100 mil FP's poderão ir para os supranumerarios!!!

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

<s>Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje. Pois se gostares do que fizeres hoje, podes repeti-lo amanhã. E depois</s>. ;)

Não faças hoje o que podes fazer amanhã, porque amanhã pode já não ser preciso!!!
[}:)][}:)][}:)][}:)][}:)][}:)][}:)][}:)]
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por André

O Medina é alguém que acima de tudo faz contas.

Não dá opiniões com base no que gostaria que fosse o mundo.

É pragmático.(...)
Mas é exactamente isso que ele faz, idealiza um modelo de baixos salários, desemprego alto, um país empobrecido.

Não creio que o faça por maldade, mas por crer que só depois de uma politica de terra queimada, depois de destruir tudo pode o país voltar a erguer-se e reconstruir tudo novo e brilhante.


Isso não tem nada a ver com o que ele defende ;)

Ele está LONGE DE IDEALIZAR ISSO.

Lá porque alguém constata, matematicamente, que é impossível aumentar-vos ao ritmo a que estavam habituados até 2001 e o diz abertamente, isto, não o faz um defensor desse modelo.

Se não há dinheiro, ora, que se faça o que é necessário para no futuro haver.
 
presumo, mundano, que engoliste a seco o resto do post :D

Onde 'tá "mais", põe "diferença", talvez não te faça tanto prurido.

Eu penso que não seja preciso chegar ao último dia do curso de economia para descobrir a (enorme) revelação que é, gradualmente, ao longo da décade de 90 termos passado a ter um crescimento baseado no consumo público e privado decorrente da 2ª fase da época pré-€uro que levou à descida acentuada das taxas de juro, algo perfeitamente verificável, a partir de 97, quando as exportações já pouco ou nada contribuiam para o crescimento (que era elevadíssimo, diga-se, à volta dos 4%).

Mas daí, talvez seja preciso :D

O enorme perigo do défice ainda foi há pouco tempo, a necessidade de políticas duras também. Sim, sim, bem, não podemos exigir tanto de ti, eu sei :D

O meu post referia as inúmeras críticas que o Medina fazia naqueles anos (e que eu concordo por completo). Se elas te são profundamente desagradáveis e incómodas, não batas em mim, vai bater nele :D
 
citação:Originalmente colocada por Omega
O Medina carreira não é um génio!!!!!![8][8)][8]
E eu noutros tempos até achei que era bestial!

Longe de ser um génio.

É pragmático.

Noutros tempos, tipo quando ele foi ministro do PS? ;):D
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por André

O Medina é alguém que acima de tudo faz contas.

Não dá opiniões com base no que gostaria que fosse o mundo.

É pragmático.(...)
Mas é exactamente isso que ele faz, idealiza um modelo de baixos salários, desemprego alto, um país empobrecido.

Não creio que o faça por maldade, mas por crer que só depois de uma politica de terra queimada, depois de destruir tudo pode o país voltar a erguer-se e reconstruir tudo novo e brilhante.


Isso não tem nada a ver com o que ele defende ;)

Ele está LONGE DE IDEALIZAR ISSO.

Lá porque alguém constata, matematicamente, que é impossível aumentar-vos ao ritmo a que estavam habituados até 2001 e o diz abertamente, isto, não o faz um defensor desse modelo.

Se não há dinheiro, ora, que se faça o que é necessário para no futuro haver.

A questão não é os aumentos (essa dos aumentos é boa) pq os aumentos foram sempre pequenos e abaixo da media da UE e nem nunca permitiram o boom que se deu (motivado pelo aumento do consumo e investimento) na Europa a 15.

As constatações matemáticas dele são iguais as do presidente do B.Portugal, ou seja, são mais ou menos graves de acordo com os ventos que sopram do governo, no caso do vitor é para manter o quintal, no caso dele é mesmo por falta de atenção e por gostar de se ouvir (daí serem por vezes mais radicais).

Se eu te contasse quanto vai custar juntar institutos (daqueles que servem só para os amigos ganharem fortunas em empregos de nomeação politica) ao estado.

Giro, mas mesmo giro é irem acabar com os "directores" mas manterem os cargos, só muda mesmo é a nomenclatura.

