Aborto.. Sim ou Não? REFERENDO DIA 11/02/2007

citação:Originalmente colocada por CJSR


A única mudança que neste momento querem fazer na lei é a despenalização do aborto? Como sou contra não defendo esta mudança!

A única mudança na lei que defendo quanto à matéria aqui debatida é a aplicação e o agravamento das penas daqueles que pratiquem, fazem e ocultam este "crime"...

:(:(:( bem como vivemos numa democracia eu respeito a tua opinião.:)

Mas na realidade temos formas de pensar diferentes...E como vivemos em Mundos ideológicos diferentes fiquei curioso em fazer estas perguntas:
Mas já se falas em agravamentos de penas...que alteração era essa?

Que pena judicial devia ter uma mulher que praticasse a interrupção voluntária da gravidez?

ia presa? que tipo de pena devia ter ?e já agora a medica ou enfermeira que lhe fez a interrupção tb o que deveria ter?
 
pessoalmente sou a favor.

mas deixo á consiencia de cada um.

casos haverá em que se justifica. os conteceptivos por n razões não cumpriram a sua função, falta manifesta de condições quer monetárias, quer fisicas, casa pequena, etc.
casos haverá em que a gravidez só aparece por estupidez dos intervenientes, mas a verdade é que a criança se nascer, não tem culpa nenhuma e poderá viver uma vida miseravel.

como é manifestamente impossivel julgar caso a caso, aposto na informação, a começar na escola, e no apoio em planeamento familiar, mesmo para as pitas dos 13 em diante, por forma a se evitarem males maiores.
 
citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por RedHeart

citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por CJSR


CJSR,

Presumo então que defendas uma mudança de lei para que haja uma atitude mais severa de parte da justiça em relação a este assunto.

Estou correcto?





Sim! Quer para as que fazem (a pessoa que vai abortar) quer para as que praticam (médicos que fazem)

:(:(

E agora pergunto eu o que uma pessoa tem a ver com isso?

sinceramente o que tenho eu ou alguem daque a ver com a decisão de uma mulher querer fazer um aborto?
acho que nada...cada um faz o que quer da vida...acho que a liberdade deve estar acima de tudo.

Existe uma tentencia natural para toda a gente se intrometer na vida dos outros[xx(]

Mas então lá voltamos ao mesmo: se eu te matar/ferir/roubar/violar/difamar/whatever o que é que alguém tem a ver com isso? Devíamos despenalizar o homicídio/agressão/roubo/violação/difamação/whatever... quem estivesse contra podia continuar a não praticar nenhum desses actos, quem estivesse a favor continuava a praticá-los sossegadamente sem ter ninguém a intrometer-se na sua vida!

Tou a perceber o teu ponto de vista... só que há aí um pormenor, nos casos que referes de violação ou roubos homicidios etc são casos onde ha sofrimento onde há o acto de fazer mal, de prejudicar etc etc por isso são crime.

Numa interrupção involuntária da gravidez isso não acontece o mulher toma a decisão de retirar algo que se está a formar mas sem sentimentos , é um feijãozinho que não tem consciencia de nada, é algo em formação mas pouco mais que isso.

Eu por exemplo sou complectamente contra touradas pk não acho bem espectaculos de tortura e sofrimento mas neste casa de uma interrupção de gravidez não há sofrimento nem nenhm homicidios.

Se a mulher nada disser ela até resolve isto quase sem ninguem praticamente saber.O resultado é como se ela não tivesse criado a situação, mas já que a criou optou por rectifica-la a ficou tudo como era dantes.:)

Desculpa que não te conheço de lado nenhum, mas o que disseste é assustador...

O touro coitadito... o embrião não sente dor...

Ainda bem que existem opiniões mais serias a favor do sim... porque tu arrumavas a questão em três tempos.
Abraço
 
citação:Originalmente colocada por CJSR

citação:Originalmente colocada por Jacare

citação:Originalmente colocada por CJSR

citação:Originalmente colocada por Jacare

Ok, parece coerente com os teu ideais....

E como te compreendo não tenho muitos argumentos para te sensurar.

Mas desculpa insistir.... e apelo ao teu "bom senso".

Não será um certo exagero condenar um médico/mulher a 25 anos de cadeia por crime de homícidio de uma vida no estado embrionário? De facto, aos olhos da biologia um embrião é uma vida humana!

