Se as praxes devem ser proibidas? Não. É um acto de livre-arbítrio, só vai quem quer.
Então devem ser permitidas praxes violentas/degradantes/ofensivas? Não, devem estar ao coberto da lei do direito à integridade física e do respeito.
Se são positivas? Podem ser, se decorrerem com base no respeito e no espírito de amizade.
Se têm pontos negativos? Podem ter, uma vez que são promotoras da leviandade de vida e do desprezo dos valores e da dignidade (álcool, drogas, comportamentos desviantes, degradação de personalidade).
Se fazem sentido? Não, pois baseiam-se numa pseudo-hierarquia inexistente, apenas existente na cabeça dos "veteranos", pois os "caloiros" (termos entre aspas pois não os reconheço como classificativos de pessoas que se encontram na mesma circunstância) não são menos que os restantes, são exactamente o mesmo. É curioso que os jovens aceitem e interiorizem esta hierarquia quando sabemos que desprezam outras bem mais legítimas e indiscutíveis.
Se são benéficas para a integração? Podem ser, mas a integração é relativa, pois só interessa se for integração em algo bom. Integração em maus grupos não é desejável.
Que concluo? Concluo que apesar de serem uma demonstração de imaturidade por parte dos estudantes universitários, o que me leva a crer que o grau de maturidade da juventude de hoje diminui com a progressão lectiva, uma vez que no Básico e Secundário não costumam existir praxes e os alunos das referidas fases são normalmente bem mais maduros, de não terem basicamente fundamento algum, não devem ser proibidas uma vez que a adesão às mesmas é facultativa. Porém, devem sem dúvida ser vigiadas e sujeitas à regulamentação e lei mais básica, no sentido de se evitarem desastres e de se proteger a integridade física e moral de quem nelas participa.