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Título: Senhorios sem lei, estudantes sem casa: a vida em suspenso dos universitários

  1. #1
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    Por Defeito Senhorios sem lei, estudantes sem casa: a vida em suspenso dos universitários

    As residências universitárias são insuficientes, arrendar um quarto é cada vez mais complicado. Preços exorbitantes, más condições, requisitos ilegais. Fraudes e irregularidades. A angústia e os dramas dos universitários deslocados

    https://www.publico.pt/2018/10/10/p3/noticia/senhorios-sem-lei-estudantes-sem-casa-a-vida-em-suspenso-dos-universitarios-1846680


    Ainda a entrevista não começou e já Daniela Ferreira se antecipa: “Tenho de apanhar o autocarro daqui a 20 minutos, se não perco o comboio.” E se perder o comboio que sai de São Bento dali a coisa de uma hora não tem outro depois. Se perder o comboio, a boleia da estação de Paredes até à casa dos pais, nos arredores da cidade, fica também comprometida. A vida da estudante de 23 anos é como um dominó de peças alinhadas, debaixo da angústia de um desajuste. Basta um para que a rotina desabe.

    Anda num vaivém diário desde o início do ano lectivo. Um déjà-vu do sucedido há um ano quando se estreou na Universidade do Porto e na batalha campal do alojamento universitário. Dessa vez, viu a habitação na residência universitária ser recusada por “lotação” e só conseguiu arrendar um quarto meses depois, já o Outono se transformava em Inverno. Partilhava-o com uma colega de curso e cada uma pagava 187 euros. Não era incomportável. Mas os problemas com o senhorio rapidamente ganharam volume: as despesas estavam incluídas no preço, mas a conta da luz nem sempre era paga. Um dia ficaram sem electricidade em vésperas de um exame.


    Sabia que tinha de sair. Em Junho já andava em busca de outro quarto, a pensar no novo ano lectivo que iniciaria dali a três meses. Parecia tempo mais do que suficiente para encontrar um espaço. Mas não foi. As aulas já decorrem e Daniela continua sem casa. Faz viagens diárias até Paredes. Ao final do dia, são no mínimo duas horas e meia roubadas ao estudo, mais de uma centena de euros tiradas à carteira dos pais. O que tem encontrado no mercado imobiliário ora é muito caro ora demasiado mau. Na Avenida da Boavista, visitou um T0 com cama de casal e cozinha no mesmo sítio, onde tinha de atravessar uma varanda para chegar à casa de banho, partilhada com vários hóspedes desconhecidos. Noutra zona, encontrou um quarto por 200 euros, onde a senhoria lhe pedia que assegurasse a renda de toda a casa e gerisse os restantes arrendatários. Tudo o resto, ascendia aos 300 e 400 euros. Uma impossibilidade, diz: “Não posso pagar esses valores.”
    Daniela não está no epicentro dos preços impossíveis. Mas não anda longe disso. De acordo com dados da plataforma Uniplaces, é em Lisboa que se encontra a renda média de um quarto mais elevada em 2018: são 485 euros mensais (mais 26 do que no ano anterior). O Porto é a segunda cidade mais cara para universitários: o valor médio anda nos 407 (mais 24 do que em 2017). E quem pensa que é coisa de cidades grandes, desengane-se: o valor médio nacional no primeiro semestre do ano andou nos 451 euros.
    Alice Rodrigues trocou Coimbra por Lisboa para terminar o mestrado em Direito. No centro do país, pagava 200 euros por um quarto, em Lisboa o melhor que encontrou foi um no Areeiro por 330. Divide o apartamento com a própria senhoria, sem contrato assinado. E obedece às suas estranhas leis: se chegar tarde a casa deve tirar os sapatos para não fazer qualquer ruído, se quer ir à casa de banho de noite é certo que terá sermão na manhã seguinte. Ligar um aquecedor é proibido e levar alguém a casa está fora de questão. Alice só tem autorização para se movimentar entre o quarto, a cozinha e a casa de banho. A sala está interdita.
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    Há coisa de três meses cansou-se. Voltou aos sites de imobiliário, à busca permanente. E aumentou o espanto com aquilo que ia vendo. Ao anúncio de um quarto em Alvalade por 650 euros — quase mais 100 do que o salário mínimo em Portugal — nem se deu ao trabalho de responder. Encontrou um por 400 que teria de partilhar com mais três raparigas e onde era proibido ter visitas. Quartos sem janela viraram “tendência”. Visitou outro, sem mesa na sala de jantar, apenas na varanda, e com patelas de remédio para ratos espalhado em todo o lado. 350 euros. A procura continua, mas a esperança é pouca: "O turismo e alojamento local estão a tornar a vida em Lisboa insustentável. Estamos a ser escorraçados da cidade."
    Os relatos multiplicam-se. Um quarto com varanda e vistas para a Torre de Belém custa 650 euros. Um T3+1 “excelente para estudantes” por 2500 euros. Um T7 em Coimbra por 250 ou 300 euros por quarto, sem ou com ar condicionado. Em Aveiro, uma divisão por 380 euros. Em Braga, por 300. Às vezes, quartos que são “vãos de escadas”. Ao email do P3 chegaram denúncias de geografias variáveis — alguns não querem revelar o nome verdadeiro, quem aceita falar não quer ser fotografado. Carolina Malhão, já licenciada em Ciências Biomédicas e a preparar a candidatura a Medicina no próximo ano, estende o mapa até ao sul: “Aqui no Algarve as coisas também não estão fáceis.”
    Está no sul há cinco anos e já mudou de casa várias vezes. Na primeira moradia onde viveu, casa enorme dividida em várias, havia 15 pessoas, com senhoria incluída e gente a viver num anexo no jardim. A 160 euros por mês a cada uma, sem conta da luz incluída, “é só fazer as contas”: 2400 euros mensais de rendimento. E as regras eram de gabarito semelhante ao preço: não se podia tomar banho depois das 22 horas, não se podia convidar ninguém para jantar. Muito menos para dormir. Noutro apartamento, onde pagava 250 euros por um quarto, e a utilização da caixa de correio estava interdita, o senhorio era visita habitual na casa. Um dia, estava Carolina de roupa interior e t-shirt e ele abriu a porta. Foi a gota de água.

