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É esta a oposição que infelizmente temos. Como quer esta Sra. ser a futura 1º ministra? Esta decisão é o exemplo que até internamente a dita Sra. não sabe decidir. Não custa imaginar o que será ou seria no governo.
[...]
Que drama! O país treme só de pensar que vai ficar sem propagandistas.
André escreveu um dos textos mais lúcidos que vi por aqui ultimamente.
Está aqui, http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=62142&page=2 no post #40 e #50
Aqui vão umas tiradas. Vão lá ler o resto que vale a pena.
A MFL não percebe peva de política, é uma péssima comunicadora.
O que não impede que TENHA TODA A RAZÃO (em relação aos "investimentos públicos", nível de endividamento) há...meses.
Foi a primeira a falar no que aí vinha porque a única coisa que ela percebe na vida é disso: economia e finanças.
Mais adiante
Conclusão: não tem perfil para PM porque não sabe MOBILIZAR.
Ninguém ganha eleições a falar verdade.
A verdade é chata, incómoda e dura.
Agora...se por um lado ela representa o técnico que não tem perfil...o Sócrates já provou que sabe tomar decisões.
O problema é que toma decisões erradas. MUITO erradas.
Agora...se por um lado ela representa o técnico que não tem perfil...o Sócrates já provou que sabe tomar decisões.
Num país perfeito e utópico onde a oposição serve para ajudar o país e o governo está aberto à ajuda externa, poderíamos ter então a combinação perfeita entre a técnica de excelência e o marketeer mobilizador tão importante hoje em dia...
Claro que num país onde o que interessa é o tacho e não olhar pelo bem comum, aquilo que aos utópicos pode parecer perfeito... é no fundo uma maltrapilhice sem saída...
Se os estatutos do PSD permitem este tipo de coisas não posso dizer nada contra.
O problema do PSD é a oposição interna, não há um sentido de tacho como no PS em que, ao que me parece, todos sabem que mais tarde ou mais cedo vai-lhes cair um tacho no colo.
Relatório parlamentar critica Governo
Carta da Airbus contraria versão de Mário Lino sobre contrapartidas
21.01.2009 - 08h48 Leonete Botelho, Lurdes Ferreira
A proposta de cooperação da Airbus com a indústria portuguesa, por ocasião da venda de dez aviões à TAP, em 2005, limitou-se à "concretização de alguns negócios" com a Ogma e com uma empresa francesa instalada em Palmela, a Lauak, segundo revelou a porta-voz do gabinete de Mário Lino, ministro das Obras Públicas.
O país pagou, através da TAP, 2,5 mil milhões de euros pela renovação da sua frota de aviões; as duas empresas tiveram contratos de fornecimento de serviços à EADS no valor de 18 milhões de euros, em 2007.
Não era essa a intenção da Airbus, que pretendia um programa de cooperação com a indústria nacional, como prova uma carta enviada ao Governo português em Setembro de 2005, a que o PÚBLICO teve acesso, e cujo processo passou à margem do Ministério da Economia. O relatório sobre contrapartidas que esteve ontem comissão parlamentar de Economia cita a carta e considera que a operação foi uma oportunidade perdida para o desenvolvimento da indústria.
Daniel Therial, então vice-presidente da Airbus, enviou uma carta a 14 de Setembro de 2005 ao secretário de Estado adjunto das Obras Públicas, Paulo Campos, a pedir-lhe notícias depois de um encontro ocorrido três meses antes na feira aérea de Le Bourget, em França, com uma delegação portuguesa liderada por Mário Lino. Daniel Therial recorda que o objectivo desse encontro, em que estiveram também o presidente da TAP, Fernando Pinto, e o embaixador João Rosa Lã, "era discutir a cooperação industrial com a indústria portuguesa" e que tinha sido acordado um "plano de acção" que não estava a ser cumprido.
O plano previa que o Governo enviaria à Airbus uma lista das empresas e das suas actividades que o fabricante deveria considerar para fins de cooperação. Por sua vez, a Airbus enviaria a Portugal uma equipa para visitar as empresas propostas "a fim de definir programas de trabalho [encomendas] adequados às suas capacidades". "Até ao momento não recebi nada do vosso lado. Por isso peço cordialmente que veja quando a informação relativa à rede industrial me será transmitida", prosseguia o gestor. O PÚBLICO sabe que o pedido foi a despacho do secretário de Estado adjunto da Economia, Castro Guerra, o qual nomeou o IAPMEI como interlocutor do ministério, com a assessoria do centro de inteligência em inovação Inteli, sua participada e a qual, recordava, estava a desenvolver iniciativas para o desenvolvimento de um cluster aeronáutico. Esse era o teor da sua resposta a Paulo Campos, que não teve seguimento.
Ontem, no Parlamento, Mário Lino disse ter elaborado uma lista de empresas, após "reuniões com o presidente da TAP", a qual foi enviada à Airbus. Seguiu-se, disse o ministro, "uma quase triplicação" das encomendas feitas pela Airbus a empresas portuguesas. A porta-voz do ministro informou ontem o PÚBLICO que as empresas em causa são a Ogma e a francesa Lauak. Mário Lino sustenta ainda que a TAP poupou com a negociação 1,6 mil milhões de euros, o equivalente a 64 por cento do valor dos Airbus, um desconto que não corresponde aos valores tradicionalmente