LinoMarques
Well-known member
Mais uma vez, a nossa jornalha (adaptando uma expressão utilizada no início do século XX para designar o que de pior o jornalismo pode dar) "brilhou" na forma muito vezes histérica, totalmente sensacionalista e sem a menor consideração para o verdadeiro problema que os afectados pelas inundações estavam a enfrentar. E desta vez não me digam que é a TVI, e tal, quando o maior motivo deste meu desabafo/protesto até é motivado pelo que eu vi hoje de manhã na RTP!!! Siiiiimmm!!!
A forma como a histérica da jornalista apresentava a reportagem dos acontecimentos em Pombal era de pôr os cabelos em pé a qualquer um! Que falta de sensibilidade! Que gosto pelo mórbido, pela destruição, pela desgraça!!! O entusiasmo com que ela descrevia a situação, como se se tratasse de um grande evento, de um acontecimento espectacular, bonito, maravilhoso, bonito de se ver, deu-me vómitos! [
)].
Então a parte em que ela entra na casa de uma das famílias que teve a casa inundada, em que mostrava a casa como se estivesse a mostrar a casa dos noivos em dia de casamanto, deu-me vontade de desligar a televisão.
Que motivação têm as pessoas em apresentar desgraças alheias como se de um grande espectáculo mediático se tratasse? Será que não conseguem assumir a seriedade e a discrição que se impõe? Porquê a utilização exaustiva e completamente despropositada e exagerada de palavras como "horror", "pânico", "gravíssimo", "incalculável"??? Porquê fazer insistentemete a toda a gente perguntas tão estúpidas, óbvias e desnecessárias como: "Foram momentos de muita aflição, não foram?", "Teve MESMO MUITOS prejuízos, não foi?" Quase parece que se as respostas não forem de pessoas a lamentarem-se, a chorarem e a dizerem coisas do género: "Perdi tudo o que juntei ao longo dos últimos 50 anos de vida", o jornalista não se sente contente, pois se as pessoas não disserem isso, a notícia não tem impacto...
Para onde caminhamos nós, afinal????
A forma como a histérica da jornalista apresentava a reportagem dos acontecimentos em Pombal era de pôr os cabelos em pé a qualquer um! Que falta de sensibilidade! Que gosto pelo mórbido, pela destruição, pela desgraça!!! O entusiasmo com que ela descrevia a situação, como se se tratasse de um grande evento, de um acontecimento espectacular, bonito, maravilhoso, bonito de se ver, deu-me vómitos! [
Então a parte em que ela entra na casa de uma das famílias que teve a casa inundada, em que mostrava a casa como se estivesse a mostrar a casa dos noivos em dia de casamanto, deu-me vontade de desligar a televisão.
Que motivação têm as pessoas em apresentar desgraças alheias como se de um grande espectáculo mediático se tratasse? Será que não conseguem assumir a seriedade e a discrição que se impõe? Porquê a utilização exaustiva e completamente despropositada e exagerada de palavras como "horror", "pânico", "gravíssimo", "incalculável"??? Porquê fazer insistentemete a toda a gente perguntas tão estúpidas, óbvias e desnecessárias como: "Foram momentos de muita aflição, não foram?", "Teve MESMO MUITOS prejuízos, não foi?" Quase parece que se as respostas não forem de pessoas a lamentarem-se, a chorarem e a dizerem coisas do género: "Perdi tudo o que juntei ao longo dos últimos 50 anos de vida", o jornalista não se sente contente, pois se as pessoas não disserem isso, a notícia não tem impacto...
Para onde caminhamos nós, afinal????