    Lisboa bate Madrid e Barcelona na procura de casas por estudantes


    Há tempos, viu um anúncio de uma divisão por 330 euros sem despesas. Contactou a senhoria. E de resposta recebeu um questionário onde, entre outras coisas, se pedia que o candidato ao espaço se “descrevesse numa frase”. Passou a primeira fase. Mas a casa não passou a seguinte. Se Carolina Malhão, 23 anos, quisesse levar lá alguém durante o dia, uma “visita externa” como lhe chamava a proprietária, teria de pagar cinco euros. Se quisesse pernoitar, o preço subia aos 10 euros. No “contrato ilegal”, havia ainda a indicação de que podia visitar a casa, para verificar a limpeza, duas a três vezes por semana. No centro de Faro, contou a proprietária a Carolina com toda a naturalidade, tinha um T2 por 900 euros. O quarto com cama de casal seria arrendado por 500 euros a duas pessoas — mas casais não eram aceites.
    Inês Lopes, natural de Setúbal, costuma dizer que encontrou “um achado” em Lisboa: são 350 euros por um quarto numa casa com cinco divisões e seis pessoas. Quando ali foi parar, a mãe ainda tentou regatear o preço. Sem sucesso. Quando pediu recibo, comunicaram-lhe o que parece ser habitual: nesse caso eram mais 23%. “Se não quiser temos uma lista de espera enorme: é pegar ou largar”, avisou o proprietário. Embarcou numa situação de irregularidade por não ter outra hipótese.
    A apenas um ano de terminar o curso de Engenharia Física Tecnológica, no Técnico de Lisboa, Inês vê-se mergulhada na desesperança. Há algum tempo que se inscreveu em tudo o que são grupos de arrendamento de casas e quartos — e isso foi a confirmação de um futuro pendente. “Mesmo depois de entrar no mercado de trabalho a minha única solução será partilhar casa. Possivelmente voltar a Setúbal”, lamenta. Chamam-lhe “a inflação”, diz Inês, mas essa “lei do mercado que se tornou aceitável” deixa todos “desprotegidos”: “Não há contratos, não há legislação. Isto não pode continuar assim.”
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    As residências universitárias contam com 13.971 camas — e isso garante alojamento para apenas 12% dos 113.813 alunos a estudar afastados de casa. Lisboa, Coimbra e Porto são as regiões com mais carência de oferta, revelou o diagnóstico do próprio Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. No Plano Nacional de Alojamento do Ensino Superior, lançado em Maio, prevê-se que até 2021 haverá mais duas mil camas disponíveis.
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    Graça Pacheco foi estudante de Matemática Aplicada na Universidade do Porto há quase 40 anos. Era uma outra cidade, uma outra realidade. Teve um lugar numa residência universitária, mas lembra-se bem de isso já ser poiso apenas para alguns. E de muitos colegas terem problemas para encontrar casa. A diferença, aponta, “é que não havia tanta ganância”. Palavra de mãe de três, dois ex-estudantes e uma ainda nas salas de aulas.
    Quando há 12 anos a primeira lhe seguiu as pisadas, trocando Mirandela pelo Porto, encontraram solução na casa de uns familiares. Mas seis anos depois, quando o irmão do meio se fez caloiro, já não cabiam todos. Pensaram até em comprar, mas só encontravam “cubículos com condições miseráveis”. Viraram-se para os quartos, com a ajuda de agências imobiliárias. “Mostraram-me coisas que me fizeram entrar em pânico só de imaginar os meus filhos lá dentro”, recorda. “Nem para animais dava, quanto mais para pessoas! Um cheiro a mofo e humidade impossíveis. Viviam lá dois rapazes, não sei como não ficavam doentes”. Ela protestou com o agente:
    — Não têm vergonha de mostrar isto?
    — É aquilo que temos.
    A filha mais nova de Graça está agora no terceiro ano de Medicina na Universidade de Coimbra. Vive num “quarto minúsculo” por 200 euros, sem despesas. Até surgir algo melhor. Se surgir algo melhor. Graça Pacheco põe-se a pensar nas “dificuldades que muitos estudantes devem enfrentar” com os custos impossíveis da habitação. Com os salários mínimos e médios de Portugal, ter filhos na universidade tornou-se uma equação para a qual a matemática não vê solução. Serão os senhorios sem leis o início da narrativa dos estudantes sem futuro?




