[Sociedade] Cidade alemã quer contratar portugueses

jmf

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Há uma cidade na Alemanha que está a contratar portugueses e a oferecer-lhes ordenados de três mil euros. É no sul do país, chama-se Schwäbisch Hall, e a TVI foi conhecer, no local, este caso de prosperidade.

Fica a mais de 2 mil quilómetros de Lisboa e o aeroporto mais próximo é o de Estugarda, que fica a duas horas de carro ou de comboio.

É uma cidade pequena, mas com uma grande cintura industrial, e sofre de um mal que é comum às grandes economias: não têm quadros qualificados suficientes.

Para combater essa realidade, a câmara teve uma ideia original: se o desemprego afecta os países do sul da Europa porque não apostar em contratar nesses país? Portugal é um mercado de excelência para estas empresas, não só porque tem técnicos qualificados, como, para algumas, a língua é uma oportunidade. Para quem tem relações comerciais com Angola e o Brasil falar português até pode ser uma mais-valia.

A boa nova para os desempregados portugueses chegou a terras lusitanas através de uma notícia de jornal, e no espaço de uma semana a câmara de Schwabisch Hall recebeu mais de 6 mil currículos.

Mas se está a ponderar seriamente mudar-se para a Alemanha não desanime: há milhares de postos de trabalho para preencher: todos os meses, neste mercado em franco crescimento há 2 mil novos postos de trabalho.

E-mail para o qual deverá enviar o curriculum: schwaebischhall.arbeitgeber@arbeitsagentur.de

Aqui são preferidos os engenheiros e os profissionais da área da ciência ou tecnologia. Ainda assim, há emprego para todos, até porque as empresas que estão a contratar são gigantes alemães que operam no mercado internacional.

Mas valerá a pena mudar-se para a Alemanha? Façamos as contas: no país da Chanceler Merkel o ordenado médio é de 3 mil euros. Em Schwabisch Hall ronda um pouco menos, 2700 euros. Um engenheiro pode perfeitamente chegar a um vencimento de 6 a 8 mil euros.

E se pensa que a família é um entrave, a câmara promete também arranjar emprego para o cônjuge e escola para as crianças. Em Schwabish Hall as escolas são gratuitas, os jardins-de-infância custam 85 euros por mês e a universidade aboliu as propinas este semestre.

Até o mercado de arrendamento pode ser uma surpresa, em comparação com preços praticados em Portugal.

Para já na região vivem cerca de 80 cidadãos nacionais, entre eles Maria José Muller, que recebeu com agrado as notícias de que a região está a querer contratar portugueses. E deixa um conselho: «Quem vier para cá tem de se integrar na comunidade alemã, porque há poucos portugueses». Mas tirando isso, Maria José não hesita em considerar que a opção por «empregos bem remunerados em grandes empresas» só pode ser boa aposta.


Cidade alemã quer contratar portugueses | agência financeira
 
Não vejo problema nestas medidas, os alemães ganham trabalhadores qualificados por menos do que pagariam aos de lá, os portugueses ganham empregos a sério a ganhar o que aqui nunca ganhariam. Parece-me uma situação win-win.
 

Eu já tinha visto a jornalista deste artigo a falar na televisão e está aí muito do que ela disse, a Alemanha tem carência de trabalhadores qualificados, engenheiros, cientistas, etc., eu tinha vergonha de escrever isto, mas fica citado...

Já é a terceira vez que a Alemanha tenta...

como o termo escravidão mudou ao longo dos tempos.
 
como o termo escravidão mudou ao longo dos tempos.
Não sei porquê tanto escândalo. Soa a provincianismo.

Noto mais indignação nas pessoas por a Alemanha estar a oferecer trabalho em certas zonas menos populosas e com falta de mão-de-obra, sobretudo qualificada, do que com o nosso governo que abre as portas do país para se ver livre dos desempregados que o país criou.

Acho injusto estarem a criticar de forma gratuita trabalho bem remunerado, quando estamos num país onde se perdeu poder de compra, se cortou no subsídio de desemprego, nos salários e pensões, nos subsídios de férias e de natal, se congelou carreiras, e se aumentaram os impostos.

