A Crise Económica da Década de 20

A FED tem uma reunião de emergência na segunda.

parece que os fundos de pensões estão a passar um mau bocado. Em Inglaterra valem 120% do PIB e a semana passada a coisa esteve feia.

Nos USA os fundos de pensões valem 140% do PIB americano e os aumentos dos juros repentinos estão a rebentar com eles.

o BCE como sempre, espera pelos outros para decidir algo. E ainda liga a Berlin a pedir licença. Muito fraquinho a liderança do BCE, anda a reboque apenas.
 
Alguém pode explicar de forma simples e rápida porque os fundos de pensões andam à rasca?
Aquilo não é apenas meter o dinheiro dos investidores em ETF's ou obrigações?
 
Alguém pode explicar de forma simples e rápida porque os fundos de pensões andam à rasca?
Aquilo não é apenas meter o dinheiro dos investidores em ETF's ou obrigações?


aqui está uma explicação do que aconteceu em Inglaterra

https://twitter.com/macroalf/status/1575542737725968385?s=21&t=PitfCy1Mr--OmSQhLBoyRA

Em resumo tem a ver com swaps que não requerem investimento em avanço e estes juros altos estão a por tudo em negativo muito rapidamente. Para ajudar à festa não podem aceder aos bancos centrais e os bancos não oferecem grátis os seus serviços. Mas alguém mais ligado a está área consegue fazer-te um resumo melhor.

(edit: a reunião também pode ser pelos rumores de um grande banco de investimentos está prestes a rebentar, o credite suisse seria o suspeito número 1, mas o seu CEO já veio disser que estão mais fortes que nunca por isso podemos ficar descansados [:D])
 
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A FED tem uma reunião de emergência na segunda.

parece que os fundos de pensões estão a passar um mau bocado. Em Inglaterra valem 120% do PIB e a semana passada a coisa esteve feia.

Nos USA os fundos de pensões valem 140% do PIB americano e os aumentos dos juros repentinos estão a rebentar com eles.

o BCE como sempre, espera pelos outros para decidir algo. E ainda liga a Berlin a pedir licença. Muito fraquinho a liderança do BCE, anda a reboque apenas.

Consta que há um grande banco de investimento à beira do colapso. Fala-se do Credit Suisse e Deustche Bank. A coisa pode mesmo ficar preta.
 
O DB está pelos arames há muito tempo e o credit suisse em guerras internas

Mas o FED pode ser despachar o DB dos EUA, na europa é mais complicado.
 
Já que estamos numa de alimentos, recordam-se desta?

PS diz que proposta para criar vale alimentar é "caridadezinha"

"A forma melhor de ilustrar é o conjunto de propostas que o PSD apresentou ao país", afirmou o dirigente socialista, especificando: "Há uma em particular que revela bem que o PSD é um partido que hoje está do lado da caridadezinha e não da justiça social, que é o vale alimentar para mitigar a crise inflacionista", disse.

https://www.jn.pt/nacional/ps-diz-q...vale-alimentar-e-caridadezinha--15121421.html

O PS é mesmo um antro de aldrabões, pois ainda agora (há dois dias)

https://sicnoticias.pt/pais/2022-09...usar-em-loja-em-vez-de-cabaz-de-bens-fc745810

Portanto , vale do PSD NÂO (que horror), mas cartão do PS SIM!

Bem apanhado. Esta malta roça o asqueroso e vão levar o país ao fundo...mais uma vez...[8b]
 
(edit: a reunião também pode ser pelos rumores de um grande banco de investimentos está prestes a rebentar, o credite suisse seria o suspeito número 1, mas o seu CEO já veio disser que estão mais fortes que nunca por isso podemos ficar descansados [:D])

Os rumores sobre o Credit Suisse estão completamente sem controlo.

