Caso Esmeralda - A propósito da libertação do Sargento Luís Gomes

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A minha opinião já a disse aqui, todos neste processo cometeram erros, quer os envolvidos, quer o Estado, perdeu-se demasiado tempo, e agora é um problema muito complicado para decidir.

Mas os grandes problemas costumam ter soluções simples, e neste caso a solução é a criança em si, ela deve ficar com os pais adoptivos porque o que deve prevalecer é o interesse da criança. A partir daí a criança poderá gradualmente conhecer o seu verdadeiro Pai e se ambos quiserem poderão ter uma boa relacção e os pais adoptivos não poderão impedir por nenhuma forma essa relacção e que desta vez terá que ser bem acompanhada pelos serviços do Estado que teem essa função.

Mas apesar dessa ser a minha opijião, repudio aquilo que começa a ser um nojento massacre do pai biológico, muitas vezes dito sem sequer se ter um conhecimento minimo do que realmente se passou.

As confusões são muitas e a descrição dos factos/cronologia nos Media nem sempre tem sido correcta. Deixo aqui este comunicado do sindicato dos juizes. É mais uma versão dos acontecimentos, mas parece-me que tem informação importante para todos os que se interessam por esta triste historia.


citação:
Comunicado

Como é do conhecimento público, no passado dia 16 de Janeiro de 2007 foi condenado no Tribunal Judicial de Torres Novas o Sr. Luís Manuel Matos Gomes, por crime de sequestro de uma menor nascida no dia 12 de Fevereiro de 2002, filha biológica de Aidida Porto Rute e de Baltazar Santos Nunes.

A Direcção Nacional da ASJP, face à repercussão pública do caso e à forma não inteiramente verdadeira como o mesmo tem sido noticiado pela comunicação social, considera ser seu dever prestar os seguintes esclarecimentos públicos:

1. Numa sociedade democrática e plural, tendo em conta que a transparência e a crítica são valores inerentes à legitimação democrática dos tribunais, é admissível que as decisões judiciais sejam sujeitas ao escrutínio dos cidadãos, assumindo aí a comunicação social uma função importante.

2. Essa discussão, contudo, deve assentar em bases factuais absolutamente verdadeiras e completas, de forma que a opinião pública possa formular um juízo esclarecido e livre de manipulações.

3. Procurando contribuir para esse esclarecimento, tendo em conta que os factos até agora transmitidos pela comunicação social estão incompletos e dão uma visão distorcida dos fundamentos da decisão do tribunal, a ASJP considera adequado tornar públicos os seguintes factos:

a) A menor nasceu fruto de um relacionamento ocasional entre Aidida Rute e Baltazar Nunes e foi entregue por terceiros ao arguido e esposa com três meses de idade, em Maio de 2002;

b) Até aos 11 meses de idade da menor, o arguido e esposa não regularizaram aquela situação de facto e só instauram processo de adopção em 20 de Janeiro de 2003, mas à margem do procedimento próprio, que seria junto da Segurança Social;

c) Porém, desde Outubro de 2002, tendo a menor 8 meses de idade, já o arguido sabia que estava a ser averiguada a paternidade biológica, pois nessa data o tribunal de menores ordenou a realização dos exames;

d) O pai da menor sempre afirmou em tribunal que assumiria a paternidade se os exames a confirmassem e disponibilizou-se para os realizar;

e) No mesmo mês em que o arguido e esposa instauraram o processo de adopção foram conhecidos os resultados do exame de paternidade;

f) Assim que teve conhecimento dos resultados do exame de paternidade, o pai perfilhou a menor, tinha ela então 1 ano de idade;

g) E logo nessa altura manifestou junto do Ministério Público o desejo de regular o exercício do poder paternal e de ficar com a filha à sua guarda e cuidado, tendo-a procurado junto da mãe, que lhe ocultou o paradeiro, só então vindo a saber, após sucessivas insistências junto do Ministério Público, que a filha se encontrava a residir com o arguido e esposa;