  2. #2
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    Por Defeito

    Entao nao era o Rasec que dizia que tudo tinha contrato. Ai que mentiroso :D

    "Divide o apartamento com a própria senhoria, sem contrato assinado."

    Quando nao se conhece o País.....

    Isto é problemático:

    As residências universitárias contam com 13.971 camas — e isso garante alojamento para apenas 12% dos 113.813 alunos a estudar afastados de casa

  3. #3
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    É mais um daqueles temas onde acabo a repetir.me do surreal que é um país onde a mobilidade ou é lenta ou é cara ou não existe.

    Como é possível alguém viver a 100 km de Lisboa e para lá fazer vida ter que lá viver?
    Como é possível num país tão pequeno existir interior?
    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?


    Ainda segunda feira prós e contras a focar este tema de desenvolvimento fundamental e andam estes anormais a discutir migalhas no parlamento.
    eu, Tux, jamaica and 5 others like this.

  4. #4
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    Isto nao pode ser normal num País da UE:

    "No centro de Faro, contou a proprietária a Carolina com toda a naturalidade, tinha um T2 por 900 euros. O quarto com cama de casal seria arrendado por 500 euros a duas pessoas — mas casais não eram aceites."

  5. #5
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    Por Defeito

    Citação Originalmente Colocado por carloseduardo Ver Post
    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?
    Também não é mau quem quer ir da Covilhã ou Castelo Branco para o Porto ter que passar pelo Entroncamento primeiro.
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  6. #6
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    Por Defeito

    Citação Originalmente Colocado por carloseduardo Ver Post
    É mais um daqueles temas onde acabo a repetir.me do surreal que é um país onde a mobilidade ou é lenta ou é cara ou não existe.

    Como é possível alguém viver a 100 km de Lisboa e para lá fazer vida ter que lá viver?
    Como é possível num país tão pequeno existir interior?
    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?


    Ainda segunda feira prós e contras a focar este tema de desenvolvimento fundamental e andam estes anormais a discutir migalhas no parlamento.
    falei disto noutro topico
    regua porto (100klm) por ex. sao duas horas e tal de comboio e 200 e tal euro por mes de passe
    assim é impossivel
    e é tudo ridiculo mesmo
    entao do pocinho - porto é tipo uma viagem portugal russia lol - uma treta que nem deve chegar aos 200k
    jamaica gosta disto.

  7. #7
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    Bem como o IASFA tem imóveis por todo o país...é desafetar do uso exclusivo a beneficiários do IASFA e estendê-lo a estudantes deslocados que se candidatem...assim acabam-se as broncas de sub-aluguer airBnB.

  8. #8
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    ... também nem é boa ideia seguirem o ES.
    se sairem já do pais safam-se melhor.
    sao vao estourar € aos pais para acabarem (com sorte) na caixa do continente, obra manhosa.

