O 4C não será bem rival de Porsches Boxster, se bem que fique próximo em preço e as prestações devam ser próximas.
O conceito do 4C existe apenas actualmente nos Lotus. Tal como estes vai ser um brinquedo caro e são carros "sem" compromisso e que têm muito pouco a ver com utilitarismos.
Sim!
A mala tal não vai caber.
Vai partir as costas todas.
Vai ser difícil de entrar e sair.
Vai ter coisas muito pouco práticas.
Agora a questão já colocada em tempos regressa...
O preço.
Exemplificando com valores Portugueses:
deverá ser posicionado a -50.000 € e venderem 1000 ou ser posicionado perto de 70.000 € e venderem 10.
Quase que aposto que o carro será excelente para a critica... mas que no final das contas quem compra uma coisa destas?
Pois.
É como os Lotus, só meia dúzia de pessoas vai para uma coisa destas.
Agora eu adoro o conceito dos Lotus.
Claro que para único carro é complicado.
Claro que apostam muito na leveza.
Claro que não são carros vocacionados para "ponta" e claro que estradas más não são o seu habitat.
Mas apresentam um pacote global absolutamente fantástico, então se pensarmos que mesmo com menos de uns "vulgares" 200cv e tudo o que oferecem a nível de sensações e condução apr
É bom a ALFA aparecer também com um brinquedo.
Segundo o previsto o 4C será um pouco mais potente do que o actual Elise S 220cv, este vendido a 55.000 €.
Nota: evidente que as vendas dos Lotus ou dos 4C será sempre uma amostra ao pé de Porsches e BMW M usados.
Conceptualmente está mais próximo de um Elise do que de um Boxster, sem dúvida.
Mas existem aí algumas percepções erradas acerca do Elise. Sobretudo referente ao partir de costas e o "habitat"
Os Lotus, na sua maioria, até estão entre os desportivos mais confortáveis. Pelo facto de serem ingleses, significa que têm de lidar com estradas nacionais bastante deterioradas, e nesse tipo de percursos, é onde os pequenos Lotus se excedem. Conseguem manter controlo dos movimentos da carroçaria, a suspensão continua a absorver as irregularidades e permitem ritmos bastante rápidos mesmo nas piores estradinhas.
O Evora, por exemplo, oferece niveis de conforto e complacência ao nivel de berlinas familiares do seg. D/E.
E se formos a um extremo, já não é o primeiro teste que leio em que colocam o McLaren Mp4/12C acima de um classe E no que toca a conforto.
O facto de os ingleses terem estradas tão más, é uma das razões que faz dos desportivos deles serem tão bons no plano dinâmico.
Relativamente à acessibilidade e praticalidade, sem dúvida, é um dos calcanhares de Aquiles do carro.
Mas não nos esqueçamos, um Elise tem apenas 1.12m de altura e uma soleira gigante (alta e larga). É dos carros mais baixos em termos absolutos. Até um Murcielago ou Aventador são mais altos.
A questão da soleira revela apenas a antiguidade do projecto. O Elise foi a primeira aventura da Lotus nas space-frames em aluminio, então acabaram por usar material a mais para garantir a robustez necessária, dado a falta de experiência no dominio do material/técnica.
O Evora já está bastante mais optimizado nesse capitulo, por exemplo.
A vantagem do 4C é que trata-se de um projecto com basicamente 2 décadas de diferença a nivel de concepção.
Primeiro que tudo, irá ocupar mais área que um Elise. É maior em todos os sentidos.
Só o facto de trazer celula de habitáculo em carbono, deverá permitir uma soleira mais baixa e estreita.
A questão de acessibilidade não deverá ser muito diferente daquela que tenho no meu Mr2.
Mas a Alfa não pretende fazer um Elise.
O Elise acaba por ter um foco muito estreito, e mesmo o "aburguesar" do elise, nunca tinha sido contemplado no projecto inicial. Isto é, a presença de civilização no interior do carro, como AC, ou até carpetes[

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O 4C nesse aspecto, deverá ser criatura bastante mais refinada/civilizada.
O exemplo que suponho a Alfa deverá seguir para o desenvolvimento do 4C, não se chama Elise, mas sim 458. Supercar usável sem perder pitada de foco na utilização.
Até o facto de vir com caixa de dupla embraiagem diz isso.
A meu ver, a receita deverá seguir o formato de supercar em miniatura.
Claro, continuará a ser máquina comprometida, mas, porra, é um "halo" car, feito para excitar, não para ser sensivel[

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O que leva á questão comercial.
O carro vai ser produzido em série, mas falta aí info, que só me recordei depois de ter escrito um dos meus post anteriores.
Segundo noticias de algum tempo atrás, devido às especificidades estruturais do carro, o mesmo poderá ter produção limitada, mas ainda não foi confirmado se para o total de unidades produzidas, se para produção anual.
O business case, quando se trata de modelos de pequena produção, normalmente obriga a recorrer a outros métodos industriais, que apenas fazem financeiramente sentido se a produção não passar um certo número de unidades.
Veja-se o caso da Renault, que para fazer renascer a Alpine, juntou-se a uma especialista de pequena produção como é a Caterham.
O projecto 4C já deu umas reviravoltas desde que foi iniciado.
Todas as entranhas do concept tinham sido concebidas pela Dallara, e até a própria Dallara estaria para derivar dessa base um track car.
Mas o projecto agora é 100% Alfa. Tecnicamente foram efectuadas bastantes alterações ao que a Dallara tinha feito, que a meu ver, devem ter focado nos métodos de produção e na homologação deste carro para os EUA e outros mercados (o Japão também come criaturas destas como se não houvesse amanhã).
Não sei até que ponto será viável uma produção mais regular do 4C.
De qualquer forma, o preço, apesar de alto e estar próximo de máquinas como o Boxster, pouco interessa. A coisa será rentável.
Certamente será um excelente cartão de visita para o regresso da marca aos EUA, e é aí que suponho será o mercado mais forte do 4C.
O desportivo acessivel RWD da Alfa será o Spider com esqueleto japonês.[

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O objectivo do 4C é mesmo gerar buzz e saliva pelo scudetto.
Entre o 4C, o futuro Spider, e o cada vez mais certo Giulia RWD, a 2ª metade desta década na Alfa deverá ser interessante de seguir