Como vamos encarar o futuro ?

CarlosL

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À pouco estive a cumprimentar o Pé Leve pela sua opção na compra do carro.

Fi-lo não somente por uma questão de cortesia, mas porque entendo que as pessoas terão de acalmar no que toca a dar valor ao seu dinheiro.

Comprar um Chevrolet Cruze em vez de um BMW 320d ou 318d? Porque não?

Há uma amigo cá de casa que tem um Daewoo Nubira praí com uns 10 anos e já comprado em 2ª mão a uma empresa de Rent-a-car. E dinheiro não lhe falta.
Aliás, é uma pessoa ligada ao mundo automóvel...

O que se vai passar daqui para o futuro, na nossa relação com o dinheiro?

Vamos falar sobre isso ? [;)]
 
Quem te diz que uma pessoa que compre um BMW novo não dá valor ao dinheiro?

Aliás, se pode comprar o dito BMW, nem tenho nada a ver onde ela gasta o dinheiro nem o que faz com ele.

Mas é por isso que as pessoas são diferentes[;)]
 
Curiosamente, tive há pouco uma conversa via telefone com a minha mãe que abordou dinheiro e trabalho.

Para ser sincera, compreendo a conversa que ela teve comigo, mas não gosto muito desse tipo de conversas. Sei que ela quer o meu bem, mas a conversa de dizer que ganho pouco, que faço muitos sacrificios (a todo o nível, material, imaterial), que saio muito tarde do trabalho, que estou longe de casa e mais isto e mais aquilo...deixa-me com os cabelos em pé. Ah e que o Estado é nosso amigo! Logo, um emprego para toda a vida! Ainda lhe disse que o agradável seria juntar o bom de cada um dos empregos e aí teríamos....o EMPREGO PERFEITO!

A nível de dinheiro não ganho muito, trabalho mais horas do que seria suposto...mas creio que estou na idade de fazer alguns sacrificios porque ainda acredito que um dia terei retorno do que aprendi e do meu esforço. Não me sinto falta de nenhum bem material, vivo bem com o que tenho. Se algum conseguir melhor, não será isso ditará a minha felicidade.

Disse que as minhas decisões a nível de trabalho não podiam ser conduzidas de acordo com os meus pais gostasse, mas porque aquilo que me faz sentir bem.

Argumentei também que tanto posso estar em Lisboa, como num outro país qualquer (eles sabem que estive a um passo de ir para Praga para a mesma empresa onde trabalho), que mais uma vez, podendo ser uma visão egoísta, nunca iria para a "terra" apenas para estar junto da família. Eu sei que soa mal, sei que muitas pessoas dariam tudo para estar na "terra", mas do pouco que tenho, sinto-me tranquila.

Posso estar a ver mal as coisas, mas não gosto que decidam as coisas por mim ou me façam sentir pressionada a decidir algo que à partida sinto que não é bem isso que quero.

Como os bons livros portugueses, o importante só vem no fim...trabalho muito, ganho pouco, mas não sinto falta de nenhum bem em especial.
 
Eu tou a pensar vender o meu carro que me custou cerca de 38.000 Euros e comprar uma comercial 2 lugares de menos de 10.000. E não estou a precisar de dinheiro. Simplesmente dou pouco uso ao carro, e agora cheguei à conclusão de que não faz sentido ter 2 carros para andar com 1 deles ao fim de semana. Além disso, conforme vou ficando mais velho, menos percebo a diferença prática entre um carro desportivo e um comercial para carregar carga [:D][:D]
 
Para mim, é tudo uma questão de usar o dinheiro com conta, peso e medida. O facto de comprar um 320d ou um chevy tem que ver com aquilo que cada um tem ou pode ganhar e prioridades. Senão vejamos, pode representar um encargo superior para uma pessoa um fiat uno, do que para outra um bmw. Por outro lado, por uma pessoa ter um carro barato e ter dinheiro para gastar, não quer dizer que saiba gerir o seu dinheiro ou poupada. Posso ter 50000€ para gastar e comprar um carro e um relógio, cada um de 25000€. Mas lá está, tudo varia em função dos gostos pessoais e o que mais importa é que estes sejam adequados às possibilidades financeiras de cada um, pois muitas vezes os mais prejudicados nem são os próprios, mas sim a família que o rodeia.
 
Oh Carlos ultimamente pareces o Blade, é sempre a abrir... [:D]

Em relação à pergunta como vamos encarar o futuro eu penso que de forma prudente sem muitos excessos.

O défice está nos 8%, o desemprego a aumentar, com as grandes obras públicas que estão previstas para se fazer e com um futuro aumento de impostos (alguém tem que pagar as obras) não vejo o futuro com bons olhos.

