Acordo ortográfico - O Tópico!!

Acordo ortográfico - O Tópico!!


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Eis uma aberração causada pelo acordo (duas formas possíveis e bastante diferentes de ler esta manchete) [8b][8b]:

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A formulação dúbia das manchetes é uma técnica usada desde a origem da imprensa. A única diferença é que com esta palavra específica apenas é possível desde a entrada em vigor do AO90.
Até acredito que este caso não tenha sido propositado, de qualquer maneira, é ao emissor que cabe a responsabilidade de ser fazer entender inequivocamente (Princípio da Cooperação -> Máxima do Modo/Modalidade). Se mais ninguém der por ela, pelo menos o revisor de texto é pago para alguma coisa e tem de ter o mínimo de espírito crítico.





...embora há anos eu repare que a escrita nos diversos meios e suportes de comunicação é, em geral, cada vez pior quer ao nível da construção quer da própria ortografia. :(
 
Outro exemplo semelhante ao de cima: "A Bola" foi forçada a cometer um erro ortográfico (segundo as novas regras!!) para que o título não fosse ambíguo :sh):

39685365fv.jpg
 
No novo AO, o para em vez de pára é o que me faz mais urticária. Que estupidez sem ponta por onde se lhe pegue. [8b]

Na revisão de 45 foram os outros:
— côr (côr-de-laranja) e cor (saber de cor)
— acôrdo (ortográfico) e acordo (de manhã)
Para compensar:
— gaz passou a gás
— Queiroz passou a Queirós
— marquez passou a marquês

Desde 1911 que temos acéfalos a estragar a ortografia.
Um bocadinho de pensamento matemático (como o Noam Chomsky), não lhes faria mal nenhum.
 
Outro exemplo semelhante ao de cima: "A Bola" foi forçada a cometer um erro ortográfico (segundo as novas regras!!) para que o título não fosse ambíguo :sh):
Se não tivesses colocado essa chamada de 1a página, ainda andava a tentar perceber qual o erro do JN...
 
Last edited:
Outro exemplo semelhante ao de cima: "A Bola" foi forçada a cometer um erro ortográfico (segundo as novas regras!!) para que o título não fosse ambíguo :sh):

[/QUOTE]


Longe de mim defender o AO, mas ainda estou para ver que erros ortográficos será necessário cometer quando:

- houver um jogo amigável e se decidir intitular [B]JOGO A FEIJÕES[/B];
- a Cristina Ferreira for condenada a pagar uns milhões valentes à SIC por quebra de contrato e alguém se lembrar de colocar como título [B]GRANDE TOLA[/B];
- o LFV fizer uma visita guiada aos gabinetes da direcção e o jornalista quiser que não haja dúvida de como entender a [B]SEDE DO PODER[/B];
- se fizer uma entrevista de fundo (IYKWIM) ao arquitecto Tomás Taveira e o entrevistador não quiser que ninguém se confunda acerca do belo [B]OLHO PARA A COISA[/B];
...

A homografia existe e só é um problema se nós quisermos. O ZylmhuinVII, por exemplo, mostrou como este título específico podia ser facilmente desambiguado.

Para aqueles que teimam em ver problemas onde eles na realidade não existem, só posso juntar-me a eles e propor que se elabore um artigo bem indignado sobre o caso e se intitule [B]CHORO TODOS OS DIAS[/B]. [s)][:D]
 
Arquiteta.

Será a maior teta? [:cool:]

Já agora, o acordo ortográfico é um aborto. Se lerem alguma coisa minha assim escrita, foi o correCtor automático. [:D]
 
Longe de mim defender o AO, mas ainda estou para ver que erros ortográficos será necessário cometer quando:

- houver um jogo amigável e se decidir intitular JOGO A FEIJÕES;
- a Cristina Ferreira for condenada a pagar uns milhões valentes à SIC por quebra de contrato e alguém se lembrar de colocar como título GRANDE TOLA;
- o LFV fizer uma visita guiada aos gabinetes da direcção e o jornalista quiser que não haja dúvida de como entender a SEDE DO PODER;
- se fizer uma entrevista de fundo (IYKWIM) ao arquitecto Tomás Taveira e o entrevistador não quiser que ninguém se confunda acerca do belo OLHO PARA A COISA;
...

A homografia existe e só é um problema se nós quisermos. O ZylmhuinVII, por exemplo, mostrou como este título específico podia ser facilmente desambiguado.

Para aqueles que teimam em ver problemas onde eles na realidade não existem, só posso juntar-me a eles e propor que se elabore um artigo bem indignado sobre o caso e se intitule CHORO TODOS OS DIAS. [s)][:D]

As situações que referes são precisamente pelas revisões de 1911 e 1945 terem ido no sentido da criação de ambiguidades, em lugar de as resolver.
Eu já dei exemplos de 1945 que causaram os aumentos de ambiguidade (Côr/cor, Acôrdo/acordo. etc.).

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/c...unflexo-em-palavras-como-flor-cor-e-por/22043

Qualquer gajo com mentalidade matemática (como o Noam Chomsky) teria feito o contrário.
Em lugar de transformar côr em cor, teria clarificado tôla, sêde, ôlho, jôgo, etc.

Andam a fdr a língua portuguesa desde 1911.
 
Mas muitas dessas ambiguidades "desaparecem" no contexto. Por exemplo: "Quanto ficou o jogo ontem?" vs. "Eu jogo bem à bola." Ninguém tem dúvidas quando é "ô" e "ó". O pior caso é mesmo palavras tipo "pára" e "para", que surgem muitas vezes em situações em que o contexto não chega. Um exemplo que o RAP deu "Ninguém para o Benfica!" - quer dizer que ninguém vai parar o Benfica ou que ninguém quer ir jogar para o Benfica? :confused: Ou a diferença entre o nervo óptico e o nervo ótico. :sh) Como já disse antes, o novo AO veio responder a um conjunto de questões que ninguém fez e se pretendia melhorar alguma coisa, desajudou mais do que ajudou. [8b]
 
Mas muitas dessas ambiguidades "desaparecem" no contexto. Por exemplo: "Quanto ficou o jogo ontem?" vs. "Eu jogo bem à bola." Ninguém tem dúvidas quando é "ô" e "ó". (...)

Agora imagina que és invisual, e tens equipamento que te lê textos (como browsers para invisuais).

E agora imagina que és programador, e vais fazer software para esses equipamentos.
Como é que preferes? Com acento circunflexo no "o" de "jôgo", ou sem "ô" em "jogo"?

Estas ambigüidades (com o trema que deveríamos adoptar do Brasil) são perigosas e indesejáveis por muitas mais razões que se julga.
Mas, claro, os "lingüistas" que fizeram o AO90 (e as reformas desde 1911) não tinham conhecimentos suficientes, eram poucochinhos, pelo que têm desculpa.
 
Agora imagina que és invisual, e tens equipamento que te lê textos (como browsers para invisuais).

E agora imagina que és programador, e vais fazer software para esses equipamentos.
Como é que preferes? Com acento circunflexo no "o" de "jôgo", ou sem "ô" em "jogo"?

Estas ambigüidades (com o trema que deveríamos adoptar do Brasil) são perigosas e indesejáveis por muitas mais razões que se julga.
Mas, claro, os "lingüistas" que fizeram o AO90 (e as reformas desde 1911) não tinham conhecimentos suficientes, eram poucochinhos, pelo que têm desculpa.

Mas desses, os do AO90 têm direito à camisola amarela da estupidez. :sh)
 
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