Mas aos olhos da biologia essa vida tem algo que a diferencia de uma vida já nascida.... e isso é a dependência biológica que tem da sua mãe!

E falando de biologia, será inquistionável julgar sobre os "direitos biológicos" que a mãe, à força da lei, não tem sobre o embrião???

E se a mãe não quiser comer e fizer greve de fome? Será acusada de assassínio? Obrigarão a mãe a comer à força?

O ponto fundamental que faz a diferênça são os "direitos biológicos" que uma mãe tem sobre um embrião. E esses direitos são tão invioláveis biológicamente como o facto de biológicamente um embrião ser um ser humano....

Resta-nos o bom senso e um pouco de humildade para aceitar opniões que não sejam as nossas sem entrarmos em radicalismos.... este assunto é muito complicado e duvido que haja alguém com total razão sobre este assunto.

Finalmente encontro aqui alguém a discutir um problema sério sem levantar confusões [^] uma discussão de forma ordeira e como o colega disse e muito bem, sem entrarmos em radicalismos... ajuda todos aqueles que têm dúvidas... esclarecer!

Bem! Concordo que os 25 anos (pena máxima em Portugal) possa ser uma pena demasiada pesada para um "crime" de aborto, todavia em muitos homicídios não se verifica a aplicação da pena máxima.

O juiz quando aplica a lei e decide qual a pena a aplicar, baseia-se numa série de factores e argumentações, geralmente decide pelo mais justo para o caso em concreto.

Biológicamente (como ser vivo) um embrião/feto não é equiparavél a um nado-vivo, pois este último encontra-se separado do corpo da mãe desde o corte do cordão umbilical... mas mesmo assim durante os primeiros anos continua a ser dependente dos seus progenitores.

Ao contrário dos animais, os seres humanos, nos primeiros anos de vida não conseguem alimentar-se sozinhos, muito menos conseguem procurar o alimento de forma autónoma da mãe...

Acho que na questão da despenalização do aborto não devemos ter em conta a opinião de uma única ordem social, em termos biológicos tens imensa razão e estaria a ser hipocrita se afirmasse o contrário, porém a minha opinião baseia-se também em outras ordens sociais! ;)

Inteiramente de acordo contigo. Mesmo sendo defensor da penalização do aborto, aqui está uma opinião que dá luta.

Penso que o enfoque não deve ser colocado do lado da mãe. A mãe não está apenas a dispor do seu corpo. De assim fosse, não tinha nada a opor.
O problema é que ao pratica-lo a mãe está a atingir, em primeira linha, um ser humano...
Abraço
 
citação:Originalmente colocada por zombi.l

pessoalmente sou a favor.

mas deixo á consiencia de cada um.

casos haverá em que se justifica. os conteceptivos por n razões não cumpriram a sua função, falta manifesta de condições quer monetárias, quer fisicas, casa pequena, etc.
casos haverá em que a gravidez só aparece por estupidez dos intervenientes, mas a verdade é que a criança se nascer, não tem culpa nenhuma e poderá viver uma vida miseravel.

como é manifestamente impossivel julgar caso a caso, aposto na informação, a começar na escola, e no apoio em planeamento familiar, mesmo para as pitas dos 13 em diante, por forma a se evitarem males maiores.

13?
e isso já é tarde:D
primeira classe logo!:D
esse pessoal anda com o pito aos saltos...na idade deles ainda jogava aos carrinhos[8D]

ld
 
sou do interior, beira alta. a minha cota era (está reformada) enfermeira-parteira, sim tinha o curso e fez muitos partos, e tenho uma ideia do que falo. somos 5 irmãos.
havia por lá casos deveras curiosos.
o coveiro e sua esposa. tinham filhos como coelhos, e era o povo que os ia criando. ela não podia tomar a pilula, levava porrada. ele, camisa, nem pensar.
o frederico, funcionário da camara, sempre bezana, tal como o anterior coveiro, e sua esposa, seguiam a mesma bitola, camisa e pilula, nem pensar. dos filhos que nasceram, 2 estão vivos e ambos têm uma esoecie de trissomida21, vulgo mongos/mongloides. o povo ainda os ajuda a criar, já na casa dos 20 e tal anos.
houve outro casal parideiro, cuja dama foi á guarda parir mais uma vez e, alegando qualquer prob, fizeram uma laqueação deas trompas.
será isto legal? penso que não.
será humano? penso que sim.
felismente, deste modo evitam-se males maiores. para mim o pior é ver crianças sem alimentação, ranhosas, sem ter que vestir, etc.
prefiro que se faça logo um aborto. parece-me que por muito que doa, é capaz de doer menos do que se não se fizer.
 