No entanto não concordo na relação que fazes com a BMW. Isto porque comprei um novo recentemente. [:D]
Acho que é preciso ter os pés assentes na terra, se eu posso comprar um BMW e se gosto do carro que comprei e se até acho que fiz um bom negócio porque não?
Agora o que é preciso ter em atenção é se eu posso sustentar esse Bmw, se ao comprar esse Bmw a minha estabilidade financeira continua garantida, se sim for não vejo porque não comprar um BMW.
 
Last edited:
Com realismo, assim tem de ser![;)]

Como em tudo na vida...[:D]

Completando a minha opinião, também é bom e saudável sonhar, desde que não interfira e comprometa a nossa vida e a realidade que vivemos.

O dinheiro torna-se necessário ser bem gerido.[;)]

Tudo o que é excessivo, pode ser, e tornar-se complicado; e que certo sonhos não nos faça perder tudo o que temos.

Podem compreender a minha ideia e o meu pensamento que partilho no artigo de opinião que deixei neste tópico:

http://forum.autohoje.com/off-topic/79188-optimista-pessimista-e-o-pensamento-positivo-2.html





Eu tou a pensar vender o meu carro que me custou cerca de 38.000 Euros e comprar uma comercial 2 lugares de menos de 10.000. E não estou a precisar de dinheiro. Simplesmente dou pouco uso ao carro, e agora cheguei à conclusão de que não faz sentido ter 2 carros para andar com 1 deles ao fim de semana. Além disso, conforme vou ficando mais velho, menos percebo a diferença prática entre um carro desportivo e um comercial para carregar carga [:D][:D]
Cá por cheira-me que isso é para contrabando de suinos ([:p]), está bem, sempre se vai arrecadando uns trocos.[:D]
 
Acho que algo que esta "crise" trouxe de bom, foi as pessoas pensarem antes de comprarem, e ponderarem a verdadeira necessidade ou mais valia que um bem trará...

A escolha de que falas do Pe Leve, faz todo o sentido neste enquadramento, é a "escolha inteligente", poderá não ser a mais popular, mas é competente e de certa forma em termos da relação custo/benefício é das melhores que há...

E é aqui neste binómio que "toda a gente" se apoia.

Eu por exemplo até bem pouco tempo pensava num brinquedo para gente grande, mas pesando bem e pensado bem as coisas, não é tempo para essas coisas, para mim é tempo de aproveitar as oportunidades que surgem neste período de contracção, para quando voltarem as vacas gordas...

Mas sim, o facto de ver cada vez mais carros a GPL, mais Chevrolets, Kia's e Hyundai's, reforçam a ideia do teu tópico, para além da evolução que estes carros tiveram, as pessoas estão cada vez mais sensíveis à questão do "mais capaz por este preço", e não do que a imagem de determinado produto pode fazer por nós.

De certa forma é a prudência a falar mais alto...
 
À pouco estive a cumprimentar o Pé Leve pela sua opção na compra do carro.

Fi-lo não somente por uma questão de cortesia, mas porque entendo que as pessoas terão de acalmar no que toca a dar valor ao seu dinheiro.

Comprar um Chevrolet Cruze em vez de um BMW 320d ou 318d? Porque não?

Há uma amigo cá de casa que tem um Daewoo Nubira praí com uns 10 anos e já comprado em 2ª mão a uma empresa de Rent-a-car. E dinheiro não lhe falta.
Aliás, é uma pessoa ligada ao mundo automóvel...

O que se vai passar daqui para o futuro, na nossa relação com o dinheiro?

Vamos falar sobre isso ? [;)]

É um bom tema [;)]

Curiosamente pensei algo do género quando vi o tópico do Pé Leve. Como dizem os budistas é preciso interromper a espiral de mais, mais, mais.

Eu na minha última compra de carro, creio que de alguma forma também fiz algo parecido. No essencial fiquei abaixo do que podia em termos de custos, porque simplesmente, achei que não precisava de mais, que não valia a pena mais e dei muito ênfase à possibilidade de transportar além da minha familia (mulher e filhas) os meus pais.

Além disso passei a andar com o carro da minha mulher e ela com o novo, ou seja na prática passei de um A3 Sportback que tinha há 3,5 anos para um Suzuki GV que fez há pouco tempo 11 anos (ou seja pela primeira vez não passei para um carro melhor/mais caro que o anterior)

A minha ideia é mantê-lo por pelo menos mais 2 ou 3.

Esta conversa toda porque acho que esta opção ilustra um bocadinho a forma como encaro o futuro. Com alguma prudência e moderação, tentando aproveitar o melhor possivel os momentos com a minha familia e amigos e tentando sair da lógica de desejar sempre o que ainda não tenho e estar sempre a sonhar com o passo a seguir
 
O futuro é inevitavelmente muito negro.

Aquilo que muita gente pensa que são apenas palavras (déficit orçamental, deficit comercial, globalização, deslocalização) vai atingir-nos em cheio nas próximas décadas.

O dinheiro vai escassear e este cenário económico vai afectar toda a gente, directa ou indirectamente. Daí que temos que gerir cada vez melhor os nossos rendimentos.

