20595 Casos de Violência Conjugal no ano Passado !

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ESTUDOS INTERNACIONAIS REVELAM QUE OS FACTORES CULTURAIS INFLUENCIAM A FORMA COMO O HOMICÍDIO CONJUGAL É PERPETRADO
Homicídio conjugal subiu nos últimos dez anos


Clara Vasconcelos</B>

Os casos de violência doméstica parecem não parar de crescer em Portugal. Em 2006, as forças de segurança registaram um total de 20595 casos, uma subida de 13,2% face a 2005.

O número de registos pode reflectir, também, o aumento da visibilidade mediática destes casos, dando mais confiança às vítimas para denunciarem as agressões. Mas a verdade é que o aumento das ocorrências tem vindo a subir desde 2000, com uma excepção apenas em 2004. No total, passou-se de cerca de 11 mil ocorrências para mais de 20 mil em apenas seis anos - quase o dobro.

A juntar a isto, até o homicídio conjugal aumentou em Portugal, nos últimos dez anos. Em 2006 morreram 39 mulheres e 43 foram vítimas de agressões graves ou tentativas de homicídio.

Mas o estudo ontem divulgado, no âmbito da campanha contra a violência doméstica, revela algumas alterações na sociedade portuguesa. Os homens mais novos já não matam tanto e, nas mulheres, não se verificou um aumento do homicídio como resposta, na maior parte dos casos, à violência de que são vítimas.

"Significa que a nossa mensagem está a chegar a estes dois grupos", disse, ao JN, Elza Pais, presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e autora do relatório em causa. O estudo compara dados fornecidos pelas autoridades policiais relativos a 2006 com os dados que a própria Elza Pais recolheu em 1996, quando realizou o seu trabalho "homicídio conjugal em Portugal".

Em 1996, o homicídio conjugal representava 15% do homicídio geral. Dez anos depois, essa percentagem sobe para 16,4%. No ano passado, 87% das vítimas de violência doméstica são mulheres e 13%, homens. Dos 212 homicidas a cumprir pena de prisão em 2006 (contra 150 em 1996), 91 têm mais de 51 anos e apenas 1 tem entre 21 e 25 anos. Um cenário bem diferente do de 1996, altura em que esta última faixa etária registava 8 condenados e a primeira, 43.

Elza Pais admite que as campanhas contra a violência doméstica estarão a falhar entre os homens mais velhos, mas lembra que o Plano Nacional Contra a Violência Doméstica, recentemente aprovado, dedica especial atenção "ao trabalho junto dos agressores", com vista a sensibilizá-los para o tratamento e a afastá-los desse tipo de comportamento.

Outra das conclusões que a socióloga retira deste trabalho, é o facto de as penas aplicadas terem "endurecido" e os processos de violência doméstica serem agora mais céleres. "Em média, o tempo entre a detenção e a acusação é de um ano". Em 2006, 89 dos condenados cumpriam penas iguais ou superiores a 17 anos, contra os 34 que em 1996 se encontravam nessa situação. Significa igualmente, segundo Elza Pais, que as forças de segurança e o sistema judicial estão mais sensibilizados para estes casos.


Custos da violência nos 555 euros por pessoa

Mendes Bota, vice-presidente do comité para a igualdade da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, afirmou que pelo menos 80 milhões de mulheres dos países da União Europeia já foram vítimas de violência doméstica. O que representa, para além de tudo o resto, um custo efectivo de 34 biliões de euros por ano, ou seja, 555 euros per capita.



Novo inquérito lançado em Setembro em todo o país

Um novo inquérito sobre violência doméstica vai ser lançado em Setembro, no âmbito do Plano Nacional Contra a violência, prevendo-se que os dados possam estar prontos no final do ano. O último inquérito foi realizado em 2005. As mudanças legislativas e as medidas entretanto introduzidas serão testadas nesse inquérito. O conhecimento do fenómeno, na opinião dos especialistas, é fundamental para o combater.



A influência dos factores culturais

Numa análise a vários estudos internacionais, Elza Pais, presidente da Comissão para a Igualdade, concluiu que os factores culturais e o acesso a armas influencia o tipo de homicídio conjugal perpetrado nos diferentes países. Por exemplo, nos Estados Unidos da América as mulheres são mortas com o recurso a armas de fogo, enquanto que na Índia muitas mulheres morrem queimadas pelos seus próprios maridos, dizendo-se depois que morreram num incêndio na cozinha.