h) Contactou o arguido e esposa de imediato para conhecer a filha e levá-la consigo, mas estes recusaram e nunca lhe permitiram sequer qualquer contacto com a menor;

i) Desde então tem feito sucessivas e inúmeras diligências para contactar a filha, junto do arguido e esposa e junto do tribunal para aqueles efeitos, mas sem resultados;

j) No âmbito do processo de regulação do poder paternal o arguido e esposa recusaram também a visita da mãe da menor à criança;

k) No processo de regulação do poder paternal a mãe afirmou que a partir do momento em que começou a manifestar a vontade de poder ficar com a filha, o arguido e esposa a ameaçaram que era melhor ficar calada, sob pena de denunciarem ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a sua situação de imigrante ilegal;

l) Em Setembro de 2003, tendo a situação de guarda irregular já um ano e meio, sabendo que estava averbada a paternidade na certidão de nascimento e que estava a correr processo de regulação do poder paternal, só então o arguido e a esposa se candidataram na Segurança Social como casal para adopção.

m) A Segurança Social, mesmo sabendo que decorria o processo de regulação do poder paternal e sem nunca ter feito qualquer diligência para procurar contactar e ouvir o pai biológico, requereu, em Março de 2004, a confiança da menor ao arguido e esposa, invocando abandono por parte do pai;

n) Entretanto, no processo de regulação do poder paternal, o arguido, assistido por advogado, não só foi ouvido, por ter a guarda de facto da menor, como foi notificado dos despachos aí proferidos, incluindo da sentença de 13 de Julho de 2004, que determinou a atribuição do poder paternal ao pai biológico;

o) Desta decisão interpôs o arguido recurso, que não foi admitido por razões processuais, tendo então sido notificado para entregar a menor, porque mesmo que o recurso fosse admissível essa decisão deveria ser imediatamente executada;

p) O despacho de não admissão do recurso foi confirmado no Tribunal da Relação de Coimbra, tendo o arguido interposto recurso para o Tribunal Constitucional, onde se encontra pendente há quase dois anos sem decisão;

q) Depois da sentença que atribuiu o poder paternal ao pai biológico, foram feitas sucessivas diligências e notificações para o arguido entregar a menor, sob pena de crime de desobediência, sistematicamente frustradas pelas suas mudanças de residência e pelo seu não comparecimento com a menor em tribunal;

r) O arguido, passados dois anos e meio, continua a recusar o cumprimento da sentença e a entregar a menor ao pai biológico;

4. O que esteve em discussão no julgamento de Torres Novas foi apenas o comportamento criminal do arguido e não a regulação do poder paternal da menor.

5. Assinala-se que a decisão do Tribunal de Torres Novas é uma decisão de primeira instância, susceptível de recurso e eventual modificação, pelo que não houve ainda uma pronúncia judicial definitiva sobre a acusação im****da ao arguido.

6. A ASJP espera que a comunicação social e as autoridades públicas saibam distinguir, de uma forma responsável, a discussão dos aspectos jurídicos do caso e as suas envolventes humanas.

7. Finalmente, a ASJP confia que a solução final dos processos terá em conta. sobretudo, o superior interesse da menor e que os tribunais, com transparência mas também com tranquilidade, saberão fazer uma avaliação correcta e ponderada desde importante e sensível caso judicial e humano.

Direcção Nacional, 19.1.07
 
Gostaria de saber se a maioria das opinioes está contra o casal de q forma os resultados lá em cima dizem o contrário.
Ou anda por aqui muita gente a falar sem votar ou votaram uma coisa e vão na molhada da opinião generalizada.

Pai não é quem concebe mas sim quem educa. Para ser Pai não basta ter o nome escrito na cédula tb é necessário mostrar q tem apetência para o ser. Fazê-los é fácil, aturá-los é q é dificil, dá trabalho, custa dinheiro, deixamos de fazer muita coisa pq eles estão acima de tudo.
Se a Mãe recebeu dinheiro não sei, mas pensou na altura no q seria melhor para a criança. O Pai deve estar á espera do mmo agora.
 
citação:Originalmente colocada por Avant

Exactamente, vamos todos desobedecer a ordens de tribunais, isso resolve-se tudo com abaixo-assinados e reportagens lamechas na TV.

