A Crise Económica da Década de 20

Ainda há uns meses atrás, estava na Feira de Agricultura em Santarém, e a dada altura, quis comprar uma garrafa de água.
O preço estava tabelado em todos os estabelecimentos: 2€ por uma garrafa de 0,5lt.

Escusado será dizer que não comprei nada.
Em qualquer festa de aldeia, os preços também estão elevados. 2,5€ por uma imperial, 4 € por um pão com chouriço, 7,5€ por meia dúzia de farturas ou algo assim...
Depois li que nos festivais de música, isto ainda está pior.
Uma pessoa vai à praia e são os preços que estão nessa figura.

Aceito que os negócios têm de ganhar o seu dinheiro, mas há claramente um abuso nos preços. A inflação não justifica tudo.
E quanto mais aumentam os preços, menos consumo nesses estabelecimentos e eventos...

Vida de pobre é assim...

Nestes grandes eventos as cervejeiras é que mandam. Mesmo em algumas festas que não de aldeias, são eles que pagam as festas.

Numa verdadeira festa de aldeia não se paga mais que 1,5€ por uma cerveja, e preço já por cima.
Ainda ontem paguei 1€ por uma mini.

Nos festivais é um roubo, no marés vivas o ano passado copo e cerveja de 20 ou 25cl já eram 4 ou 5€! Bebe-se uma e mal, é o que é, mas os festivais também são cada vez mais para turistas.
 
Ora falando de inflação palpável no nosso bolso - hotel junto à beira rio (Gaia), na semana passada no bar o copo de sangria custava 8€, esta semana, o copo de sangria custa 12€.

Aumento de 50%

Isto só lá vai com o continuar do aumento dos juros, caso contrário iremos deixar de ter acesso à maioria dos serviços pela perda do poder de compra

venho fazer uma correção.
Após questionarem se a estadia tinha corrido bem foi dito que sim mas que não se compreendia um aumento de 50% de uma semana para a outra.
A resposta foi que a carta não tinha sofrido alteração e após confirmarem o que foi consumido fizeram o acerto e referiram que houve um lapso no registo da bebida.​
 
O Gás TTF voltou a ultrapassar os 40 EUR; há vários países em que em alguns dias o MWh da electricidade passou os 100 EUR (hoje por exemplo há vários quase nos 150 EUR).
A energia FV tem ajudado, mas a eólica não. Enormes capacidades instaladas, mas horas e horas com a produção "parada".
 
O Gás TTF voltou a ultrapassar os 40 EUR; há vários países em que em alguns dias o MWh da electricidade passou os 100 EUR (hoje por exemplo há vários quase nos 150 EUR).
A energia FV tem ajudado, mas a eólica não. Enormes capacidades instaladas, mas horas e horas com a produção "parada".

Sem duvida a questão energética pode voltar a ser tema.

Na verdade já o é.

Além da questão do Gas Natural, temos o problema do petroleo e refinados que subiram mto. Ainda por cima com o euro a perder valor em relação ao dolar pior ainda no que toca aos preços que os Europeus têm que pagar.

Isso claro repercute-se mais cedo ou mais tarde nos dados de inflação que por via disso desce menos ou pode até inverter.

De resto está tb chegar a espiral dos salários especialmente nos EUA.
 
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Reações: DMA
Há um outro tema que está a ser pouco falado em relação à inflação (talvez pelo facto de não ser algo com impacto imediato). Refiro-me ao alastrar de movimentos protecionistas e à tentativa - por parte dos diversos blocos - de terem indústrias estratégicas dentro de portas.

Há países a barrar a saída de certos medicamentos. Há países a barrar a saída de certos alimentos (por ex a Índia está a limitar fortemente a exportação de arroz "não basmati").

Depois há países/blocos com planos potentes (vários milhares de M de USD ou EUR) para produzirem internamente baterias, BEV, etc ... bem como planos de exploração de minerais dentro de portas. Há que somar a questão de estar-se a investir fortemente para produzir energia dentro de portas (para substituir a energia barata originária em HC: carvão, gás, crude).

O mesmo para a área dos "chips" (mais largos milhares de M de USD/EUR).

Todo esse R&D, todo esse investimento em instalações e equipamentos terá de ser amortizado e mais tarde ou mais cedo as marcas vão espetar a faca no consumidor (uma parte pode ser "amortecida" por subsidiação pública ... mas isso implica ou mais impostos ou mais dívida no imediato). No fim ou pagas por uma via, ou pagas por outra!