Cem mulheres mortas por ano em Espanha

Em Espanha, morrem anualmente 100 mulheres vítimas de homicídio conjugal. Na Zâmbia, estima-se que , em cada semana, morram cinco mulheres pelos mesmos motivos. No Reino Unido, morrem 120 por ano. Nos EUA, um em cada três homicídios de mulheres tem natureza conjugal.

Estrangulou a namorada de 27 anos e depois suicidou-se

Homícidio por estrangulamento

Alvor, Portimão




No dia 26 de Dezembro, os jornais noticiavam mais um caso de violência doméstica. Um homem de 30 anos - que não tinha antecedentes criminais e tocava em bares da região à noite - estrangulou até à morte a namorada, Ana, de 27 anos. Foi na véspera de Natal, num apartamento do Alvor, em Portimão (Algarve).



Os desentendimentos entre os dois namorados eram frequentes, segundo os amigos. Nesse dia, estiveram primeiro na residência de Ana e ao início da tarde, já na casa dele, começaram a discutir. O músico agarrou-a pelo pescoço e estrangulou-a.



O autor confesso do crime chamou depois a ambulância do INEM. Quando os paramédicos chegaram ao local do crime, Ana estava ainda em estado crítico, mas chegou ao Hospital do Barlavento algarvio, meia hora depois, já morta. Ana trabalhava no ramo da imobiliária e namorava com S.C. há dois anos. AM

Encontrada morta na cama depois de ter alta hospitalar

Morte por maus tratos físicos

Carvalhas, em Nelas



Maria, 44 anos, foi encontrada morta - com hematomas no corpo - na cama no quarto da sua casa, na freguesia de Carvalhas, em Nelas. O marido negou ser responsável pela morte, mas admitiu que às vezes lhe dava "umas lambadas". O casal "tinha muitos problemas relacionados com o álcool", que "resultavam em agressões", revelaram os vizinhos. O suspeito, de 46 anos, diz que a encontrou de madrugada, a esvair-se em sangue na casa de banho. Chamou os bombeiros que a levaram para o Hospital de Viseu." Conceição disse que tinha "caído". Teve alta e retornou a casa de manhã, no carro do filho mais novo. Limpou a casa, lavou a louça e foi-se deitar. Às 20h00, o marido diz que a encontrou morta. "De um momento para o outro, deu para beber muito. Ainda lhe dei algumas lambadas para ver se a emendava, mas não mereceu a pena. Mas já não lhe batia há muito tempo", disse o suspeito aos jornalistas. AM

Queimada viva pelo marido por ter pedido o divórcio

Morte por combustão

Alcobaça



Margarida, tinha 26 anos e saiu de casa às 6h30, em meados de Agosto, para passear a sua cadela. Os jornais relataram o caso assim o marido esperava escondido na rua, porque conhecia esse seu hábito. Preparava-se para a matar como vingança do pedido de divórcio (litigioso), em curso. Deixou-a sair do prédio, depois regou-a com gasolina e deitou-lhe fogo, o que lhe provocou uma morte dolorosa. O homicida fugiu para a aldeia onde residia e enforcou-se. Na véspera, em Mira de Aire, uma outra mulher tinha sido morta a tiro pelo ex-namorado.



O crime aconteceu em Alcobaça, localidade para onde Margarida se mudara em Julho para começar nova vida, após o divórcio, mas o marido, de 37 anos, "nunca aceitou a separação". Margarida, que trabalhava numa pastelaria na Nazaré, foi deixada na via pública a arder e socorrida ainda com vida, mas entrou já morta no hospital. AM




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:(
Nem sei o que dizer sobre estas situações, nunca pensam que a maré no dia seguinte, poderá trazer boas novas, a maior parte da violência, é causada pelos ciúmes, pelo "poder" de quero, posso e mando e chega a um ponto em que nenhum(principalmente o homem) se respeita.
Se não estão bem, separam-se, o que não falta por aí é mulheres e homens solteiras/os, enfim [s)] ...

Quando era puto, o meu pai chegou a bater na minha mãe(pelo simples facto de não estar bem com ela e chegou a bater-lhe, por simples coisas, o meu pai, nunca respeitou a minha mãe, por vezes até penso se eles se amam o suficiente, para continuar daquele modo).
Assim que fui crescendo, fui percebendo, apesar de não morar com eles, quando estou ao pé, o meu pai não se sente bem com algo e insulta-a, sem mais nem menos, mas a conversa é outra e sou eu que o tenho que pôr na linha, mandando-o calar e tentar mostrar o errado(tem muito respeito por mim), ele também sabe que se algum dia, tocar na minha mãe, sabe na perfeição que será tocado por mim, é de lamentar, o filho bater a um pai(espero nunca o fazer), mas ele nunca tem razão, ao menos sou um anjo da guarda naquela casa(penso eu).
 
