Atropelamento em Lisboa - Terreiro do Paço (Saiu sentença - 3 anos prisão efectiva!)

A única reflexão que eu deixo é a seguinte:

Tentem explicar o sucedido aos familares das vítimas, coloquem-se no papel dos filhos, filhas, mães, pais etc. a verem os familiars desmembrados e espalhados pela via pública. Ainda para mais sendo as vítimas peões e encontrando-se no local onde estavam. Hein? E depois juntem uma pitada de:eu não estou arrependedida ou não reconheço que errei (esta parte pareçe-me de tal forma aberrante que só a concebo como uma estratégia mal gerida pelo mandatário ou a "menina" é um monstro).

Agora vêm a lume as histórias da tadinha dela, era boa moça (começa o marketing para o recurso). Se calhar até era e todos nós podemos ter um azar mas, o mínimo dos mínimos, é mostrar arrependimento e pedir desculpa aos familares.

Reforço a ideia: Tudo isto é mto bonito quando não nos toca a nós (e esta filosofia aplicá-se a todos, magistratura incluída).
 
Não vi ninguém dizer que foi de propósito. Mas o ser acidental não tira responsabilidade. Claro que atenua em relação a acto semelhante premeditado, mas não invalida que aconteceu e que tenha de responder por isso.
Em relação à pena em si, dou-te toda a razão, porque eu já há muito tempo que acho estúpido haver penas de prisão para este tipo de coisa. É muito mais produtivo para toda a gente penas a prestar alguma espécie de serviço comunitário do que colocar a pessoa na prisão. Na prisão não vai ter hipótese de retribuir absolutamente nada.

Achas estupido haver penas de prisão para estes casos? Então eu dou um tiro numa pessoa e mato-a, sou condenado a uns 16 anos de prisão. Eu pego no carro e atropelo uma pessoa e mato-a, o resultado é o mesmo, não apanho prisão? Então que justiça é essa?
Segundo a teoria do resultado, matar uma pessoa seja por que método for acarreta sempre uma pena por homicidio. Inflizmente em portugal essa teoria não se aplica. Uma pessoa que vai a 120 km/h dentro da cidade só pode ser demente, é negligência grosseiríssima, merece ser castigada, e 3 anos parecem-me pouco. Se tivesse atropelado a minha mãe ou o meu pai quem ia para a cadeia era eu à conta dessa cadela.
 
Achas estupido haver penas de prisão para estes casos? Então eu dou um tiro numa pessoa e mato-a, sou condenado a uns 16 anos de prisão. Eu pego no carro e atropelo uma pessoa e mato-a, o resultado é o mesmo, não apanho prisão? Então que justiça é essa?
Segundo a teoria do resultado, matar uma pessoa seja por que método for acarreta sempre uma pena por homicidio. Inflizmente em portugal essa teoria não se aplica. Uma pessoa que vai a 120 km/h dentro da cidade só pode ser demente, é negligência grosseiríssima, merece ser castigada, e 3 anos parecem-me pouco. Se tivesse atropelado a minha mãe ou o meu pai quem ia para a cadeia era eu à conta dessa cadela.

Não é assim tão linear como dizes.
Das duas uma: ou pegaste na arma e quiseste disparar contra a pessoa, havendo aí dolo claro e homícidio simples ou eventualmente priveligiado ou sem querer disparas causando a morte sobre alguém (caso típico dos caçadores feriem outros).
Neste último caso por norma também é por homicidio negligente e as penas são suspensas.
O que se tem entendido é que os acidentes de viação enquadram-se nesta última situação.

Creio que não estou a falhar por muito.
 
Não vi ninguém dizer que foi de propósito. Mas o ser acidental não tira responsabilidade. Claro que atenua em relação a acto semelhante premeditado, mas não invalida que aconteceu e que tenha de responder por isso.
Em relação à pena em si, dou-te toda a razão, porque eu já há muito tempo que acho estúpido haver penas de prisão para este tipo de coisa. É muito mais produtivo para toda a gente penas a prestar alguma espécie de serviço comunitário do que colocar a pessoa na prisão. Na prisão não vai ter hipótese de retribuir absolutamente nada.

