Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

Votar não, não é ser a favor da vida.

1- Votar não, é mandar fazer os abortos no sestrangeiro, ou num vão de escada qualquer.


2- E matar mulheres

3- È impingir a outros uma determinada visão das coisas.

O sim não obriga ninguem a fazer nada que não queira:)

Também não exageres! As clinicas portuguesas que fazem abortos clandestinos em Portugal tem muita qualidade... e não são um vão de escada qualquer... a questão da ilegalidade é a principal diferença de quem faz em Portugal ou faz em Espanha.

Matar mulheres, isso era antigamente! O máximo que pode acontecer é a mulher ter um pequeno problema e ter que parar a um hospital público (ou privado) para resolver o seu problema...

Os defensores do não impingem do mesmo modo que os defensores do sim... ambos querem mostrar aos outros a sua visão das coisas.
 
Última edição:
"Ainda há pouco tempo veio uma noticia no jornal de uma rapariga virgem que estava grávida... Como aconteceu? Descobriu-se que apesar de nunca ter tido penetração, já andava no bem bom com o namorado, e num desses esfreganços o namorado acabou por ejacular... Ficou provado por testes médicos que a rapariga nunca tinha tido relações"

Pois, pois...ele nunca o meteu a fundo, mas que entrou, entrou!
Se tu sabes. Ok. Quem sou eu para duvidar.
 
Tal como o problema dos defensores do SIM é fazerem de contas que vão revolucionar o «mundo imperfeito».

Mas quais contas?!

Vê os gráficos REAIS, na vez das grosseiras manipulações do NÂO, e depois fala de números e de contas, e da arte das as falsear como fez o NÃO:

http://sim-referendo.blogspot.com/

1800 abortos clandestinos anuais (como se diz no site de Marcelo!), quando diversas estimativas independentes os calculam entre os 18000 e os 20000?! É essa a seriedade do contributo do NÃO? O fazer de conta que nada se passa por aí além?

E afirmar que a lei actual é boa (porque não é aplicada!...), que é como a espanhola, para depois vir um assustado Dr. Ribeiro e Castro dizer que corremos o risco de ir pelo caminho das «cifras de horror espanholas dos 100.000 abortos anuais»?!...

A diferença essencial entre o SIM e o NÃO, é que o SIM não quer as mulheres a continuar a abortar sem condições mínimas de higiene e segurança (o que até hoje para o NÃO foi o socialmente correcto que lhes pacificou a consciência por não ser visível!), enquanto o NÃO se está a borrifar para tais condições desde que o aborto seja mantido na clandestinidade, longe da tão cultivada aparência de respeitabilidade sócio-ideológica...

É que proibido ou não, o aborto vai manter-se.

E sendo problema de consciência de uma pessoa (a grávida), só temos que a ajudar e assegurar-lhe dignidade de tratamento, seja qual for a decisão que ela tome.
 
"Votar não, é mandar fazer os abortos no sestrangeiro, ou num vão de escada qualquer."

Se votarmos SIM, vai continuar a acontecer...a miuda de 15 anos que ficou grávida e que mora em Odemira, Elvas, Vendas Novas, Ericeira, etc...não vai ao hospital local ou ao centro de saude lá da terra, por uma questão de censura social. Vai continuar a recorrer à clandestinidade...

Se o SIM, ao defender a despenalização, exigisse do Estado medidas complementares para evitar os abortos, isso sim, seria uma proposta justissima! Mas não é isso que se lê nos textos dos defensores do SIM.
 
Se eu vivesse num "mundo perfeito" o meu país estava a ser governado por pessoas competentes...


Pois... E se fossem competentes há muito que nos teriam retirado deste estigma que ainda hoje marca negativamente Portugal.

Sobretudo aqueles, do NÃO, que aparecem agora, à última hora, a acenar com despenalizações e outros números de circo (os castigos para mulher abortante por parte de Bagão Félix, de César das Neves, do jovem Anacoreta Correia e afins...) quando antes e em posição efectiva de poder político(maioria absoluta) tudo mantiveram na mesma! É preciso descaramento e muito desespero para brincar com esta questão como se de plasticin ase tratasse!

E na mesma não queremos continuar, como vamos no domingo mostrar!
 
"É que proibido ou não, o aborto vai manter-se."

Quase certo, mas falta um ligeiro toque..proibido ou não, o aborto clandestino vai manter-se!
 