  9. #9
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    Citação Originalmente Colocado por carloseduardo Ver Post
    É mais um daqueles temas onde acabo a repetir.me do surreal que é um país onde a mobilidade ou é lenta ou é cara ou não existe.

    Como é possível alguém viver a 100 km de Lisboa e para lá fazer vida ter que lá viver?
    Como é possível num país tão pequeno existir interior?
    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?


    Ainda segunda feira prós e contras a focar este tema de desenvolvimento fundamental e andam estes anormais a discutir migalhas no parlamento.
    Como é possível alguém viver a 100 km de Lisboa e para lá fazer vida ter que lá viver?
    Quando ir e vir para Lisboa todos os dias úteis custa 400€ todos os meses (fora tempo perdido e gastos com estacionamento).

    Como é possível num país tão pequeno existir interior?
    Quando a orografia e clima sao bastante diferentes do que existe no litoral, principalmente no centro/norte. Do interior ao litoral sao 2h de carro, é distancia suficiente para se considerar interior na maior parte dos países.

    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?
    Quando nao existe utilizadores suficientes para manter um servico desses.

  10. #10
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    Citação Originalmente Colocado por Superfast Ver Post
    Entao nao era o Rasec que dizia que tudo tinha contrato. Ai que mentiroso :D

    "Divide o apartamento com a própria senhoria, sem contrato assinado."

    Quando nao se conhece o País.....

    Isto é problemático:

    As residências universitárias contam com 13.971 camas — e isso garante alojamento para apenas 12% dos 113.813 alunos a estudar afastados de casa


    WTF dude.... esqueceste-te de tomar os medicamentos outra vez?


    Essa tua doença está a piorar a olhos vistos.

  11. #11
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    Num carro trihibrido, gasolina, eléctrico e GPL.
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    Citação Originalmente Colocado por Karma Ver Post
    [I]
    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?
    Quando nao existe utilizadores suficientes para manter um servico desses.
    Segundo consta, não sei se é verdade ou não, Viseu é a maior cidade da Europa sem caminho de ferro. Estamos a falar de um concelho com 100.000 pessoas. Temos muitas cidades e vilas deste país com muito menos população do que isso servidas por comboio, tanto no interior como no litoral.
    jamaica gosta disto.

  12. #12
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    Ainda ontem vi numa pagina do facebook na zona mafra um gajo a leiloar uma casa para a renda...quem oferecer mais, ficava com o aluguer...

  13. #13
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    Citação Originalmente Colocado por XlPower Ver Post
    Segundo consta, não sei se é verdade ou não, Viseu é a maior cidade da Europa sem caminho de ferro. Estamos a falar de um concelho com 100.000 pessoas. Temos muitas cidades e vilas deste país com muito menos população do que isso servidas por comboio, tanto no interior como no litoral.
    Viseu tem comboio a 10 kms

  14. #14
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    Citação Originalmente Colocado por Rasec Ver Post
    WTF dude.... esqueceste-te de tomar os medicamentos outra vez?


    Essa tua doença está a piorar a olhos vistos.
    Quando referi o contrato do T2 no Algarve. Mas estava so a implicar contigo.

    Qualquer pessoa que arrende apartamentos sabe que nao é 1 actividade trivial
    Aluguei o apartamento na Servia free canceling e foi a mesma historia.

    Recibos nao passa, queria receber o dinheiro a 100% no dia de arrival.

    Estas enganado em pagar no momento de reserva.

    Alias qualquer seguradora Suiça não recomenda isso.

    Seja legal insurance etc. Apartamentos, luxo ou nao so pagas apos inspeccao do mesmo.

  15. #15
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    Citação Originalmente Colocado por Karma Ver Post
    Como é possível alguém viver a 100 km de Lisboa e para lá fazer vida ter que lá viver?
    Quando ir e vir para Lisboa todos os dias úteis custa 400€ todos os meses (fora tempo perdido e gastos com estacionamento).

    Como é possível num país tão pequeno existir interior?
    Quando a orografia e clima sao bastante diferentes do que existe no litoral, principalmente no centro/norte. Do interior ao litoral sao 2h de carro, é distancia suficiente para se considerar interior na maior parte dos países.

    Como é possível alguém viver em Viseu e não ter uma ferrovia que o coloque numa hora no Porto ou em 2 em Lisboa por ex?
    Quando nao existe utilizadores suficientes para manter um servico desses.
    Não percebeste rigorosamente nada do que queria dizer. Sugiro nova leitura.

