A esquerda e a criminalidade, por Thomas Sowell

MrAnderson

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Esquerda e criminalidade: Parte I
por Thomas Sowell em 06 de setembro de 2006

Resumo: Dentre os dogmas da esquerda está o que afirma que colocar indivíduos na prisão não reduz a criminalidade e que a “raiz” social do crime deve ser atacada como prevenção, pouco importando as enormes evidências de que essa postura simplesmente não funciona.

© 2006 MidiaSemMascara.org

A mentalidade geral da esquerda política é similar em todos os países e em todos os tempos.[1]
A tolerância para com criminosos perigosos, encontrada em escritores do séc. XVIII, tais como William Godwin e Condorcet, tem seu eco, hoje em dia, naqueles que fazem vigílias de protesto nas execuções [de pena de morte] de assassinos e que reclamam que não estamos sendo bonzinhos com os trogloditas presos em Guantanamo.


Questões específicas variam de lugar para lugar e de tempos em tempos, mas a mentalidade permanece notavelmente similar. O que é também diferente de país para país e de uma época para outra é o nível de resistência enfrentada pela esquerda, o que determina o quão longe ela pode ir, na prática.


Os EUA sempre foram mais resistentes à esquerda que a maioria dos países europeus. Podemos ver, quase sempre, para onde vai a esquerda americana observando aonde chegou a esquerda européia.


Um novo livro sobre o crime na Inglaterra mostra o que acontece quando a mentalidade da esquerda prevalece no sistema judiciário. O livro se intitula “A Land Fit for Criminals” [Um país ideal para criminosos] e foi escrito por David Fraser.


Num passado ainda recente, a Inglaterra era uma das nações mais obedientes à lei na face da Terra.
Quando Lee Kuan Yew visitou Londres, vindo de Singapura, logo após a II Guerra Mundial, ele ficou tão impressionado com a honestidade dos ingleses e seu respeito à lei e à ordem que ele voltou para casa determinado a fazer o mesmo em seu país.


Hoje, Singapura é uma das nações mais obedientes à lei no mundo, enquanto a criminalidade na Inglaterra aumentou a um nível que, pela primeira vez, excede à dos EUA.


O que aconteceu entre uma e outra época foi o crescimento contínuo dos dogmas esquerdistas, até seu completo predomínio, tanto no sistema legal, quanto na mídia e entre as elites políticas da Inglaterra.



Hoje, um ladrão preso em flagrante pela polícia inglesa tem grande chance de receber uma advertência. Se ele já tiver sido condenado por roubo, ele poderá receber uma advertência mais severa. Mas, ele dificilmente enfrentará a situação draconiana, por exemplo, de ser posto atrás das grades.


Roubo é considerado ofensa “leve” por líderes de ambos os partidos (do Trabalho e Conservador) na Inglaterra. Casos raros em que ladrões são presos são criticados pela mídia.


A ideologia esquerdista a respeito do crime, incluindo seu desprezo pela propriedade privada, tem se alastrado por todo o espectro político, atingindo a todos que desejam ser considerados “homens de seu tempo”. Essa ideologia é essencialmente a mesma em ambos os lados do Atlântico, mas na Inglaterra atingiu uma dominância muito maior e sem contestação.


Dentre os dogmas da esquerda está o que afirma que colocar indivíduos na prisão não reduz a criminalidade e que a “raiz” social do crime deve ser atacada como prevenção, além de que a “reabilitação”, por meio de vários programas “na comunidade”, é mais efetiva que a prisão de criminosos.


Nada disso é novidade e sua racionalidade já é velha de mais de dois séculos. O que é notável é como montanhas de evidências factuais contrárias são ignoradas, evitadas ou simplesmente ocultadas, em ambos os lados do Atlântico.


O livro de David Fraser examina essas evidências à exaustão e expõe a alegação fraudulenta usada para tentar justificar a contínua leniência para com criminosos, enquanto a criminalidade cresce assustadoramente na Inglaterra.


Há montanhas similares de evidências contra os dogmas criminais da esquerda nos EUA e essas evidências são, da mesma forma, ignoradas, evitadas e ocultadas por esquerdistas. Mas, aqui a esquerda enfrenta uma oposição maior, razão pela qual ela não atingiu uma dominância tão grande quanto na Inglaterra – ainda.


Em ambos os países, os ideólogos têm o apoio de políticos e burocratas “práticos”[2] que simplesmente não querem gastar o dinheiro necessário para construir e manter prisões para trancafiar, durante longos períodos, os criminosos.


Aqueles que comparam custos e benefícios definem “custos” como aquilo que o governo gasta. Mas, os custos pagos pelo público, apenas em termos econômicos, excedem enormemente o custo das prisões. Mas isso não importa, tanto para os ideólogos, quanto para os políticos e burocratas jurídicos “práticos”.


fonte Midia sem mascara



Um texto que encontrei por acaso, e achei muito interesante, e quem viu as reportagens na sic sobre a criminalidade em inglaterra, sabe que aquilo lá está muito mal, e nós, a continuar assim, para lá caminhamos...

cumpts
 
O artigo está bem fundamentado, é factual e faz todo o sentido!!