Não há dinheiro? Pois não, assim nunca haverá.
 
Nthor, não estás a ser razoável.

A FP teve bons aumentos durante toda a década de 90, bem acima da inflacção, em quase todos os anos. Falas em menos (espero que estejas a falar em termos proporcionais...) do que na UE...hum...prova lá isso que eu duvido muito, quando muito iguais ;) E se formos ver a Espanha onde o Aznar implementou medidas draconianas para conter os gastos com o pessoal, ui, por comparação, vocês foram muito favorecidos nessa época.

Claro que, e basta ver o relatório do coordenador do PRACE já despachado porque quem diz coisas incómodas neste país tem inevitavelmente esse triste destino, a coisa que fez aumentar exponencialmente os gastos públicos foram as novas admissões à FP, o maior peso está aí.

Quanto à extinção dos serviços: quem percebe minimamente o que é a FP, sabe que estas muitas vezes deixam tudo na mesma, porque fundem-se extintos mas as estruturas permanecem. Esses tais directores, vão para quê, diz lá concretamente? ;)
 
A função pública teve sempre bons aumentos na década de 90????? [8)]Realmente... Deves estar a confundir a entrada do NSR com aumentos salariais, só pode![xx(]

A função pública teve sempre aumentos salariais abaixo dos do privado e nessa década quando a fp subia 3% a privada subia 6%, mas, claro, o "bixo papão" função pública é mau...
 
citação:Claro que, e basta ver o relatório do coordenador do PRACE já despachado porque quem diz coisas incómodas neste país tem inevitavelmente esse triste destino, a coisa que fez aumentar exponencialmente os gastos públicos foram as novas admissões à FP, o maior peso está aí.
Aquelas admissões a que te estás a referir são aquelas que têm vindo nas parangonas dos jornais desde há dez anos a esta parte das nomeações políticas, sobretudo, porque foram milhares, se bem te lembras...

Esses funcionários entraram e nunca saíram, partindo do princípio que tinham algum direito a entrar por terem um cartão de um partido qualquer![8]

citação:Quanto à extinção dos serviços: quem percebe minimamente o que é a FP, sabe que estas muitas vezes deixam tudo na mesma, porque fundem-se extintos mas as estruturas permanecem. Esses tais directores, vão para quê, diz lá concretamente?
Não, não fica tudo na mesma, sobretudo para a "raia miúda" que se vai lixar e não é pouco...

O directores, e se conhecesses a função pública como dizes sabê-lo-ías, são nomeados em comissão de serviço que uma vez finda regressam à função de origem, a qual é, em muitos casos, do mesmo nível ou de nível idêntico, ou, por causa dela são integrados em níveis acima, para além de que esse regresso (sobretudo se for uma entidade diferente) faz-se com o trazer de algumas benesses dessa comissão...
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por André

Estás a ironizar, certo? :D

É que este OE é completamente sui generis: em relação à despesa, só tem objectivos.

Completamente omisso em como lá se chega.

Pistas? Ah...ui...excelente...agora um orçamento é para dar pistas...'tá bem [}:)]
tens razão, mas presume-se que será com o PRACE...

Pragmaticamente o PRACE, tal como está, não consegue produzir grande redução de despesas com o pessoal.

Falta aqui muita coisa que o governo não diz e que devia dizer no OE, como é óbvio.

E o que torna isto mais surreal é que já anunciou que só vai avançar para a reforma na FP em 2008, depois da presidência da UE. Ora em 2008, está-se a ano e alguma coisa das eleições...

Sabes que mais?

Estes tipos estão a cair exactamente na mesma onda do governo barroso: esperar que a economia comece a crescer bem, de modo a que o défice desça exclusivamente pelo aumento da receita.

E sabes porquê? Porque é impossível reduzir a despesa corrente.
implicitamente, o PRACE "enviará" FP's para o quadro dos supra-numerários
 
citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por André
Pragmaticamente o PRACE, tal como está, não consegue produzir grande redução de despesas com o pessoal.

Falta aqui muita coisa que o governo não diz e que devia dizer no OE, como é óbvio.