Estes números nunca deixam de aumentar e surpreender!

Mas tb por vezes estão muito longe da realidade. Há muitas mulheres que não apresentam qq tipo de queixa!

E depois há o reverso da medalha! Cada vez mais são as mulheres a bater nos maridos, só que as queixas são prai 1%, pq nenhum homem quer ir a policia dizer que a mulher lhe bate!
 
Fico boquiaberto com alguns casos...é impressionante o sangue frio de algumas pessoas...

Nestes casos, nunca existe sangue-frio, a paixão, o ódio, a vergonha, assumem tais proporções, que as pessoas não são suficientemente auto-controladores, ou mesmo INTELIGENTES, para mudar de rumo/vida, sentem-se (no consciente delas) traídas e a outra pessoa tem de pagar(vingança) seja em que caso for, infelizmente é assim.

Já assisti, uma violência na rua, o marido estava a bater e bem na mulher(por volta das 23h), na rua só estava eu a passar de carro e o casal(conhecia-os de vista), abrandei, mas não parei [8b] , (já foi hã uns 4 anos) se fosse hoje, parava, mas não parei e a mulher continuou a sofrer [s)] , não os vi mais.
 
Estes números nunca deixam de aumentar e surpreender!

Mas tb por vezes estão muito longe da realidade. Há muitas mulheres que não apresentam qq tipo de queixa!

E depois há o reverso da medalha! Cada vez mais são as mulheres a bater nos maridos, só que as queixas são prai 1%, pq nenhum homem quer ir a policia dizer que a mulher lhe bate!



Temos ter a ideia que grande parte dos casos de violência não são contabilizados pois ninguém apresenta queixa.:(
E é isso que mais assusta.


é bem verdade, conheço cada vez mais casos de mulheres que batem nos maridos.
Quem é o homem que vai a uma esquadra dizer que a mulher bate nele?
Ou que arrisca sequer a que as pessoas que o conhecem saibam disso?

Tenho quase a certeza que os polícias eram os primeiros a rir-se e gozar com a maior parte dos casos.[8b]
 
Nestes casos, nunca existe sangue-frio, a paixão, o ódio, a vergonha, assumem tais proporções, que as pessoas não são suficientemente auto-controladores, ou mesmo INTELIGENTES, para mudar de rumo/vida, sentem-se (no consciente delas) traídas e a outra pessoa tem de pagar(vingança) seja em que caso for, infelizmente é assim.

Concordo com o que dizes. A paixão, o ódio e a vergonha levam a que hajam actos tresloucados e acabam, grande parte das vezes, em tragédia.

Mas estou a lembrar-me daquele que regou a mulher com gasolina e pegou-lhe fogo...epá, apesar de todas as razões que apontaste, é preciso um sangue frio tremendo e uma premeditação diabólica para fazer o que fez...
 
Calma na interpretação dos resultados!

eles fizeram e bem em mencionar que cada vez mais a violência doméstica tem visibilidade, e portanto há menos casos nos bastidores, e mais casos a serem dados a conhecer......., mas não substimem isto.......porque é um dado tácito geral que a sociedade está mais open-minded em termos de relação marido-mulher, e portanto há cada vez mais denuncias por coisas "pequenas"!

antigamente (nem assim tão antigamente), as mulheres suportavam muita coisa dos maridos (violência, traição,pouca liberdade)devido á pressão social que lhes era imposta, mas hoje em dia isso já não se verifica, e as mulheres fazem-se valer da justiça .....!
 
Calma na interpretação dos resultados!

eles fizeram e bem em mencionar que cada vez mais a violência doméstica tem visibilidade, e portanto há menos casos nos bastidores, e mais casos a serem dados a conhecer......., mas não substimem isto.......porque é um dado tácito geral que a sociedade está mais open-minded em termos de relação marido-mulher, e portanto há cada vez mais denuncias por coisas "pequenas"!

antigamente (nem assim tão antigamente), as mulheres suportavam muita coisa dos maridos (violência, traição,pouca liberdade)devido á pressão social que lhes era imposta, mas hoje em dia isso já não se verifica, e as mulheres fazem-se valer da justiça .....!


Ainda não é bem assim. Apesar da situação ter mudado qualquer coisa,ainda está longe de se ter dado uma "revolução" nesse sentido.

E hoje em dia há cada vez mais homens a serem as vítimas,e aí é que não se tornam numeros oficiais...
 
Ainda não é bem assim. Apesar da situação ter mudado qualquer coisa,ainda está longe de se ter dado uma "revolução" nesse sentido.

