[Pol?tica] Autárquicas 2013

"O socialista Manuel Pizarro considerou hoje que o acordo de coligação pós-eleitoral com o presidente da Câmara do Porto eleito "é uma belíssima notícia" e que "honra a tradição do PS", ultrapassando diferenças e alguns calculismos partidários.

O presidente eleito da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira e o socialista Manuel Pizarro chegaram hoje a um acordo, com duração de quatro anos, "para o governo da Cidade do Porto", atribuindo "pelouros a vereadores eleitos pelo Partido Socialista".

Em declarações à agência Lusa, o cabeça de lista pelo PS à Câmara do Porto nas eleições autárquicas sublinhou que "este acordo é uma belíssima notícia para o Porto", acrescentado que o "objetivo essencial" é "fazer o melhor possível para ajudar as pessoas da cidade".
Na opinião de Manuel Pizarro "é um sinal muito positivo" que os dois lados envolvidos tenham "sido capazes de pôr para trás as diferenças e alguns calculismos que sempre existem nos partidos, colocando acima de tudo o interesse da cidade e dos portuenses".

Negociações "muito profundas"

De acordo com o socialista, as negociações para este acordo "decorreram num ambiente cordial e de lealdade mas foram ao mesmo tempo negociações muito profundas".

Interrogado sobre se teme que esta coligação possa comprometer a ação futura do PS em termos políticos, Manuel Pizarro foi perentório: "Nós temos sempre que definir, na vida política, qual é a nossa prioridade".

"Eu acho que este acordo honra a tradição do PS, um partido que coloca acima de tudo e à frente de tudo os interesses das pessoas e as preocupações da sociedade, neste caso da sociedade portuense", enalteceu.

Para o dirigente socialista, "é preciso que todos, incluindo o PS, extraiam algumas lições do que foi uma vitória independente na Câmara do Porto" e "seria um gravíssimo erro que nós continuássemos, perante esse resultado, a pensar nos estritos limites da política partidária".

"Não há democracia sem partidos mas também me parece evidente que os partidos não esgotam a democracia. Temos aqui uma oportunidade para, em conjunto, trabalhar em prol do Porto", sublinhou.

Defesa do interesse público

Sobre a atribuição dos pelouros no executivo camarário, questão que falta ainda ver definida, Manuel Pizarro considerou que "a partir do momento em que foi possível estabelecer este acordo político e garantir com ele a participação do PS na governação municipal", as questões que relativas "às pessoas e aos lugares serão relativamente fáceis de resolver".

"O que nos anima é verdadeiramente a defesa do interesse público. Está criado o clima entre as duas candidaturas para que isso seja relativamente fácil de resolver", reiterou.

Na opinião do ainda deputado do PS - Manuel Pizarro já tinha afirmado que, num prazo relativamente curto, abandonará o Parlamento para se dedicar inteiramente ao Porto - a cidade "dá um excelente sinal ao país".

"O PS do Porto, com este compromisso, revela que infelizmente no país não é possível avançar mais no sentido de um consenso para resolver os graves problemas que Portugal enfrenta devido ao sectarismo doentio e à agenda política errada da maioria PSD/CDS", criticou.

O independente Rui Moreira venceu as eleições para a Câmara do Porto com maioria relativa, ficando a candidatura do PS, encabeçada por Manuel Pizarro, em segundo lugar e a do PSD, liderada por Luís Filipe Menezes, na terceira posição."Em Acordo no Porto é muito positivo, diz Pizarro - Expresso.pt
CDS-PP PS na cidade do Porto em pós-eleição um exercício local com vista ao nacional?

A base maior de apoio ao independente Rui Moreira foi e é o CDS-PP local a par de uma parte do PSD local também.
 
Supremo chumba Costa no Conselho Metropolitano

"(...)Carlos Humberto de Carvalho, o comunista que preside à Câmara do Barreiro, considera que se trata de "uma vitória política da CDU", mas prefere sublinhar que é antes de mais a "vitória de uma posição de princípio": "independentemente do voto ponderado, cada presidente tem um voto em si mesmo".(...)

CDU bate com a porta
Assim, quando a 29 de outubro de 2013 António Costa pretendeu proceder à eleição, os autarcas da CDU abandonaram a reunião, obrigando ao cancelamento da mesma, por falta de quórum.

Numa segunda convocatória, a 4 de novembro de 2013, quando o presidente da Câmara de Lisboa iniciou a sessão, os presidentes de câmara comunistas voltaram a deixar a sala.

A eleição de Costa como presidente do Conselho Metropolitano (tendo como vice-presidentes Hélder Sousa Silva, de Mafra, e Paulo Vistas, de Oeiras) foi assim feita por nove dos 18 presidentes de câmara da AML.

São os moldes desta votação que foram contestados em tribunal pela CDU. E sem que o STA tenha atendido todos os pontos da argumentação dos comunistas, vem agora dar-lhes razão no ponto crucial do quórum (invertendo o sentido de decisões da primeira e da segunda instância, que haviam sido favoráveis a Costa).

Algum mistério no ar
A tensão entre socialistas e comunistas foi entretanto ultrapassada nesta primavera com o acordo que permitiu a eleição de Demétrio Alves (da CDU, antigo presidente da Câmara de Loures) para a liderança da comissão executiva metropolitana (o órgão executivo da AML).

Agora, caso se mantenha a decisão tomada pelo Supremo, terá de haver uma repetição da eleição para o Conselho Metropolitano. E a mesma ocorrerá necessariamente num quadro em que já pairam algumas sombras: em que data deixará Costa a Câmara de Lisboa (e por arrastamento os órgãos metropolitanos)? E o acordo que possa ser válido com ele, irá também aplicar-se, no entendimento de todas as forças políticas, para o seu sucessor, Fernando Medina?(...)"
 
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