BCP anula dívida de filho de Jardim Gonçalves

Bem, já está explicado acima. Não é por ser privado que um banco pode fazer o que lhe apetece.

Isto é algo "normal" na vida dos bancos, e contabilisticamente tem determinado tratamento, neste caso só está a levantar ondas por ser quem é.

Um amigo ,meu tinha um negócio próprio a brincadeira correu mal, e o banco (Barclays) ficou agarrado em largas centenas de milhares de euros... obviamente que o processo está a ser tudo menos pacífico, mas garantidamente que essa pessoa não tem dinheiro para pagar ao banco e as coisas vão para tribunal etc etc, mas contabilisticamente o rombo terá de ser tratado como dívidas incobráveis.

Ahh e também não havia garantias reais e a dívida chegou quase ao milhão de euros.
 
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Isto é algo "normal" na vida dos bancos, e contabilisticamente tem determinado tratamento, neste caso só está a levantar ondas por ser quem é.

Um amigo ,meu tinha um negócio próprio a brincadeira correu mal, e o banco (Barclays) ficou agarrado em largas centenas de milhares de euros... obviamente que o processo está a ser tudo menos pacífico, mas garantidamente que essa pessoa não tem dinheiro para pagar ao banco e as coisas vão para tribunal etc etc, mas contabilisticamente o rombo terá de ser tratado como dívidas incobráveis.

Ahh e também não havia garantias reais e a dívida chegou quase ao milhão de euros.

1.000.000€??!!
Em condições normais foi bastante, tenho de aprender como se consegue tanto.

De qualquer maneira, ao outro ainda lhe facilitaram mais...
 
Havia um ditado antigo que dizia:

"Se deveres dez mil contos ao banco tens um problema. Se deveres um milhão de contos ao banco, este tem um problema"

[:D]
 
Another one for the road !

Another one for the road !

"Três dos maiores accionistas do Millennium BCP querem ver esclarecido mais um perdão de dívida por parte do banco, agora tornado público. Pedro Teixeira Duarte, Joe Berardo e João Pereira Coutinho pedem explicações à comissão de auditoria do banco sobre o alegado perdão de 15 milhões de euros ao empresário José Goês Fernandes.

De acordo com o «Jornal de Negócios» (JdN), em causa estão juros devidos por empresas de José
Goes Fernandes, que detém 2% do BCP e que terá contraído a dívida para adquirir títulos do próprio banco.
É mais um alegado perdão de dívida, depois de uma situação semelhante com o filho de Jardim Gonçalves. Os accionistas exigem saber em que condições foi dado crédito ao filho do fundador do BCP e que terá resultado num prejuízo de 12 milhões de euros para o banco"

in TVI online, 15-10-2007
 
"Três dos maiores accionistas do Millennium BCP querem ver esclarecido mais um perdão de dívida por parte do banco, agora tornado público. Pedro Teixeira Duarte, Joe Berardo e João Pereira Coutinho pedem explicações à comissão de auditoria do banco sobre o alegado perdão de 15 milhões de euros ao empresário José Goês Fernandes.

De acordo com o «Jornal de Negócios» (JdN), em causa estão juros devidos por empresas de José
Goes Fernandes, que detém 2% do BCP e que terá contraído a dívida para adquirir títulos do próprio banco.
É mais um alegado perdão de dívida, depois de uma situação semelhante com o filho de Jardim Gonçalves. Os accionistas exigem saber em que condições foi dado crédito ao filho do fundador do BCP e que terá resultado num prejuízo de 12 milhões de euros para o banco"

in TVI online, 15-10-2007
Esta malta do Millennium BCP são uns mãos-largas. [:D]
 
1.000.000€??!!
Em condições normais foi bastante, tenho de aprender como se consegue tanto.

De qualquer maneira, ao outro ainda lhe facilitaram mais...

e quase que arrisco a dizer que a empresa era uma "brincadeira de crianças". Havia livranças em nome pessoal, mas isso não serviu de nada, a pessoa em causa por artes mágicas deixou de ter património em seu nome (casas, carros, etc) de um dia para o outro, inclusivé heranças foram resolvidas, logo o banco não têm rigorosamente nada em que pegar.
 
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e quase que arrisco a dizer que a empresa era uma "brincadeira de crianças". Havia livranças em nome pessoal, mas isso não serviu de nada, a pessoa em causa por artes mágicas deixou de ter património em seu nome (casas, carros, etc) de um dia para o outro, inclusivé heranças foram resolvidas, logo o banco não têm rigorosamente nada em que pegar.
O que não quer dizer que lhe perdoe a dívida. [;)]
 
O que não quer dizer que lhe perdoe a dívida. [;)]


Mas como saberás tão bem ou melhor que eu, neste casos e quando o banco sabe que não conseguirá ir buscar o dinheiro porque a pessoa por e simplesmente não têm (e não existem bens em seu nome e as contas apareceram misteriosamente a zeros), dificilmente seguem para tribunal, pois já se sabe o resultado à partida. Os bancos quase sempre optam por tentarem negociar a dívida, o que nem sempre se consegue com sucesso.
Neste caso existiu perdão, mas como banco privado ninguém tem nada a ver com essa operação com excepção dos seus accionistas, caso pretendam esclarecimentos habituais, que parece ser o caso (Berardo)
 
Mas como saberás tão bem ou melhor que eu, neste casos e quando o banco sabe que não conseguirá ir buscar o dinheiro porque a pessoa por e simplesmente não têm (e não existem bens em seu nome e as contas apareceram misteriosamente a zeros), dificilmente seguem para tribunal, pois já se sabe o resultado à partida. Os bancos quase sempre optam por tentarem negociar a dívida, o que nem sempre se consegue com sucesso.
Neste caso existiu perdão, mas como banco privado ninguém tem nada a ver com essa operação com excepção dos seus accionistas, caso pretendam esclarecimentos habituais, que parece ser o caso (Berardo)

Mas existem regras do BP a cumprir, mesmo para um banco privado.

