CC stop . Câmara municipal do Porto vs músicos

paralelo

Well-known member
Alguém anda a acompanhar a "novela" do centro comercial STOP?

De shopping importante e procurado nos anos 80, até à posterior decadência, tornou-se um meio barato de músicos poderem ter os seus espaços para ensaios.. Neste momento alberga 300.

A CM do Porto invoca razões de segurança para fechar as lojas..

Será uma preocupação legitima ou mais uma vez é a especulação imobiliária a falar mais alto???

Li algures que o terreno nas traseiras do shopping foi comprado por um fundo imobiliário para ser construído um hotel.. Estão há anos a tentar comprar o STOP para poderem fazer o tal projecto do hotel.. O shopping terá tornado uma espécie de pedra no sapato...
 
Como tem sido recorrente nos últimos anos, a câmara do Porto tem-se vendido por todo o tipo de "especulações turísticas".
nada de novo...
 
Tornou-se obsoleto. Está a funcionar com fim diverso do que foi legalizado.

Acho que sim. Mandem abaixo.
 
Tornou-se obsoleto. Está a funcionar com fim diverso do que foi legalizado.

Acho que sim. Mandem abaixo.

Tornou-se obsoleto e mudou de fim, ou dito de outra forma, especializou-se numa determinada área estando mais vivo que nunca.
Da mesma forma que desde sempre nas cidades assim aconteceu, determinadas ruas recebiam determinado tipo de lojas: queres ferragens vais ao Almada, por exemplo...

Alteração ao uso é o que se quer fazer.

Eliminar diversidade, eliminar um espaço importante para a cultura para fazer mais um Hotel para turistas, para mim não faz sentido nenhum quando já se passou o limite do razoável.
Vamos lá ver quanto tempo isto dura, mas o que é certo é que tudo serve para enfiar os turistas... até no Bolhão conseguiram mexer e descaracterizar. Parece-me um caminho um bocado perigoso para uma grande cidade que começa a não ter capacidade para produzir mais nada a não ser alimentar turistas.
 
Tornou-se obsoleto e mudou de fim, ou dito de outra forma, especializou-se numa determinada área estando mais vivo que nunca.
Da mesma forma que desde sempre nas cidades assim aconteceu, determinadas ruas recebiam determinado tipo de lojas: queres ferragens vais ao Almada, por exemplo...

Alteração ao uso é o que se quer fazer.

Eliminar diversidade, eliminar um espaço importante para a cultura para fazer mais um Hotel para turistas, para mim não faz sentido nenhum quando já se passou o limite do razoável.
Vamos lá ver quanto tempo isto dura, mas o que é certo é que tudo serve para enfiar os turistas... até no Bolhão conseguiram mexer e descaracterizar. Parece-me um caminho um bocado perigoso para uma grande cidade que começa a não ter capacidade para produzir mais nada a não ser alimentar turistas.

E tem aparecido alguns bons trabalhos e bandas que nasceram no stop. Cheguei a assistir a alguns concertos no Metalpoint, antes de ter fechado portas no inicio deste ano, e aquilo tinha um ambiente muito bom. Era algo que, arrisco a dizer, que se derem oportunidade aquela malta, conseguiria pagar-se a si próprio.
 
O país enlouqueceu.
Andam por alguma coisa na água?
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Há que ver a história toda e essa nunca chega ás pessoas..

Como está o espaço a funcionar? As lojas e espaços estão legais? Pagam imposto? Pagam renda? São dos músicos? Foram ocupadas?
E o Centro? está aberto? Qualquer um pode entrar? Tem as medidas de segurança em dia?
Quando vi a notícia falavam que havia lojistas que iam ficar abertos porque estavam legais, e que apenas os ilegais tinham de sair. Claro que não explicaram o que eram os "ilegais".

Havia um que dizia que tinham gasto 10.000€ em equipamentos e em transformar aquilo à prova de som.
Depois mostraram um que tinha as paredes forradas a caixas de ovos. [:D]

E se houver um incêndio num sítios destes quem se responsabiliza?
 
Há que ver a história toda e essa nunca chega ás pessoas..

Como está o espaço a funcionar? As lojas e espaços estão legais? Pagam imposto? Pagam renda? São dos músicos? Foram ocupadas?
E o Centro? está aberto? Qualquer um pode entrar? Tem as medidas de segurança em dia?
Quando vi a notícia falavam que havia lojistas que iam ficar abertos porque estavam legais, e que apenas os ilegais tinham de sair. Claro que não explicaram o que eram os "ilegais".