Deixa ver,
limite em cidade: 50km/h
ela ia a: +120km/h

Acidentes acontecem a qualquer um, como tal temos de ser o mais responsáveis e conscientes que podemos, para o caso de algo acontecer as consequencias serem o menos graves possiveis.
É que nem que ela fosse a 70km/h, provavelmente teria evitado aquelas pessoas, agora a mais de 120km/h naquele local, é obvio que as consequencias em caso de acidente seriam graves e isso é de uma irresponsabilidade e inconsciencia enorme.

Já agora acabem com as cadeias e vai tudo fazer serviço comunitário, quem está preso devia era ter de trabalhar para "ganhar" o que comer lá dentro, não bastava ir preso.
Ao estar na cadeia, temos a certeza que durante os próximos 3 anos não atropela mais ninguém, pode pensar bem na vida dela e para mim nunca mais conduzia na vida.
 
Não é assim tão linear como dizes.
Das duas uma: ou pegaste na arma e quiseste disparar contra a pessoa, havendo aí dolo claro e homícidio simples ou eventualmente priveligiado ou sem querer disparas causando a morte sobre alguém (caso típico dos caçadores feriem outros).
Neste último caso por norma também é por homicidio negligente e as penas são suspensas.
O que se tem entendido é que os acidentes de viação enquadram-se nesta última situação.

Creio que não estou a falhar por muito.

Foi uma forma "bruta" de explicar que mesmo em situações de morte por negligência deverá existir sempre pena efectiva. Para mim o bem jurídico mais precioso é a vida, como tal seja qual for a circunstância em que morre uma pessoa, o criminoso deve pagar por isso.
Eu ando a estrada e não posso "cuspir para o ar", mas principalmente em cidade sou muito cauteloso. O que esta senhora fez não se admite.


PS: Para mim e já agora, a lei deveria mudar para proteger também os animais. Actualmente matar um cão ou um gato com um tiro é punido com crime de dano apenas. Será que quem faz isso a um animal indefeso não será indicativo que o poderá fazer contra uma pessoa?
ISTO É SÓ UM APARTE E UMA ESPÉCIE DE DESABAFO...

Peço desde já desculpa pelo off-topic..
 
Achas estupido haver penas de prisão para estes casos? Então eu dou um tiro numa pessoa e mato-a, sou condenado a uns 16 anos de prisão. Eu pego no carro e atropelo uma pessoa e mato-a, o resultado é o mesmo, não apanho prisão? Então que justiça é essa?
Segundo a teoria do resultado, matar uma pessoa seja por que método for acarreta sempre uma pena por homicidio. Inflizmente em portugal essa teoria não se aplica. Uma pessoa que vai a 120 km/h dentro da cidade só pode ser demente, é negligência grosseiríssima, merece ser castigada, e 3 anos parecem-me pouco. Se tivesse atropelado a minha mãe ou o meu pai quem ia para a cadeia era eu à conta dessa cadela.

A justiça tem de ser baseada na intenção e na retribuição. É completamente diferente querer matar alguém de matar alguém sem querer. Tu dares um tiro em alguém é diferente de deixares cair a arma, ela disparar e alguém morrer, ou parece-te igual? Isto é o campo da intenção. O segundo campo é o da retribuição, ou seja, de que forma é que a pena retribui, "compensa", atenua a consequência? Nestes casos concretos sem intenção como é óbvio tem de haver responsabilização, mas a pessoa ser presa durante três anos não vai servir propósito nenhum para atenuar o mal que foi feito. Se ao invés de prisão as pessoas tivessem de ir prestar serviço em hospitais, ou a auxiliar pessoas que precisem, ou em campanhas rodoviárias toda a sociedade beneficia e o mal que foi feito e que não pode ser apagado é de certa forma minimizado. Isto não implica que por exemplo fosse impedida de voltar a conduzir.



Deixa ver,
limite em cidade: 50km/h
ela ia a: +120km/h

Acidentes acontecem a qualquer um, como tal temos de ser o mais responsáveis e conscientes que podemos, para o caso de algo acontecer as consequencias serem o menos graves possiveis.
É que nem que ela fosse a 70km/h, provavelmente teria evitado aquelas pessoas, agora a mais de 120km/h naquele local, é obvio que as consequencias em caso de acidente seriam graves e isso é de uma irresponsabilidade e inconsciencia enorme.

