A Crise Económica da Década de 20

Já é claro que a questão energética terá que ser encarada de forma completamente diferente pelos diversas governos, sobretudo dos que não são produtores de produtos petroliferos.

O Governo Japonês já deu o primeiro passo.

https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-10-14/japan-will-step-in-to-buy-gas-when-companies-can-t-afford-to

Uma entidade publica vai ao mercado do gás quando os privados não conseguirem garantir o fornecimentos dos produtos.

Já tinham poderes para comprar combustiveis necessários para as centrais produtoras de energia.

E podem ir ao mercado sem limite de preço...

Mais um prego no caixão energético Europeu.

[h=1]China vai parar de revender gás natural liquefeito à Europa[/h]
https://www.jornaldenegocios.pt/mer...r-de-revender-gas-natural-liquefeito-a-europa
 
A ganância tem destas coisas… a Europa já á muito que prega no próprio caixão.

O panorama mundial vai/está a mudar, a nossa geração que se habituou a ver a Europa e USA como centro do mundo, será bem diferente dentro de algumas décadas. As consequências estão a vista…
 
A politica energetica europeia era essencialmente gás natural de países duvidosos, Russia Argélia e outros, enquanto se expande as renováveis.

E depois ainda queremos apostar forte no hidrogênio verde, que requer brutidades de energia, que não existe.

E pelo meio tínhamos o nuclear Frances como garantia extra de estabilidade.

Não era um mau plano, estes países duvidosos só tinham que aguentar até 2030 para existir já uma estrutura robusta de forma a diminuir gradualmente até 2050 as importações. E em teoria a migração não causaria grandes aumentos de custos.

Mas tudo se precipitou com as acções da Russia e agora não existe nem boas nem rápidas soluções.

A Hungria e outros mais discretamente já divergiram e voltaram ao petróleo e gás em força furando um pouco o combinado, e outros ao carvão, e ainda temos a ilha energética na península ibérica bloqueado pela França, e um degrau maior no norte da Europa, isto tem de ser resolvido rapidamente.

E agora em vez de se gastar dinheiro apenas na transição energética, temos também de gastar bem mais em energias não muito verdes.

E numa perspectiva mais de médio prazo, sem nuclear, não sei mesmo como se vai fabricar hidrogênio verde nas quantidades colossais que se der, para transformar a aviação, camiões e muita industrias a usar hidrogenio. É energeticamente ineficiênte produzir Hidrogenio, mas se for de uma fonte limpa não faz mal, é a lógica, mas se não temos energia para o básico não sei mesmo de onde vem a energia para produzir tanto Hidrogénio..

Está uma confusão a energia europeia, na prática é continuar a por uns painéis solares, importar GNL super caro, e criticar o nuclear Frances enquanto se depende dele. E o hidrogénio e transição energética vai acontecer por magia.

A quantidade de energia necessária para produzir hidrogenio era uma coisa gigante, toda uma nova industria, não acho os números, mas toda a energia nuclear francesa a ser usada só para produzir Hidrogênio não chegava para as metas da UE..
 
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Mais um prego no caixão energético Europeu.

China vai parar de revender gás natural liquefeito à Europa


https://www.jornaldenegocios.pt/mer...r-de-revender-gas-natural-liquefeito-a-europa

A Europa tem que colocar em funcionamento todas as centrais nucleares e centrais a carvão que puder, nem que seja de forma temporária até a transição energética para as renováveis estar mais adiantada.

Não percebo tanta inação perante este cenário de escassez de gás natural.
 
A Europa tem que colocar em funcionamento todas as centrais nucleares e centrais a carvão que puder, nem que seja de forma temporária até a transição energética para as renováveis estar mais adiantada.

Não percebo tanta inação perante este cenário de escassez de gás natural.

Como eu citei acima parece uma tempestade perfeita.

Falta de água coloca os níveis de produção hidroeléctrica muito em baixo.

Pouco vento faz com que a geração por eólicas seja baixa. Houve dias de Outubro em que nem sequer 0,4GW (média do dia) produzimos. Depois temos que nos pendurar em 3GW ou mais de gás e em importação de Espanha (que também consome gás).