    Ah e são perguntas retóricas com as quais pretendo apenas demonstrar que sem uma mobilidade rodo e ferroviária mais barato eficaz e que de facto exista são questões impossíveis de superar.

  16. #16
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    Eu percebo o karma.
    Obvio que os bilhetes tem de ser alterados.
    Se na Suiça os bilhetes custam 350/mes com acesso a 100% em Portugal deveria haver algo nos 125/mes.

    Teria de haver alteracoes radicais.

  17. #17
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    Pior ainda é ver sistemas de transporte mais baratos noutras cidades da Europa.

    Miserável em pt, é normal que as pessoas tenham de viver perto das suas actividades diárias.

  18. #18
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    os estudantes querem casas perto das universidades, de preferência a 5 minutos a pé.

    há muita casa nos subúrbios da grande lisboa, com transportes públicos razoáveis. Aliás, são estes transportes públicos que os estudantes e trabalhadores que vivem nos subúrbios usam diariamente.

    mas os estudantes deslocalizados gostam é de morar perto da universidade e perto da rambóia, o que eu até percebo, mas não devia ser uma preocupação para o resto dos contribuintes.

    mas desde a abrilada que se criou esta mentalidade do eu tenho direito a isto e àquilo, e depois toda a gente acha que o o dinheiro do Estado (dos contribuintes) é infinito.

  19. #19
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    Citação Originalmente Colocado por MainstreamBias Ver Post
    Viseu tem comboio a 10 kms
    Não é a 10 kms, são 20 kms. E são poucos horários, e lentos, e só serve para quem for para sul, porque para Norte (Porto, Braga, Vila Real) ou Oeste (Aveiro), é preciso dar uma grande volta ao bilhar grande...
    Basicamente ninguém em Viseu usa o Comboio porque não é viável, toda a gente usa o Autocarro, e aquilo na central de camionagem é um corropio de expressos. Tem mais do que passageiros suficientes de longo curso para ter comboio. Só não tem porque o governo centralista nunca fez as infra-estruturas necessárias em muitas partes do país. Ou quando fez já foi demasiado tarde.
    Última edição por XlPower : 11-10-18 às 13:51:41
    jamaica e jktfah gostam disto.

  20. #20
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    Citação Originalmente Colocado por jimbo Ver Post
    os estudantes querem casas perto das universidades, de preferência a 5 minutos a pé.

    há muita casa nos subúrbios da grande lisboa, com transportes públicos razoáveis. Aliás, são estes transportes públicos que os estudantes e trabalhadores que vivem nos subúrbios usam diariamente.

    mas os estudantes deslocalizados gostam é de morar perto da universidade e perto da rambóia, o que eu até percebo, mas não devia ser uma preocupação para o resto dos contribuintes.

    mas desde a abrilada que se criou esta mentalidade do eu tenho direito a isto e àquilo, e depois toda a gente acha que o o dinheiro do Estado (dos contribuintes) é infinito.
    Mas com os transportes públicos que nós temos, também quem é que quer andar de transportes diariamente...
    Não deviam era ter aumentado a oferta das universidades no centro de Lisboa ou Porto. Deviam ter feito mais investimento noutras cidades ou polos fora dos centros, e já com residências.

  21. #21
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    Citação Originalmente Colocado por XlPower Ver Post
    Mas com os transportes públicos que nós temos, também quem é que quer andar de transportes diariamente...
    Não deviam era ter aumentado a oferta das universidades no centro de Lisboa ou Porto. Deviam ter feito mais investimento noutras cidades ou polos fora dos centros, e já com residências.
    As universidades em Lisboa sao normalmente bem servidas de transportes públicos. Os transportes públicos para esses locais costumam ser regulares e com alguma abundancia dado o local central onde a maior parte se encontra.

  22. #22
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    Citação Originalmente Colocado por carloseduardo Ver Post
    Não percebeste rigorosamente nada do que queria dizer. Sugiro nova leitura.

