Caixa curta e caixa longa

bacalao

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Boa tarde a todos,

Tenho uma dúvida sobre as caixas curtas e longas.

Quando a caixa é curta, sente-se nas primeiras velocidades acelera mais. Agora fica a pergunta: por consequência, as relações seguintes aceleram menos, ou todas aceleram mais? Como fica a velocidade de ponta? Como fica o mesmo raciocínio inverso para as longas?

Já agora, que acham de se meter um diferencial reduzido, em comparação a se meter um kit de potencia, se o objetivo pende mais para a resposta em arranque/baixas rotações e a força em subida?
 
Cada mudança tem uma relação e depois o diferencial tem outra, que multiplica pela relação da mudança.

Por isso depende da configuração. Se pegares numa caixa e reduzires o diferencial todas as mudanças ficam todas mais curtas.
Se deixares o diferencial e alterares as relações individuais mudam só as que alterares.

Uma caixa curta demais limita a velocidade de ponta porque o motor vai chegar ao limite de rotação sem o carro ter dado tudo o que podia a nível de velocidade. Uma longa demais também limita a velocidade de ponta porque o motor não vai ter força para esgotar a caixa.

O potencial de velocidade de um carro (em plano) é dado pela sua aerodinâmica e potência do motor. A relação de caixa óptima para velocidade tem de colocar o motor a debitar a potência máxima exactamente na altura em que o atrito aerodinâmico anula essa potência. Por isso é que um carro orientado para performance normalmente faz a velocidade máxima na última relação de caixa com o motor no regime de potência máxima.

Num carro mais familiar ou estradista é preferível que a última mudança seja um overdrive para reduzir os consumos e o ruído em AE.
 
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