Boxer
Tarado do Cara?as
Bom, finalmente aconteceu (não sei se era uma questão de tempo ou não, mas quem anda à chuva molha-se): na noite de 6ª-feira, quando me dirigia a um restaurante onde ia jantar com a minha namorada, sofri um despiste que resultou num choque contra um muro.
Trata-se de uma estrada que conheço muito bem (o Pisão, em Cascais) e na qual costumo dar o gostinho ao dedo, mas como ia com a minha namorada ia devagar e com os cuidados habituais. Sem qualquer aviso, e a meio duma curva longa à direita e sem visibilidade, a traseira do carro fugiu abruptamente, deixando-o apontado contra o muro à minha direita num "slide" aparentemente interminável. Só consegui pensar que, se batesse ou se simplesmente parasse naquela posição, poderia vir um carro de cima e bater contra a porta do lado da minha namorada. Então comecei a contra-brecar, soltei o travão, tentei acelerar (já nem sabia em que mudança estava) e, realmente, o carro começou a recuperar a trajectória. Mas como tinha qualquer coisa nos pneus que os tornavam mais escorregadios do que é costume, não consegui segurá-lo a direito, e começou a rodar para o lado esquerdo, embatendo de frente contra um sinal vertical que fica a um palmo do muro (uma escarpa rochosa) e, portanto, contra o muro também. A traseira levantou ligeiramente, rodou no ar e embateu na rocha com a roda traseira direita. Isto fez com que a chapa não sofresse estragos, mas a roda ficou metida para dentro.
Ninguém se magoou, felizmente, mas as duas jantes e pneus do lado direito foram ao ar, o eixo traseiro está, no mínimo, empenado... e a roda da frente do mesmo lado recuou, afectando talvez o triângulo e a própria torre da suspensão.
Isto quase que dá para formular uma "verdade universal": por muito que um gajo arrisque com o carro, é devagar que se lixa sempre...
Não sei se foi óleo na estrada ou qualquer coisa semelhante, mas não foi água. Costumo passar ali muitas vezes, e mais depressa, mesmo com água e tudo, mas desta vez não sei o que estaria diferente...
Agora tenho o carro no stand à espera da peritagem e fui esta manhã à Sagres participar e activar a cobertura de danos próprios.
E pronto, são coisas que acontecem... eu considero-me um bom condutor, sempre a precisar de muito aperfeiçoamento, e gosto de conhecer os meus carros. Provoco-os, aprendo a controlá-los minimamente, etc...
No entanto, isso não me serviu da maneira que queria. Estive sempre calmo e "consciente" durante todo o despiste, agi sobre os controlos do carro, mas mesmo assim há coisas que falham... é complicado termos a noção exacta do volante, pedais, caixa, etc... e mais complicado ainda conseguirmos agir convenientemente sobre todos eles da forma correcta.
Ainda não é instintivo, para mim, decidir sobre se devo acelerar ou travar, passar o peso para a frente ou para trás e prever a reacção do carro de forma atempada. Consigo fazê-lo numa situação provocada por mim de forma razoável, mas assim de repente ainda está longe de ser uma reacção "natural". Portanto, assim que puder, vou tirar uns cursos de condução defensiva e desportiva. A ideia é ver-me várias vezes em situações destas até automatizar as reacções.
E pronto, pode ser que este tipo de testemunho sirva eventualmente a alguém.
Trata-se de uma estrada que conheço muito bem (o Pisão, em Cascais) e na qual costumo dar o gostinho ao dedo, mas como ia com a minha namorada ia devagar e com os cuidados habituais. Sem qualquer aviso, e a meio duma curva longa à direita e sem visibilidade, a traseira do carro fugiu abruptamente, deixando-o apontado contra o muro à minha direita num "slide" aparentemente interminável. Só consegui pensar que, se batesse ou se simplesmente parasse naquela posição, poderia vir um carro de cima e bater contra a porta do lado da minha namorada. Então comecei a contra-brecar, soltei o travão, tentei acelerar (já nem sabia em que mudança estava) e, realmente, o carro começou a recuperar a trajectória. Mas como tinha qualquer coisa nos pneus que os tornavam mais escorregadios do que é costume, não consegui segurá-lo a direito, e começou a rodar para o lado esquerdo, embatendo de frente contra um sinal vertical que fica a um palmo do muro (uma escarpa rochosa) e, portanto, contra o muro também. A traseira levantou ligeiramente, rodou no ar e embateu na rocha com a roda traseira direita. Isto fez com que a chapa não sofresse estragos, mas a roda ficou metida para dentro.
Ninguém se magoou, felizmente, mas as duas jantes e pneus do lado direito foram ao ar, o eixo traseiro está, no mínimo, empenado... e a roda da frente do mesmo lado recuou, afectando talvez o triângulo e a própria torre da suspensão.
Isto quase que dá para formular uma "verdade universal": por muito que um gajo arrisque com o carro, é devagar que se lixa sempre...
Não sei se foi óleo na estrada ou qualquer coisa semelhante, mas não foi água. Costumo passar ali muitas vezes, e mais depressa, mesmo com água e tudo, mas desta vez não sei o que estaria diferente...
Agora tenho o carro no stand à espera da peritagem e fui esta manhã à Sagres participar e activar a cobertura de danos próprios.
E pronto, são coisas que acontecem... eu considero-me um bom condutor, sempre a precisar de muito aperfeiçoamento, e gosto de conhecer os meus carros. Provoco-os, aprendo a controlá-los minimamente, etc...
No entanto, isso não me serviu da maneira que queria. Estive sempre calmo e "consciente" durante todo o despiste, agi sobre os controlos do carro, mas mesmo assim há coisas que falham... é complicado termos a noção exacta do volante, pedais, caixa, etc... e mais complicado ainda conseguirmos agir convenientemente sobre todos eles da forma correcta.
Ainda não é instintivo, para mim, decidir sobre se devo acelerar ou travar, passar o peso para a frente ou para trás e prever a reacção do carro de forma atempada. Consigo fazê-lo numa situação provocada por mim de forma razoável, mas assim de repente ainda está longe de ser uma reacção "natural". Portanto, assim que puder, vou tirar uns cursos de condução defensiva e desportiva. A ideia é ver-me várias vezes em situações destas até automatizar as reacções.
E pronto, pode ser que este tipo de testemunho sirva eventualmente a alguém.