"Votar não, é mandar fazer os abortos no sestrangeiro, ou num vão de escada qualquer."

Se votarmos SIM, vai continuar a acontecer...a miuda de 15 anos que ficou grávida e que mora em Odemira, Elvas, Vendas Novas, Ericeira, etc...não vai ao hospital local ou ao centro de saude lá da terra, por uma questão de censura social. Vai continuar a recorrer à clandestinidade...

Se o SIM, ao defender a despenalização, exigisse do Estado medidas complementares para evitar os abortos, isso sim, seria uma proposta justissima! Mas não é isso que se lê nos textos dos defensores do SIM.

O partido que é do governo, que tem a maioria parlamentar e que defende o sim, NÂO se compromete a fazer!
 
Última edição:
Para além do problema dos Preservativos do "estado" os famosos ZIGZAG que devem ser as sobras depois do controlo de qualdiade da Control ou Durex...

De resto uma caixa custa 5,50€ para 6 preservativos. E nem me lembro, mas deve pagar 21% de Iva,...
 
"É que proibido ou não, o aborto vai manter-se."

Quase certo, mas falta um ligeiro toque..proibido ou não, o aborto clandestino vai manter-se!

A clandestinidade passará a ser uma opção, e não uma obrigação, uma imposição!

Nem o SIM nem o NÂO podem acabar com os abortos clandestinos!

A diferença entre nós é que para o SIM um aborto que seja que passe da clandestinidade para o âmbito de um procedimento de saúde seguro é positivo!
 
Para além do problema dos Preservativos do "estado" os famosos ZIGZAG que devem ser as sobras depois do controlo de qualdiade da Control ou Durex...

De resto uma caixa custa 5,50€ para 6 preservativos. E nem me lembro, mas deve pagar 21% de Iva,...

5% de IVA
Se comprares na farmácia podes deduzir no IRS
 
"O partido que é do governo, que tem a maioria parlamentar e que defende o sim, NÂO se compromete a fazer!"

Pois não, não se compromete..e por razão simples: dá trabalho, implica intervenção do Estado, coisa que nos tempos que correm não é moda! O que o PS e o Governo está a dizer é: estás grávida, tens esta saída temporária para te safares. É um problema da tua consciência e desenrasca-te depressa que o tempo está a correr...

Com sorte, haverá alguns estabelecimentos de saude oficiais onde o aborto será praticado. Com sorte, haverá comparticipação do SNS nos abortos efectuados em instituições privadas. O que garantidamente não há é programas de educação sexual que previnam as gravidezes indesejadas ou que apoiem as grávidas que decidam avançar com a gravidez.
 
Poema sem nome para um menino ainda sem nome

Poema sem nome para um menino ainda sem nome

Era tão pequeno que ninguém o via.
Dormia sereno enquanto crescia.
Sem falar, pedia - porque era semente -
ver a luz do dia como toda a gente.

Não tinha usurpado a sua morada.
Não tinha pecado. Não fizera nada.
Foi sacrificado enquanto dormia,
esterilizado com toda a mestria.

Antes que a tivesse, taparam-lhe a boca
- tratado, parece, qual bicho na toca.
Não soltou vagido. Não teve amanhã.
Não ouviu "Querido"... Não disse "Mamã"...

Não sentiu um beijo. Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo de pisar o solo,
pezito descalço, andar hesitante,
sorrindo no encalço do abraço distante.

Nunca foi à escola, de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas com olhos de assombro.
Crianças iguais à que ele seria,
não brincou com elas nem soube que havia.

Não roubou maçãs, não ouviu os grilos,
não apanhou rãs nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão, vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão à espera do doce.

Não soube que há rios e ventos e espaços.
E invernos e estios. E mares e sargaços.
E flores e poentes. E peixes e feras
as hoje viventes e as de antigas eras.

Não soube do mundo. Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado com toda a mestria.

Com as alvas batas, máscaras de entrudo,
técnicas exactas, mãos de especialistas
negaram-lhe tudo ( o destino inteiro...)
- porque os abortistas nasceram primeiro.

poema de Renato de Azevedo
 

Anexos

E não esquecer que a despenalização/liberalização do aborto vem trazer alguma justiça social.

Quem tem dinheiro não precisa da lei para nada, vai a Espanha e pronto.

O problema é quem não pode...

