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Precisavam de sair deste buraco...De facto parece que os portugueses vivem completamente alheados da realidade, a mensagem que é transmitida nos órgãos de comunicação social não corresponde a realidade.
Neste fórum (excluindo este tópico) a imagem que transparece e que vivemos num país desenvolvido e relativamente rico, tal a soberanceria que muitos revelam quando falam de outros países.
Uma boa classe média / média alta vive completamete alheada do país real e a classe baixa não tem a noção do quão pobres são em relação aos países da UE ou OCDE.
Gráfico a complementar.
A população portuguesa não tem a noção do impacto que a dívida pública em particular a nossa que uma boa parte é dívida externa tem na suas vidas e nos seus rendimentos.![]()
De facto parece que os portugueses vivem completamente alheados da realidade, a mensagem que é transmitida nos órgãos de comunicação social não corresponde a realidade.
Neste fórum (excluindo este tópico) a imagem que transparece e que vivemos num país desenvolvido e relativamente rico, tal a soberanceria que muitos revelam quando falam de outros países.
Uma boa classe média / média alta vive completamete alheada do país real e a classe baixa não tem a noção do quão pobres são em relação aos países da UE ou OCDE.
Claro que valeu a pena, pois o equilíbrio de forças foi "mexido"... Não se voltará ao que era dantes tão cedo!...Se houver novas eleições nos Açores e o PS acabar a ganhar aquilo valeu bem a pena...
Se houver novas eleições nos Açores e o PS acabar a ganhar aquilo valeu bem a pena...
Claro que valeu a pena, pois o equilíbrio de forças foi "mexido"... Não se voltará ao que era dantes tão cedo!...
É verdade André, quando vou ao Luxemburgo em trabalho fico com essa real percepção, a grab de faixa de emigração continua muito semelhante há da década de 50/60.à quantidade que saem voos daqui para Paris e Londres com emigração contínua dos mais jovens...
...podes ter a certeza que os portugueses do país real, lá no fundo, sabem que isto não tem futuro.
lá porque, a partir de 2015, as televisões deixaram de ir para os aeroportos filmar mães de enfermeiras a chorar a partir...basta olhar para os números e ver que a hemorragia continua.
mas podemos sempre focar-nos na excepção
eu quando estava pelo UK e fazia o circuito TAP Heathrow-Lisboa de sexta e domingo à tarde era muito fácil ganhar a ilusão que éramos todos expatriados e emigração qualificada
mas bastava fazer um voo da ryanair para stansted e rapidamente tinhas ali a nova camioneta para França. Só que vai pelo ar para o outro lado do canal. E o farnel ainda vai lá também.
O mesmo para um sem número de ligações da Transavia ou EasyJet para França, nomeadamente cidades como Nantes ou Lyon, onde se continuam a despejar maneis e marias para as obras e as limpezas...tal qual acontecia com os seus pais ou mesmo avós.
De resto, sim, a comunicação social vende um país que não existe. Deixou-se de falar dos problemas reais, há um claro acordo de regime para um ambiente de conversas em família onde há sempre um enquadramento muito explicativo para concluires a sorte que temos em ser governados por quem nos governa porque seria muito pior a alternativa. Repetir esta ideia, subtilmente ou não dita, nas suas milhentas variantes.
onde é que já vimos isto.
eu sei.
no Estado Novo. []
Eu aconselho a irem ver os números da escolaridade dos filhos dos portugueses em França.
É tenebrosa a imobilidade social e de como não conseguiram em números signficativos alterar o seu papel na sociedade francesa face aos seus pais.
Estudam inclusive menos que os árabes e, sobretudo, muito menos que os filhos de emigrantes de outros países do sul da Europa que emigraram massivamente também para lá (Espanha, Itália, Grécia...) nos anos 60 e 70.
Mas claro que aqui só passam as notícias do vereador filho de portugueses da mairie de je-ne-sais-quoi-sur-marne e o quão o emigrante português é valorizado em França.
Temos este discurso tontinho e de ilusão sobre o estado das coisas, onde estamos e o que somos. E, sobretudo, para onde vamos.
Dizes que os tugas são calões?[]
Eram precisos milhares de jornalistas dado o número de xuxalistas. Mas primeiro estão a acabar os Panama Papers.A Inês pode arrumar as botas e dedicar-se à pesca.
Já repararam no quão conveniente são boa as notícias do PAN nesta altura? Enquanto a os jornalistas esgravatam no PAN não se lembram do PS.
Quantas centenas de Cortes Reais devem existir no PS?
A minha experiência, que vale o que vale: o português emigrante em França tem muito o mindset da separação de classes: há o pobre e o rico. Mesmo que nade em dinheiro, considera-se sempre um pobre desgraçado. Estudar é luxo de rico, pelo que os putos acabam por trabalhar com base na falta de incentivos para estudar por parte dos pais.
Um curso superior, mais coisa menos coisa pode custar uns 40000euros especialmente se for deslocado que é dinheiro que pode usar-se em coisas mais úteis.[]
Eu aconselho a irem ver os números da escolaridade dos filhos dos portugueses em França.
É tenebrosa a imobilidade social e de como não conseguiram em números signficativos alterar o seu papel na sociedade francesa face aos seus pais.
Estudam inclusive menos que os árabes e, sobretudo, muito menos que os filhos de emigrantes de outros países do sul da Europa que emigraram massivamente também para lá (Espanha, Itália, Grécia...) nos anos 60 e 70.
Mas claro que aqui só passam as notícias do vereador filho de portugueses da mairie de je-ne-sais-quoi-sur-marne e o quão o emigrante português é valorizado em França.
Temos este discurso tontinho e de ilusão sobre o estado das coisas, onde estamos e o que somos. E, sobretudo, para onde vamos.
tal e qual.