Alfa Romeo Giulia 2015

(esqueci-me do quote.)

...continuando a conversa das diferenças de binário...

Hoje em dia, com tudo sobrealimentado, e com a tendência de extrair mais de menor capacidade, os números não param de crescer.
Graças à gestão electrónica, também mais fácil adapta-se o motor à transmissão que tem de lidar com ele.
Acreditam mesmo em curvas de binário com "planaltos naturais" entre as 2000 e 5000 rpm? E alguns até oferecem planaltos de potência, como dá para ver no grupo VW.
O surgimento destas "não-curvas" surge apenas e só por limitação das transmissões.

Transmissões que aguentem números de binário enormes também têm os seus custos.
Essa automática de 8 velocidades da ZF de momento deve alimentar uma parte considerável do parque automóvel, e podemos encontrá-la em pick-ups como a Ram até desportivos como o F-Type.
(Fica uma lista: https://en.wikipedia.org/wiki/ZF_8HP_transmission)
E como dá para ver tem versões que diferem pelos números de binário que podem aguentar. E a Alfa escolheu a que suporta até 500Nm.
E também pode explicar o facto de não haver diferença de binário nas variantes de 150 e 180cv.

Não sei qual a origem da transmissão manual do Giulia, mas provavelmente deve ter um tecto próximo dos 400.
No QV, em que o motor produz 600 "torques", a transmissão manual deve estar devidamente reforçada para o efeito, e provavelmente até será específica para o modelo sem relação com a que se vê nas outras versões. Aplicar essa transmissão para que os motores mais abaixo pudessem apresentar valores de binário, pelo menos, equivalentes aos de transmissão automática, poderia significar custos que poderiam afectar o preço final ou reduzir a margem de lucro.

Então o 2.0 de 150cv da BMW e da Audi estão já ultrapassados. Ou seja, no papel o Giulia é o melhor do segmento e por uma margem nada negligenciável! Isto é que eu estranho, nunca na vida esperaria este diferencial tão grande para os outros, faz os outros concorrentes parecerem desactualizados, e alguns deles são bem recentes como o A4 e o XE.
 
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O 1.6 Mjet quando saiu também tinha um binário muito elevado face à oferta da concorrência.

Há uns anos atrás os 150cv do 1.9TDI pareciam uma loucura. Hoje já são modestos...
 
(esqueci-me do quote.)

...continuando a conversa das diferenças de binário...

Hoje em dia, com tudo sobrealimentado, e com a tendência de extrair mais de menor capacidade, os números não param de crescer.
Graças à gestão electrónica, também mais fácil adapta-se o motor à transmissão que tem de lidar com ele.
Acreditam mesmo em curvas de binário com "planaltos naturais" entre as 2000 e 5000 rpm? E alguns até oferecem planaltos de potência, como dá para ver no grupo VW.
O surgimento destas "não-curvas" surge apenas e só por limitação das transmissões.

Transmissões que aguentem números de binário enormes também têm os seus custos.
Essa automática de 8 velocidades da ZF de momento deve alimentar uma parte considerável do parque automóvel, e podemos encontrá-la em pick-ups como a Ram até desportivos como o F-Type.
(Fica uma lista: https://en.wikipedia.org/wiki/ZF_8HP_transmission)
E como dá para ver tem versões que diferem pelos números de binário que podem aguentar. E a Alfa escolheu a que suporta até 500Nm.
E também pode explicar o facto de não haver diferença de binário nas variantes de 150 e 180cv.

Não sei qual a origem da transmissão manual do Giulia, mas provavelmente deve ter um tecto próximo dos 400.
No QV, em que o motor produz 600 "torques", a transmissão manual deve estar devidamente reforçada para o efeito, e provavelmente até será específica para o modelo sem relação com a que se vê nas outras versões. Aplicar essa transmissão para que os motores mais abaixo pudessem apresentar valores de binário, pelo menos, equivalentes aos de transmissão automática, poderia significar custos que poderiam afectar o preço final ou reduzir a margem de lucro.

Nas motorizações a diesel, a transmissão manual é da Getrag, modelo G217. (pag 169 aqui)

No Quadrifoglio é a ZF S6-53. (pag 17 aqui)
 
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Aqui fica o texto sobre a capa "alemã"
Full_Size_Render.jpg

Só mais uma laracha para o Sr. Dr. Meda,
O grande apologista da indústria alemã

Leia alguns artigos do Christiaan Hetzner - "Automotive News Europe's Germany correspondent".

O mais recente exemplo
http://europe.autonews.com/article/...1/germany-deserves-rebuff-from-italy-and-fiat

O tipo é alemão... mas não usa "palas"
 
Deve ser os limites da eletrónica para um e para outro caso, visto aguentarem binários diferentes, o que é pena visto os utilizadores da caixa manual ficarem no meu entender prejudicados com menos 70 nm de binário que é um valor já bem significativo. Vai ser concerteza um factor a ter em conta pelos compradores e deverá influenciar alguns a comprar a versão automática para terem esse extra..
 
