Coronavirus (COVID-19) - AVISO PÁG. 1659

Coronavirus (COVID-19) - AVISO PÁG. 1659

  • Sim

    Votes: 302 71.7%
  • Não

    Votes: 87 20.7%
  • Indiferente

    Votes: 32 7.6%

  • Total voters
    421
I told you!

[:p]

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Quem tem que fechar tudo o que não é essencial e o Estado.

Por ex. Tenho uma clínica ( sou Médico Dentista ) numa vila. Portanto uma zona onde as pessoas se conhecem. Se eu fechar preventivamente a clínica, certamente vai correr o boato que eu estou infectado. O que me vai prejudicar muito mais do que aquilo que seria aceitável numa situação como esta.

Por outro lado, os meus concorrentes vão continuar abertos ( ou não, não sei o que pensam ), o que me iria fazer perder clientes.

Quem devia assumir estas medidas era o Estado, igual para todos. A nossa área é de alto risco, basta pensar que trabalhamos na boca. Temos que lidar com dificuldades de prevenção, muitas pessoas não tem sintomas, há uma escassez brutal de máscaras, o que não nos permite estar a trocar de máscara a cada 2h como é recomendado pela Ordem dos Médicos Dentistas.

Tirando um caso ou outro de infeção aguda, a maioria das pessoas podia perfeitamente adiar 4/5 semanas as consultas. Eu estou preparado para sustentar sem problemas os prejuízos que uma situação dessas possa provocar, mas dentro de certos limites como expliquei antes. Uma medida global teria um impacto suportável, já uma medida unilateral da minha parte pode exponenciar muito os prejuízos.

Conclusao, terei que continuar.

Este post e particular, mas certamente se aplica a muitos outros casos em muitas outras actividades. O Estado devia parar o Pais. Mais vale um prejuízo menor, do que deixar andar até isto tomar proporções muito maiores. Não sei o que estão à espera.
 
Last edited:
Aqui o diz que disse que amanhã vão fechar as escolas. Por mim é tranquilo mas por acaso acho incrível como a minha empresa (e outras do mesmo nível) andem a preparar medidas de ***** e não mandem a malta trabalhar a partir de casa quando têm todas as condições para isso....

Se isto das escolas for verdade quero ver as posições deles...
Agora é aguardar para se saber como proceder para ter a baixa médica...
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De qualquer das maneiras o problema não me parece ser a falta de ventiladores, mas a quantidade de médicos que saiba mexer com eles e manejar um doente crítico.

Pode ser que finalmente a população dê valor aos médicos e aos SNS e se deixe de os enxovalhar e mal tratar como de há cerca de 30 anos a esta parte.

Tu até parece que queres é que isto evolua o mais mal possível só para o pessoal dar mais valor aos médicos. [8b][8b]
Deves ter a mania da perseguição, porque os médicos devem ser a classe mais respeitada ou das mais respeitadas do nosso país. E tu o que estás a fazer neste tópico é que se tenha menos respeito pelos médicos, pelo menos por ti, e não o contrário.
 
Também já ouvi rumores de escolas a fecharem amanhã mas ainda nao vi nada oficial.
Oficialmente não há nada... A própria diretora acabou de confirmar que não lhes chegaram indicações nenhumas, isto há 10min atrás. Mas onde há fumo...
 
De qualquer das maneiras o problema não me parece ser a falta de ventiladores, mas a quantidade de médicos que saiba mexer com eles e manejar um doente crítico.

Pode ser que finalmente a população dê valor aos médicos e aos SNS e se deixe de os enxovalhar e mal tratar como de há cerca de 30 anos a esta parte.

Que nojo de conversa a tua, no interior as pessoas quase rastejam perante um médico..

Vens inflamar precisamente a divisão mais cancerígena que se pode neste momento..

Não quero ser banido, porque tenho vontade é de deixar aí uns adjetivos a esse teu genero de..'caracter..'[8b]
 
Concordo no geral com o que dizes, no entanto a mortalidade abaixo dos 50 anos em Itália, por exemplo, é baseada em apenas 1 morto entre 1785 casos, e como deves perceber tão bem quanto eu, o número de mortes não pode ser usado como estimativa neste caso, devido à variância da amostra.

Sem dúvida, temos que olhar principalmente para a globalidade. Por isso mesmo é que o valor 3.x% de letalidade avançado pela OMS (ainda que desfasado da realidade), bem como a distribuição no tempo de novos casos e do número de mortos por sexo e faixa etária, continuam a ser a informação mais valiosa que os países e comunidades médicas possuem. Digo apenas que qualquer extrapolação, ainda que necessária do ponto de vista preventivo e na tomada de decisões, é mais do domínio académico/político e talvez menos útil para a população geral (eu).

Já agora deixo aqui um gráfico que ilustra a importância das medidas de contenção... reparem que a área definida pelas 2 curvas não precisava de ser muito diferente. É meramente ilustrativo, mas o objectivo das medidas é mais evitar o colapso do SNS do que propriamente diminuir o número de casos total. Se se conseguirem ambas as coisas, melhor.
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De qualquer das maneiras o problema não me parece ser a falta de ventiladores, mas a quantidade de médicos que saiba mexer com eles e manejar um doente crítico.

Pode ser que finalmente a população dê valor aos médicos e aos SNS e se deixe de os enxovalhar e mal tratar como de há cerca de 30 anos a esta parte.

Não deixa de ter piada como na mesma frase dizes que os médicos estão mal preparados, mas não se lhes dá o valor devido :/
 
Quem tem que fechar tudo o que não é essencial e o Estado.