[}:)][}:)]

Agora a justiça é por votação

Já agora eu votei "Entregar ao pai biológico (carpinteiro de Cernache)", ou seja obedecer ao tribunal...

Como é que ainda só há 4 votos nesta opção?
 
citação:Originalmente colocada por aquicas

Gostaria de saber se a maioria das opinioes está contra o casal de q forma os resultados lá em cima dizem o contrário.
Ou anda por aqui muita gente a falar sem votar ou votaram uma coisa e vão na molhada da opinião generalizada.

Os resultados são compreensiveis, eu por exemplo votei a favor da família de adopção, porque acho que é o melhor para a criança, mas só porque é a solução menos má. Mas sei que será sempre uma enorme injustiça para o Pai biológico se os factos que os tribunais apuraram são os reais, e tudo indica que sim.

Não gostaria nada de estar na pele dos juizes que tratam/tratarão disto no futuro. É muito, mas mesmo muito complicado, e eu compreendo que para a Justiça a decisão só pode ser uma, entregar ao Pai biológico, apesar de eu próprio ser contra essa hipotese.

citação:Originalmente colocada por aquicas
Pai não é quem concebe mas sim quem educa. Para ser Pai não basta ter o nome escrito na cédula tb é necessário mostrar q tem apetência para o ser. Fazê-los é fácil, aturá-los é q é dificil, dá trabalho, custa dinheiro,

Para perceberes o que está em jogo, vamos recordar a bebé que foi raptada numa maternidade há algum tempo atrás pouco depois de nascer.
Provavelmente a bebé também está a ser amada, criada e educada pela raptora. Se a PJ algum dia encontrar a criança, como achas que a justiça terá que decidir ? Entrega-la à mãe ou esquecer o assunto porque entretanto a familia já não é a da mãe mas a da raptora? Complicado não achas ?
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por eu

Isto é um caso VERGONHOSO. E a campanha a favor do casal que tem a criança é... ABSURDA.

O Casal tentou fazer uma adopção ilegal (comprou a criança), desrespeitou uma ordem clara do tribunal e ainda são tratados como herois? Francamente...

Concordo plenamente.[^]

Sou a favor que a criança fique com o pai.
Se eu soubesse agora que tinha uma filha de 4 anos tambem lutaria para ficar com ela, é tão simples como isto.
Ele tem que ser é bom pai mas isto já é outro assunto.

Os país adoptivos são isso mesmo adoptivos , arranjem outro bebé como arranjaram este.

Atenção que não é bem assim! Ele soube que ia ter uma filha ainda antes de ela nascer... Pelo que a mãe disse, ele queria que houvesse um aborto ilegal. E mesmo depois da filha nascer não a quis!!!

Não soube agora que tinha uma filha!

silver não foi bem assim...

eu vi a entrevista. Eu qdo soube que era pai quis logo a criança o tribunal é que atrasou isto tudo.
 
citação:Originalmente colocada por JDEM

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por eu

Isto é um caso VERGONHOSO. E a campanha a favor do casal que tem a criança é... ABSURDA.

O Casal tentou fazer uma adopção ilegal (comprou a criança), desrespeitou uma ordem clara do tribunal e ainda são tratados como herois? Francamente...

Concordo plenamente.[^]

Sou a favor que a criança fique com o pai.
Se eu soubesse agora que tinha uma filha de 4 anos tambem lutaria para ficar com ela, é tão simples como isto.
Ele tem que ser é bom pai mas isto já é outro assunto.

Os país adoptivos são isso mesmo adoptivos , arranjem outro bebé como arranjaram este.

Atenção que não é bem assim! Ele soube que ia ter uma filha ainda antes de ela nascer... Pelo que a mãe disse, ele queria que houvesse um aborto ilegal. E mesmo depois da filha nascer não a quis!!!

Não soube agora que tinha uma filha!

