Acidente de trabalho - danos morais

Se há más condições de trabalho, desrespeito pelas leis em vigor, porque não denunciar a situação à ACT?

Porque é uma empresa grande que raramente tem algum tipo de inspecção e quando a tem, sabe-se com muitos dias de antecedência.[;)]
 
As custas não são problema, caso não tenha posses, tem o apoio judiciário e em casos extremos há mecanismos para pedir um "adiantamento" de alguma verba para se ir mantendo.

Quanto ao caminho a tomar, será o judicial e o juiz vai observar a incapacidade, os danos, os salários e na indemnização estão estas coisas todas, lógico que o fato de por exemplo não conseguir fazer as necessidades básicas só seriam atendidas se permanentes (apenas duraram na recuperação). [;)]

Em princípio os custos não são nenhum problema. Até sou sindicalizado e portanto tenho o advogado do sindicato.

Quanto ao teu segundo parágrafo, não concordo com isso pois o seguro paga um valor referente aos salários e as despesas de recuperação. Paga depois uma indemnização se ficar com alguma incapacidade.

Nada tenho a apontar quanto a isso.

O que me move é que isto não foi um acidente dito normal. Foi um acidente que por pouco não causou uma fatalidade e provocado por más práticas recorrentes por parte da empresa.

E esse acidente, além de toda a angustia que provocou por não saber sequer se iria conseguir andar normalmente, provocou dores que irão acompanhar para o resto da vida (dito pelo médico do seguro).

Ora, eu sei que as dores não são mensuráveis e dificilmente o seguro dará alguma indemnização baseada nisso.

Mas o que é certo é que uma pessoa que corria todos os dias, entrava em trails, entrava no campeonato de futsal, muito dificilmente voltará a fazê-lo. Se não for por motivos físicos, será por uma barreira psicológica.
 
As custas não são problema, caso não tenha posses, tem o apoio judiciário e em casos extremos há mecanismos para pedir um "adiantamento" de alguma verba para se ir mantendo.

Quanto ao caminho a tomar, será o judicial e o juiz vai observar a incapacidade, os danos, os salários e na indemnização estão estas coisas todas, lógico que o fato de por exemplo não conseguir fazer as necessidades básicas só seriam atendidas se permanentes (apenas duraram na recuperação). [;)]

Sim mas para se pagar a um bom advogado consegue-se esse apoio no imediato ?
 
Se tal for necessário, e se conseguir um bom feedback em relação a casos anteriores idênticos ao meu, estou disposto a investir nisso.
 
Mexe-te.

Cada caso é um caso, mas vou-te contar um caso real, uma cozinheira corta o polegar (fica mesmo sem ele), nas suas funções no trabalho, no final recebeu o ordenado e as despesas todas pagas durante o tempo que estive pelo seguro e foi buscar mais 25mil€, estes 25mil€ não sei quem pagou se o seguro ou a entidade patronal e não foram pagos todos de uma vez, ela teve de meter vários processos em tribunal com ajuda do médico da caixa, até perfazer esses 25 mil€, no periodo de 5 anos. Andou em fisioterapia e nunca ficava em condições, então retornava ao tribunal a exigir indeminização, tornava a fazer fisioterapia, mais uma vez com dificuldades no seu dia-a-dia, então retornava outra vez ao tribunal.
 
O trabalhador acidentado poderá ou não recuperar o suficiente para trabalhar mas dificilmente retomará actividades que fazia assiduamente (desporto por exemplo).

a questão moral não sei, mas se deixar de praticar deporto, por sequela do acidente, tv exista uma percentagem de invalidez que falha a pena averiguar clinicamente e a comprovar-se receber uma indemnização por isso
 
Independente de praticar ou não desportp tem direito a receber da Cª seguros pela perad do p+olegar e conforme a tabela de incapacidades
 
Acabei por não seguir para tribunal porque, depois de ponderar bem, achei que seria tempo e dinheiro perdido.

A empresa empregadora é uma das maiores em Portugal e o caso envolvia a participação de outra empresa exterior, resolvi meter a viola no saco.

Recebi a indemnização dita normal por parte da seguradora e uma percentagem de invalidez.
 
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