Relativamente ao automóvel, a melhor decisão que podemos fazer é... não trocar sem haver uma real necessidade.

E, pelos números das vendas, aparentemente é isso mesmo que está a acontecer.
 
....

Eu por exemplo até bem pouco tempo pensava num brinquedo para gente grande, mas pesando bem e pensado bem as coisas, não é tempo para essas coisas,........
Ainda hoje fui deixar a Bandit na revisão, e vi uma GSXR preta (usada), não muito cara, a olhar para mim[:D][:D]

Ainda perguntei ao rapaz quanto é que tinha que pagar se desse a Bandit à troca, mas o responsável pelas retomas não estava e só volta "lunes"[8b]

Depois vim, no regresso, a pensar que não preciso de trocar de moto, e nem sequer é o tipo de moto ideal para o dia-a-dia, e que estou bem servido[;)]

Se fosse como antes da "crise", já tinha trocado de moto...Mas apesar de ter dinheiro suficiente, opto por não o gastar "á toa"...

Mas, se calhar, "lunes" ainda dou lá um saltinho só naquela[:D]
 
Ainda hoje fui deixar a Bandit na revisão, e vi uma GSXR preta (usada), não muito cara, a olhar para mim[:D][:D]

Ainda perguntei ao rapaz quanto é que tinha que pagar se desse a Bandit à troca, mas o responsável pelas retomas não estava e só volta "lunes"[8b]

Depois vim, no regresso, a pensar que não preciso de trocar de moto, e nem sequer é o tipo de moto ideal para o dia-a-dia, e que estou bem servido[;)]

Se fosse como antes da "crise", já tinha trocado de moto...Mas apesar de ter dinheiro suficiente, opto por não o gastar "á toa"...

Mas, se calhar, "lunes" ainda dou lá um saltinho só naquela[:D]

Eu também andava a pensar no S2000, mas também vou fazer um downsizing... Mesmo número de lugares e metade das rodas[;)][:D]
 
Excelente tema, Carlos.

... Como dizem os budistas é preciso interromper a espiral de mais, mais, mais.

Eu na minha última compra de carro, creio que de alguma forma também fiz algo parecido. No essencial fiquei abaixo do que podia em termos de custos, porque simplesmente, achei que não precisava de mais, que não valia a pena mais e dei muito ênfase à possibilidade de transportar além da minha familia (mulher e filhas) os meus pais.
...
Esta conversa toda porque acho que esta opção ilustra um bocadinho a forma como encaro o futuro. Com alguma prudência e moderação, tentando aproveitar o melhor possivel os momentos com a minha familia e amigos e tentando
sair da lógica de desejar sempre o que ainda não tenho e estar sempre a sonhar com o passo a seguir
Penso que esta é a lógica cada vez mais a seguir, um pouco em todos os aspectos da vida.

Há que abrandar um pouco o ritmo, a febre consumista de adquirir mais do que aquilo que é, mesmo, necessário. Sustentabilidade precisa-se!

Neste caso, o da compra do Cruze, poderia ter feito outra escolha mais emotiva. Estava ao meu alcance. Mas não vivemos tempos de "estragar" dinheiro, cada vez mais escasso na nossa economia, e há que aproveitar bem os recursos.

Aliás, esta lógica, que rompe com a catadupa de necessidades crescentes, também se aplica, penso, na economia. Em vez de se pensar em crise quando os lucros páram de crescer a "x %", dever-se-ía pensar em estabilidade, mantendo um nível constante (em vez de crescente) de produção de riqueza!

Penso que é um bom exercício, mas se for aplicado transversalmente a grande parte das coisas da vida que agora nos afligem e que, pensando deste modo, talvez nem o devessem!... [;)]
 
Excelente tema, Carlos.

Penso que esta é a lógica cada vez mais a seguir, um pouco em todos os aspectos da vida.

Há que abrandar um pouco o ritmo, a febre consumista de adquirir mais do que aquilo que é, mesmo, necessário. Sustentabilidade precisa-se!

Neste caso, o da compra do Cruze, poderia ter feito outra escolha mais emotiva. Estava ao meu alcance. Mas não vivemos tempos de "estragar" dinheiro, cada vez mais escasso na nossa economia, e há que aproveitar bem os recursos.

Aliás, esta lógica, que rompe com a catadupa de necessidades crescentes, também se aplica, penso, na economia. Em vez de se pensar em crise quando os lucros páram de crescer a "x %", dever-se-ía pensar em estabilidade, mantendo um nível constante (em vez de crescente) de produção de riqueza!

Penso que é um bom exercício, mas se for aplicado transversalmente a grande parte das coisas da vida que agora nos afligem e que, pensando deste modo, talvez nem o devessem!... [;)]


Parabéns pela escolha. Por acaso é um dos carros que me desperta a atenção quando passo por um, acho a traseira em particular bastante bonita. Estás satisfeito?
 
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