Para além disso falam aí no direito à vida. Esquececem-se no entanto da liberdade da mulher. Se o feto tem direito à vida também a mulher tem direito a que essa vida não dependa dela.

O SIM traz mais vantagens e agrada a todos. Quem é apologista do não pode continuar a ser e nunca realizar nenhum aborto. Se o NÃO ganhar, os apologistas do SIM ficam claramente prejudicados.
 
A minha liberdade termina aonde começa a tua

A minha liberdade termina aonde começa a tua

E não esquecer que a despenalização/liberalização do aborto vem trazer alguma justiça social.

Quem tem dinheiro não precisa da lei para nada, vai a Espanha e pronto.

O problema é quem não pode...

Para além disso falam aí no direito à vida. Esquececem-se no entanto da liberdade da mulher. Se o feto tem direito à vida também a mulher tem direito a que essa vida não dependa dela.

O SIM traz mais vantagens e agrada a todos. Quem é apologista do não pode continuar a ser e nunca realizar nenhum aborto. Se o NÃO ganhar, os apologistas do SIM ficam claramente prejudicados.

Por este andar ...

Tenho direito a roubar ... porque ele tem e eu não tenho!
Tenho direito a destuir ... porque ele tem e eu não tenho!
Tenho direito a vandalizar ... porque ele tem e eu não tenho!
Tenho direito a bater ... porque ... porque sim e pronto (à falta de melhor agumento).
Tenho direito a matar ... porque ... ora bolas ... porque sim (Ganda argumento).

É um direito não alienavel a minha liberdade ... mesmo que isso prejudique o proximo ?

O que irá responder quando lhe tocar a si ? Tambem vai apoiar o direito ... do ladrão o roubar, o direito do destruidor de destruir, o direito do vandalo de vandalizar, o direito do assassino de assassinar ?
 
Quem tem dinheiro vai a Espanha. Quem não tem sujeita-se.

O SIM é para garantir que esta actividade não é explorada por clinicas mafiosas e sem condições, ao mesmo tempo que dá todo o apoio que a mulher necessita na sua decisão (e, eventualmente, até a questiona - algo que não vai acontecer numa clinica manhosa). Ou seja, quem tem dinheiro não fica afectado pela mesma (já que pagava o aborto em boas cliente em Espanha, etc) mas quem não tem dinheiro tem aqui a possibilidade de ter um apoio.

O NÃO é para ficar tudo como está.

Tudo o resto, é demagogia.
 
Por este andar ...

Tenho direito a roubar ... porque ele tem e eu não tenho!
Tenho direito a destuir ... porque ele tem e eu não tenho!
Tenho direito a vandalizar ... porque ele tem e eu não tenho!
Tenho direito a bater ... porque ... porque sim e pronto (à falta de melhor agumento).
Tenho direito a matar ... porque ... ora bolas ... porque sim (Ganda argumento).

É um direito não alienavel a minha liberdade ... mesmo que isso prejudique o proximo ?

O que irá responder quando lhe tocar a si ? Tambem vai apoiar o direito ... do ladrão o roubar, o direito do destruidor de destruir, o direito do vandalo de vandalizar, o direito do assassino de assassinar ?


Pois, mas isso implica entrar na liberdade dos outros.

Se tivesses toda a comida do mundo estarias claramente a prejudicar todos os outros. Moralmente seria incorrecto, legalmente seria legítimo manteres toda a comida na tua posse.

Mas como não podemos viver regidos por uma moral superior à lei...
 
Eu desta campanha só me ficou uma coisa:

"Não acho que esta pergunta e este referendo façam o mínimo sentido"

Como muitos, também dou valor à vida, mas como os outros, dou valor às _DUAS_ vidas, choca-me que se proiba as mulheres de abortar devido a razões perfeitamente aceitáveis, mas também me choca liberalizar o aborto assim à vontade do freguês.

Com tudo isso, tanto me faz que ganhe o sim ou o não, não era a estar pergunta que eu gostaria de responder. O Governo podia muito bem ter modificado a lei acrescentando mais algumas alíneas, como as tais razões económicas ou psicológicas e continuaríamos com algum "pudor" em abortar sem razão aparente.

Esta liberalização total não me agrada muito, mas se tiver que ser, que venha, continuo a dizer que se podia chegar a um bom meio termo e sem precisarmos de referendo.

Abortar sim, mas desde que tenha algum fundamento.
 
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