A Crise Económica da Década de 20

Muito bom.

Ainda bem que as empresas conseguiram aumentar a exportação de produtos, bens e serviços produzidos pelos seus colaboradores.

Pena os salários estagnados com tanta riqueza produzida.
 
A incerteza ainda é grande mas diria que tudo aponta para uma segunda vaga de inflação nos EUA, agora com uma FED sob a taque e com enorme risco de ficar politicamente mto condicionada.

Mais cedo ou mais tarde chega cá, embora quiça com menos intensidade no topo dada a maior independência do BCE apesar de tudo. A equipa do transitório na Europa terá maior tendência a ter vergonha na cara desta vez.[:D]
 
Uma coisa é certa, em muitas áreas os preços não param de subir e são coisas que pesam muito no bolso da classe média: manutenção auto; reparações e remodelações da habitação; seguros; alimentação; serviços de saúde privada; etc

Para a classe com menos rendimentos o preço da alimentação, habitação e energia tornam a gestão do diária num acto de equilibrismo complicado.

Estes temas são sempre complicados (pois há muitas formas de ver o assunto), mas acho que há áreas em que o consumo continua muito "acelerado" e isso nota-se nas notícias de níveis bastante altos de crédito pessoal.

O BCE desceu as taxas com excessiva rapidez? A minha intuição diz-me que sim, embora compreenda que havia (e há) muita pressão para os cortes tanto por pessoas com CH, quer por empresas (para terem um financiamento mais barato).
 
Nem diria tanto que o problema é uma inflação alta hoje em dia, que até nem está (assim tão alta).
O problema foi aquele 1 ou 2 anos com inflação quase nos 10%, e depois disso não tivemos deflação. Ou seja, ou preços sobem e mantêem-se lá, não descem. Como os salários não acompanharam, temos hoje em dia muito menos poder de compra.
Das 2 uma: Ou temos deflação (com todos os perigos que daí advem), ou então temos que ter controle rígido de inflação para os salários poderem reduzir o gap criado nos últimos anos...
 
Pessoalmente não acredito muito que o cenário desse gráfico se repita.

Há um elefante na sala que é a divida norte americana e respectivo financiamento ...

E o que é que uma coisa tem a ver com a outra. Tudo e nada. Tem de haver um malabarismo para aparecer um QE aos trambolhões por aí. E a porta para isso tem de vir de uma recessão. O soft landing pode não ser assim tão soft.

2026 pode vir a ser uma surpresa nestas coisas.
 
Última edição:
A única forma de as pessoas não gastarem dinheiro é se não tiverem dinheiro e para isso acontecer normalmente basta um de dois fatores:
- taxas mais elevadas levando a menos empréstimos e a um arrefecimento no consumo e por consequência na economia.
- desemprego

Tudo o resto fazem como um dia disse um ex-primeiro ministro - a dívida não é para pagar, é para ir gerindo. 😁

A partir daqui o céu é o limite para o aumento do preço dos bens e serviços.

E como costumo dizer, se não nos apanhar a nós, dificilmente não vai apanhar os nossos filhos (as dificuldades).
 
Dificilmente abranda sem aumento nas taxas.

E outras medidas deveriam ser tomadas mas não há interesse.

De acordo com a estimativa do serviço estatístico europeu, entre as várias componentes da inflação, a dos serviços deverá registar a taxa anual mais elevada em setembro (3,2%, contra 3,1% em agosto), seguida dos produtos alimentares, álcool e tabaco (3,0%, face a 3,2% em agosto), dos produtos industriais não energéticos (0,8%, estável em relação a agosto) e da energia (-0,4%, contra -2,0% em agosto).

Taxa de inflação da zona euro aumenta para 2,2% em setembro - Renascença (rr.pt)
 

Creio que é inevitável, o sistema atual está moldado para as crises cíclicas e acelerar a transferência de riqueza para cima.

Os poucos locais onde isso não acontece é em democracias fortes, capazes de evitar a concentração da riqueza no topo e que promovem uma distribuição da riqueza mais justa.

Apesar disso, creio que o BCE se precipitou em reduzir as taxas de forma tão abrupta e em tão pouco tempo, porque afinal, uma das formas de as pessoas gastarem menos dinheiro é também o incentivo ao aforro.

Claro que Portugal é um mundo à parte, em que no pico da taxa de BCE, por cá eram tão reduzidas que até os certificados de aforro e os títulos do tesouro eram atraentes. Até parece que não existe um banco do estado.
 
QUOTE=Celsius;n14400964]​

2022

Afinal havia mais uma coisa: A dose de picanha num restaurante onde vou frequentemente.

Foi mtos anos €24, em Abril passou para €26 e agora está a €28.

Pelo menos a shrinkflation ainda não apareceu. Uma dose continua a dar para uma família de 4 com dois adultos e duas crianças pequenas.[:D]


Alimentando a thread, agora a dose está a €30.

Porém não foi só a proteína que aumentou. Uma refeição tipo ficava a €50 em Junho agora foi €60.

Não é surpresa nenhuma mas é sempre giro ver os exemplos concretos.






2023

Inflação 0 desde Janeiro.apr:)

A picanha continua a 30 e a refeição toda ficou abaixo de 60 consumindo a mesma coisa +-.






2024

Retomando o grande indicador da picanha, a dose aumentou para €32. Já não ia lá desde Outubro talvez, pelo que não sei se foi aumento do ano novo ou não.

Tb me pareceu que cada dose veio com menos uma ou duas tiras, mas tenho que ir lá outra vez para confirmar dado que fui num registo diferente.[/QUOTE]​


Inflação 0 durante este ano. Manteve-se nos €32 e a dose pareceu-me semelhante.

Vamos ver em 2025. Só faltam 3 dias.[:D]

E a rentrée não trouxe subidas. Mantém os €32.
 
O Trump está maluco de todo.

Além de promover CH a 50 anos para ajudar e resolver a crise na habitação, nas ultimas horas lembrou-se de divulgar que pretende dar $2000 a todos os Americanos,
excepto os de high income.
 
Restaurante completamente banal, numa cidade pequena, com sala humilde e do que sei a cozinha é banal ... dose de bacalhau para duas pessoas custa 44 euros.

Gelataria com serviço ao balcão, serviço a despachar, copo com 3 bolas custa 6 euros; há 3 anos atrás custava 4,50 euros.

Snackbar e cafés que servem francesinhas também subiram muito o preço.

Comer fora é cada vez mais um luxo e quem não tomar consciência disso vai enterrar-se. Dito isto é claro que há pessoas com rendimentos mais desafogados e para quem gastar um bocado ao fds quase não tem impacto.

Cada um tem que analisar e ver bem qual a sua "pedalada".
 
Última edição:
Se os salários mínimo e médio tivessem acompanhado a produtividade e a evolução dos vencimentos da Europa, o salário mínimo seria de cerca de 1800€ e o salário médio de 2800€.

Ou seja, cerca de 1000€ a mais em ambos os cenários.

Depois digam-me que o problema são os impostos.
 
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