E o que torna isto mais surreal é que já anunciou que só vai avançar para a reforma na FP em 2008, depois da presidência da UE. Ora em 2008, está-se a ano e alguma coisa das eleições...

Sabes que mais?

Estes tipos estão a cair exactamente na mesma onda do governo barroso: esperar que a economia comece a crescer bem, de modo a que o défice desça exclusivamente pelo aumento da receita.

E sabes porquê? Porque é impossível reduzir a despesa corrente.
não é impossivel.....mas para isso, sairiam às ruas, não meiá dúzia de gatos pingados, mas centenas de milhares de pessoas....[xx(]

Reduzir a despesa corrente em mais que "migalhas" é impossível, estou-te a dizer.

Mesmo que metas uma ou duas centenas de milhar (o que é muito) nos supra, poupas quê? €500 milhões?

Ora nos temos um buraco muito maior que isso.

Isso nem sequer paga as SCUT [}:)]
mas com a mobilizaçao para os supra, acrescida da restruturação, espero que profunda, dos diversos organismos públicos, acredito que seja possivel poupar bem mais do que os €500M
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

(...)O Medina Carreira ou é uma besta ou um génio(...)

O Medina é (e vão perdoar a sinceridade) uma pessoa pomposa e com falta de atenção.

Só assim se pode justificar as (algumas) alarvidades que tem dito ao longo dos anos, o homem até pode ser muito inteligente, pena não usar esse dom quando fala.

E melhor provado que isto é mesmo o artigo que citas,
citação:Medina Carreira, salientou que o pesos dos salários «é hoje da ordem dos 15% do Produto Interno Bruto Português, enquanto que nos outros países é entre os 7 e os 10%».
Mas de que países fala ele, de países do terceiro mundo?

Sei que já é um venerável ancião, mais uma razão para não fazer figuras destas.
ele fala da média dos paises da UE
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por André

Estás a ironizar, certo? :D

É que este OE é completamente sui generis: em relação à despesa, só tem objectivos.

Completamente omisso em como lá se chega.

Pistas? Ah...ui...excelente...agora um orçamento é para dar pistas...'tá bem [}:)]
tens razão, mas presume-se que será com o PRACE...

Pragmaticamente o PRACE, tal como está, não consegue produzir grande redução de despesas com o pessoal.

Falta aqui muita coisa que o governo não diz e que devia dizer no OE, como é óbvio.

E o que torna isto mais surreal é que já anunciou que só vai avançar para a reforma na FP em 2008, depois da presidência da UE. Ora em 2008, está-se a ano e alguma coisa das eleições...

Sabes que mais?

Estes tipos estão a cair exactamente na mesma onda do governo barroso: esperar que a economia comece a crescer bem, de modo a que o défice desça exclusivamente pelo aumento da receita.

E sabes porquê? Porque é impossível reduzir a despesa corrente.
implicitamente, o PRACE "enviará" FP's para o quadro dos supra-numerários
E o mais grave é que isso não reduzirá a despesa, como já foi dito aqui, contrariamente à justificação politicamente bacoca apresentada pelo executivo para esta autêntica "caça às bruxas" que é este ódio implementado à função pública que este povo seguiu "(c)ordeiramente"...[xx(]
 
citação:Originalmente colocada por André

presumo, mundano, que engoliste a seco o resto do post :D

Onde 'tá "mais", põe "diferença", talvez não te faça tanto prurido.

Eu penso que não seja preciso chegar ao último dia do curso de economia para descobrir a (enorme) revelação que é, gradualmente, ao longo da décade de 90 termos passado a ter um crescimento baseado no consumo público e privado decorrente da 2ª fase da época pré-€uro que levou à descida acentuada das taxas de juro, algo perfeitamente verificável, a partir de 97, quando as exportações já pouco ou nada contribuiam para o crescimento (que era elevadíssimo, diga-se, à volta dos 4%).