Já agora acabem com as cadeias e vai tudo fazer serviço comunitário, quem está preso devia era ter de trabalhar para "ganhar" o que comer lá dentro, não bastava ir preso.
Ao estar na cadeia, temos a certeza que durante os próximos 3 anos não atropela mais ninguém, pode pensar bem na vida dela e para mim nunca mais conduzia na vida.
Nunca andaste acima dos limites de velocidade? Já sei, apenas quando tens plena consciência que não colocas ninguém em risco, certo? A menos claro que te rebente por exemplo um pneu e o teu carro seja atirado contra outro e mates alguém. Querias fazê-lo?
Mais uma vez, tal como disse anteriormente, há a questão da intenção e há a questão do grau. Não tem de ser desresponsabilizada nem ilibada, tem si de retribuir de alguma forma que seja útil e produtiva. Não estamos a falar de psicopatas, violadores, pedófilos e assassinos, estamos a falar de pessoas que por um acaso da sua responsabilidade provocaram uma consequência terrível.
 
Tas desinformado relativamente aos fins do codigo penal portugues.
As finalidades das penas em portugal repugnam qualquer ideia de retribuição. Em portugal e tal como refere explicitamente o artº 40 do Código Penal, a finalidade da pena é proteger bens jurídicos e reintegrar o agente na sociedade...
 
Nunca andaste acima dos limites de velocidade? Já sei, apenas quando tens plena consciência que não colocas ninguém em risco, certo? A menos claro que te rebente por exemplo um pneu e o teu carro seja atirado contra outro e mates alguém. Querias fazê-lo?
Mais uma vez, tal como disse anteriormente, há a questão da intenção e há a questão do grau. Não tem de ser desresponsabilizada nem ilibada, tem si de retribuir de alguma forma que seja útil e produtiva. Não estamos a falar de psicopatas, violadores, pedófilos e assassinos, estamos a falar de pessoas que por um acaso da sua responsabilidade provocaram uma consequência terrível.

Tas a comparar isto com uma simples infelicidade, um acaso, uma falta de sorte. Ir naquela zona á velocidade que ela ia sabendo o tráfego de pessoas que ali existe não considero que seja uma simples infelicidade, foi sim um acto de egoìsmo e completa falta de consciência e respeito por outra vidas, acto que foi punido com uma pena simplesmente ridícula.
Se houvesse esse teu pensamento para toda a gente, havia metade das pessoas presas neste momento, porque caso não saibas o preso médio em Portugal não está preso por ser um psicopata assassino mas sim por casos bem diferentes e muitas vezes se calhar mais passiveis de serem justificados como sendo uma "infelicidade" do que este.
Foi como disse em cima, os media dão ás histórias o sentido que querem, e tenho a certeza que se tirassem a senhora e pusessem no seu lugar outra personagem não tão bem aceite pela população em geral, que a pena ou pelo menos muitos comentários á pena não seriam assim tão brandos.
 
Tas desinformado relativamente aos fins do codigo penal portugues.
As finalidades das penas em portugal repugnam qualquer ideia de retribuição. Em portugal e tal como refere explicitamente o artº 40 do Código Penal, a finalidade da pena é proteger bens jurídicos e reintegrar o agente na sociedade...
Julguei que estava a dar a minha opinião!
 
Tas a comparar isto com uma simples infelicidade, um acaso, uma falta de sorte. Ir naquela zona á velocidade que ela ia sabendo o tráfego de pessoas que ali existe não considero que seja uma simples infelicidade, foi sim um acto de egoìsmo e completa falta de consciência e respeito por outra vidas, acto que foi punido com uma pena simplesmente ridícula.
Se houvesse esse teu pensamento para toda a gente, havia metade das pessoas presas neste momento, porque caso não saibas o preso médio em Portugal não está preso por ser um psicopata assassino mas sim por casos bem diferentes e muitas vezes se calhar mais passiveis de serem justificados como sendo uma "infelicidade" do que este.
Foi como disse em cima, os media dão ás histórias o sentido que querem, e tenho a certeza que se tirassem a senhora e pusessem no seu lugar outra personagem não tão bem aceite pela população em geral, que a pena ou pelo menos muitos comentários á pena não seriam assim tão brandos.
Não estou a dizer que é uma falta de sorte. O meu primeiro comentário, se quiseres ler é exactamente no sentido de não concordar que pretendam transformar o agressor em vítima. Sei bem a responsabilidade que ela teve, porque eu também cometo excessos. O que eu te posso garantir é que se algum dia eu tiver de arcar com consequências de um acto semelhante terá sido sem intenção, porque quando faço o que faço não é obviamente para que corra mal e mate alguém. E como eu, milhares de pessoas. A minha questão é apenas no que é que 3 anos de prisão efectiva vão servir. Não vão servir para nada. Há sim pessoas que matam outros de propósito e nem para a prisão vão ou ficam lá uns mesinhos.
Também não me parece que o preso "médio" seja por questões de trânsito. Que eu saiba estamos a discutir cenários em que morreu alguém e não todo o mundo penal e prisional.
Pelo menos a minha opinião é sobre estes casos concretos.
 
