[Acidente] Acidente e fuga. Do causador e da seguradora.

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Boas.
À cerca de um mês, um carro bateu no meu motociclo que estava parada na faixa de rodagem do lado contrário, e o condutor mesmo como danos visíveis no seu carro fugiu.
Não chamei a polícia, a mota andava e peguei nela e fui embora. Mas tem danos consideráveis nas carenagens e outros.
No outro dia participei à minha seguradora, a Logo, que me indicou que deveria participar à seguradora do outro veículo, e que se a policia nada viu, não valia a pena participar à PSP.
Participei, e entre peritagens, agora recebo um sms a dizer que não assumem a responsabilidade por falta de provas.
A testemunha que estava no local é meu primo. Em tribunal costuma ter o mesmo valor, mas para as seguradoras já ouvi dizer que não.
Comecei por pedir para consultar o processo, à gestora de caso atribuída pela seguradora do carro. Alguém sabe se esta consulta é um direito meu?
Creio que com o processo em mãos será mais fácil preparar a reclamação que pretendo começar por apresentar ao ISF. Ou será já caso para tribunal, ou julgados da paz?
Obrigado
 
não te posso ajudar muito, mas vais ter aí um problema bicudo para resolver e com pernas muito curtas para andar! devias ter logo chamado a GNR na altura sem sair do local ou ido logo à GNR/PSP e depois com a queixa ias à seguradora fazer a participação. agora ou muito me engano ou vais ser tu a arcar com o prejuízo!, mesmo que tenhas a matrícula do tipo.
 
A queixa na PSP/GNR de pouco vale, pois nestes casos só regista uma das versões.

Se a outra seguradora, após averiguação, está a recusar a responsabilidade, poderá ser por a testemunha não ter credibilidade suficiente, não tanto pelo facto de ser familiar, mas pela forma como descreveu as circunstâncias do acidente.

Nestas situações, quem tem que fazer prova és tu, e o depoimento da testemunha poderá não ter sido suficientemente claro e "forte" para o fazer.

Relativamente ao relatório de peritagem de avaliação (orçamentação de danos), creio que a Lei prevê a disponibilização do mesmo ao dono do veiculo, caso solicitado. Em relação ao relatório de averiguação (caso exista), confesso que não sei se a Lei é suficientemente explicita nesse caso, ou seja, não sei se a seguradora é obrigada a facultar.

De qualquer forma, nesta situação, o melhor caminho a seguir será o CIMPAS, ou, caso a seguradora não seja aderente (são poucas as que não são), os Julgados de Paz. Em ambos os casos, os processos são céleres e pouco dispendiosos.
 
Devias ter chamado logo a policia, a minha mãe teve uma situação também de fuga, mas foi mais caricato, pois o carro não pode fugir logo (acidente no estacionamento e estava a tentar entrar na estrada) uma testemunha tentou falar com o homem, mas ele fugiu a mesma, policia chamada, com testemunha, foi só levantar o auto, e meter ao seguro, segundo o policia, ele ia pagar mais de multa por ter fugido do local do acidente do que o arranjo, que tinham sido apenas um riscos.

Fica o testemunho para quem se encontrar na mesma situação.
 
Devias ter chamado logo a policia, a minha mãe teve uma situação também de fuga, mas foi mais caricato, pois o carro não pode fugir logo (acidente no estacionamento e estava a tentar entrar na estrada) uma testemunha tentou falar com o homem, mas ele fugiu a mesma, policia chamada, com testemunha, foi só levantar o auto, e meter ao seguro, segundo o policia, ele ia pagar mais de multa por ter fugido do local do acidente do que o arranjo, que tinham sido apenas um riscos.

Fica o testemunho para quem se encontrar na mesma situação.

Não foram as autoridades que levaram a que a situação fosse resolvida, mas sim o depoimento da testemunha, que, pelo que relatas, foi isento, credível, e forte o suficiente para provar a colisão.

As autoridades não decidem nada, limitam-se a registar o que vêm, e lhes é relatado.

Na grande maioria dos casos, pelo menos nos grandes centros urbanos, as autoridades não se deslocam ao local em situações desse tipo, e é a pessoa que tem que se deslocar ao posto/esquadra e participar o acidente.