Já fui a favor, no entanto actualmente e após ter conversado profundamente sobre este assunto, sou a favor apenas em casos extremos; Exemplo:

Deficiências, Violação, Doenças graves hereditárias, etc;




M/Cumps
 
citação:Originalmente colocada por EnginE

Já fui a favor, no entanto actualmente e após ter conversado profundamente sobre este assunto, sou a favor apenas em casos extremos; Exemplo:

Deficiências, Violação, Doenças graves hereditárias, etc;




M/Cumps

e qualquer uma delas já está, justamente, prevista na lei:)

ld
 
a meu ver devia haver uma maior 'abertura' de informaçao, e de preferencia de forma clara.
qt á questao do 'sim ou nao'...hum! isso é um caso bicudo, pq ha casos e casos... ou seja torna-se de certa forma complicado dar uma opinao tao 'certeira'
 
Na altura do 1º referendo da despenalização sobre o aborto, assisti uma palestra em que um dos presentes a favor do não era o Dr. Prof. Daniel Serrão, se antes de assistir já estava convicto da minha decissão, depois desta fiquei com as certezas absolutas.

A título de curiosidade:

Actividade Pedagógica Formal


2005 – Professor no Curso de Mestrado “Infecção pelo VIH/SIDA do Instituto de Bioética e Escola Superior de Biotecnologia da UCP – Porto.

2004/2005 – Professor nos Cursos de Pós-Graduação em Bioética da Faculdade de Filosofia de Braga e Pólo do Funchal da UCP.

2003 – Professor no Curso Pós-Graduação em Gestão de Unidades de Saúde da Universidade Católica – Pólo de Viseu.

2002/2004 – Professor nos Cursos Pós-Graduação de Gestão de Unidades de Saúde da Ordem dos Médicos e Faculdade de Economia da UCP – Porto.

2002/2004 – Professor nos Cursos Pós-Graduação de Gestão de Saúde da Universidade Portucalense.

2000/2004 – Professor nos Cursos de Mestrado em Bioética e Ética Médica da Faculdade de Medicina do Porto.

2000/2004 – Professor nos Cursos de Mestrado em Bioética do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa (Porto, Lisboa e Coimbra).

2000/2004 – Professor nos Cursos de Mestrado em Bioética da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, Braga.

1989/2002 - Regência de Medicina Legal no Curso de Direito da Universidade Católica – Centro do Porto.

1969/1998 - Regência da disciplina de Anatomia Patológica na Faculdade de Medicina do Porto.

1989/1997 - Regência de Deontologia Profissional, mais tarde Ética e Deontologia Médicas na Faculdade de Medicina do Porto.

1968/1969 - Regência de Patologia Geral e História da Medicina no curso médico dos Estudos Gerais Universitários de Angola, em Luanda.

1961/1968 - Aulas teóricas e práticas de Anatomia Patológica na Faculdade de Medicina do Porto.

1953 - Aulas práticas de Anatomia Patológica ao 3º ano do Curso de Medicina.

1952 - Aulas práticas de Patologia Médica.

Cargos e Funções


1962/1964 - Vogal do Conselho Geral da Ordem dos Médicos.

1965/1967 - Vice-Presidente da Assembleia-Geral da Ordem dos Médicos.

1964/1966 - Representante, eleito, por todos os Professores Extraordinários, ao Senado da Universidade do Porto.

1965/1967 - Vogal do Conselho de Fomento Cultural do Instituto de Alta Cultura.

1969/1971 - Representante eleito por todos os Professores Extraordinários, ao Senado da Universidade.

1970/1974 - Vogal do Conselho de Fomento Cultural do Instituto de Alta Cultura.

1972/1974 - Representante eleito pelos Professores Catedráticos da Faculdade de Medicina ao Senado Universitário.

Membro, em representação de Portugal, do Comité Ad.Hoc de Bioéthique, logo a seguir Comité Director de Bioética (CDBI) desde 1989.

Membro eleito do Bureau do CDBI de 1996 a 2000 e 2004 a ………………….

Presidente (Chair) do Working Party on The Protection of the Human Embryo and Foetus (CDBI CO-GT3) desde 1997.