Yah, coitado lembrou HOJE que afinal tinha uma filha, coitadinho dele! ;):D

não foi hoje... nao deturpem as coisas.;)
 
citação:Originalmente colocada por Bruxa

Acho que se me dessem uma menina para cuidares, e ao fim de uns tempo (depois de me apegar á menina) ma quisessem tirar (alguém que não quis saber dela) eu não sei até que ponto deixaria... Não é o primeiro caso em que depois o pai a mata e viola...
Cada cabeça sua sentença..

pronto já começam os comentarios ridiculos[8] agora o pai já é assassino e violador[xx(]

O pai foi vitima disto tudo, os pais adoptivos nao fazem sentido havendo os pais verdadeiros a querem a criança.
Se ele é o pai e ao saber que era quer a criança é ele tem terá direito pois é o pai.
 
citação:Originalmente colocada por Liberal


Os resultados são compreensiveis, eu por exemplo votei a favor da família de adopção, porque acho que é o melhor para a criança

mas isto não se trata de ser melhor ou pior,,,trata-se de um filho ficar com o pai verdadeiro.

se calhar entao por esta logica as crianças deviam ficar com quem tivesse mais dinheiro, já agora eu tb devia ter sido adoptado pelo Bil Gates ou algo do genero para ser dono disto tudo[:p][}:)]
 
Quando conheci este caso pela comunicação social, pensei logo: "Coitado do sargento e da mulher! Tão boas pessoas e querem dar uma criança a quem não ligou nada a ela! Raio de justiça!".

Actualmente, depois de conhecer melhor o caso, chego à conclusão que isso não é bem verdade.

A criança é vítima de rapto por parte do casal, que desobedeceu reiteradamente às ordens do tribunal, e que sempre recusou que o Pai visse a sua Filha.

Mas há dúvidas sobre esta situação?

Está provado que o Pai aceitou a filha, depois da prova de ADN (a mãe biológica não era própriamente de confiança...), tendo manifestado o desejo de criá-la.
O problema é que, apesar do tribunal dar razão ao pai e ter suspenso o processo de adopção, o sargento e a mulher mantêm sequestrada a criança.

Neste caso a justiça está a começar a funcionar e é vergonhoso tantas pessoas serem engandas (como eu fui ao início) e julgarem que a actuação do casal que raptou uma criança - que não era deles e com a qual o Pai tentou entrar sempre em contacto, depois de verificar que era mesmo sua filha - é algo de heróico, quando não passa de um vil atropelo à Lei (escrita e natural...).

Se porventura dão razão ao sargento e à mulher... então podemos raptar uma criança durante uns anos e ela torna-se automáticamente nossa filha!
 
citação:Originalmente colocada por Tó

Quando conheci este caso pela comunicação social, pensei logo: "Coitado do sargento e da mulher! Tão boas pessoas e querem dar uma criança a quem não ligou nada a ela! Raio de justiça!".

Actualmente, depois de conhecer melhor o caso, chego à conclusão que isso não é bem verdade.

A criança é vítima de rapto por parte do casal, que desobedeceu reiteradamente às ordens do tribunal, e que sempre recusou que o Pai visse a sua Filha.

Mas há dúvidas sobre esta situação?

Está provado que o Pai aceitou a filha, depois da prova de ADN (a mãe biológica não era própriamente de confiança...), tendo manifestado o desejo de criá-la.
O problema é que, apesar do tribunal dar razão ao pai e ter suspenso o processo de adopção, o sargento e a mulher mantêm sequestrada a criança.

Neste caso a justiça está a começar a funcionar e é vergonhoso tantas pessoas serem engandas (como eu fui ao início) e julgarem que a actuação do casal que raptou uma criança - que não era deles e com a qual o Pai tentou entrar sempre em contacto, depois de verificar que era mesmo sua filha - é algo de heróico, quando não passa de um vil atropelo à Lei (escrita e natural...).