Havia um que dizia que tinham gasto 10.000€ em equipamentos e em transformar aquilo à prova de som.
Depois mostraram um que tinha as paredes forradas a caixas de ovos. [:D]

E se houver um incêndio num sítios destes quem se responsabiliza?

Administrador do Stop apanhado de surpresa com fecho de lojas (dn.pt)

Do que depreendo desta notícia, é como se se tratasse de um prédio habitacional em que um conjunto de frações/apartamentos não possui Licença de Utilização.

Diversos proprietários (uns com LU e outros sem) e 1 condomínio.

Sobre o incêndio, se realmente o edifício estiver em PH conforme indica a notícia, todas as frações são obrigadas por lei a ter seguro.
 
Há que ver a história toda e essa nunca chega ás pessoas..

Como está o espaço a funcionar? As lojas e espaços estão legais? Pagam imposto? Pagam renda? São dos músicos? Foram ocupadas?
E o Centro? está aberto? Qualquer um pode entrar? Tem as medidas de segurança em dia?
Quando vi a notícia falavam que havia lojistas que iam ficar abertos porque estavam legais, e que apenas os ilegais tinham de sair. Claro que não explicaram o que eram os "ilegais".

Havia um que dizia que tinham gasto 10.000€ em equipamentos e em transformar aquilo à prova de som.
Depois mostraram um que tinha as paredes forradas a caixas de ovos. [:D]

E se houver um incêndio num sítios destes quem se responsabiliza?

Ao preço a que estão os ovos,10 000€ terão sido para as caixas.
 
300 musicos??

e que tal arranjarem trabalhos como deve ser em vez de viverem a vida hippie a exprimir o que sentem musicalmente e esperar que o estado os sustente sem se terem de preocupar se alguém gosta dos seus trabalhos ou não...


Edit: Li a noticia e diz 600 artistas...
https://www.rtp.pt/noticias/pais/cen...jados_v1500774

Uma grande parte dos músicos que lá ensaiam (ensaiavam) são amadores e têm obviamente outros trabalhos para sustentarem o seu gosto pela música. Seria simpático sustentares essa tua bujarda do serem sustentados pelo estado. Era o estado que pagava as rendas? O ministério da cultura dava algum subsídio ás bandas que ensaiavam no CC Stop? Quem faz arte, arrisca-se a que ninguém goste da mesma, é mesmo assim que funciona a arte. O negócio da arte é outra coisa.

Só para não voltar a fazer-te quote, uma das bandas que por lá andou a ensaiar foram os Ornatos Violeta. Já ouviste na rádio?

Relativamente ao encerramento das salas de ensaios, epá, se não estão legais ou se legalizam ou teriam que fechar. Por outro lado, custa a perceber que num espaço que tem esta função há tanto tempo e que toda a gente sabia se lembrem de ir lá fechar aquilo de um momento para o outro. Afinal agora a câmara até já aponta alternativas numa escola ou num silo automóvel. Seria assim tão complicado esperar mais uns meses até as alternativas estarem a funcionar para uma transição mais calma entre os dois espaços? Onde é que muitas bandas metem o material?

Não querendo entrar em especulações, juro que me custa a perceber os contornos desta situação.
 
Mas o que queres dizer até "as alternativas estarem prontas"?

Estarem prontas por parte de quem?
Dos músicos que investiram nessa alternativa?

De uma empresa que investiu nessa alternativa e que vai ter como retorno o aluguer pagos por esses músicos?

Ou estás a dizer o estado ou câmara que use o dinheiro dos contribuintes para dar a esses músicos local de trabalho?
 
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De quem é o edificio?
Quem paga as rendas?
Se acontecer um incendio com mortes de quem se responsabiliza? Não vão rolar cabeças nas autoridades responsaveis?
O que reinvindicam eles? Que estejam isentos de cumprir a lei? Ou que o estado pague pelas obras?
Se não é nenhum dos dois acima, que tal meterem tudo legal e não têm de sair de lá
 
Last edited:
Mas o que queres dizer até "as alternativas estarem prontas"?

Estarem prontas por parte de quem?
Dos músicos que investiram nessa alternativa?

De uma empresa que investiu nessa alternativa e que vai ter como retorno o aluguer pagos por esses músicos?

Ou estás a dizer o estado ou câmara que use o dinheiro dos contribuintes para dar a esses músicos local de trabalho?

As alternativas estarem prontas quer dizer exatamente o que está escrito.