Bem, comprei a Autofoco desta semana. Só para votar com a carteira...
Comparando as análises das duas revistas, a Autofoco foi bem mais simpática com o Giulia do que a AutoHoje.
E colocaram logo a análise ao Giulia diesel e não só ao QV enquanto que a AutoHoje deixou a análise ao diesel para a semana. A Autohoje pode proclamar a superioridade natural dos alemães e podem não gostar do Giulia, mas repartem a análise do carro por dois números para esmifrar o máximo de dinheiro a quem gosta de Alfas. [8b]

Além disso a Autofoco também fez um dossier com alguma especulação da parte deles do plano de lançamentos da Alfa pós-Giulia. O Stelvio é mais que garantido mas depois especularam que os próximos modelos serão um novo Giulietta, um SUV de segmento C e não de segmento E para não concorrer com o Maserati Levante, um novo Brera e um carro de segmento E.
 
Pá, na Autohoje até criticam o facto de usar um sistema rotativo de controlo do infotainment. Dizem que é uma imitação do da Audi (lol) e que o o visor entre o conta-quilómetros está ultrapassado. Se viesse um infotainment com touchscreen de certeza que criticavam porque um comando rotativo era mais intuitivo (lol).

Na Autofoco sempre foram mais isentos nesse aspecto. Mas pronto, é um facto que muitos jornalistas têm um ódio de estimação pelas marcas italianas. Não é exclusivo a Portugal.
 
Pá, na Autohoje até criticam o facto de usar um sistema rotativo de controlo do infotainment. Dizem que é uma imitação do da Audi (lol) e que o o visor entre o conta-quilómetros está ultrapassado. Se viesse um infotainment com touchscreen de certeza que criticavam porque um comando rotativo era mais intuitivo (lol).

Na Autofoco sempre foram mais isentos nesse aspecto. Mas pronto, é um facto que muitos jornalistas têm um ódio de estimação pelas marcas italianas. Não é exclusivo a Portugal.

Sim porque o mau desempenho comercial das marcas italianas como a AR e de modelos como o 159 é culpa das revistas e dos alemães.

Nem é nada derivado de má gestão...

Continuo a achar absurdo terem ficado sem segmento D à venda uns 5 anos.

Assim é difícil terem sucesso.
 
Bem, comprei a Autofoco desta semana. Só para votar com a carteira...
Comparando as análises das duas revistas, a Autofoco foi bem mais simpática com o Giulia do que a AutoHoje.
E colocaram logo a análise ao Giulia diesel e não só ao QV enquanto que a AutoHoje deixou a análise ao diesel para a semana. A Autohoje pode proclamar a superioridade natural dos alemães e podem não gostar do Giulia, mas repartem a análise do carro por dois números para esmifrar o máximo de dinheiro a quem gosta de Alfas. [8b]

Além disso a Autofoco também fez um dossier com alguma especulação da parte deles do plano de lançamentos da Alfa pós-Giulia. O Stelvio é mais que garantido mas depois especularam que os próximos modelos serão um novo Giulietta, um SUV de segmento C e não de segmento E para não concorrer com o Maserati Levante, um novo Brera e um carro de segmento E.

Concordo inteiramente com a Auto Foco, segmento E é demasiado elevado para uma marca como a Alfa que está agora a renascer. O segmento C e D devem ser as prioridades da Alfa, por agora.
 
O XE é um produto ao nível de qualquer premium equivalente alemão. As reviews por essa Europa fora são muito boas, não tenho essa percepção
Foram boas, o produto tem qualidades, mas as críticas quanto a esses aspectos foram quase unânimes...
 
Sim, ele já fez isso em outras situações, nomeadamente na astra ST em Portugal. Também não concordo com este tipo de review pois não há maneira de ele testar a qualidade de materiais. Mas segundo ele, não consegue estar em todo o lado. Perdeu-se uma boa oportunidade de ter uma review bem aprofundada da Júlia.
 
Sim porque o mau desempenho comercial das marcas italianas como a AR e de modelos como o 159 é culpa das revistas e dos alemães.

Nem é nada derivado de má gestão...

Continuo a achar absurdo terem ficado sem segmento D à venda uns 5 anos.

Assim é difícil terem sucesso.
É fácil entender que os "opinion makers" podem influenciar e muito no sucesso/fracasso de um produto ou marca, qualquer que seja a área de negócio.

Mas concordo que o grupo tem sido muito mal gerido.
 
É fácil entender que os "opinion makers" podem influenciar e muito no sucesso/fracasso de um produto ou marca, qualquer que seja a área de negócio.

Mas concordo que o grupo tem sido muito mal gerido.

Talvez, mas quem é que decide a sua compra apenas pelo que leu numa revista?

Aliás à partida quem compra revistas já sabe umas coisinhas, e os outros mais leigos na matéria quanto muito ouvem o diz que disse dos italianos darem muitos problemas* e não vai ser o que vem numa qualquer revista que iria mudar a sua opinião de qualquer forma.

Eu sou fã do 155, 156, 159 e agora do Giulia. Acho que para a época foram/são carros interessantes e lá está, houvesse melhor gestão e por exemplo um 159 poderia ter ido muito mais longe.

Ficarem 5 anos sem presença no segmento D é péssima gestão por todas as razões.

Nem que fosse um FL ligeiro ao 159, ao menos havia continuidade agora para o Giulia.


*Mesmo que isso seja baseado em problemas elétricos em carros que saíram há mais de 20 anos e que hoje faz pouco sentido.
 
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