Relatório fresquinho NOV-2020, sobre o actual estado da justiça fiscal.
https://www.taxjustice.net/reports/the-state-of-tax-justice-2020/
Entretanto andamos a discutir se o restaurante, ou o cabeleireiro ou o electricista mete alguns trocos do IVA ao bolso, dinheiro esse que volta a entrar na economia portuguesa através de compras que estes fazem, ao contrário do milhões em paraísos fiscais e zonas francas desta vida.
""Todos os países do mundo somados "perdem anualmente mais de 427 mil milhões de dólares em impostos por causa do abuso fiscal internacional".
Desses 427 mil milhões de dólares desviados a nível global, mais 57% (245 mil milhões de USD) "são perdidos para empresas multinacionais que transferem lucros para paraísos fiscais com o objetivo de subdeclarar rendimentos obtidos em países onde fazem negócios e, consequentemente, pagar menos impostos do que deveriam", dizem os autores do estudo.
"Os restantes 182 mil milhões de dólares são perdidos para milionários que escondem ativos e rendimentos não declarados no exterior, fora do alcance da lei".
Em Portugal é ao contrário
Curiosamente, em Portugal é ao contrário. Os mais ativos e os que maior rombo cometem nos cofres públicos são particulares, "milionários", que conseguem com a ajuda de consultores e advogados drenar, por ano, qualquer coisa como 552 milhões de dólares (466 milhões de euros a preços atuais).
Ou seja, esses indivíduos são responsáveis por 53% do prejuízo fiscal cometido em Portugal durante um ano.
O resto do abuso é perpetrado por "corporações multinacionais", que conduzem à "perda" de 494 milhões de dólares em impostos, em Portugal.
Em ano de pandemia, o estudo sobre o "Estado Atual da Justiça Fiscal" faz contas ao "impacto social da perda fiscal".
A fuga ao Fisco em Portugal daria para financiar quase 8% do orçamento anual da Saúde pública e mais de 9% da despesa com educação, por exemplo""
https://www.dinheirovivo.pt/economi...ra-contratar-50-mil-enfermeiros-13058304.html