Ainda há «coisas boas»...

Sansoni7

Piloto de Karts
Casava-me já contigo


Casámos no último dia de Setembro no primeiro Setembro deste século. Estávamos apaixonados, surpreendidos e felizes. Catorze anos depois ainda não acredito na minha sorte.

Quando eu era pequenino e vi um cartaz do filme The Seven Year Itch, de Billy Wilder e de 1955, perguntei à minha mãe o que era. Ela respondeu: "Ao fim de sete anos a novidade do casamento começa a passar".

Ao fim de 14 anos, cada vez que eu olho para a minha mulher, cada dia que acordo ao lado dela, o que mais me comove e impressiona é precisamente a novidade de vê-la, poder amá-la, ter a sorte de ser amado por ela.

Cada coisa que fazemos é ao mesmo tempo antiquíssima – como uma cerimónia que construímos juntos só para nós os dois – e novíssima, pelo desejo e pelo entusiasmo de lá estar, naquele lugar que ela abriu para mim e ela no lugar que só é dela, que sou eu.

O casamento é só uma palavra: é verdade. Mas também pode ser a vontade de casarmos e ficarmos casados, todos os dias, com a mesma pessoa que amamos.

Cada vez nos casamos mais. As diferenças dela vão cabendo cada vez melhor nas minhas. Cada vez somos, a Maria João e eu, mais livres de sermos como somos, cada um de nós, e de sermos como somos, nós os dois.

Ela torna-se mais ela; eu torno-me mais eu, ela e eu com menos medo que o outro fuja por causa disso. Mas com medo à mesma. E ganância de viver e curiosidade em saber como é que o décimo quinto ano vai ser melhor do que este.

Mas vai ser.
MIGUEL ESTEVES CARDOSO, publico

Assino por baixo mas altero a última frase, pois comigo será o quase o dobro...

Os meus parabéns MEC, pelo aniversário, pelo sentimento... pela prosa.
AF0PpKcSSAI


Comentem....afinal o Fim de Semana está á porta, há Sol...e nem tudo são espinhos nas nossas Vidas.



AF0PpKcSSAI

 
É verdade, é preciso ter sorte em encontrar alguém com quem nos identificamos e com quem queremos partilhar a vida. [;)]

Felicidades ao casal e aos casais que são felizes. :)
 
A paixão é uma coisa que acaba, não é linear mas demora tipo 3 anos

O amor já é diferente, dura para sempre
 
Não sendo um leitor assíduo das crónicas do MEC, tenho optado por "consumir" tudo de uma vez nos seus livros.

Revejo-me bastante em algumas das suas opiniões e na forma descontraída com encara a vida e a sua evolução.

Acho ainda fantástico, pelo menos enquanto leitor, a forma como vivem o seu amor e suportam as partidas que a vida lhes tem vindo a pregar.

Parabéns ao MEC e à MJ. [;)]
 
Não sendo um leitor assíduo das crónicas do MEC, tenho optado por "consumir" tudo de uma vez nos seus livros.

Revejo-me bastante em algumas das suas opiniões e na forma descontraída com encara a vida e a sua evolução.

Acho ainda fantástico, pelo menos enquanto leitor, a forma como vivem o seu amor e suportam as partidas que a vida lhes tem vindo a pregar.

Parabéns ao MEC e à MJ. [;)]

Quem escreve assim, muito provavelmente sabe onde ir «buscar forças» para vencer os obstáculos que lhes surgem na Vida...
 
Cada vez me convenço mais que isto de viver com uma pessoa 30 anos é como os ciclistas na estrada, não é natural.
E até estou com uma pessoa de quem gosto muito.
 
É extraordinário a forma como o MEC escreve a sua paixão pela MJ. Basta ler nesta crónicas ou no livro "Como é linda a p*ª%& da vida"
 
E se eles passaram uma dura prova há relativamente pouco tempo.

Se toda a gente tivesse casamentos/relações felizes o mundo seria um sitio muito melhor.
 
Cada vez me convenço mais que isto de viver com uma pessoa 30 anos é como os ciclistas na estrada, não é natural.
....

Mas acredita que pode ser extraordinário....todos os dias!

Pelo que escreves, também vocês estão no «bom caminho».[;)]
 
Ainda me espanta como é que ninguem se farta das balelas que este tipo escreve...

Se tivesses acompanhado, como muita gente acompanhou, o drama da doença da sua esposa, que durou uns 2 anos, terias talvez mais hesitação em escrever isso.
O MEC é um tipo que eu gosto de ler, nem tanto pelas suas opiniões ou pelos temas que aborda, em muitos dos quais eu nem encontro grandes pontos de contacto comigo, mas leio-o pelo simples prazer de saborear as palavras, como quem ouve música sem cuidar de saber do teor da letra ou dos nomes dos instrumentos. É um tipo que escreve mesmo muito bem e fá-lo sem precisar recorrer a grandes eloquências linguísticas.
As crónicas que ele escreveu na fase de remissão da doença da mulher são das melhores cartas de amor que alguma vez vi escritas por alguém. Recordo-me de uma em que ele fala do ressurgimento dos caracóis nela após a quimioterapia que é de enternecer o mais empedernido dos corações. Faz-nos acreditar que o Amor afinal existe e se escreve com letra grande.
 
Eu vivi com um stripper?
Epá... não me lembro... Se calhar devia ter posto um varão na sala.

Por acaso acompanhei o drama da doença da esposa, até porque conheço a familia. Assim como acompanhei o drama da doença da minha mãe (que foi a mesma) e a forma como o meu pai lidou com ela.
Agora, a partir do momento em que esses sentimentos são vendidos e explorados à exaustão. A mim só me dá vontade de vomitar... Sentimentos e códigos de barras, para mim são dificeis de conjugar.

Por isso volto a referir, fico pasma que isto ainda venda, e que haja quem leia este lodo.
 
Eu se fosse velho e gordo se calhar tb dava graças por ter sacado a MJ...

[:D]

Agora mais a serio, é smp algo que me satisfaz! Ver pessoas bem, felizes e satisfeitas reflecte uma energia que me contagia.
 
´´
Por acaso acompanhei o drama da doença da esposa, até porque conheço a familia. ...
Agora, a partir do momento em que esses sentimentos são vendidos e explorados à exaustão. A mim só me dá vontade de vomitar... Sentimentos e códigos de barras, para mim são dificeis de conjugar.

Por isso volto a referir, fico pasma que isto ainda venda, e que haja quem leia este lodo.

Estás a querer «dizer», pelo conhecimento que tens da situação, que o que MEC escreve poderá não ser sincero?
 
Estás a querer «dizer», pelo conhecimento que tens da situação, que o que MEC escreve poderá não ser sincero?

Não exactamente. Pode ser sincero, e é bonito que lhe diga estas coisas. Agora a partir do momento em que as põe à venda... É uma espécie de pornografia emocional.
 
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