Nos 2 casos parece que foram violadas algumas regras impostas pelo BP.
 
Eu tb tenho accções do BCP, e já pedi os meus esclarecimentos.

Quanto a dividas desse genero conheço alguns casos em que as pessoas deram uns valentes "golpes" no banco e safaram-se porque não tem nada em seu nome.

Eu é q não entro nessas cavalarias
 
Eu tb tenho accções do BCP, e já pedi os meus esclarecimentos.

Quanto a dividas desse genero conheço alguns casos em que as pessoas deram uns valentes "golpes" no banco e safaram-se porque não tem nada em seu nome.

Eu é q não entro nessas cavalarias

Mas o tribunal pode penhorar bens/receitas futuras, não?

O BCP poderia tambem pedir a falencia pessoal dos avalistas do emprestimo.
 
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Mas o tribunal pode penhorar bens/receitas futuras, não?

Claro que pode, mas se tudo que ele possui ta em nome de outrem, não terá nunca lucros

O outro caso q conheço, o gajo criou uma empresa, e começou a fazer um roll-over de dinheiro muito grande na conta, pediu um emprestimo de 7.500.000 de €, pegou no dinheiro e fugiu do país, para dubai. Depois o BCI, fartou-se de negociar e ele fez um acordo c o banco. Paga 10.000 € por ano e eles "limpam" o nome dele no Banco de Portugal e retiram a queixa crime. O BCI aceitou, e ele regressou a portugal. Neste momento tem uma vida de lorde. Sei que foi +/- assim... não tenho detalhes exactos.

Para mim isto continua a ser ROUBAR e essas pessoas deveriam ser PUNIDAS.
 
Claro que pode, mas se tudo que ele possui ta em nome de outrem, não terá nunca lucros

O outro caso q conheço, o gajo criou uma empresa, e começou a fazer um roll-over de dinheiro muito grande na conta, pediu um emprestimo de 7.500.000 de €, pegou no dinheiro e fugiu do país, para dubai. Depois o BCI, fartou-se de negociar e ele fez um acordo c o banco. Paga 10.000 € por ano e eles "limpam" o nome dele no Banco de Portugal e retiram a queixa crime. O BCI aceitou, e ele regressou a portugal. Neste momento tem uma vida de lorde. Sei que foi +/- assim... não tenho detalhes exactos.

Para mim isto continua a ser ROUBAR e essas pessoas deveriam ser PUNIDAS.

Mas no caso em concreto, o rapaz tem ainda muitas probalidades de receber uma fortuna em herança, certo?
E o banco sabe muito bem disso.
 
Mas no caso em concreto, o rapaz tem ainda muitas probalidades de receber uma fortuna em herança, certo?
E o banco sabe muito bem disso.

Eu sei que sabe, mas olha... esse gajo ja deu imensos golpes. Aos meus pais roubou 100.000 € em mercadoria.... e mais algumas pessoas. Fomos a tribunal e nada.....

Enfim os bandidos safam-se sempre
 
O que está bem explícito na citação da TVI é que os accionistas querem saber em que condições foi concedido o crédito, não o processo "write off" da dívida a qual presumo eu que já estaria ajustada em anos anteriores. Ou seja, o prejuízo no ano deve ser nulo.
O empréstimo inicial dos 12 milhões é o que pode levantar dúvidas, sendo necessário saber se para o mesmo foram cumpridos todos os procedimentos de controlo interno previstos, ou se uma assinatura de alguém permitiu passar por cima desses procedimentos.
 
Mas existem regras do BP a cumprir, mesmo para um banco privado.

Nos 2 casos parece que foram violadas algumas regras impostas pelo BP.

Claro que existem regras.

Mas um exemplo muito básico, tens uma dívida, não tens bens em teu nome e os teus rendimentos vão para o nome de outra pessoa ( o teu filho ou mulher), o banco sabendo dessa situação vai evitar ao máximo ir para tribunal tentando negociar essa dívida contigo, os bancos sabem que a justiça é lenta, cara e o resultado vai ser inconclusivo.

Neste caso e tratando-se do banco que é, estou certo que foram tomadas todas as medidas de engenharia financeira possíveis para tornar esta operação legal, aos olhos dos accionistas e do BP.
 
Claro que existem regras.

Mas um exemplo muito básico, tens uma dívida, não tens bens em teu nome e os teus rendimentos vão para o nome de outra pessoa ( o teu filho ou mulher), o banco sabendo dessa situação vai evitar ao máximo ir para tribunal tentando negociar essa dívida contigo, os bancos sabem que a justiça é lenta, cara e o resultado vai ser inconclusivo.

Neste caso e tratando-se do banco que é, estou certo que foram tomadas todas as medidas de engenharia financeira possíveis para tornar esta operação legal, aos olhos dos accionistas e do BP.

Engenharia?!?!?!?
Eu chamar-lhe-ia trafulhice...
 
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