Em França por causa de problemas de manutenção de vários reactores, houve dias seguidos de menos de 30 GW de produção, quando já vi dias em que bombam quase 60 GW quase em contínuo.
Contas de sapateiro: 240h (10 dias) com um diferencial de 30 GW (ou mais) ... 7,2 TWh de energia a menos. Ouch!

Esta conjugação de factores deve estar a fazer as delícias do pessoal mais hardcore em teorias da conspiração.
 
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Mas a China comprava grandes quantidades aos EUA e revendia aos Europeus? Que negócio da China!:sh)

Se calhar tinham contratos de longo prazo do tipo dos que temos e que usamos para suportar o mercado regulado.
Mas numa escala muito maior ... e revendiam com lucro.

É uma mera especulação da minha parte.
 
A Europa tem de perceber duma vez por todas que o tipo de política seguida após a entrada da China na WTO é kamikaze.

Não podemos depender da importação de tudo e mais um par de cuecas.

E a energia está incluída neste tema.
Mas vemos pelo nosso pequeno exemplo qual é o modo de actuação: não se faz prospeção de gás na costa; fraking nem pensar; queremos electrificação mas não queremos extração de lítio; temos falta de água principalmente a Sul mas não fazemos barragens; pensamos mais rapidamente numa estrutura megalómana ligada ao H verde do que em uma central de dessalinização.; queremos energia de biomassa mas não queremos plantar várias espécies como o pinheiro e o eucalípto; queremos menos plástico e mais papel e novamente não queremos as árvores mais rentáveis para o produzir; etc.

É uma política perigosa e infantil, mas que cola muito bem ao "hippster do BE".
 
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E andam ali num tópico ao lado a apontar maravilhas aos carros eléctricos chineses, como os da MG.

A china, logo a seguir à rússia, é para abater.

Este gráfico diz tudo sobre a colossal dependência da Europa, mais concretamente da Alemanha, das importações da China. Dispararam nos últimos anos e o spike deste ano é brutal.

https://twitter.com/Schuldensuehner/status/1581547014592294912/photo/1

É completamente impossível à Europa ter uma guerra dentro de portas e descartar qq parceiro comercial.

E até te digo mais.

Só não há mais importações da China etc, para a Europa pq os exportadores não querem/conseguem.
 
Os próprios EUA também não estão no mercado propriamente para ajudar a Europa...

https://www.dn.pt/internacional/ale...ender-gas-a-precos-astronomicos-15227004.html

Conclusão: a Europa tem de uma vez por todas que abrir os olhos e deixar de ficar dependente do exterior, incluindo Estados Unidos.

A globalização, tal como a conhecíamos, revelou-se uma armadilha colossal para a Europa.

Isso são passos a dar, resultados práticos não tenho bem a certeza se os vemos ainda com vida.

Produzir barato, desindustrializaçao, grandes estratégias da globalização.

Só há uma resposta a esta besteira: modelo global onde o crescimento e enriquecimento está acima de tudo.

Quem paga? O povo mais frágil. Isto é democracia da boa.
 
A Europa tem de perceber duma vez por todas que o tipo de política seguida após a entrada da China na WTO é kamikaze.

Não podemos depender da importação de tudo e mais um par de cuecas.

E a energia está incluída neste tema.
Mas vemos pelo nosso pequeno exemplo qual é o modo de actuação: não se faz prospeção de gás na costa; fraking nem pensar; queremos electrificação mas não queremos extração de lítio; temos falta de água principalmente a Sul mas não fazemos barragens; pensamos mais rapidamente numa estrutura megalómana ligada ao H verde do que em uma central de dessalinização.; queremos energia de biomassa mas não queremos plantar várias espécies como o pinheiro e o eucalípto; queremos menos plástico e mais papel e novamente não queremos as árvores mais rentáveis para o produzir; etc.

É uma política perigosa e infantil, mas que cola muito bem ao "hippster do BE".

Não podia concordar mais.

A Europa é muito fina, quer tudo e mais alguma coisa, mas não quer "fazer o furo" nem produzir ela própria

Depois fica dependente de vendedores mais ou menos sérios...
 
A Europa tem de perceber duma vez por todas que o tipo de política seguida após a entrada da China na WTO é kamikaze.