Caso as autoridades comprovem a ocorrência do sinistro, normalmente através de inquirição da testemunha, podem aplicar uma multa ao causador por abandono do local do acidente sem se identificar, o que acho muito bem.

De qualquer forma, mais uma vez, não é isso que leva a que o assunto se resolva entre seguradoras.

Em resumo, no caso que relatas, caso a tua mãe participasse á seguradora, relatando o ocorrido, e identificando a testemunha, a situação resolver-se-ia da mesma forma.
 
A gestora de caso agora depois de eu pedir acesso ao processo de instrução, nao me diz se envia ou não mas informa que estão a concluir a instrução do processo, e muito em breve contactam com a sua posição final.
Estranho, há que ter fé, mas não acredito que mudem depois da SMS que recebi.
 
Tu, ou a testemunha, foram contactados por algum perito averiguador (não é a peritagem em oficina, é mesmo averiguador) para aferição das circunstâncias do sinistro? Infelizmente, há algumas seguradoras que recebem a reclamação, questionam o segurado, este nega, e eles recusam. E só depois do lesado contestar é que decidir averiguar. Pode ser o caso.
 
é isso, insiste com eles.
Algumas seguradoras (ou será gestores de processo?) não querem perder tempo a resolver chatices dessas. Dá trabalho, não lhes rende.
Se o lesado se calar com a primeira resposta, ficam com o problema deles resolvido.
 
Nos últimos tempos tenho interagido com diversas seguradoras para ressarcimento de danos causados, sobretudo a nível de seguro automóvel, e confesso que me surpreendi com a facilidade com que são processadas indemnizações, tanto ao nível da rapidez como da aceitação de responsabilidade em função dos elementos.

Obviamente que um particular não terá tanta facilidade mas ainda assim não custa tentar e juntar o maior número possível de elementos para análise.
 
Tu, ou a testemunha, foram contactados por algum perito averiguador (não é a peritagem em oficina, é mesmo averiguador) para aferição das circunstâncias do sinistro? Infelizmente, há algumas seguradoras que recebem a reclamação, questionam o segurado, este nega, e eles recusam. E só depois do lesado contestar é que decidir averiguar. Pode ser o caso.


Sim, fomos os dois contactados.
 
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Continuo à espera de resolução da seguradora e já passaram os 30 dias do acidente. Mas o prazo será em dias úteis?
No entanto agora que cheguei a Portugal depois de uma viagem no estrangeiro, fui falar melhor com o meu primo que é testemunha e com o responsável pela oficina onde a minha mota se encontra, e fiquei a saber de coisas nada agradáveis da parte do segundo perito, que é quem fala com os envolvidos.


Começando por contextualizar:
No dia do acidente, terei trocado um algarismo do veículo que me bateu na mota, e a matrícula correspondia a outro carro. O que a minha testemunha registou na sua memória estava certo, mas eu já estava cheio de dúvidas, pelo que no dia seguinte voltei ao local e vi logo o outro carro com danos visíveis, pois é o seu local de trabalho.
Entretanto apareceu o outro envolvido e não resisti e trocamos umas palavras não muito agradáveis e ficamos por aí.
Verifiquei que uma senhora chamou a polícia. E eu aguardei pela mesma.
Os agentes da GNR disseram me que poderia participar numa esquadra,e resolveram identificar-me e ameaçaram com uma multa por estar sem máscara, quando eu estava sozinho. A dizer que se recebesse 100€ para pagar já sabia do que era. Aproveitaram ainda para me repreender por ter ido para ali no dia antes, dizendo que ir ver uma matrícula era motivo válido, mas ter ido dar um passeio no dia antes, não. Só se tivesse ido a pé.
Depois os guardas foram falar com o outro condutor e eu fui embora.
O que é certo é que na semana passada recebo uma multa de 100€ por violar o confinamento em que a localização está a 1 km do local em que me.identificaram, e diz que a minha justificação para estar no local foi ter ido passear, o que é falso, isso foi o que eu disse relativamente ao dia antes. E desta vez estava de novo acompanhado com um familiar que não foi multado.
Mas isto é um mal menor, e já apresentei defesa que me.foi elaborada em pro bono pela excelentíssima equipa jurídica dos Lesados XXI.