Mas daí, talvez seja preciso :D

O enorme perigo do défice ainda foi há pouco tempo, a necessidade de políticas duras também. Sim, sim, bem, não podemos exigir tanto de ti, eu sei :D

O meu post referia as inúmeras críticas que o Medina fazia naqueles anos (e que eu concordo por completo). Se elas te são profundamente desagradáveis e incómodas, não batas em mim, vai bater nele :D


MAs eu não refuto as criticas que ele faz à governação guterrista, porque não há nada a refutar..

Só acho ridículo é que consigas ver tão bem um período e depois tenhas uma cegueira tão grande para outros..

Então essa tentativa constante de endeusar o tempo do Cavaco e da Manuela Ferreira Leite (neste caso não se pode falar no PM, porque é demasiado vergonhoso), enfim.. Sem palavras...


E já agora... Só para que conste.. As taxas de juro, durante os anos de governação do Cavaco, desceram de perto de 22% para perto de 9%.. É claro que tu só consegues ver descidas da taxa de juro no governo do Guterres..

Assim como só vez crescimento da despesa e dos desiquilibros externos portugueses no tempo do Guterres, consegues apagar os dados de 5 anos..

Mais uma vez, volto a dizer.. Se queres vir apoiar o Medina Carreira, ao menos tenta olhar para os números.. É que vir aqui fazer a defesa do pragmatismo para 95 a 2001 e 2005 a 2006 e depois entrar em fantasias nos restantes anos, é no mínimo triste.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

A função pública teve sempre bons aumentos na década de 90????? [8)]Realmente... Deves estar a confundir a entrada do NSR com aumentos salariais, só pode![xx(]

A função pública teve sempre aumentos salariais abaixo dos do privado e nessa década quando a fp subia 3% a privada subia 6%, mas, claro, o "bixo papão" função pública é mau...
os aumentos dos privados, não interessa muito ao Estado no que respeita à despesa, pois quem paga, não é o Estado, mas sim a entidade patronal. Pelo contrário, mais ganham no privado, mais impostos pagarão...

Para além disso, já te esqueces-te que a média de vencimentos dos privados é de €750 e de todos os FP's é de €1.250,00?
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por André

citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por André

Estás a ironizar, certo? :D

É que este OE é completamente sui generis: em relação à despesa, só tem objectivos.

Completamente omisso em como lá se chega.

Pistas? Ah...ui...excelente...agora um orçamento é para dar pistas...'tá bem [}:)]
tens razão, mas presume-se que será com o PRACE...

Pragmaticamente o PRACE, tal como está, não consegue produzir grande redução de despesas com o pessoal.

Falta aqui muita coisa que o governo não diz e que devia dizer no OE, como é óbvio.

E o que torna isto mais surreal é que já anunciou que só vai avançar para a reforma na FP em 2008, depois da presidência da UE. Ora em 2008, está-se a ano e alguma coisa das eleições...

Sabes que mais?

Estes tipos estão a cair exactamente na mesma onda do governo barroso: esperar que a economia comece a crescer bem, de modo a que o défice desça exclusivamente pelo aumento da receita.

E sabes porquê? Porque é impossível reduzir a despesa corrente.
implicitamente, o PRACE "enviará" FP's para o quadro dos supra-numerários
E o mais grave é que isso não reduzirá a despesa, como já foi dito aqui, contrariamente à justificação politicamente bacoca apresentada pelo executivo para esta autêntica "caça às bruxas" que é este ódio implementado à função pública que este povo seguiu "(c)ordeiramente"...[xx(]
como é que não reduzirá despesa, se existirá uma redução gradual dos salários?!!![:0]
 
Ao fim de um ano, um FP no quadro dos supra-numerários ganhar +/- o mesmo que se recebe de subsidio de desemprego no privado..


Além disso, o mais importante é que o lugar que esse FP é finalmente extinto, o que faz com que não seja admitido um novo funcionário no dia em que ele se reformar.. E se tudo funcionar bem, fará com que no dia em que um dos essenciais se reformar, seja substituído por um supra-numerário. Estancando de certa forma aquilo que acontecia, que era haver excesso notório de FP's em muitos serviços, e mesmo assim haver entrada de vários milhares de FP's todos os anos....

