Não tarda nada aparece o Lello a reclamar na Assembleia para os jornalistas não captarem os ecrãs, pois podem ver segredos de estado altamente classificados.....
Por acaso ele teve toda a razão naquilo que disse [

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Por muito que custe ao populismo reinante, o conteúdo do que cada deputado vê no seu computador não deve ser público.
E, para mal do anterior presidente que lhe respondeu que os computadores são da Assembleia e do Estado, os computadores até podê-lo-ão ser...
...mas isso não permite que o conteúdo seja público. Era só o que faltava.
Daqui a pouco estou eu num computador na minha faculdade...
...e tenho que deixar um jornalista que por acaso lá esteja a fazer uma reportagem a fotografar o que eu ando a fazer "porque o computador é público".
E outros exemplos poderiam ser dados.
Por isso, se se deixarem da onda cool, fácil e rapidamente digerível do anti-tudo o que os políticos fazem (e com esse gostinho doce do voyerismo mais pé de chinelo...), percebem que essa posição não tem qualquer validade lógica e intenta contra a liberdade individual.
Mais, ainda em relação ao trabalho dos deputados (ou falta dele) mais uma vez o pessoal critica sem saber.
Não é em pleno plenário que se vai certamente preparar documentos com a barulheira que por lá se faz (como é natural, antes que alguém critique também aconselho a verem os plenários da democracia mais antiga do mundo, a inglesa...).
O trabalho de muito deputado não se faz para a câmara, nem na câmara.
Democracia não é ter uma série de macaquinhos amestrados a fingir que ouvem plenamente e com atenção aqueles longos plenários completamente ocos.
Qualquer um de nós que lá estivesse, também não conseguia estar 4-5-6 ou mais horas seguidas a ouvir com atenção.
Por isso enquanto a "vida parlamentar" for esta fantochada de longos de debates estéreis e onde o trabalho do deputado se resume, quer ele queira quer não, a levantar-se ou continuar sentado nas horas das votações...
...teremos sempre...independentemente de quem lá esteja...este aspecto de "não se fazer nada".
Para alterar isso só há uma maneira: dar mais responsabilidade aos deputados no que diz respeito a comissões de inquérito e fazer debates por especialidade deixando de ser necessário estarem lá todos a ouvir o que não percebem (é impossível alguém saber as especificidades presentes em todos os temas que são postos à discussão, como é natural).
Por isso, se tivermos sentido prático e nos deixarmos de fantochadas, há muito que melhorar no funcionamento da assembleia, em particular na forma como ela exerce o seu poder no Estado Democrático.
A maior parte do trabalho é feito fora do plenário e enquanto o povão não o perceber, continuará esta retórica cheia de naftalina anti-parlamentar (sim, não é nova, já vem pelo menos da I República e ajudou muito a que uma coisa chamada Estado Novo tenha existido impávida e serena durante mais de 40 anos).
Por sua vez, se é certo que o número de deputados é excessivo para o que poderia ser, então que se apoie a redução do seu número [

]: parlamento mais pequeno e mais eficiente.
P.S. Sei perfeitamente que este post vai contra tudo o que é "fixe" dizer, mas paciência [

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P.P.S. Pelo título do tópico pensei que iam falar desta fabulástica oposição do PS que, nem 1 mês após deixar o poleiro no maior aterro de sempre, não tem a decência de fazer um período de nojo/vergonha como é da praxe. Já estão aí a gritar como nada tivesse acontecido [

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