Agora o que me preocupa e irrita mais é:


- este segundo perito foi à oficina onde está a minha mota. Não sei porque quando outro colega já tinha ido avaliar os danos e foi sem qualquer peritagem marcada.
Mas quis ver a mota transmitiu ao responsável pela oficina que não esperasse uma resolução rápida, pois o caso é complicado e que teria havido discussão antes do acidente, o que é falso,houve sim, mas depois.
Ora isto deixou-me numa posição "chata" perante o proprietário da oficina com o qual tenho uma óptima relação há 2 décadas, tive de estar a falar do caso quando não era absolutamente necessário. O que é certo é que o senhor já sugere que eu traga a mota para a minha garagem por falta de espaço em oficina.
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-O mesmo perito, perguntou à minha testemunha porque eu fui autuado pela GNR no dia seguinte.
Como.ele soube disto? Talvez pelo outro condutor. Que não viu os guardas a pedirem identificação mas deve ter ouvido da boca destes. É um meio pequeno e rural... E eu que não conheço ninguém de poder.
Confronteio-o com esta mesma pergunta ao telefone, e disse ter sido a minha testemunha que lhe disse, e logo muito calhandreiro me perguntou tambem o porquê. Eu engoli a sua explicação e desliguei.
Só que ao refletir depois lembrei-me que a minha testemunha não podia saber da recepção da notificação da multa, pois eu não lhe tinha dito, além de que jura a pés juntos que foi o perito quem "puxou da conversa".




Ora perante tudo isto, preocupa-me ter gente que devia ser profissional com poder de decidir ou pelo menos influenciar a resolução do meu caso, e que nada de profissional tem. Uma fofoqueira beata completa, é o que é.
Então se vai logo espalhar para a oficina que houve um conflito antes do acidente é porque acredita no seu segurado.


O que fariam? Reclamavam já à gestora do caso? Ou esperavam pela decisão final? Estou a ponderar reclamar tambem ao ISF.


Bom fim de semana a todos


Enviado do meu Pixel 4a através do Tapatalk
 
Se editei o post e eliminei o seu conteúdo foi porque não obtive qualquer resposta de nenhum user às perguntas que fiz, e por isso não vi mais nenhuma vantagem na exposição pública do mesmo.
Em todo o caso, não há nenhum facto aqui transcrito que não seja do conhecimento da seguradora e departamentos jurídicos envolvidos.
Mas porquê que o user bólide guardou e vem agora aqui postar uma réplica do que escrevi anteriormente?

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Se editei o post e eliminei o seu conteúdo foi porque não obtive qualquer resposta de nenhum user às perguntas que fiz, e por isso não vi mais nenhuma vantagem na exposição pública do mesmo.
Em todo o caso, não há nenhum facto aqui transcrito que não seja do conhecimento da seguradora e departamentos jurídicos envolvidos.
Mas porquê que o user bólide guardou e vem agora aqui postar uma réplica do que escrevi anteriormente?

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o habitual...pode entretanto surgir alguém que possa contribuir positivamente para as tuas questões mais tarde.

só passaram 8 dias...por vezes aparecem respostas uns tempos mais tarde que conseguem ser uteis...,,mas já andas cá desde 2009 deves ter ideia que isso sucede com frequência!
 
o habitual...pode entretanto surgir alguém que possa contribuir positivamente para as tuas questões mais tarde.

só passaram 8 dias...por vezes aparecem respostas uns tempos mais tarde que conseguem ser uteis...,,mas já andas cá desde 2009 deves ter ideia que isso sucede com frequência!

Não foram 8 dias, o post transcrito é de 8 de Junho. E como já não necessito dos esclarecimentos que pedi, apaguei.
Agora no entendo porque alguém vem aqui voltar a colocar o que eu tinha escrito.
O segundo post que tem 8 dias foi erro do Tapatalk quando o que eu queria era editar o primeiro.
 
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