É melhor leres a notícia - https://cnnportugal.iol.pt/stop/por...os-do-porto/20230720/64b9093dd34e72171a0b59d5
 
Administrador do Stop apanhado de surpresa com fecho de lojas (dn.pt)

Do que depreendo desta notícia, é como se se tratasse de um prédio habitacional em que um conjunto de frações/apartamentos não possui Licença de Utilização.

Diversos proprietários (uns com LU e outros sem) e 1 condomínio.

Sobre o incêndio, se realmente o edifício estiver em PH conforme indica a notícia, todas as frações são obrigadas por lei a ter seguro.

Tanto quanto percebi, quando as frações foram vendidas não tinham licença de utilização, e a maior parte dos proprietários não a conseguiu obter posteriormente. Apenas uma minoria terá conseguido, os tais que podem manter os estabelecimentos abertos.

Tanto quando a câmara diz, além disto o edifício precisa de intervenções ao nível de proteção contra incêndios, sendo que a administração terá um projeto para efetuar as intervenções, mas precisa de 6 milhões para executar as obras, que não existem.

A CMP apresentou inicialmente uma alternativa, que era colocar os músicos num modelo "open space" num parque de estacionamento. Neste caso parece-me que a câmara não sabe o que é um open space ou expressou-se mal.

A nova alternativa é usar uma escola que deixou de ser usada no final deste ano lectivo. Apesar de a câmara dizer que assume as obras e no papel ser uma proposta melhor que a anterior, duvido que consiga acolher toda a gente, e que exista o receio por parte dos músicos de eventualmente terminarem o acordo e queiram o edifício para outros propósitos.

Estes centros comerciais antigos com dezenas de proprietários são um pincel para gerir, e o Porto tem uns quantos...

Quanto à posição da câmara, têm feitos investimentos avultados mas discutíveis na área da cultura (museu do romântico, vários polos do museu da cidade, etc). Fazem obra mas parece que está virada de costas para a cidade e os seus residentes, pelo que mais valia chegar a um acordo para manter e promover os artistas que escolhem a cidade para viver ou trabalhar.
 
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O país enlouqueceu.
Andam por alguma coisa na água?
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O Adolfo tem uma editora, que é a Cobra. Certamente muitos desses músicos foram, são ou virão a ser clientes... Nada é ao acaso.

Por outro lado, os Ornatos Violeta vieram dali por exemplo...
 
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De quem é o edificio?
Quem paga as rendas?
O que reinvindicam eles? Que estejam isentos de cumprir a lei? Ou que o estado pague pelas obras?
Se não é nenhum dos dois acima, que tal meterem tudo legal e não têm de sair de lá

Sei que não é de nenhuma entidade pública.
Quem aluga as salas.
Pelo que percebi, reivindicam contra o fecho imediato. Obviamente, se as salas não fechassem não iam estar a cumprir a lei, coisa que já não fazem há uns anos largos (décadas). Não li nada sobre quererem que o estado pague pelas obras, mas parece que o presidente da câmara já fala em alternativas numa escola ou num silo auto, onde a câmara pode fazer o projeto e a obra de acordo com a vontade dos músicos.
Pelo que percebi, já não é possível meter tudo legal. Foi durante algum tempo durante os anos 90, mas poucos proprietários das salas o fizeram, por isso é que há algumas salas que não foram encerradas.
 
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De quem é o edificio?
Quem paga as rendas?
Que tal meterem tudo legal e não têm de sair de lá

Do que parece de todo este imbróglio é que não há vontade de meter as coisas legais.

Valores mais altos (€) se levantam e o tempo deve urgir para meter as máquinas a demolir aquilo tudo e a erguer mais uma "loja da Remax" em que o Porto se está a tornar, como disse a Capicua.

Eu acho uma pena que um espaço destes que tem sido ao longo destes anos um ponto de partida para dezenas de bandas de qualidade darem sobretudo os primeiros passos, seja perdido. Perde imenso a cultura, e perde mais ainda o Porto.

No fundo, os responsáveis pelo edifício, seja o proprietário do imóvel, seja o administrador do espaço, seja até a propria câmara sempre empurraram com a barriga, afinal de contas aquilo é um centro comercial com uma estrutura que há décadas não funciona, e não fosse ter-se tornado num "hub" da música, estaria degradado, abandonado, sem dar qualquer tipo de lucro às partes e a gerar problemas ao município.
De certo modo, estarem lá estes anos todos serviu para aguentar o espaço de forma funcional e a dar lucro ao proprietário através de rendas. Num período de decadência desta parte da cidade foi bom, mas agora abanam com mais notas e levam um chuto no rabo!
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