Bens deixados no Ultramar

LnxSlck

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Alguns de nós ou até muitos, ainda nasceram nem África ou Moçambique, ou muitos de nós tiveram os pais lá a morar, e tal como muita gente foram obrigados a sair com uma mão atrás e outra à frente, deixando para trás muito do que aí tinham construído, para essas pessoas e quem estiver interessado nesta causa deixo aqui este apelo:

Há mais de trinta anos que sucessivos governos de Portugal se recusam a pagar as indemnizações devidas pelos bens que foram deixados no ex-Ultramar. Proponho que todos enviemos (semanalmente, no mínimo) o texto abaixo (ou com as alterações que entenderem) para o programa PRÓS E CONTRAS, como forma de pressão:
"Para Programa Prós e Contras
pros.contras@rtp.pt
A descolonização do ex-Ultramar Português aconteceu há mais de 30 anos.
Nunca o Estado Português ressarciu todos os que tiveram que “forçadamente” sair dos territórios ultramarinos do que, com muito suor e sacrifício, deixaram ali construído.
Para não falar daquilo de que Portugal ainda mais se pode orgulhar: a língua portuguesa!
Mas tudo isso foi obra minha, de meus Pais ou Avós, de todos os que desbravaram o mato e fixaram fronteiras.
E qual foi a paga?
- NENHUMA!
Há bens ali situados que já foram indemnizados a cidadãos estrangeiros, pelos respectivos países, que se substituíram a Portugal nessa obrigação.
Por no ex-Ultramar ainda não haver qualquer regime de Segurança Social, serviam esses bens de garantia a uma velhice tranquila. Foi o que se viu e ainda se vê.
Portugal reconhece através do artº 40 da Lei 80/77 “ a existência de direito à indemnização, em conformidade com os princípios gerais de direito, podendo a sua existência ser declarada pelos tribunais portugueses, desde que os respectivos titulares residam em território nacional”.
Mas antes diz que essas indemnizações serão “a pagar pelo estado que procedeu à respectiva nacionalização, expropriação ou privação da posse ou fruição”.
Quer dizer que o Estado Português reconhece o direito à indemnização, mas endossa o seu pagamento para os novos estados. Não descortinamos que isso tenha sido escrito em qualquer dos acordos firmados para as respectivas independências.
Assunto este que afecta milhares de portugueses e seus descendentes e que será apenas de Portugal, nada tendo a haver com os novos estados.
Éramos portugueses e continuamos a ser portugueses. Estávamos em Portugal e continuámos em Portugal.
Pedimos pois que o seu PRÓS E CONTRAS dedique uma emissão a este tema, aliás com responsabilidades para todos os governos pós 25 de Abril e uma mancha a apagar no bom nome de Portugal.
Parabéns pelo seu contributo para um Portugal mais justo e digno.
 
Isso já lá vai... e há muitas pessoas com fortuna que souberam ter uma visão do futuro, vendendo os bens a tempo. Há muitos anos que se previa que algo iria acontecer. Os que deixaram que os seus bens fossem pilhados/anexados, então deveriam ter tido outro tipo de atitude antes.

Não venham chorar 30 anos depois. Porque os que vêm chorar hoje, não são os que suaram por lá. São sim os descendentes que agora tentam sacar algum...
 
O meu Avô deixou prédios, uma loja, vivenda...

Os meus deixaram vivenda, carros, barco de recreio...

Mas não reclamo nada...
 
Não vou generalizar porque estaria a ser injusto, mas vou ser sincero, muitos desses bens que ficaram foram conseguidos por métodos bem estranhos como a escravatura. Conheci muita gente que lá tinha uma vida à lorde com "pretinhos" para lhes fazer tudo e mais alguma coisa. Mas houve muita gente a trabalhar árduamente e no fundo foram como que enganados. Por isso mesmo já mandei um mail e espero que o tema possa ser discutido e realmente o prós e contras é muito bom!
 
Não vou generalizar porque estaria a ser injusto, mas vou ser sincero, muitos desses bens que ficaram foram conseguidos por métodos bem estranhos como a escravatura. Conheci muita gente que lá tinha uma vida à lorde com "pretinhos" para lhes fazer tudo e mais alguma coisa. Mas houve muita gente a trabalhar árduamente e no fundo foram como que enganados. Por isso mesmo já mandei um mail e espero que o tema possa ser discutido e realmente o prós e contras é muito bom!