Membro do Conselho Científico das Ciências da Saúde do Instituto Nacional de Investigaçãp Científica (INIC) desde 1980 até à sua extinção pelo Decreto-Lei 188/92, ou seja durante 12 anos.

Presidente da Comissão de Fomento da Investigação em Cuidados de Saúde, do Ministério da Saúde, desde 1991.

in http://www.danielserrao.com/
 
Aborto – Votarei NÃO

Votarei Não, com muito sofrimento.
Votarei Não, porque sei, como médico, que no útero da mulher, depois da conjugação e implantação, está um corpo humano vivo na sua forma mais simples e mais indefesa, com uma identidade genética própria, única, irrepetível.
Votarei Não, porque a nenhuma mulher pode ser dado o direito de livremente destruir ou mandar destruir esse corpo humano vivo, sem outro motivo além da decisão de o não tolerar, de não desejar alimentá-lo para que ele cresça até poder viver pelos seus próprios meios.
Votarei Não porque a destruição de um filho não resolve as dificuldades financeiras ou sociais da mulher grávida, que são anteriores à gravidez, dita indesejada, e vão persistir depois do abortamento.
Votarei Não porque substituir um aborto “sujo” por um aborto “limpo”, não dignifica um acto ao qual todos se declaram contrários.
Votarei Não porque um bébé humano não é menos digno de protecção que um bébé de foca ou de panda e tantos seres humanos, no mundo, lutam por todos os meios para os protegerem.
Votarei Não porque os médicos não podem ser instrumentalizados para resolver problemas económicos e sociais.
Mas votarei Não, com muito sofrimento.

Sofro, porque a nossa sociedade não apoia nem acolhe a mulher grávida, mesmo sabendo que a redução da natalidade ameaça, a prazo, a sobrevivência da nação portuguesa.
Sofro, porque as formas seguras de evitar as gravidezes erradas, em especial nas adolescentes, não estão generalizadas e facilmente disponíveis – e deviam estar.
Sofro, porque as famílias portuguesas ainda não reconheceram que a sexualização progressiva de todos os meios de comunicação social, impõe que a educação da genitalidade seja mais precoce, mais aberta, mais directa, sem tabus absurdos e hoje inúteis; para que nenhuma adolescente fique grávida por ignorância (Mãe, se eu transar antes de casar tenho de abortar? Perguntou a menina de 7 anos, perita em telenovelas brasileiras).
Sofro, porque as situações em que a mulher é usada e fecundada, como objecto disponível, por homens irresponsáveis, são ainda frequentes em Portugal – e não deviam existir.

Mas, ao votar Não, estou a exigir que Sociedade civil e Governo actuem, em conjunto, para proteger e apoiar a mulher grávida de modo tal que a maravilha da gravidez não seja nunca, para nenhuma mulher, motivo de dor e sofrimento, agravados por um abortamento, mas tempo de paz, de esperança e de felicidade.
Votar Não é, para mim, uma exigência ética.

in http://www.danielserrao.com/gca/?id=103
 
RedHeart, antes de te responder, gostava que respondesses à questão que te tinha colocado :)


citação:Originalmente colocada por Jacare

citação:Originalmente colocada por RedHeart

citação:Originalmente colocada por Jacare


Defendes que a lei a aplicar no caso de aborto seja a mesma lei que se aplica a um homicídio de uma criança?
É uma boa questão: admito que nunca pensei profundamente nisso. Provavelmente deixaria permanecer o actual quadro penal.</u>


Mas dessa maneira não estás a ser conivente com o "assassínio" de vidas humanas de acordo com as tuas idiologias? (que são "semelhantes" às minhas! ;))
 
ABC do Aborto

A maior dificuldade para uma boa discussão do problema do abortamento em Portugal é a falta de informação verdadeira e isenta e a abundância de informação falsa e tendenciosa.
Vou tentar ajudar as pessoas que, de coração limpo e inteligência livre, querem formar um juízo sério e responsável.

