastante conhecida aqui em Vila do Conde... infelizmente tinha cancro no peito e teve que o retirar... é custoso para a mulher de um momento para o outro perder um peito...

Retomando a nossa conversa, o aborto é ilegal, o aborto não se pode fazer... há médicos que o fazem... e as mulheres que procuram tem que ter possibilidades para pagar em Espanha... ou aqui ao lado em Aveiro!
 
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