Ainda caem nestas burlas?

Neptuno74

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Uma mulher luso-francesa, de 55 anos, licenciada em Economia e formadora de profissão, foi o ano passado alvo de uma burla, por via informática, com origem na Costa do Marfim.


Num caso que se arrastou meses e em que foi ao engodo de uma “mala de dinheiro com 900 milhões de dólares”, Noémia C. (nome fictício) foi burlada em mais de 50 mil euros.

Depois de se revelarem infrutíferas as tentativas de recuperar o dinheiro ou diminuir o prejuízo, a moradora na Margem Sul do Tejo lembrou ao CM que tudo começou com “um ‘e-mail’ da Costa do Marfim a pedir ajuda para transporte de uma mala de dinheiro para a Europa”, para o que era preciso “um destinatário que aceitasse pagar as despesas de envio”.

Noémia deu o nome e assumiu as despesas. Admitindo “desconfiar” de uma ilegalidade, garante porém que “pela conversa” afastou qualquer suspeita de “tráfico de drogas ou armas”.

O imbróglio conhece nova etapa quando lhe dizem que a mala com o dinheiro não pode ser enviada para Lisboa, mas para Paris ou Amesterdão.

Ainda assim, Noémia não duvidou e voa até Amesterdão (Holanda), onde, depois de (por intermediário) alegadamente pagar ao serviço de alfândega para levantar a mala, vê finalmente o dinheiro.

“Eram dólares. Verdadeiros. Vi-os com os meus olhos”, comenta, lamentando que as notas estivessem marcadas “com tinta, como nas séries de televisão” e não podiam ser comercializadas.

Visto o dinheiro, gastos “mais de 20 mil euros”, Noémia está já por tudo e não hesita quando lhe dizem que o solvente para tirar as marcas “só existe na Coreia ou Singapura”.

Fazer a viagem, não fez, regressou a Lisboa, mas não sem que antes disponibilizasse mais dinheiro para a compra do solvente, que afinal “não funcionava” ou que “não havia”.

Era de mais. Noémia desiste e já só quer reaver o dinheiro perdido. Escreve ao autor do primeiro ‘mail’ que a tranquiliza e diz poder ressarcir, desde que ela pagasse as despesas de envio da quantia a depositar num banco sediado em Paris. Só então pede ajuda e um amigo avisa-a de que os códigos “eram falsos”.

Os burlões ainda abordam Noémia mais uma vez: lembram que a mala ainda está em Amesterdão.

Ficam sem resposta. A lição foi aprendida. Mas a que preço.

"INTELIGENTE" E ALHEIA AO REAL

Garantindo “nunca ter ouvido falar nas burlas via internet”, incluindo os casos de cidadãos nigerianos, Noémia C. (nome fictício) desabafa: “Eu tenho fama de inteligente e de ter os pés na terra, nunca pensei poder cair numa destas.”

Questionada se nunca desconfiou, a economista admite que “sim” porque “de outro modo não se justificava o auxílio de terceiros para trazer a mala para a Europa”. Já quando confrontada com a possibilidade de ser cúmplice de um crime como “tráfico de armas ou drogas e branqueamento de capitais”, Noémia C. exclui essa hipótese, com o argumento de ter “falado com eles [burlões]” e ter percebido que “não eram pessoas desse tipo”.

De resto, admite ser incapaz de explicar como foi “cedendo sucessivamente cada vez mais dinheiro”, e agora só lamenta ter perdido as poupanças e pôr em causa o futuro da filha e genro que, na casa dos 20 e 30 anos, estão no início da vida.

NOTAS

UM MALÃO DE DÓLARES

A burlada garante que as notas – dólares – da mala eram autênticas e que só as marcas de tinta impediam a sua comercialização.

ABIDJAN

‘Mail’ enviado de Abidjan, Costa do Marfim, pede destinatário e despesas de transporte de mala com dinheiro a enviar para a Europa.

AMESTERDÃO

Destino final da mala com as notas de dinheiro - dólares - depois de Lisboa e Paris terem sido eliminados como possíveis locais de envio.

LISBOA

Noémia C., informada de que a mala foi enviada para Amesterdão, voa para a capital holandesa, onde toma contacto com o dinheiro e vê as notas reais.

SINGAPURA

Local onde os burlões disseram adquirir o solvente para tirar as marcas das notas.

SAIBA MAIS

50 mil euros foi a quantia em que Noémia C. foi enganada pelos sucessivos esquemas dos burlões africanos. Nove milhões de dólares revelaram-se um engodo suficiente.

252 foram as burlas “informáticas e nas comunicações” detectadas pela PJ em 2006, contra 203 em 2005. Em 2004, a PJ teve 147 processos qualificados como “burla através de informática”.

REGRA

Na origem da maioria das burlas está, dizem os autores, ou a ingenuidade ou a cobiça do burlado.

INGÉNUOS

O turista italiano, já bebido, que compra terrenos em Santo André, para depois descobrir que, de Inverno, estes ficam submersos ou o aldeão que compra os patos do Campo de Santana são exemplos de ingenuidade.

EVITAR

Para evitar a burla, ignore pedidos de desconhecidos, seja à compaixão ou à oportunidade única

FONTE: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=239975&idselect=10&idCanal=10&p=200
 
custa-me a acreditar nessas histórias apenas com esses dados............mas pronto, há burros para tudo
 
eu custa-me a acreditar é ela dizer que achava não estar a fazer nenhuma ilegalidade..


pá isso é mais que óbvio [:D]

tão se as notas estavam manchadas, e ela precisava de um solvente [:D] era o quê?!!!


e se não podiam mandar a pasta para lx era porquê?


e se fosse legal então porque haveria alguém de dar dinheiro a alguém?



como já disse, das 2 uma............ou esta história está muito mal contada e faltam ai dados muito importantes provavelmente desconhecidos do diário........que escreveu o artigo, ou então isto é uma autêntica história da carochinha e a mulher tirou o curso na Universidade Independente [:D]
 
A ganância é mesmo má conselheira. Mas há alguem que peça a um desconhecido para ir buscar uma mala com 900 milhões de dólares? [8b] [8b] É bem feita! E custa-me a crer que ela não achasse que não se tratava de nada ilegal. [8b]
 
Eu gostei foi do que ela disse: “Eu tenho fama de inteligente e de ter os pés na terra, nunca pensei poder cair numa destas.”...
Tem cá uma inteligência, deve ser daquelas que diz que as regiões autónomas de Portugal são Lisboa e Porto!
[:D]
 
Claro que sim...


Aparece alguêm a dizer-me que tem 4 quaquilhões de dollares para me oferecer, e eu acredito...


Claro...


E depois bato com a cabeça na mesa de cabeceira e acordo! [:D]
 
"licenciada em Economia e formadora de profissão"

tirou o curso na universidade independente?

Exactamente o mesmo que eu pensei!

Mas será que esta gente não se manca?! Alguém dá alguma coisa a alguém?! Ainda por cima da área da economia?
É o que digo: "economistas, em Portugal, só mesmo da treta" (não se ofendam os economistas que por aí andem que eu digo isto na brincadeira e sabendo perfeitamente que há muita pessoa ajuizada)
 
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