E também houve aqueles que via os "pretinhos" com o ranho a cair do nariz e iam limpar[;)]
 
Não vou generalizar porque estaria a ser injusto, mas vou ser sincero, muitos desses bens que ficaram foram conseguidos por métodos bem estranhos como a escravatura. Conheci muita gente que lá tinha uma vida à lorde com "pretinhos" para lhes fazer tudo e mais alguma coisa. Mas houve muita gente a trabalhar árduamente e no fundo foram como que enganados. Por isso mesmo já mandei um mail e espero que o tema possa ser discutido e realmente o prós e contras é muito bom!

Para veres isso não precisas de ir a África... Há muito por aqui [:D] [s)]
 
E também houve aqueles que via os "pretinhos" com o ranho a cair do nariz e iam limpar[;)]

Foi com uma dessas pessoas que eu conversei, gente boa, que me contou coisas que alguns portugueses lá faziam! Eu ainda hoje prefiro não imaginar. E que por respeito a todos os que lá estiveram ou seus familiares não vou contar, prefiro chamar-lhe "escravatura", mas acreditem que é um eufemismo.:(
 
So podem estar a brincar!! Agora vamos indemnizar os que estavam em Angola, moçambique, brasil, etc, etc???

Porquê que acham que se ganha em africa? por que é um risco investir la! investiram, perderam? azar
 
So podem estar a brincar!! Agora vamos indemnizar os que estavam em Angola, moçambique, brasil, etc, etc???

Porquê que acham que se ganha em africa? por que é um risco investir la! investiram, perderam? azar


tu não tens a mínima noção do que estás a dizer, pois não?

à 50 anos atrás, Angola, Moçambique, etc era Portugal.

Tenho os meus avós que foram para lá com 16 anos, construíram vida em território português e vieram de lá com 4 filhos e sem nada por onde recomeçar. Eles não investiram... simplesmente viveram! Se é um risco viver em Portugal então vamos todos embora.

Não reclamo para mim o que quer que seja, mas os meus avós mereciam ter outro nível de vida, superiores pelo menos ás porcarias de reformas de 30 contos... quando trabalharam mais do que a maioria de nós.
 
tu não tens a mínima noção do que estás a dizer, pois não?

à 50 anos atrás, Angola, Moçambique, etc era Portugal.

Tenho os meus avós que foram para lá com 16 anos, construíram vida em território português e vieram de lá com 4 filhos e sem nada por onde recomeçar. Eles não investiram... simplesmente viveram! Se é um risco viver em Portugal então vamos todos embora.

Não reclamo para mim o que quer que seja, mas os meus avós mereciam ter outro nível de vida, superiores pelo menos ás porcarias de reformas de 30 contos... quando trabalharam mais do que a maioria de nós.

Nessas poucas palavras resumiste todo o problema!apr:)
 
Eu já me dava por satisfeito se alguns "abrilistas" fossem julgados e condenados por traição a Pátria.

O problema das colónias era muito difícil de resolver e foi resolvido assim um bocado mal a meu ver, mas tinha que ser resolvido mais tarde ou mais cedo. Também não se podia fazer muito! Mas daí a estabelecermos ligação com "abrilistas"... Poderias sim estabelecer com Mário Soares, por acaso também um abrilista! Um dos grandes sucessos da revolução foi o fim da guerra colonial! Eu prefiro mil vezes viver num país livre, pobre e sem colónias que numa ditadura onde reina a censura e obscurantismo, com colónias e muito dinheiro.
 
Há 50 anos atrás as colónias não eram Portugal, eram simplesmente as colónias do "Império".
Querem ser ressarcidos dos bens que lá ficaram? Porquê?
Já não basta aqueles que foram daqui para o mato para proteger os que lá estavam, não ganharam nada com isso, só perderam...pernas, braços, a vida, a alma! A esses é que o Estado Português deveria dar indeminizações por causa do stress de guerra, amputações, etc.
Sem referir que quando os "colonialistas" pra cá voltaram tiveram algumas benesses (quantos foram para a função pública?)...
O passado já lá foi, convém não o esquecer para não repetir os mesmos erros, mas agora é olhar para o futuro, chega de parar o progresso necessário à subsistência deste país ao estar sempre a olhar pra trás!!!
 
PS: o sucesso de Portugal depende doravante do que se conseguir fazer por cá e não da pilhagem de outros países e das suas riquezas!!!
Os holandeses, franceses, ingleses já ultrapassaram essa fase há muito!
 
