Alfa Romeo Giulia 2015

Porque é que comparas os 2.2 de 150 com o de 190 se a concorrência também tem de 150 e o Giulia também tem com 180?

Também já foi dito que vai haver um 2.2 com 210cv, são os 3 níveis de potência que vendem mais neste segmento premium (tirando frotas) por isso a gama parece-me ajustada. Para além disso, vou esperar pelos preços oficiais, duvido que fujam muito à concorrência directa.

Porque tem mais cilindrada e menos potência que a concorrência, e o preço não deve fugir muito destes.
 
Só para complementar, nesta questão das proporções, sem dúvida que existem diferenças claras caso seja FWD ou RWD.
E claro que seria previsivel, que ao atacarem o segmento com uma carroçaria sedan assente sobre uma plataforma com motor longitudinal e tracção atrás todos eles iriam apresentar proporções gerais semelhantes. Eixo dianteiro em posição avançado, "dash-to-axle" de dimensões generosas, capot e distância entre-eixos longos e habitáculo em posição recuada.
O XE, o Giulia e o série 3 assemelham-se bastante nesse ponto.
O C e o IS demarcam-se mais devido a questões superficiais, ou seja, o estilo propriamente dito. Mas as proporções típicas estão lá.
Tivessem o Giulia e o XE optado por outros contornos para a área vidrada lateral, e já não havia nenhuma destas discussões.
Ou a transição do segundo para o terceiro volume não fosse tão fluida nos três, e já haveria maior distinção entre eles.

Tanto o 159, como o 156 não conseguem esconder a sua arquitectura. Não significa que seja uma coisa má em proporções. Nesse capítulo estão praticamente no ponto.
O 159 até resulta muito melhor que o Brera, já que o 3ª volume ajuda a equilibrar todo o desenho, sobretudo a típica e generosa overhang frontal de um FWD. E compare-se a "dash-to-axle" (distância, na horizontal, da base do pilar A ou párabrisas ao eixo dianteiro) do 159 e do Giulia e verifica-se logo as diferentes arquitecturas.

Mas existem excepções à regra. A Volvo a brincar com as percepções do pessoal com o novo S90:

profile_volvo_s90_mussel_blue.jpg


Se não soubesse que isto era um tudo à frente com motor transversal, acreditaria facilmente que isto era um RWD. Trabalho de mestre por parte da Volvo resultando em proporções praticamente perfeitas.
Muito mais convincente do que o pilar A recuado da Mazda numa tentativa de disfarçar visualmente a arquitectura do 6.



Isto.
É aqui que acho que a Alfa peca. Eles e também a Jaguar sabem perfeitamente que não estão ali para lutar pela liderança do segmento.
Tanto a Alfa como a Jaguar prevêem vender no máximo 100 mil unidades/ano global do Giulia e XE. Parece muito, mas a BMW, Mercedes e Audi, devem vender mais do triplo ou quádruplo cada uma do 3, C e A4, no planeta todo.
Focando na Alfa, acho que poderiam ter arriscado um pouco mais no plano visual. O Giulia não é feio, está ao nível estético dos rivais, mas falta aquele toque que elevava o 156 e 159 da restante multidão.

Apesar de achar que o série 4 é demasiado tímido, não se distanciando o suficiente do série 3, o comprimento e largura superior, o estilo mais "coupeizado", e os centimetrozitos mais baixo do GranCoupe relativamente ao 3, permitem um conjunto de proporções mais desejáveis, e maior apelo visual.
Outro exemplo seria a relação entre o A5 SB e o A4.

A meu ver, acho que pouco ou nada afectaria a performance comercial esperada do Giulia, caso apresentasse um conjunto de proporções um pouco mais dramáticas, e elementos não tão vulgares.
Mesmo que afectasse um pouco as cotas internas, o plano da Alfa inclui pelo menos um crossover sacado da mesma base. Apostem nesse como o carro "familiar". Apostem nesse como o produto para fazer volume. Até a Jaguar prevê que o F-Pace se torne o seu modelo mais vendido e não o XE.
Tal como o 4C serviu de dramático manifesto para a nova Alfa, o Giulia poderia reflectir um pouco mais desse arrojo conceptual ou filosófico nas linhas e proporções do Giulia.
Já que está tudo com a febre "crossoveriana" e parece não estar para acabar brevemente, poderia sacar-se um sedan que não fosse tão colado à concorrência e passar o ónus do volume para o crossover.

De qualquer forma, espero, sinceramente, que esta criatura seja um sucesso.
Sobre os ombros do Giulia e do Stelvio caem grandes responsabilidades sobre o futuro da Alfa.
Nao esquecas que esse volvo é enorme, conseguindo por isso equilibrar melhor o over-hang frontal...
Se vires um A8 por exemplo tambem ja disfarça a sua natureza.
 