Como aqui por casa paira o fantasma do desemprego que poderá chegar a qualquer momento, quando vimos a notícia na televisão, a 1ª coisa que fizemos foi anotar toda a informação possível.

Ainda não estamos desempregados, mas a angústia espectativa destes últimos meses arrasaram com a nossa saúde e os nervos estão à flor da pele, com um sentimento de revolta, injustiça e insegurança tremendos.
Mais do que nunca, hoje em dia compreendo todos aqueles que ficaram sem emprego ou sem sustento nas suas casas e que mereciam outro olhar e maior respeito.

Quando estamos bem, podemos divagar e dizer certas coisas sem pensar que esta poderá ser a solução para muita gente que se encontra sem trabalho e em situação aflitiva.

O que muitos veem como teorias da conspiração ou escravatura, eu vejo como uma oportunidade, uma tábua de salvação para quem está em desespero num país de mrd que manda embora os melhores valores que tem, sejam eles jovens ou portugueses qualificados.

Perdoem-me a indelicadeza nas palavras, pois sei que as pessoas que postaram não desejam mal a ninguém (bem pelo contrário).
Mas neste mundo demasiado virtual, às vezes esquecemo-nos da realidade, pelo que senti necessidade de vir aqui sensibilizar para a outra face desta moeda.
 
Dá vontade de ir para lá.

A única coisa que me mete confusão é o tempo. O frio é muito chato de se aturar.

ámen! Eu sei que pode parecer parvo para a maioria das pessoas mas o mau tempo deita me a baixo.
Se calhar um dia vou ter de aturar um tempo assim num pais qualquer, mas prefiro abdicar de algumas luxos europeus e ter um tempo angolano.
 
A inocente da Alemanha no seu melhor...

Primeiro obriga à austeridade, aos cortes, à disciplina, que o governo aproveita e efectua cortes adicionais, originando um índice de desemprego brutal e uma recessão que é do conhecimento e do custo de todos.

Depois vem o oportunismo - caros portugueses, agora que estais formados e os vossos pais e cidadãos pagaram os vossos estudos e impostos e estais prontos a ser produtivos, criar riqueza e não dar despesa, vinde!

Eu se tiver que sair do país não terei grandes problemas em fazê-lo, mas para a Alemanha não será de livre vontade, e este é um dos motivos - não compactuo com estas "coincidências".

Contudo não censuro nem critico de forma alguma a decisão de quem tiver que ir, infelizmente nem sempre nos podemos dar ao luxo de escolher.
 
A inocente da Alemanha no seu melhor...

Primeiro obriga à austeridade, aos cortes, à disciplina, que o governo aproveita e efectua cortes adicionais, originando um índice de desemprego brutal e uma recessão que é do conhecimento e do custo de todos.

Depois vem o oportunismo - caros portugueses, agora que estais formados e os vossos pais e cidadãos pagaram os vossos estudos e impostos e estais prontos a ser produtivos, criar riqueza e não dar despesa, vinde!

Eu se tiver que sair do país não terei grandes problemas em fazê-lo, mas para a Alemanha não será de livre vontade, e este é um dos motivos - não compactuo com estas "coincidências".

Contudo não censuro nem critico de forma alguma a decisão de quem tiver que ir, infelizmente nem sempre nos podemos dar ao luxo de escolher.
É por aqui, sim senhor! [;)]

"Coincidências", mesmo "ao calhas"... Não tenho nada contra a Alemanha, mas que tudo isto soa a estranho, lá isso soa!
 
Não se trata de conspiração, trata-se de ver como se decorreram, em volta da crise, das diversas crises, os acontecimentos recentes e as notícias que dão conta da vontade alemã em controlar outros países, sobretudo os periféricos...

Os dominantes normalmente querem exercer esse domínio em alguém, no caso alemão o que vos tolda o raciocínio é o passado deste pais. A verdade é que por uma razão ou outra, ou um conjunto delas, acabam sempre em cima...coincidência? se calhar em vez de olharmos para eles temos de olhar mais para nós.
 
Hitler Ressuscitou [:D]

Ah, não! É só emprego... altamente bem remunerado (alguém se esqueceu que 3000€ é para indiferenciados porque os engenheiros e outras áreas sociais até ganham na ordem dos 6 a 8000€).
 
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