Também sou filho de retornados (agora diz-se refugiados do ultramar) vim para Portugal tinha 1 ano e uns meses.

Todo o recheio da casa ficou la e foi entregue a um senhor advogado que se chamava José Santos, hoje em dia Presidente de Angola.

Quem deixou la fazendas, fabricas, propriedades e bens ao luar deveria de facto ser indemnizado em primeiro lugar pelo Estado da Republica Popular de Angola que expropriou tudo ao abrigo do Marxismo-Leninismo e depois por a Republica Portuguesa.

Mais do compensações pecuniárias deve-se reescrever a historia e denunciar os culpados pela "debandada" e outros que desejavam ver os portugueses serem atirados aos tubarões (sic) e que condenaram ao fuzilamento os negros que combatiam pelo nosso exercito.

Para todos os efeitos e mesmo sendo uma conquista colonial de 1500 não há como negar que Angola, Moçambique, Guine e Cabo Verde eram Portugal ate 1974, do mesmo modo que e Portugal as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
 
Também sou filho de retornados (agora diz-se refugiados do ultramar) vim para Portugal tinha 1 ano e uns meses.

Todo o recheio da casa ficou la e foi entregue a um senhor advogado que se chamava José Santos, hoje em dia Presidente de Angola.

Quem deixou la fazendas, fabricas, propriedades e bens ao luar deveria de facto ser indemnizado em primeiro lugar pelo Estado da Republica Popular de Angola que expropriou tudo ao abrigo do Marxismo-Leninismo e depois por a Republica Portuguesa.

Mais do compensações pecuniárias deve-se reescrever a historia e denunciar os culpados pela "debandada" e outros que desejavam ver os portugueses serem atirados aos tubarões (sic) e que condenaram ao fuzilamento os negros que combatiam pelo nosso exercito.

Para todos os efeitos e mesmo sendo uma conquista colonial de 1500 não há como negar que Angola, Moçambique, Guine e Cabo Verde eram Portugal ate 1974, do mesmo modo que e Portugal as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

É preciso lembrar também que o fim do "imperialismo portugues" marcou o inicio do verdadeiro caos nas ex-provincias ultramarinas, todos os portugueses sairam a perder com a descolonização, mais ainda os que lá ficaram, se os "pretos" estavam mal como diziam, vejam como vivem agora...

Quanto a "guerra colonial" (guerra contra o terrorismo) ela foi perfeitamente legitima pois tratava-se da defesa nacional, e não foi totalmente em vão, segundo consta o terrorismo fora vencido em practicamente todas as provincias menos na Guine, mesmo este ultimo se encontrava em fase de negociação... Então porque "cederam" as provincias ultramarinas depois da guerra ganha? Ou será que foram vendidas pelos terroristas de fato e gravata?
 
tu não tens a mínima noção do que estás a dizer, pois não?

à 50 anos atrás, Angola, Moçambique, etc era Portugal.

Tenho os meus avós que foram para lá com 16 anos, construíram vida em território português e vieram de lá com 4 filhos e sem nada por onde recomeçar. Eles não investiram... simplesmente viveram! Se é um risco viver em Portugal então vamos todos embora.

Não reclamo para mim o que quer que seja, mas os meus avós mereciam ter outro nível de vida, superiores pelo menos ás porcarias de reformas de 30 contos... quando trabalharam mais do que a maioria de nós.

Coisas da vida. Os meus avós estão também nessa situação e viveram sempre em Portugal continental.
 
É preciso lembrar também que o fim do "imperialismo portugues" marcou o inicio do verdadeiro caos nas ex-provincias ultramarinas, todos os portugueses sairam a perder com a descolonização, mais ainda os que lá ficaram, se os "pretos" estavam mal como diziam, vejam como vivem agora...

Quanto a "guerra colonial" (guerra contra o terrorismo) ela foi perfeitamente legitima pois tratava-se da defesa nacional, e não foi totalmente em vão, segundo consta o terrorismo fora vencido em practicamente todas as provincias menos na Guine, mesmo este ultimo se encontrava em fase de negociação... Então porque "cederam" as provincias ultramarinas depois da guerra ganha? Ou será que foram vendidas pelos terroristas de fato e gravata?

Em meados dos anos 70 já eram poucos os países africanos que não eram independentes, a independência era o único caminho a tomar. Foi feito de forma desorganizada? Sem dúvida, mas com a metrópole em revolução era impossível fazer as coisas de forma organizada.
 
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