O A8, A6 e A4 tem motor longitudinal, embora sejam FWD.
Sim, ainda pior para o over hang...
Mas todo o grupo motor+caixa se encontra á frente do eixo dianteiro.
Uma coisa que nunca entendi é porque as marcas fwd de motor transversal não fazem como a Peugeot fazia antigamente, que era em vez de colocar o motor á frente do eixo com a caixa e transmissoes a sair por trás do motor, fazia o inverso, colocava o motor inclinado para trás com as transmissoes e caixa á frente do motor ficando assim todo o peso atras do eixo dianteiro e não á frente deste.
 
Última edição:
O 2,0 de 280 cv e o 2,2 de 210 cv a diesel são mais interessantes e honram mais os pergaminhos da marca.

Como estratégia discordo de começar por apresentar (e comercializar) a versão mais forte e depois passar para as mais fracas. No fundo o comprador do 510 cv ficaria mais entusiasmado se achasse que se tratava de algo à partida mais exclusivo, se começa a haver Giulias como Uber, como taxi e como daily drive do típico contabilista, mestre de obras, etc. o carro banaliza-se um bocado.

Não te preocupes que os táxis agora são todos corridos a Skoda, C-Elysees, Dacias e futuramente Fiats.
E olha a banalização da Mercedes como carro de taxista não causou efeitos nocivos na imagem da marca. Ou insurge-te contra a gama de comerciais deles de plásticos duros e manhosos porque também dilui a imagem da marca.

Quanto ao contabilista e mestre de obras não te preocupes que esses vão continuar a preferir importar alemães com os quilómetros martelados e não é por aí que a imagem das marcas alemãs decresce. Aliás, esses nem sequer olham para o Alfa porque não é carro com "status". [:D]
Vai lá para os tópicos dessas insurgir-te quanto a isso.

A uma estratégia de comercializar um produto premium pelos seus modelos mais poderosos e luxuosos, habitualmente chama-se desnatação, começa por se atrair a franja de clientes mais exigentes e endinheirados e com o tempo introduz-se umas versões mais modestas. Esta passagem de um extremo ao outro tenho dúvidas que seja a melhor estratégia.

Em resumo, nesta fase acharia mais interessante disponibilizarem apenas os 2,0 de 280 cv e o 2,2 de 210 cv depois daqui a uns meses as versões mais modestas de forma progressiva.

Se seguissem essa estratégia deveriam ter apostado por entrar primeiro no segmento E e não no D. No entanto, esqueceste-te que a Alfa Romeo é só uma parte da equação da FCA para o segmento premium/luxo. A outra chama-se Maserati. E a Maserati já tem a sua gama do segmento E para cima bem definida e com motorizações disponíveis acima das que estão disponíveis no Giulia nesta versão de lançamento.
Gradualmente vão lançar motorizações mais potentes como o Multijet de 210cv ou o 2.0 de 280cv. E no futuro vais ter versões com o Multijet 3.0 V6 da Maserati e uma versão intermédia de potência entre o 2.0 de 280cv e o QV de 510cv.

Basta olhares para a estratégia da Alfa em conjunto com a da Maserati para tudo fazer mais sentido. A Maserati preenche os segmentos acima com o Ghibli/Quattroporte/Levante com motorizações mais exclusivas e a Alfa de momento acaba por ser uma baby-Maserati mais ao alcance do quadro intermédio das empresas.
Esta estratégia para os EUA faz perfeito sentido pois os dealers que vendem Maseratis vão vender Alfas e por cá na Europa o mercado absorve sempre mais as versões mais acessíveis dos modelos do segmento D, as intermédias costumam perfazer sempre uma percentagem pequena das vendas.

Assim lançam o QV como "halo-car" sem roubar clientela á Maserati nesta fase inicial e as versões de entrada que lhes vão permitir fazer o volume desejado de 100.000 unidades anuais. Se a Alfa não tivesse quase desaparecido do mercado a estratégia que referias fazia mais sentido. Mas no caso Alfa em que estão a reentrar no mercado, têm que recuperar um investimento gigante o mais rápido possível para garantir sustentabilidade financeira para o resto da gama planeada faz sentido teremfeito o lançamento que fizeram.
E além disto não começam o lançamento da Alfa logo a pisar o mesmo mercado-alvo que a Maserati prevenindo uma canibalização das vendas desta. Aposto que se fores a um stand Alfa e pedires por um modelo segmento E ou algo com motorizações intermédias eles te irão indicar o Ghibli. Se não em Portugal pelo menos nos mercados europeus a sério.
 
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O 2,0 de 280 cv e o 2,2 de 210 cv a diesel são mais interessantes e honram mais os pergaminhos da marca.