Foi uma forma "bruta" de explicar que mesmo em situações de morte por negligência deverá existir sempre pena efectiva. Para mim o bem jurídico mais precioso é a vida, como tal seja qual for a circunstância em que morre uma pessoa, o criminoso deve pagar por isso.
...

Ok, não tinha percebido dessa forma. [;)]
 
A justiça tem de ser baseada na intenção e na retribuição. É completamente diferente querer matar alguém de matar alguém sem querer. Tu dares um tiro em alguém é diferente de deixares cair a arma, ela disparar e alguém morrer, ou parece-te igual? Isto é o campo da intenção. O segundo campo é o da retribuição, ou seja, de que forma é que a pena retribui, "compensa", atenua a consequência?

Sem dúvida, mas parece-me que alguém que vá a 120 km/h no centro de Lisboa só pode querer matar alguém e dificilmente não o fará, como infelizmente este caso provou.
 
Pensei que quando disses-te "A justiça TEM de ser baseada..." que te referias ao codigo penal.

Sendo assim peço desculpa, eu penso da mesma forma que tu. A retribuição deveria estar na base das medidas das penas. [;)]
Não, apenas a minha opinião do que deveria ser.
Eu não conheço a rapariga de lado nenhum, podia fazer aquilo a toda a hora, pode ter sido só uma vez. Não a desculpa, mas também não me parece que deva ser encarada como o diabo em pessoa. E nestes caso (e apenas para estes em que não há intenção) não me parece que prisão efectiva sirva algum propósito. Agora claro que não quero que a ponham na rua com uma palmadinha nas costas e um "vê lá não faças outra vez".
 
Sem dúvida, mas parece-me que alguém que vá a 120 km/h no centro de Lisboa só pode querer matar alguém e dificilmente não o fará, como infelizmente este caso provou.
Não questiono a estupidez nem sequer a falta de bom senso. Volto a dizer, não pretendo desresponsabilização.

EDIT: Aliás, a minha primeira questão foi exactamente por achar mal a notícia, ou crónica ou seja lá o que for a estar a tentar retratar como vítima.
 
Pelo que percebo há aqui muita gente que estaria bem a viver no Texas, ou no Irão.
Felizmente e no meio de tanta m*rda, Portugal ainda se pode orgulhar de ter, ou tentar ter, um sistema judicial "reintegrante" e não "criminalizante", claro que muito imperfeito, e claro que há excepções.
E para os argumentos que já li aí, eu perdi a namorada num acidente de viação. O outro ia bêbado, nunca mostrou arrependimento e levou pena suspensa. Se fiquei f*dido? Obvio.
Se queria que ele apodrecesse na cadeia? Claro.
Se era justo? Não.

Mas é para isso que servem os tribunais, para aplicar as leis, sem sentimentos à mistura.

E ao contrário do que li por aí, não me recordo de ter lido que ela negava os factos e não assumia responsabilidades.
O que aconteceu é uma total ausência de sentimento e frieza perante o caso. Mas porra, perante o cenário de horror que foi, e não sou psicólogo, concebo que a mulher tenha virado um pedaço de gelo ambulante. Que não consigo controlar sentimentos e tenha ficado morta por dentro.
A expressão "o carro ganhou vida" foi deturpada pela CS.
Acho que qualquer pessoa com dois dedos de testa, sabe que o ela queria dizer é que perdeu o controlo do carro e já não o conseguiu dominar, e não, que o carro é que fez tudo sozinho, como queriam dar a entender.