E hoje em dia há cada vez mais homens a serem as vítimas,e aí é que não se tornam numeros oficiais...


Acredita que é, principalmente nas zonas onde existem maior concentração de pessoas...![;)]


o que se passa é que os casos mais fulminantes [:D] ....dão muito nas vistas (seja na rua, no C.C ou noutro sitio)


Os homens raramente são vitimas de violência fisica por parte das mulheres, o que se passa é que com a emancipação da mulher os homens deixaram de ocupar o lugar cimeiro autoritário, passando a ter que competir pela mulher sempre ao longo da relação............, e existe de facto uma maior manipulação por parte das mulheres , dos homens............, assim como uma "Masculinização" da atitude das mulheres perante a vida sexual....

antigamente uma mulher tinha que casar virgem e a traição por ela era muito grave.....

hoje em dia, as mulheres são como os homens........ou piores![:D]
 
Concordo com o que dizes. A paixão, o ódio e a vergonha levam a que hajam actos tresloucados e acabam, grande parte das vezes, em tragédia.

Mas estou a lembrar-me daquele que regou a mulher com gasolina e pegou-lhe fogo...epá, apesar de todas as razões que apontaste, é preciso um sangue frio tremendo e uma premeditação diabólica para fazer o que fez...

Sim, mas o homenzinho não estava em si, porque até se matou, nestes casos, demora muito tempo, para que uma pessoa arrefeça e pense(digo eu), acho que podem estar sobre pressão durante dias, o homenzinho regou a mulher [8b] (cobarde de m3rda) e depois matou-se.

A violência nunca levou a lado nenhum(nestes casos).
 
Sim, mas o homenzinho não estava em si, porque até se matou, nestes casos, demora muito tempo, para que uma pessoa arrefeça e pense(digo eu), acho que podem estar sobre pressão durante dias, o homenzinho regou a mulher [8b] (cobarde de m3rda) e depois matou-se.

A violência nunca levou a lado nenhum(nestes casos).

Esse foi cobarde duas vezes...por fazer o que fez e não ter colh..tomates para o assumir...[8b]
 
Será que a vítima também defende isso? :sh)

Óbvio que não. Mas quem vai à guerra dá e leva e na maioria das vezes quem dá também sofre, não me venham com cantigas...

Mas agora diz-me, quantos casamentos já acabaram por existir violencia entre o casal?

Eu conheço casais que andam sempre à pancada e fazem uma vida perfeitamente normal, porém, também conheço casais aparentemente felizes que não andam à pancada e por futilidades acabam a relação, enquanto os outros continuam à pancada sem se separar. E no caso que estou a falar marido e mulher vão à cara um do outro e adoram-se!

Por isso, a afirmação quanto mais me bates mais eu gosto de ti, faz todo o sentido!
 
Óbvio que não. Mas quem vai à guerra dá e leva e na maioria das vezes quem dá também sofre, não me venham com cantigas...

Mas agora diz-me, quantos casamentos já acabaram por existir violencia entre o casal?

Eu conheço casais que andam sempre à pancada e fazem uma vida perfeitamente normal, porém, também conheço casais aparentemente felizes que não andam à pancada e por futilidades acabam a relação, enquanto os outros continuam à pancada sem se separar. E no caso que estou a falar marido e mulher vão à cara um do outro e adoram-se!

Por isso, a afirmação quanto mais me bates mais eu gosto de ti, faz todo o sentido!



:confused: :( [8b] :sh) :confused: :(
 
Óbvio que não. Mas quem vai à guerra dá e leva e na maioria das vezes quem dá também sofre, não me venham com cantigas...

Mas agora diz-me, quantos casamentos já acabaram por existir violencia entre o casal?

Eu conheço casais que andam sempre à pancada e fazem uma vida perfeitamente normal, porém, também conheço casais aparentemente felizes que não andam à pancada e por futilidades acabam a relação, enquanto os outros continuam à pancada sem se separar. E no caso que estou a falar marido e mulher vão à cara um do outro e adoram-se!

Por isso, a afirmação quanto mais me bates mais eu gosto de ti, faz todo o sentido!

Agora disses-te tudo, mas imagina que o gajo é mesmo ****** e ela uma "pequena" donzela, que sempre esperou o seu príncipe e que afinal, saiu-lhe o dragão [;)] .
Quando um dá no outro, ainda é naquela, mas quando o homem dá e FORTE na mulher e ainda a ameaça, já se sabe o desfecho, geralmente uma vida de m3rda para a mulher a viver sobe medo, sem aproveitar a vida e ter oportunidade de ser feliz.

Pensem nisso, existe muitos gajos cobardes por aí.
 
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