Como estratégia discordo de começar por apresentar (e comercializar) a versão mais forte e depois passar para as mais fracas. No fundo o comprador do 510 cv ficaria mais entusiasmado se achasse que se tratava de algo à partida mais exclusivo, se começa a haver Giulias como Uber, como taxi e como daily drive do típico contabilista, mestre de obras, etc. o carro banaliza-se um bocado.

A uma estratégia de comercializar um produto premium pelos seus modelos mais poderosos e luxuosos, habitualmente chama-se desnatação, começa por se atrair a franja de clientes mais exigentes e endinheirados e com o tempo introduz-se umas versões mais modestas. Esta passagem de um extremo ao outro tenho dúvidas que seja a melhor estratégia.

Em resumo, nesta fase acharia mais interessante disponibilizarem apenas os 2,0 de 280 cv e o 2,2 de 210 cv depois daqui a uns meses as versões mais modestas de forma progressiva.

Engraçado que todos os poucos 156 e 159 que andam pela zona estão nas mãos de 'trolhas' e azeiteiros, muitos deles 2.4
 
Vives, portanto, numa zona de trolhas e azeiteiros. Isso faz de ti o quê?
[:D]
La os trolhas e azeiteiros andam de Alfa, os Doutores andam de Opel...
Mas enquanto os Doutores estão no trabalho, os Alfas é que estão estacionados na garagem dos Doutores a fazer "biscates" com as esposas destes...[:)]
 
Pelo menos vives numa zona em que os "trolhas" e azeiteiros têm bom gosto. É que não fazes por menos e dizes logo que são "todos"... :sh)
"Cheira-me" a algum recalcamento... Vê lá isso...
 
Alfa é em vermelho e com as jantes tradicionais de 5 furos.

Essas jantes em particular são feias naquele carro, são exageradamente raiadas.

Claro! Desculpa a minha falha.
Aliás, há uma passagem na Bíblia que faz referência a isso. Penso que é no versículo dos pecados mortais: "não comprarás um Alfa Romeo que não seja vermelho e com jantes de 5 furos".

Estou condenado!! [:p]
 
A sério que vamos entrar por essa de "quem tem o quê"? O famoso "status" e considerações aos gostos de cada um e ao dinheiro que cada um tem e como prefere gastá-lo?

Boa, acabaram de regredir até à idade mental dum puto de 8 anos. Quase tão bom como o Regresso ao Futuro. Mas ao contrário. E pior.
 
já agora, parece-vos bem a estratégia seguida ?

Não preferiam que primeiro saíssem os modelos com mais pulmão ?
Eu concordo. Ao invés de ir puxando a curiosidade da malta aos poucos, soltando as versões normais e ir sempre especulando sobre o grande desportivo, optaram por algo do estilo "PUMBA! Vejam lá o que nós fizemos e do que somos capazes!". Isto faz logo com que a marca se demarque de uma altura menos boa e mete o pessoal a olhar para ela com novas perspectivas. Puxou o interesse e trouxe a atenção para o resto das versões e modelos que aí vêm. O complicado agora vai ser entregar o produto final à altura da expectativa que gerou.
 
Já te respondi a isso mas pelos vistos preferiste ignorar.
Preferir que saísse primeiro os modelos com mais pulmão preferia.
Mas também preferia que o Stelvio tivesse sido revelado em Genebra e que fosse tudo lançado ao mesmo tempo.
E que viesse com um preço de Opel Insignia e carregado de equipamento. Num mundo ideal preferia muita coisa.

Mas percebo os constrangimentos que os levam a fazer o lançamento desta forma e acho que é a melhor forma de fazer o lançamento devido a esses mesmo constrangimentos.
 
Mas o primeiro a sair não foi o Quadrifoglio?

Queres mais pulmão que o topo da gama?

Regra geral lançam-se primeiro os motores mais performantes e depois começam a lançar os motores mais modestos, como talvez o 1.4 Multiair de 170cv ou o 1.6 Multijet de 120cv para entrarem na guerra das frotas.
 
Vives, portanto, numa zona de trolhas e azeiteiros. Isso faz de ti o quê?

[:D]
La os trolhas e azeiteiros andam de Alfa, os Doutores andam de Opel...
Mas enquanto os Doutores estão no trabalho, os Alfas é que estão estacionados na garagem dos Doutores a fazer "biscates" com as esposas destes...[:)]

Pelo menos vives numa zona em que os "trolhas" e azeiteiros têm bom gosto. É que não fazes por menos e dizes logo que são "todos"... :sh)
"Cheira-me" a algum recalcamento... Vê lá isso...

Acho que vou queimar os meus canudos e comprar umas camisolas de cavas... Pode ser que também me calhe um Alfa!

Deixa crescer bigode, não cortes a unha do mindinho e abre a camisa no peito.


Uuuuuuii tanto choro. Menos sff.

Provavelmente têm-nos porque, usados, são mais baratos que uma Ibiza comercial!! Não invalida que tenham bom gosto...
 
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