Não podemos depender da importação de tudo e mais um par de cuecas.

E a energia está incluída neste tema.
Mas vemos pelo nosso pequeno exemplo qual é o modo de actuação: não se faz prospeção de gás na costa; fraking nem pensar; queremos electrificação mas não queremos extração de lítio; temos falta de água principalmente a Sul mas não fazemos barragens; pensamos mais rapidamente numa estrutura megalómana ligada ao H verde do que em uma central de dessalinização.; queremos energia de biomassa mas não queremos plantar várias espécies como o pinheiro e o eucalípto; queremos menos plástico e mais papel e novamente não queremos as árvores mais rentáveis para o produzir; etc.

É uma política perigosa e infantil, mas que cola muito bem ao "hippster do BE".

Isto!

Great picture
 
https://multimedia.expresso.pt/059_reservas_gas_natural_/

"82% das reservas mundiais de gás natural, conhecidas em 2020, estavam concentradas nestes dez países: Rússia, Irão, Catar, Turquemenistão, Estados Unidos da América, China, Venezuela, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Nigéria. Deste grupo, só os Estados Unidos são considerados uma democracia, uma ‘democracia com falhas’, no ranking da revista 'The Economist': Democracy Index 2021. O índice classifica o governo nigeriano como sendo um ‘regime híbrido’, mas todos os outros caem na denominação de países com ‘regimes autoritários’."
 
A Europa tem de perceber duma vez por todas que o tipo de política seguida após a entrada da China na WTO é kamikaze.

Não podemos depender da importação de tudo e mais um par de cuecas.

E a energia está incluída neste tema.
Mas vemos pelo nosso pequeno exemplo qual é o modo de actuação: não se faz prospeção de gás na costa; fraking nem pensar; queremos electrificação mas não queremos extração de lítio; temos falta de água principalmente a Sul mas não fazemos barragens; pensamos mais rapidamente numa estrutura megalómana ligada ao H verde do que em uma central de dessalinização.; queremos energia de biomassa mas não queremos plantar várias espécies como o pinheiro e o eucalípto; queremos menos plástico e mais papel e novamente não queremos as árvores mais rentáveis para o produzir; etc.

É uma política perigosa e infantil, mas que cola muito bem ao "hippster do BE".

Pois eu não concordo com uns quantos pontos :

As barragens não resolvem problemas nenhuns de falta de água se depois ela for utilizada para culturas intensivas não adaptadas ao terreno, muitas vezes pobre e não adequado aquelas culturas, exigindo consumos de água e fertilizantes elevados

Dessalinação de água do mar é ainda pior, os complexos são extremamente caro, além de requererem manutenção também ela extremamente cara. Utilizar essa água para culturas intensivas não é nada racional ou sustentável.

Querem poupar água, comecem por reduzir o desperdício na rede de transporte, que segundo parece em certos troços é maior que o consumo efectivo.

Proíbam a rega de campos de golfe e afins, são um atentado ao ecológico e sustentável.
Jardins vistosos em casa de ricos ( existem por cá muitos ) que utilizem espécies não adaptadas ao sequeiro também deviam ser revistos e se calhar proibir algumas espécies.

Hidrogénio é uma fonte de energia muito cara, e não vai resolver nada se se continuar a consumir cada vez mais energia, apenas vai agravar o défice ainda mais.

Proíbam a entrada de tantos carros nas cidades, quase todos só com uma pessoa e proíbam os voos vazios para manter o direito a utilizar o espaço no aeroporto.

Desliguem a iluminação pública redundante, muitas ruas à noite parece quase de dia

Isto são apenas algumas sugestões que não resolve o problema em si, mas ajudam e fica bem na opinião pública.

O problema é o consumo energético astronómico que neste momento a união europeia tem, e se calhar tem de começar a pensar em andar para trás uns anos pois não é sustentável.

É que andarem todos de carro eléctrico, mesmo para ir ao café no fim da rua, com telefones de mais de 1000 euros ligados horas por dia ( alguns até para achar o caminho para casa o utilizam… ) entre outros desperdícios, por muito que os chamem de verdes ou ecológicos, não o são e não vai resolver o problema principal, o excesso de consumo de energia.
 
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