Por ex. Tenho uma clínica ( sou Médico Dentista ) numa vila. Portanto uma zona onde as pessoas se conhecem. Se eu fechar preventivamente a clínica, certamente vai correr o boato que eu estou infectado. O que me vai prejudicar muito mais do que aquilo que seria aceitável numa situação como esta.

Por outro lado, os meus concorrentes vão continuar abertos ( ou não, não sei o que pensam ), o que me iria fazer perder clientes.

Quem devia assumir estas medidas era o Estado, igual para todos. A nossa área é de alto risco, basta pensar que trabalhamos na boca. Temos que lidar com dificuldades de prevenção, muitas pessoas não tem sintomas, há uma escassez brutal de máscaras, o que não nos permite estar a trocar de máscara a cada 2h como é recomendado pela Ordem dos Médicos Dentistas.

Tirando um caso ou outro de infeção aguda, a maioria das pessoas podia perfeitamente adiar 4/5 semanas as consultas. Eu estou preparado para sustentar sem problemas os prejuízos que uma situação dessas possa provocar, mas dentro de certos limites como expliquei antes. Uma medida global teria um impacto suportável, já uma medida unilateral da minha parte pode exponenciar muito os prejuízos.

Conclusao, terei que continuar.

Este post e particular, mas certamente se aplica a muitos outros casos em muitas outras actividades. O Estado devia parar o Pais. Mais vale um prejuízo menor, do que deixar andar até isto tomar proporções muito maiores. Não sei o que estão à espera.

Estou de acordo mas fechar 3 semanas e depois se continuar a aparecer novos casos mais 3 semanas 3 meses 3 anos ???
 
Estou de acordo mas fechar 3 semanas e depois se continuar a aparecer novos casos mais 3 semanas 3 meses 3 anos ???

Não disse que era algo fácil. 3 semanas parece me pouco. Apontava mais para as 5 semanas. Se ao fim disso a situação não estiver controlada, tinha que se aumentar o tempo.

Repara que se fazendo uma espécie de lock Down de 5 semanas, os resultados não forem bons, então imagina se não se fizer nada, as proporções que isto pode tomar.

os chineses fizeram o que fizeram e em cerca de 1 mes tem a situação quase controlada. Ontem apenas 19 novos casos na pior zona.
 
Sem dúvida, temos que olhar principalmente para a globalidade. Por isso mesmo é que o valor 3.x% de letalidade avançado pela OMS (ainda que desfasado da realidade), bem como a distribuição no tempo de novos casos e do número de mortos por sexo e faixa etária, continuam a ser a informação mais valiosa que os países e comunidades médicas possuem. Digo apenas que qualquer extrapolação, ainda que necessária do ponto de vista preventivo e na tomada de decisões, é mais do domínio académico/político e talvez menos útil para a população geral (eu).

Já agora deixo aqui um gráfico que ilustra a importância das medidas de contenção... reparem que a área definida pelas 2 curvas não precisava de ser muito diferente. É meramente ilustrativo, mas o objectivo das medidas é mais evitar o colapso do SNS do que propriamente diminuir o número de casos total. Se se conseguirem ambas as coisas, melhor.
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Do ponto de vista da população geral, isto é uma faca de dois gumes.

Acreditando que pode haver muitos mais infectados do que o anunciado (o que eu pessoalmente não tenho muitas dúvidas que ocorra), se houvesse uma estimativa realista do número de pessoas afectadas, poderia gerar-se uma conscientização maior sobre a facilidade com que se pode ser contaminado.

Por outro lado, e considerando ser verdade o que eu mencionei acima (apenas por hipótese), poderia criar-se a sensação de que o efeito do vírus não é tão grave na esmagadora maioria dos casos, o que causaria uma falsa impressão de segurança, o que seria terrível caso se confirme a rápida propagação da doença.

Ou seja, até acaba por ser útil que proporção de mortos esteja o mais empolada possível, já que isto acaba por criar um maior nível de alarme e consequentes medidas preventivas.
 
Reduz isso de 246,000 para uns 10,000, e não são todos ao mesmo tempo. Ainda assim, é extremamante dramático.

10,000?

Há estimativas muito diferentes em relação ao número de mortos causados pela gripe Espanhola de 1918. Um estudo de Patterson e Pyle em 1991 estima entre 24.7 a 39.3 milhões de mortos.

Um estudo por Johnson e Mueller em 2002 estima um número muito maior de 50 milhões de mortos, mas os autores sugerem que mesmo esse número tenha sido subestimado e que o verdadeiro número se aproxima mais dos 100 milhões de mortos.

Um estudo mais recente por Spreeuwenberg et al em 2018 estima 17.8 milhões de mortos.

Estimativas sugerem que a população mundial em 1918 era de 1.8 mil milhões de pessoas. Baseado nisto *e na estimativa de mortos mais baixa*, calcula-se que a gripe de 1918 matou quase 1% (0.95%) da população mundial.

https://ourworldindata.org/spanish-flu-largest-influenza-pandemic-in-history

Estima-se também que a gripe Espanhola infectou cerca de 1/3 (33%) da população mundial. Sendo assim, a taxa de mortalidade nos infectados era de cerca de 3%, isto pela estimativa MAIS BAIXA do número total de mortos (17.8 milhões).

Taxa de mortalidade de 3%, este número faz lembrar alguma coisa? Para o surto de gripe mais mortal que conhecemos, a taxa de mortalidade é assustadoramente parecida com a do COVID-19.

Ora 0.95% de 10 milhões de habitantes em Portugal são quase 100,000 mortos. Não morrem todos ao mesmo tempo, é certo, se isso servir de consolação.

Visto isto ainda achas 10,000 um número mais razoável que os 246,000 em estado critico que sugeri? Se não tivermos mão nisto tens aqui uma bela decrição do que poderá vir a acontecer.
 
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