Aguardo q a Tvi pegue na notícia![:D]

Para mim basta q o chairman se chame Lehmann para perceber onde isto vai dar. O de 2008 tinha menos um “n” mas a pista é suficientemente clara.:sh)
 
Alguém pode explicar de forma simples e rápida porque os fundos de pensões andam à rasca?
Aquilo não é apenas meter o dinheiro dos investidores em ETF's ou obrigações?
Porque devem ter grande parte do investimento assente em obrigações de longa duração que desvalorizaram de forma repentina, com a subida brusca das taxas de juro das obrigações. Os fundos de obrigações estão a levar uma talhada, não é só os fundos de ações. Normalmente eles complementam se, nesta crise está tudo em bear market.
 
Alguém pode explicar de forma simples e rápida porque os fundos de pensões andam à rasca?
Aquilo não é apenas meter o dinheiro dos investidores em ETF's ou obrigações?


liz-truss-liz-truss-bell.gif
 
São OT do governo inglês que subiram e deram origem a margin calls.

Foi preciso reforçar os colaterais, pelo que percebi da coisa.
 
aqui está uma explicação do que aconteceu em Inglaterra

https://twitter.com/macroalf/status/1575542737725968385?s=21&t=PitfCy1Mr--OmSQhLBoyRA

Em resumo tem a ver com swaps que não requerem investimento em avanço e estes juros altos estão a por tudo em negativo muito rapidamente. Para ajudar à festa não podem aceder aos bancos centrais e os bancos não oferecem grátis os seus serviços. Mas alguém mais ligado a está área consegue fazer-te um resumo melhor.

(edit: a reunião também pode ser pelos rumores de um grande banco de investimentos está prestes a rebentar, o credite suisse seria o suspeito número 1, mas o seu CEO já veio disser que estão mais fortes que nunca por isso podemos ficar descansados [:D])

hummm... e o Cavaco? Já disse alguma coisa sobre o assunto?
 
Há alturas em que parece que tudo se conjuga para que o cenário seja mau.

Dias com pouco vento, logo eólicas à meio gás.

Até 9 de Outubro, praticamente não choveu (neste mês) o que é mau tanto para a agricultura, como para a produção de electricidade.
Há zonas no norte do país onde chove 120-160 mm mensais e com quase 1/3 do mês decorrido estamos a zero. Hoje chove qualquer coisa aqui no Minho, vamos ver se o tempo ajuda um bocado.
 
Há alturas em que parece que tudo se conjuga para que o cenário seja mau.

Dias com pouco vento, logo eólicas à meio gás.

Até 9 de Outubro, praticamente não choveu (neste mês) o que é mau tanto para a agricultura, como para a produção de electricidade.
Há zonas no norte do país onde chove 120-160 mm mensais e com quase 1/3 do mês decorrido estamos a zero. Hoje chove qualquer coisa aqui no Minho, vamos ver se o tempo ajuda um bocado.

Do lado bom das notícias nem o Credit suisse nem o Deutsche bank foram (ainda) à falência, os rumores da reunião da FED podem ter sido um pouco exagerados [:D], mas mostra um pouco como está tudo nervoso.

do lado das boas notícias o prognóstico de falta de gás este inverno na Europa parece estar um pouco mais afastado, e acima de tudo, mesmo que exista falta de gás em certas indústrias ou situações, em termos gerais se o gás poder ser substituto existe capacidade de produção energética. Na medida que o inverno se aproxima e isto se confirmar os preços da energia podem descer significativamente. Com muito trabalho ainda pela porque o inverno de 2023 também pode ser desafiante.

o plano de ajuda alemão de 200 biliões de euros para artificialmente manter os custos de energia baixos na Alemanha, tem um efeito pouco falado, que é torna a Alemanha em termos líquidos, vai importar mais do que exportar. Isto significava muito menos dinheiro para ajudar a UE vindo do maior contribuinte líquido.

No plano interno, se adicionarmos uma crise de falta de água só nos podemos culpar a nos próprios por não fazer anda, é incrível como vai ter que faltar água na torneira para se investir a sério em centrais para retirar água do mar para consumo.
 
Já é claro que a questão energética terá que ser encarada de forma completamente diferente pelos diversas governos, sobretudo dos que não são produtores de produtos petroliferos.