Assim, embora no imediato a redução da despesa não seja substancial, será finalmente possível imaginar uma redução efectiva do numero de FP's no médio prazo.. É claro que tudo dependerá de como na prática as coisas forem implementadas..
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por Pé Leve
...
E o mais grave é que isso não reduzirá a despesa, como já foi dito aqui, contrariamente à justificação politicamente bacoca apresentada pelo executivo para esta autêntica "caça às bruxas" que é este ódio implementado à função pública que este povo seguiu "(c)ordeiramente"...[xx(]
citação:como é que não reduzirá despesa, se existirá uma redução gradual dos salários?!!![:0]
Porque existem outros gastos não evidenciados pelo governo que, no seu conjunto, acabam por pesar mais na despesa pública e por muito que reduzas nos salários da função pública a subida constante dos restantes gastos acaba por "apagar" essa medida!...

E vêm aí mais despesas, derrapagens à parte, que descontrolarão as contas, mesmo que os funcionários públicos passem a não receber vencimento (o sonho de tantos...)!...

É que nestes empreendimentos megalómanos e ruinosos talvez devesse haver por parte do executivo algum respeito pelo país e, aí sim, realizar-se um referendo, um pedido de autorização aos portugueses, pois estas despesas vão, inegavelmente, hipotecar o país por muitos e muitos anos...
 
citação:Originalmente colocada por pcnunes7

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

(...)O Medina Carreira ou é uma besta ou um génio(...)

O Medina é (e vão perdoar a sinceridade) uma pessoa pomposa e com falta de atenção.

Só assim se pode justificar as (algumas) alarvidades que tem dito ao longo dos anos, o homem até pode ser muito inteligente, pena não usar esse dom quando fala.

E melhor provado que isto é mesmo o artigo que citas,
citação:Medina Carreira, salientou que o pesos dos salários «é hoje da ordem dos 15% do Produto Interno Bruto Português, enquanto que nos outros países é entre os 7 e os 10%».
Mas de que países fala ele, de países do terceiro mundo?

Sei que já é um venerável ancião, mais uma razão para não fazer figuras destas.
ele fala da média dos paises da UE
Eu sei, ele esquece-se ou é-lhe conveniente esquecer que a crise actual está a afectar todos os países da UE actualmente.

Mas no passado os aumentos salariais na União foram em media superiores a 10% enquanto em Portugal a media rondava os 5%.

Pedir contenção salarial em Portugal não vai resolver a crise que afecta toda a Europa e nem vai ajudar Portugal a cumprir o pacto de estabilidade, que por razões óbvias vai estagnar a economia interna.

O que estes senhores andam a preparar é um país que vai viver de subsídios da União indefinidamente por continuar a ser a região mais pobre da Europa, no fundo manter a subsidio dependência que tem privilegiado os do costume, não sei é se a UE vai na cantiga de alimentar um vazadouro de riqueza e dinheiro para alimentar meia dúzia de fortunas pessoais que impunemente tem estoirado com a economia do país.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

A função pública teve sempre bons aumentos na década de 90????? [8)]Realmente... Deves estar a confundir a entrada do NSR com aumentos salariais, só pode![xx(]
A função pública teve sempre aumentos salariais abaixo dos do privado e nessa década quando a fp subia 3% a privada subia 6%, mas, claro, o "bixo papão" função pública é mau...

Não é correcto. De facto a função pública nunca teve propriamente grandes taxas de aumentos salariais ao longo dos tempos. Só que isso é só metade do "filme"...

O problema é que devido às progressões automáticas na carreira, os aumentos reais foram sempre muito superiores às taxas negociadas entre o estado e os sindicatos. Não era invulgar num ano haver por exemplo um aumento decretado de 2% e no final do ano o Estado gastar por exemplo mais 9 ou 10% em Salários.

Foi exactamente por isso que se decidiu o congelamento temporário das progressões automáticas até haver progressões baseadas em avaliações fidedignas, pois a situação era completamente insustentável em termos de crescimento anual da despesa com salários.

func_publicos.0.jpg
 
Mas é por aí que os executivos "atacam", confundindo a opinião pública, dizendo que as progressões automáticas na carreira correspondiam a aumentos salariais englobados nos negociados na concertação social, o que, tecnicamente, não é verdade...
 
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