Viseu é alternativa a Lisboa em caso de catástrofe
Viseu é a cidade escolhida para albergar uma «cópia» do Centro Nacional de Operações de Socorro (CNOS), que funcionará em caso de catástrofe na região de Lisboa, anunciou o ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes.
Segundo o ministro da Administração Interna, esta alternativa, que funcionará nas novas instalações do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu, ainda em fase de projecto. «Já devia estar criada há mais de 20 anos, que é a data que têm as bases fundamentais da protecção civil» de Portugal, lamentou Figueiredo Lopes. «Tem de ser uma espécie de cópia do que existe em Carnaxide, que tem uma sala de operações de âmbito nacional onde são recebidas todas as informações de variados sectores», explicou.
«É um centro operacional de âmbito nacional que deve fazer a cobertura dos meios e a atribuição de recursos», acrescentou aos jornalistas.
A existência desta «cópia» do CNOS de Carnaxide justifica-se, uma vez que este centro poderá ficar inutilizado por vários motivos, entre eles o risco sísmico.
«É um cenário teórico, mas é possível», realçou o governante, acrescentando que «há registos muito importantes que não se pode correr o risco de perder, tem de se fazer o backup».
Figueiredo Lopes esteve quinta-feira em Viseu para celebrar com a autarquia o protocolo de cedência de um terreno de quatro mil metros quadrados onde será construído o CDOS de Viseu, situado no aeródromo municipal, nos arredores da cidade.
De acordo com Figueiredo Lopes, há condições financeiras para começar de imediato as obras, orçadas em 400 mil euros, mas «há uma série de procedimentos relacionados com a empreitada a ter em conta até que isso seja possível».