Se porventura dão razão ao sargento e à mulher... então podemos raptar uma criança durante uns anos e ela torna-se automáticamente nossa filha!






acredita que é bom saber que há gente que consegue não ser manipulada:)
 
citação:Originalmente colocada por AlCoEntre

citação:Originalmente colocada por Tó

Quando conheci este caso pela comunicação social, pensei logo: "Coitado do sargento e da mulher! Tão boas pessoas e querem dar uma criança a quem não ligou nada a ela! Raio de justiça!".

Actualmente, depois de conhecer melhor o caso, chego à conclusão que isso não é bem verdade.

A criança é vítima de rapto por parte do casal, que desobedeceu reiteradamente às ordens do tribunal, e que sempre recusou que o Pai visse a sua Filha.

Mas há dúvidas sobre esta situação?

Está provado que o Pai aceitou a filha, depois da prova de ADN (a mãe biológica não era própriamente de confiança...), tendo manifestado o desejo de criá-la.
O problema é que, apesar do tribunal dar razão ao pai e ter suspenso o processo de adopção, o sargento e a mulher mantêm sequestrada a criança.

Neste caso a justiça está a começar a funcionar e é vergonhoso tantas pessoas serem engandas (como eu fui ao início) e julgarem que a actuação do casal que raptou uma criança - que não era deles e com a qual o Pai tentou entrar sempre em contacto, depois de verificar que era mesmo sua filha - é algo de heróico, quando não passa de um vil atropelo à Lei (escrita e natural...).

Se porventura dão razão ao sargento e à mulher... então podemos raptar uma criança durante uns anos e ela torna-se automáticamente nossa filha!






acredita que é bom saber que há gente que consegue não ser manipulada:)

A nossa comunicação é pródiga nisso!
 
citação:Originalmente colocada por Bruxa

luision, e que tal informares-te antes de comentar?

"A criança nasceu em Fevereiro de 2002 e o pai biológico nunca manifestou interesse pela menor até ser convocado pelo Ministério Público, em Maio de 2003, para realizar testes de ADN com vista a averiguar a paternidade. "

www.iol.pt

Nao foi isso que o advogado ontem frisou(e foi o motivo que o levou a ir ao debate dos Pros e Contras), mas cada um vê o que quer...

Aliás a comunicação social ás vezes comete gafes propositadas para denegrir a imagem de outros e mais não digo.
 
Agora entramos num caso de uma palavra contra a outra! Ai não há hipóteses. Nenhum dos dois (pais biológicos) tem credibilidade.

Mas já agora pq é que ele quer mesmo o dinheiro? Não era a filha que ele queria?
 
citação:Originalmente colocada por Bruxa

Boa... Vamos todos fechar os olhos e fazer de conta que este tipo de situações não existem..
Não existem.
Não devem existir.
É ilegal.

Leiam com calma o post de Liberal com a cronologia</u>.

Ah!
E não votei na poll:D.
 
Dou aqui uma ajuda

b) Até aos 11 meses de idade da menor, o arguido e esposa não regularizaram aquela situação de facto e só instauram processo de adopção em 20 de Janeiro de 2003, mas à margem do procedimento próprio, que seria junto da Segurança Social;

c) Porém, desde Outubro de 2002, tendo a menor 8 meses de idade, já o arguido sabia que estava a ser averiguada a paternidade biológica, pois nessa data o tribunal de menores ordenou a realização dos exames;

d) O pai da menor sempre afirmou em tribunal que assumiria a paternidade se os exames a confirmassem e disponibilizou-se para os realizar;

e) No mesmo mês em que o arguido e esposa instauraram o processo de adopção foram conhecidos os resultados do exame de paternidade;

f) Assim que teve conhecimento dos resultados do exame de paternidade, o pai perfilhou a menor, tinha ela então 1 ano de idade;

g) E logo nessa altura manifestou junto do Ministério Público o desejo de regular o exercício do poder paternal e de ficar com a filha à sua guarda e cuidado, tendo-a procurado junto da mãe, que lhe ocultou o paradeiro, só então vindo a saber, após sucessivas insistências junto do Ministério Público, que a filha se encontrava a residir com o arguido e esposa;




Desculpem estar a copiar isto novamente mas é importante esta parte, para quem julga estes casos com o coração e não com a razão.
 
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