A – Aborto é o produto de um acto de abortamento que consiste em extrair do útero – ou forçar a expulsão – de um ser humano em desenvolvimento. Quando a expulsão é espontânea diz-se que a mulher teve um aborto ou que abortou; também se diz perdeu o filho (ou o bébé).
O acto de abortamento pode resultar de uma decisão da mulher grávida que procura, por sua iniciativa, encontrar quem o pratique – alguns médicos, parteiras e enfermeiras que perderam o respeito pela dignidade da sua profissão; jeitosas ou curiosas irresponsáveis; algumas clínicas certificadas para fazerem actos cirúrgicos e que praticam também, clandestinamente, actos de abortamento.
Todos estes intervenientes actuam por dinheiro e não com o objectivo de ajudar a adolescente ou a mulher em situação de desespero. Os preços oscilam, segundo algumas fontes, entre vinte e duzentos contos, consoante a técnica utilizada e o tamanho do bébé que vai ser liquidado.
O “produto” de um acto de abortamento é um ser humano em desenvolvimento, extraído depois de ter sido morto, ainda no útero da mãe, ou que morre após ter sido tirado.

Este ser humano em desenvolvimento construiu-se como um ser autónomo, definido por uma estrutura cromossómica diferente da da mãe e da do pai, da qual resulta um corpo próprio e que vai usar o corpo da mãe apenas para se alimentar.
O corpo humano mais simples é formado por duas células e está na trompa; chama-se-lhe embrião e vai sempre aumentando o seu corpo, pela divisão das células que o formam, até se aninhar na mucosa do útero; o que demora 6 a 8 dias. Para alguns a partir da nidação o nome do corpo humano muda de embrião para feto; outros só lhe mudam o nome para feto pela 8ª ou 9ª semana. Esta mudança de nome é inteiramente arbitrária e não tem qualquer fundamento científico. O corpo humano, desde a fase em que é formado pelas duas células resultantes da divisão do ovo fecundado, ou zigoto, muda constantemente de aspecto exterior e de forma interior por força do processo de diferenciação. Podem mudar-lhe o nome mas é sempre o mesmo corpo humano em desenvolvimento.

Às 8 semanas, o feto, com cabeça tronco e membros bem desenvolvidos, o coração a trabalhar, o cérebro reactivo a estímulos, intestinos e rins constituídos e funcionantes, flutua no líquido amniótico e executa movimentos intencionais dos membros e do corpo, como o fazem os animais que vivem em meio aquático. É um corpo humano bem vivo.
Não há, actualmente, nenhuma dúvida entre os cientistas especializados em biologia humana: no zigoto ou ovo fecundado manifesta-se uma vida humana e o corpo que a transporta modifica-se ao longo do tempo, até à senilidade e à morte. Todas as formas do corpo humano são o suporte biológico e natural da vida humana.
Toda a destruição intencional de um corpo humano, seja qual for a sua idade – do zigoto até aos nove meses –, é um crime contra a vida humana. Exactamente igual ao infanticido ou à eutanásia dos velhos e doentes terminais.

Autorizar a mulher grávida, em qualquer fase da gestação, a interromper voluntariamente a gravidez, fazendo com que lhe destruam e extraiam o embrião ou o feto, é legalizar um crime contra a vida humana, é abrir a porta ao infanticídio por motivos sociais, à pedofilia assassina, ao tratamento cruel de idosos e dependentes e à eutanásia ou morte dos doentes terminais.

B – Bem diferente é a situação das mulheres que têm a infelicidade de terem uma doença grave, como leucemia ou cancro do útero, e que estão grávidas, porque o tratamento destas situações – quimioterapia, radioterapia, ablacção do útero – vai levar à morte do feto ou à sua extracção prévia.
Ou a situação das mulheres em que a gravidez é de um feto tão profundamente malformado que não viverá depois de nascer ou nascerá sem poder ser nunca o suporte biológico de uma vida humana. O médico propõe à mãe a extracção deste produto anormal e a mãe dá o seu assentimento ao tratamento que lhe é proposto.
Mas não chamemos a estes actos médicos de necessidade – abortamentos. E que a mulher, como qualquer outra pessoa doente, seja livre para aceitar ou recusar o tratamento que lhe é proposto pelo médico.

C – Concluo lembrando que é uma obrigação dos juristas adaptarem as leis ao que a Ciência vai apurando. A embriologia humana prova, sem nenhuma dúvida, que o embrião, tal como o feto e o nascituro, têm vida humana. A ecografia torna visível essa vida de um ser humano em movimento e em relação, na fase temporal em que se propõem leis para que a mãe o possa mandar destruir.
É urgente que os juristas reconheçam a necessidade de um estatuto jurídico de protecção da vida do embrião e do feto contra todas as ameaças, venham de onde vieram.

in http://www.danielserrao.com/gca/?id=101
 
eu nao vou discutir isto com ninguém.