Eu acho que é uma pena justa. Mas não acho que a mulher seja um monstro. E acho que a (verdadeira) pena dela vai perpetua. E isso é um preço muito elevado a pagar por um erro.
 
Pelo que percebo há aqui muita gente que estaria bem a viver no Texas, ou no Irão.
Felizmente e no meio de tanta m*rda, Portugal ainda se pode orgulhar de ter, ou tentar ter, um sistema judicial "reintegrante" e não "criminalizante", claro que muito imperfeito, e claro que há excepções.
E para os argumentos que já li aí, eu perdi a namorada num acidente de viação. O outro ia bêbado, nunca mostrou arrependimento e levou pena suspensa. Se fiquei f*dido? Obvio.
Se queria que ele apodrecesse na cadeia? Claro.
Se era justo? Não.

Mas é para isso que servem os tribunais, para aplicar as leis, sem sentimentos à mistura.

E ao contrário do que li por aí, não me recordo de ter lido que ela negava os factos e não assumia responsabilidades.
O que aconteceu é uma total ausência de sentimento e frieza perante o caso. Mas porra, perante o cenário de horror que foi, e não sou psicólogo, concebo que a mulher tenha virado um pedaço de gelo ambulante. Que não consigo controlar sentimentos e tenha ficado morta por dentro.
A expressão "o carro ganhou vida" foi deturpada pela CS.
Acho que qualquer pessoa com dois dedos de testa, sabe que o ela queria dizer é que perdeu o controlo do carro e já não o conseguiu dominar, e não, que o carro é que fez tudo sozinho, como queriam dar a entender.

Eu acho que é uma pena justa. Mas não acho que a mulher seja um monstro. E acho que a (verdadeira) pena dela vai perpetua. E isso é um preço muito elevado a pagar por um erro.

Concordas com este sistema reintegrante? Não te parece demasiado injusto congregar esforços na recuperação de uma pessoa que merecia um castigo? Achas justo investir o dinheiro dos nossos impostos a reintegrar pessoas que só poluem a sociedade ? (não me refiro a este caso concreto, apenas quero saber a tua opinião relativamente ao nosso sistema).
 
O dinheiro a reintegrar as pessoas era inferior ao dinheiro que se gasta a te-las lá. (ok, assumo que estou a mandar este barro à parede, mas parece-me que se gasta mais dinheiro a alimentar um preso durante 20 anos, que a tentar reintegra-lo passado 10)
Acredito também que muita da criminalidade, tem origem nas diferenças sócio-económicas que existe na sociedade (julgo que até foi neste fórum que vi um gráfico que mostrava a relação criminalidade/fosso social) e que por isso mesmo, se conseguia reintegrar muitas pessoas na sociedade (como acontece em muitos casos, que não dão audiências no telejornal, por isso não passa).
Claro que depois temos casos em que acredito que seja mesmo problemas do foro psicológico, e até os crimes passionais. Estes dois um pouco "transversais" aos estratos sociais.
Mas eu admito que sou humanista, e tenho uma opinião um pouco discutível. Mas para mim faz sentido a reintegração de uma pessoa.
Assim como faz sentido que esta senhora não tenha a mesma pena que o violador (tadinho) de Telheiras ou o Gang do MB.

E podia estar aqui a semana toda a explicar tim-tim por tim-tim a minha opinião. Mas acho que não vale a pena.

Mas isto é nos dias em que acordo bem disposto. Tipo Hoje.
Senão, acredito piamente que a Humanidade é o Diabo e tavamos melhor a servir de adubo. :D
 
Esse teu argumento relativo ao foro psicológico do criminoso é pura chachada. Aliás na minha opinião a culpa de não termos uma justiça efectiva e com mão pesada é dos psicólogos. Tentam sempre arranjar desculpas para tudo. Se viola é porque foi violado, se é um assassino é porque o mal trataram, se assalta é porque vive em más condições de vida. BASTA! Abram os olhos. Não podemos continuar a tratar essa escumalha como coitadinhos. Quando me passam casos desses pelas mãos não tenho qualquer piedade deles, e só não os enterro mais se não puder.
 
Eu só acredito que ninguém fez de propósito e um conjunto de circunstâncias originaram o acidente... Lamento profundamente por todas as partes envolvidas no acontecimento. Ninguém, nem as vítimas nem a condutora mereciam este destino... São todas vítimas.
 
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