zerorpm
New member
BCE injecta dinheiro no mercado para limitar efeitos da crise hipotecária nos EUA 
09.08.2007 - 19h22 Lusa
O Banco Central Europeu interveio hoje no mercado monetário, injectando uma soma anormalmente alta para dar resposta à procura de dinheiro por parte dos bancos europeus e responder à instabilidade causada pela crise no mercado hipotecário nos EUA.
Ao final da manhã, o BCE anunciou que emprestaria todo o dinheiro que os bancos quisessem a quatro por cento, depois de a taxa de juro de mercado ("overnight") ter atingido os 4,9 por cento no início do dia.
Assim, foram colocados no mercado monetário 95 mil milhões de euros — uma quantidade acima do habitual, segundo vários operadores de mercado — após a taxa de juro ter registado o maior aumento desde Junho de 2004, com os bancos a restringirem a concessão de crédito na sequência dos problemas no mercado hipotecário de risco nos EUA.
Este foi um dos valores mais elevados de dinheiro que o BCE colocou no mercado, superando os 69 mil milhões de euros registados depois do 11 de Setembro de 2001, de acordo com a instituição.
Um operador contactado pela Lusa explicou que ao início da manhã o mercado monetário estava muito "nervoso", a subir anormalmente, com rumores de que haveria problemas num ou mais fundos de investimento do gigante francês BNP Paribas. Mais tarde, o banco veio confirmar que congelou três fundos, por dificuldades em efectuar o seu resgate, decorrentes de investimentos que tinha nos EUA em mercado imobiliário.
Um outro banco alemão, o Ikbank (com participação do Estado), também anunciou que estava com algumas dificuldades nalguns fundos de investimento, gerando ainda mais nervosismo no mercado.
Com os bancos a restringirem o dinheiro que emprestam uns aos outros, o BCE veio injectar liquidez no mercado e aliviar a pressão de subida das taxas de juro.
Um porta-voz do Departamento do Tesouro norte-americano também já veio dizer que as autoridades norte-americanas continuam a "monitorizar o mercado" e que "permanecem vigilantes", mas o mercado está na expectativa de uma intervenção da Fed.
O Banco do Canadá garantiu que irá fornecer a liquidez necessária ao mercado para garantir a estabilidade financeira.
As notícias surgem uma semana depois do colapso do American Home Mortgage, o 10º maior credor de empréstimos de riscos dos EUA, face a um aumento do crédito mal parado, gerando receios de falta de liquidez que possa pôr em causa o crescimento da economia.
In Público
---
suficiente (liquidez) para exercer a sua actividade e evitar que o pânico alastre nos mercados europeus, a Reserva Federal dos Estados Unidos efectuou uma operação similar no valor de 24 mil milhões de dólares (17,5 mil milhões de euros) para tentar ajudar a controlar este problema nos EUA.
Pouco tempo depois, o Banco do Japão (BoJ) adicionou um bilião [1 000 000 000 000] de ienes (6,19 mil milhões de euros) ao sistema financeiro do país e o Banco da Austrália colocou à disposição dos bancos o valor mais elevado dos últimos três anos, de modo a responderem aos problemas nos mercados de crédito.
Segundo os analistas, "o facto de que a Fed, o BCE e o BoJ terem tido de injectar liquidez de curto prazo no sistema é preocupante, pois eles podem saber mais do que todos os outros qual a real extensão do impacto da actual crise no mercado do crédito à habitação de risco no sistema financeiro".
In Diário Económico

09.08.2007 - 19h22 Lusa
O Banco Central Europeu interveio hoje no mercado monetário, injectando uma soma anormalmente alta para dar resposta à procura de dinheiro por parte dos bancos europeus e responder à instabilidade causada pela crise no mercado hipotecário nos EUA.
Ao final da manhã, o BCE anunciou que emprestaria todo o dinheiro que os bancos quisessem a quatro por cento, depois de a taxa de juro de mercado ("overnight") ter atingido os 4,9 por cento no início do dia.
Assim, foram colocados no mercado monetário 95 mil milhões de euros — uma quantidade acima do habitual, segundo vários operadores de mercado — após a taxa de juro ter registado o maior aumento desde Junho de 2004, com os bancos a restringirem a concessão de crédito na sequência dos problemas no mercado hipotecário de risco nos EUA.
Este foi um dos valores mais elevados de dinheiro que o BCE colocou no mercado, superando os 69 mil milhões de euros registados depois do 11 de Setembro de 2001, de acordo com a instituição.
Um operador contactado pela Lusa explicou que ao início da manhã o mercado monetário estava muito "nervoso", a subir anormalmente, com rumores de que haveria problemas num ou mais fundos de investimento do gigante francês BNP Paribas. Mais tarde, o banco veio confirmar que congelou três fundos, por dificuldades em efectuar o seu resgate, decorrentes de investimentos que tinha nos EUA em mercado imobiliário.
Um outro banco alemão, o Ikbank (com participação do Estado), também anunciou que estava com algumas dificuldades nalguns fundos de investimento, gerando ainda mais nervosismo no mercado.
Com os bancos a restringirem o dinheiro que emprestam uns aos outros, o BCE veio injectar liquidez no mercado e aliviar a pressão de subida das taxas de juro.
Um porta-voz do Departamento do Tesouro norte-americano também já veio dizer que as autoridades norte-americanas continuam a "monitorizar o mercado" e que "permanecem vigilantes", mas o mercado está na expectativa de uma intervenção da Fed.
O Banco do Canadá garantiu que irá fornecer a liquidez necessária ao mercado para garantir a estabilidade financeira.
As notícias surgem uma semana depois do colapso do American Home Mortgage, o 10º maior credor de empréstimos de riscos dos EUA, face a um aumento do crédito mal parado, gerando receios de falta de liquidez que possa pôr em causa o crescimento da economia.
In Público
---
suficiente (liquidez) para exercer a sua actividade e evitar que o pânico alastre nos mercados europeus, a Reserva Federal dos Estados Unidos efectuou uma operação similar no valor de 24 mil milhões de dólares (17,5 mil milhões de euros) para tentar ajudar a controlar este problema nos EUA.
Pouco tempo depois, o Banco do Japão (BoJ) adicionou um bilião [1 000 000 000 000] de ienes (6,19 mil milhões de euros) ao sistema financeiro do país e o Banco da Austrália colocou à disposição dos bancos o valor mais elevado dos últimos três anos, de modo a responderem aos problemas nos mercados de crédito.
Segundo os analistas, "o facto de que a Fed, o BCE e o BoJ terem tido de injectar liquidez de curto prazo no sistema é preocupante, pois eles podem saber mais do que todos os outros qual a real extensão do impacto da actual crise no mercado do crédito à habitação de risco no sistema financeiro".
In Diário Económico