A minha opinião é simples. Nunca aprovaria alguem meu conhecido a fazer um aborto como metodo contraceptivo, mas nao obrigava a nada. Caso quisesse... que faça.

Logo, sou contra, mas votarei sim. Cada um é livre de pensar pela sua própria cabecinha
 
Três razões médicas para ser a favor da Vida e contra o aborto

1 – Uma mulher normal, com uma gravidez normal e com um feto , em desenvolvimento, normal, não é uma pessoa doente. Por isso, ao Médico apenas cabe uma intervenção de vigilância que, em muitos países, é feita por Enfermeiras especializadas e o Médico só é chamado a intervir quando há risco de doença e a gravidez passa a ser classificada como gravidez de risco.

Portanto, destruir um feto em desenvolvimento, não é um acto médico, porque a gravidez não é uma doença. Nenhum Médico o pode praticar em circunstância nenhuma.

2 – E se a mulher grávida pedir o abortamento ao Médico, invocando motivos sociais ou económicos e declarando que não pode suportar mais o estado de gravidez e que quer que o seu filho seja retirado do útero e morto?

O Médico terá de lhe responder que não pode dar satisfação ao seu pedido porque a função que lhe cabe desempenhar como Médico e a sua competência específica só podem estar ao serviço do diagnóstico e tratamento de doentes. Se a causa do pedido de abortamento não é uma doença mas uma carência financeira ou um abandono e marginalização social é às estruturas de protecção e segurança social e familiar, públicas ou privadas, que compete eliminaras causas do pedido de abortamento se o Médico acolhesse o pedido e praticasse o crime do abortamento, ofendendo as disposições do seu Código de Deontologia, não iria resolver nada; os ditos motivos sociais e/ou económicos ficariam na mesma ou piores do que estavam antes do abortamento. Este teria sido um crime inútil e deixava a porta aberta para novo pedido de abortamento algum tempo depois. Os poucos estudos que há sobre abortamento clandestino, mas registado, mostram que estes motivos sócio-económicos, que os defensores do abortamento à vontade da mulher grávida sempre invocam como a grande causa para o abortamento, são mencionados em cerca de 3 % dos casos.

3 – O Médico não pode praticar o abortamento não só por estas duas razões mas ainda por outras de natureza médica.
O Médico sabe que esta intervenção abortiva sobre o corpo da mulher grávida, além de provocar, obviamente, a morte do feto, tem riscos importantes para a mãe, tanto no acto de fazer o abortamento como no futuro, no que se refer à sua saúde geral e à sua saúde sexual. Mesmo o chamado “abortamento seguro” pode complicar-se com infecção uterina e das trompas, com septicemia, com esterilidade pós-abortamento, com depressão moderada ou grave; em casos raros até com suicídio da mãe que se fez abortar. Relativamente à maior incidência de cancro da Mama nas mulheres que fizeram um ou mais abortamentos há grande polémica sobre os resultados publicados, mas os mais fiáveis indicam que tal maior risco é uma realidade com valor estatístico.

Cabe ao médico, contudo, acolher as mulheres que se fizeram abortar, sem qualquer discriminação, tratar as alterações patológicas de que sofram, físicas e/ou psicológicas, e promover a informação necessária para que aquela pessoa não volte a encontrar-se na situação que a levou a fazer-se abortar.