    Ah e são perguntas retóricas com as quais pretendo apenas demonstrar que sem uma mobilidade rodo e ferroviária mais barato eficaz e que de facto exista são questões impossíveis de superar.
    Fizeste perguntas e eu respondi. P

    Para mim nao sao retóricas, sao bem concretas e é possível de dar uma resposta válida a todas elas (que foi o que eu fiz)

  23. #23
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    Citação Originalmente Colocado por Karma Ver Post
    As universidades em Lisboa sao normalmente bem servidas de transportes públicos. Os transportes públicos para esses locais costumam ser regulares e com alguma abundancia dado o local central onde a maior parte se encontra.
    Eu estudei em Lisboa, e tinha muitos colegas que viviam nos arredores de Lisboa, e sei bem o tempo que demoravam a deslocar-se. Depende muito da zona onde vivem.

  24. #24
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    Citação Originalmente Colocado por XlPower Ver Post
    Segundo consta, não sei se é verdade ou não, Viseu é a maior cidade da Europa sem caminho de ferro. Estamos a falar de um concelho com 100.000 pessoas. Temos muitas cidades e vilas deste país com muito menos população do que isso servidas por comboio, tanto no interior como no litoral.
    Os acessos via estrada a Viseu vindo de sul são do pior que há ( IP3 )

    Não ter comboio é miserável.

  25. #25
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    Citação Originalmente Colocado por Karma Ver Post
    Fizeste perguntas e eu respondi. P

    Para mim nao sao retóricas, sao bem concretas e é possível de dar uma resposta válida a todas elas (que foi o que eu fiz)
    Ou fazes isso e interpretas como queres. Tranquilo.
    Karma gosta disto.

  26. #26
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    Citação Originalmente Colocado por jimbo Ver Post
    os estudantes querem casas perto das universidades, de preferência a 5 minutos a pé.

    há muita casa nos subúrbios da grande lisboa, com transportes públicos razoáveis. Aliás, são estes transportes públicos que os estudantes e trabalhadores que vivem nos subúrbios usam diariamente.

    mas os estudantes deslocalizados gostam é de morar perto da universidade e perto da rambóia, o que eu até percebo, mas não devia ser uma preocupação para o resto dos contribuintes.

    mas desde a abrilada que se criou esta mentalidade do eu tenho direito a isto e àquilo, e depois toda a gente acha que o o dinheiro do Estado (dos contribuintes) é infinito.
    estava a 5 m da uni e da ramboia
    viva o estado social!

  27. #27
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    Citação Originalmente Colocado por XlPower Ver Post
    Eu estudei em Lisboa, e tinha muitos colegas que viviam nos arredores de Lisboa, e sei bem o tempo que demoravam a deslocar-se. Depende muito da zona onde vivem.
    Miserável que um país tao pequeno tenha estas dificuldades. É absurdo que um gajo tenha que morar ao lado de onde faz vida pois o custo de gasolina e portagens é absurdo e os transportes demoram horas ou não existem.

    Enfim já me canso de bater no ceguinho. Tocar estes temas não dá votos nem as próprias pessoas fora dos grandes centros parece preocupar. O que interessa é lutar pela devolução de 20 ou 30 euros como se o mundo de ontem fosse o de amanhã.

  28. #28
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    É sim absurdo.
    Qualquer distancia pequena se torna grande e dispendiosa.
    Então de carro por ex. sei lá vila-real lisboa fica por 100 e tal € ida e volta lol, para os 150.
    mesmo um expresso para uma aldeia aqui ao lado a 26 klm fica logo por 6

  29. #29
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    de transporte ou carro é carissimo fazer 100 klm
    um absurdo
    vila real porto --- um monte de euros de portagem , tunel do marao, mais o gasoleo, fica uma fortuna
    falamos de uma curta distancia

  30. #30
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    Citação Originalmente Colocado por XlPower Ver Post
    Não é a 10 kms, são 20 kms. E são poucos horários, e lentos, e só serve para quem for para sul, porque para Norte (Porto, Braga, Vila Real) ou Oeste (Aveiro), é preciso dar uma grande volta ao bilhar grande...
    Basicamente ninguém em Viseu usa o Comboio porque não é viável, toda a gente usa o Autocarro, e aquilo na central de camionagem é um corropio de expressos. Tem mais do que passageiros suficientes de longo curso para ter comboio. Só não tem porque o governo centralista nunca fez as infra-estruturas necessárias em muitas partes do país. Ou quando fez já foi demasiado tarde.

    Estou na ideia que Mangualde será mais perto dos 10 do que dos 20, mas não tenho a certeza. De resto é verdade, para norte e oeste, onde está o negócio é para esquecer so mesmo rodovia.

    Mas se formos honestos a industria de viseu está toda em Mangualde e Nelas, Viseu acaba por ser ouco mais do que uma cidade de serviços e um dormitório.

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