O Governo Japonês já deu o primeiro passo.

https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-10-14/japan-will-step-in-to-buy-gas-when-companies-can-t-afford-to

Uma entidade publica vai ao mercado do gás quando os privados não conseguirem garantir o fornecimentos dos produtos.

Já tinham poderes para comprar combustiveis necessários para as centrais produtoras de energia.

E podem ir ao mercado sem limite de preço...
 
Salários: o grande erro do Governo


Tem-se repetido à exaustão que, para evitar um mítico efeito de bola de neve da inflação, os aumentos salariais devem ser moderados. Com moderados quer-se dizer inferiores à inflação, isto é, defende-se que em termos reais os salários dos portugueses devem descer. Ora todos sabemos que a inflação é importada e que desaparecerá da mesma forma como começou: sem a menor influência das políticas económicas seguidas em Portugal.

Faça Portugal o que fizer é absolutamente certo que não contribuirá para nenhuma bola de neve da inflação internacional e que quando esta terminar a inflação em Portugal também termina.
Mas as políticas económicas seguidas em Portugal têm efeito sobre todos nós. E a política de baixa real dos salários é desastrosa para cada um de nós enquanto trabalhador mas, também, perniciosa para a competitividade do nosso país como um todo.
A economia portuguesa, sendo uma economia aberta, dependente, sem tecnologias próprias, integrada na globalização, assenta em empresas que importam matérias-primas e tecnologias e com estes ingredientes acrescenta valor essencialmente pelo trabalho. Veja-se o setor automóvel. As grandes empresas são estrangeiras, grande parte das matérias-primas e intermediárias são importadas e o valor acrescentado português é essencialmente trabalho, ou seja os salários dos trabalhadores.

Acresce que outra das indústrias de que Portugal depende é a do turismo - em que os grandes intervenientes são estrangeiros, desde os turistas, aos hotéis, aos promotores que organizam os pacotes turísticos, às agências que os vendem nos países de origem dos visitantes, às companhias aéreas que os trazem para Portugal. O grande valor acrescentado obtido pelo país do Turismo é o do trabalho, o dos salários dos trabalhadores, que são praticamente o único valor acrescentado português nesta indústria.
Vemos, assim, que o valor acrescentado do nosso país depende essencialmente do valor do trabalho, isto é dos salários. Perdendo estes uma parte do seu valor real, o valor acrescentado real da economia nacional desce.

A produtividade também diminui em termos reais: isto é com uma hora de trabalho passamos a adicionar um valor acrescentado que vale menos. Exatamente o contrário do que é preciso, isto é, em vez de aumentarmos a produtividade, diminuímo-la.
Perdendo parte do seu valor acrescentado os produtos tornam-se mais baratos em termos relativos e logo as exportações perdem valor em termos reais.

Assim, descendo o valor acrescentado nacional os produtos que exportamos passam a ser mais baratos e, subindo os preços dos produtos importados, como está a acontecer, o que acontece é que os termos de troca do país com os seus parceiros comerciais se deterioram, isto é, passa a ser necessário exportar muito mais para poder importar o mesmo! Ficamos a perder internacionalmente. Empobrecemos relativamente aos nossos competidores, que num mundo globalizado são todos os outros países.

Eis como a política de contenção salarial nos vai levar ainda mais para a cauda da Europa. Olhamos em volta e vemos, um pouco por toda a Europa, que os salários estão a acompanhar a inflação em muitos setores e países - em que sucessivas greves têm reposto o poder de compra de grandes camadas de trabalhadores, desde os estivadores aos professores.
A política da redução salarial é mais um passo para que Portugal, atingida a cauda da Europa, apresente índices de desenvolvimento económico e desigualdade social cada vez mais típicos da América Latina. Compare-se Portugal com o Chile ou com o Uruguai.

É dramática a incapacidade da classe política de gizar uma política de afirmação do nosso país.

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/salarios-o-grande-erro-do-governo-15250722.html
 
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