E a extração/produção em locais com maiores exigências burocráticas, ambientais, salariais e de regalias aos funcionários deve encarecer o processo.

No fundo (numa comparação grosseira) trata-se do movimento oposto do que ocorreu após a entrada da China na WTO. Nessa fase a deslocalização da produção foi um factor de deflação ... agora - num paralelismo simplista e grosseiro - pode passar-se o oposto: essa nova fase do movimento pendular ser um factor inflacionista.
 
Última edição:
As pessoas não compreendem que o caminho tem de passar por consumir menos.

A produção irá tendencialmente encarecer, quer pela produção interna - como dizes e bem - quer pela própria inflação.

Quanto à produção interna parece bem que existam setores que sejam acautelados - a energia - como se viu na invasão da Ucrânia - deve ser um deles.
 
As pessoas não compreendem que o caminho tem de passar por consumir menos.

A produção irá tendencialmente encarecer, quer pela produção interna - como dizes e bem - quer pela própria inflação.

Quanto à produção interna parece bem que existam setores que sejam acautelados - a energia - como se viu na invasão da Ucrânia - deve ser um deles.


Esquece, tem um sentido irreversivel e contra-natura ao desenvolvimento.

Há continentes e países em movimento acelerado, a Ásia será imparável...
 
Têm é que se acabar com o excesso de regulação; veja-se o exemplo dos carros que encarecem bastante por causa de terem que ter tretas de sensores para tudo e para nada.

E já que se produz para a obsolescence, ao menos que os produtos sejam mais baratos (já que se vai ter que substituir com mais frequência); Ou então regulem a regulação para fazer com que a qualidade volte a ser a prioridade/faça mais sentido.
 
Têm é que se acabar com o excesso de regulação; veja-se o exemplo dos carros que encarecem bastante por causa de terem que ter tretas de sensores para tudo e para nada.

E já que se produz para a obsolescence, ao menos que os produtos sejam mais baratos (já que se vai ter que substituir com mais frequência); Ou então regulem a regulação para fazer com que a qualidade volte a ser a prioridade/faça mais sentido.

E depois quem vai regular os reguladores da regulação?
[:D][:D]
 
Ponham mais 4 anos de socialismo nisto que isto passa!

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Sim é verdade o que escreves.

Mas é preciso continuar a dar benefícios fiscais às empresas e para isso tem de se taxar as famílias.

Mas uma coisa não invalida a outra, a carga fiscal em Portugal é mais baixa do noutros países europeus.

A diferença principal são os ordenados, o rendimento, que continuam reduzidos de forma injustificada, mesmo com os apoios fiscais que o Estado dá às empresas.

Quantos portugueses se importariam de pagar 42% de imposto com um vencimento decente? Principalmente sabendo que esses impostos, em vez de serem para oferecer borlas às empresas, seriam gastos na educação, na saúde, nas reformas?
 
Não, errado.

Os portugueses que pagam 42% de IRS sentem-se roubados, pagam muito mais do que nos outros países da EU e recebem muito menos em troca.

Está mais que demonstrado do que não e por o estado arrecadar mais impostos que melhoram os serviços prestados.

Basta ver o exemplo da saúde quase que duplicaram o orçamento do ministério da saúde e nunca esteve num estado tão miserável.

Só os ignorantea e incompetentes julgam que a solução para todos os problemas e mais dinheiro em cima.
Não sabem o que é gestão de recursos.

Basta ver o CV dos nossos ministros.


( apenas o curriculum "fictício/imaginário" académico e profissional do Formador vale mais do que todos os ministros juntos, tirando um ou outra excepção)

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Última edição:
Em Portugal as taxas de IRS são uma brutalidade.

São muito mais altas que na EU ou OCDE para o mesmo nível de rendimento.

Um amigo na Noruega a ganhar mais do dobro que em Portugal tem um taxa de IRS muito mais baixa.

Vejam o exemplo na photo.

https://twitter.com/mlopes/status/16...SORQfyBgw&s=19
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Quanto ao ultimo comentario, na Alemanha pagas 42% a partir dos 61.000 EUR/ano. A classe seguinte é 45% a partir dos 277.000 EUR/ano.
 
Isto é de facto chocante. Como é possível que malta com cursos de mrd, com pouquíssima experiencia e pouca aptidao para um cargo vem a governar o que quer que seja.

Os resultados estão à vista. É isto o prime do Ps.

Imagina o resto que vai por ali abaixo.

Não surpreende ninguém o estado das coisas.
 
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