in http://www.danielserrao.com/noticias/detalhes.php?id=85
 
Aborto – O que mudou depois do referendo

Muita coisa mudou, para mal e para bem.
Para mal, a suspensão, quase total, do debate informativo que é cada vez mais necessário; como se tudo tivesse sido dito durante a campanha do referendo o que está muito longe de ser verdade. Os que aceitam o abortamento sem justificação médica e os que o não aceitam deviam ter continuado a apresentar os seus argumentos para que o elevado número de cidadãos que se abstiveram consiga obter todas as informações necessárias a uma votação consciente e responsável, se vier a haver novo referendo. Oxalá esta iniciativa do JN reabra o debate.
Para mal, a continuada falta de informação numérica fiável sobre aspectos fulcrais do debate entre os partidários do sim e os do não. Quantos abortamentos legais foram praticados no Serviço Nacional de Saúde? Em que hospitais e em que serviços? Por doença da mãe, por malformação grave do filho, por violação? Quantos abortamentos clandestinos e ilegais terão sido praticados? Em que clínicas (portuguesas e espanholas?). Em que vãos de escada? Que complicações foram tratadas em hospitais? Quantas mulheres morreram? Quantos novos casos de gravidez em adolescentes foram registados?
Que destino tiveram? Qual o nível educacional destas jovens? Em que região do País há maior número de casos de adolescentes grávidas, proporcionalmente. Como estão a actuar os Centros de Planeamento Familiar? Quantas acções concretas foram realizadas para a formação da nossa juventude, masculina e feminina, no grande tema que é a sexualidade humana, com o seu exaltante papel na formação da personalidade de cada um, mas também com os seus riscos, que podem ser de morte?

Para bem o renovado interesse da sociedade civil, em especial de organizações religiosas e laicas em atenuar o peso dos factores sócio-económicos que podem levar a mulher grávida a pensar em pedir abortamento: o telefone SOS do Movimento de Defesa da Vida, com o apoio da Rádio Renascença, a Ajuda de Berço, locais de acolhimento de jovens grávidas abandonadas, cobardemente, pelo procreador (não lhe chamo pai porque o não merece) e rejeitadas pela família (como se o preconceito valesse mais que uma vida), e tantas outras iniciativas um pouco por todo o País, para prevenir gravidezes fora de um projecto parental responsável e para ajudar a mulher quando tais gravidezes acontecem, poupando os filhos à morte por abortamento.

Há ainda muito para fazer e será feito, por iniciativa da sociedade civil e das suas organizações religiosas e laicas.
Será feito como até hoje, sem publicidade, com respeito pela intimidade da mulher grávida e com o único objectivo de salvar e honrar cada vida humana.

in http://www.danielserrao.com/gca/?id=102
 
e tudo isso o faz dono da verdade?

imagina um casal com 2 filhos, um quaro para os dois e a viverem com os ordenados minimos.
vão dar a queca. a camisa tem efeito, o aparelho está fora do sitio, ela anda a tomar uma medicação que anula o efeito da pilula, escolhe uma delas, a maria vem a descobrir que empranhou.
quais as alternativas?

pita de 15 anos, filha de um casal como o anteriormente mencionado, soluções?


é claro, que de arrasto vêem as tias de cascais e suas filhas a quem nada falta, que tambem empranham, mas no momento não lhes é simplesmente conveniente. para estas e sua prole, este referendo não aquece nemarrefece, simplesmente metem-se num carro ou avião e vão abortar a um canto qualquer.
este referendo tem simplesmente em vista as pessoas de pouca/nenhumas posses, que em relação ao problema, poucas ou nenhumas alternativas têem.

abortos sempre se vão fazer, falta saber se com garantias de segurança e salubridade ou não.
é que a seguir a um aborto, vai desaparecer uma ou duas vidas, onde, uma delas vai fazer falta, talvez muita, a que por cá fica.

tenta ver de um angulo mais amplo. o problema existe e nunca vai desaparecer. vamos é tentar minimizar as perdas. por um lado garantindo a quem se vê obrigado a praticar o aborto, segurança, e, apostando cada vez mais na formação/informação.

não acredito que uma mulher tome esta decisão de animo leve. para mais, sabendo que mesmo com todas as garantias, pode ficar impossibilitada de ter outro filho.
 
citação:Originalmente colocada por zombi.l

e tudo isso o faz dono da verdade?

Coloquei a opinião de um especialista! Não é a opinião de um mero "zé ninguém" como eu ou como vocês que andam por este fórum...

Se tivesses lido com bastante atenção os textos que coloquei, de autoria do Dr. Prof. Daniel Serrão, terias visto que esses exemplos hipotéticos que colocas-te não faz sentido nenhum!

Não é o aborto que vai resolver a questão dos problemas financeiros da família. Se estes problemas já existiam antes da mulher engravidar, depois de realizado o aborto, esses problemas vão continuar.

E eu acrescento que este governo não sabe o que faz, andam a fechar maternidades para reduzir os custos, reduziram a comparticipação de medicamentos, as listas de espera aumentaram, implementaram mais uma taxa moderadora (desta vez para aqueles que permanecem mais tempo internados), e querem gastar dinheiro a realizarem abortos! Faz algum sentido isto???
 
Voltar
Superior