Concordo inteiramente com o seu conteudo...

A nivel mundial é mesmo essa tendencia de desrespeito pela autoridade/lei, e despenalização da criminalidade!!

Infelizmente só quando este problema tocar bem de perto os dirigentes mundiais é que se aperceberão ( tarde demais) das consequências das suas decisões "socialistas".

Mas como os dirigentes andam de seguranças atrás, talvez nunca venham a sofrer na pele a insegurança cada vez maior do dia a dia...
 
Esse texto ou o que ele traduz só será novidade para quem anda a dormir debaixo de uma rocha, basta olhar para a nossa extrema-esquerda (BE) que defende intransigentemente tudo o que é ladrão, drogado ou assassino. [8b]
 
Quem tiver lido o livro "Arquipélago de Gulag" de Aleksandr Solzhenitsyn tem em primeira mão a perversidade da esquerda sobre os prisioneiros comuns vs os políticos.

Perversidade maior pq muitos prisioneiros políticos eram verdadeiros Comunistas presos na purgas.

Muito interessante e merece uma leitura.

E isso entronca no artigo que abriu este tópico.

Que tem igual consequência nas escolas etc.....
 
estes textos podiam dar origem a discussoes interessantes! mas o autor, e quem o reproduz, escolhem ir para o extremismo e para o absurdo.

e triste...porque assim so fazem figuras tristes e nada muda, esteja bem ou mal.

e a eterna luta esquerda vs direita, mas no fundo ninguem sabe o que e e qual e qual[:D]

Um texto que encontrei por acaso, e achei muito interesante, e quem viu as reportagens na sic sobre a criminalidade em inglaterra, sabe que aquilo lá está muito mal, e nós, a continuar assim, para lá caminhamos...
esta mal e esta pra piorar nos proximos tempos. mas luta-se pra inverter a tendencia, coisa que nao vejo a acontecer em portugal! temos a PJ, que faz milagres com o pouco que lhes dao e com o muito "lixo" que lhes poem em cima, e mais nada. nao chega.
 
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Um gajo com estas ideias tem honras de publicação???
Algo vai muito mal...
Confude conceitos como quem bebe água!
Furto = roubo? Minha Nossa Senhora!!!
A prisão faz baixar a criminalidade?? Ora bem, pelo menos tem a virtude de ser original... Perguntem aos americanos...
Anda meio mundo a pensar em alternativas eficazes à cadeia (porque já se percebeu que esta não faz qualquer diferença, se calhar, até potencia a criminalidade) e vem este iluminado...
É, concerteza um gajo de esquerda (não dizem que os gajos de esquerda são radicais?).
 
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Interessante...

Os de Esquerda alegam que o encarceramento não reduz a criminalidade e os de Direita alegam que as prisões são uma despesa incomportável para o Estado e para os contribuintes.

Os sentados à esquerda da assembleia - após a revolução de 1789 - em França estavam identificados com o pensamento radical mais próximo do povo enquanto os da direita representavam o pensar moderado e mais conservador de uma certa elite mais relacionada com a burguesia.

Curiosamente os que hoje em dia se intitulam de Direita são os mais radicais e pretendem resolver os problemas da sociedade pelo restabelecimento da “Lei da Bala”, da pena de morte, execuções sumárias, tortura etc...

Os verdadeiros radicais hoje em dia são os pensadores de Direita!

Continua tudo igual passados mais de 200 anos talvez com a diferença que muito desse povaréu pensa que faz parte de uma elite ou pretende alcançar algum status quo à custa da exibição de sinais exteriores de riqueza independentemente da sua formação pessoal e intelectual.
 
Interessante...

Os de Esquerda alegam que o encarceramento não reduz a criminalidade e os de Direita alegam que as prisões são uma despesa incomportável para o Estado e para os contribuintes.

Os sentados à esquerda da assembleia - após a revolução de 1789 - em França estavam identificados com o pensamento radical mais próximo do povo enquanto os da direita representavam o pensar moderado e mais conservador de uma certa elite mais relacionada com a burguesia.

Curiosamente os que hoje em dia se intitulam de Direita são os mais radicais e pretendem resolver os problemas da sociedade pelo restabelecimento da “Lei da Bala”, da pena de morte, execuções sumárias, tortura etc...

Os verdadeiros radicais hoje em dia são os pensadores de Direita!

Continua tudo igual passados mais de 200 anos talvez com a diferença que muito desse povaréu pensa que faz parte de uma elite ou pretende alcançar algum status quo à custa da exibição de sinais exteriores de riqueza independentemente da sua formação pessoal e intelectual.

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