Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

De facto parece que os portugueses vivem completamente alheados da realidade, a mensagem que é transmitida nos órgãos de comunicação social não corresponde a realidade.
Neste fórum (excluindo este tópico) a imagem que transparece e que vivemos num país desenvolvido e relativamente rico, tal a soberanceria que muitos revelam quando falam de outros países.
Uma boa classe média / média alta vive completamete alheada do país real e a classe baixa não tem a noção do quão pobres são em relação aos países da UE ou OCDE.
Precisavam de sair deste buraco...

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De facto parece que os portugueses vivem completamente alheados da realidade, a mensagem que é transmitida nos órgãos de comunicação social não corresponde a realidade.
Neste fórum (excluindo este tópico) a imagem que transparece e que vivemos num país desenvolvido e relativamente rico, tal a soberanceria que muitos revelam quando falam de outros países.
Uma boa classe média / média alta vive completamete alheada do país real e a classe baixa não tem a noção do quão pobres são em relação aos países da UE ou OCDE.

à quantidade que saem voos daqui para Paris e Londres com emigração contínua dos mais jovens...

...podes ter a certeza que os portugueses do país real, lá no fundo, sabem que isto não tem futuro.

lá porque, a partir de 2015, as televisões deixaram de ir para os aeroportos filmar mães de enfermeiras a chorar a partir...basta olhar para os números e ver que a hemorragia continua.

mas podemos sempre focar-nos na excepção

eu quando estava pelo UK e fazia o circuito TAP Heathrow-Lisboa de sexta e domingo à tarde era muito fácil ganhar a ilusão que éramos todos expatriados e emigração qualificada

mas bastava fazer um voo da ryanair para stansted e rapidamente tinhas ali a nova camioneta para França. Só que vai pelo ar para o outro lado do canal. E o farnel ainda vai lá também.

O mesmo para um sem número de ligações da Transavia ou EasyJet para França, nomeadamente cidades como Nantes ou Lyon, onde se continuam a despejar maneis e marias para as obras e as limpezas...tal qual acontecia com os seus pais ou mesmo avós.

De resto, sim, a comunicação social vende um país que não existe. Deixou-se de falar dos problemas reais, há um claro acordo de regime para um ambiente de conversas em família onde há sempre um enquadramento muito explicativo para concluires a sorte que temos em ser governados por quem nos governa porque seria muito pior a alternativa. Repetir esta ideia, subtilmente ou não dita, nas suas milhentas variantes.

onde é que já vimos isto.

eu sei.

no Estado Novo. [:D]
 
Última edição:
à quantidade que saem voos daqui para Paris e Londres com emigração contínua dos mais jovens...

...podes ter a certeza que os portugueses do país real, lá no fundo, sabem que isto não tem futuro.

lá porque, a partir de 2015, as televisões deixaram de ir para os aeroportos filmar mães de enfermeiras a chorar a partir...basta olhar para os números e ver que a hemorragia continua.

mas podemos sempre focar-nos na excepção

eu quando estava pelo UK e fazia o circuito TAP Heathrow-Lisboa de sexta e domingo à tarde era muito fácil ganhar a ilusão que éramos todos expatriados e emigração qualificada

mas bastava fazer um voo da ryanair para stansted e rapidamente tinhas ali a nova camioneta para França. Só que vai pelo ar para o outro lado do canal. E o farnel ainda vai lá também.

O mesmo para um sem número de ligações da Transavia ou EasyJet para França, nomeadamente cidades como Nantes ou Lyon, onde se continuam a despejar maneis e marias para as obras e as limpezas...tal qual acontecia com os seus pais ou mesmo avós.

De resto, sim, a comunicação social vende um país que não existe. Deixou-se de falar dos problemas reais, há um claro acordo de regime para um ambiente de conversas em família onde há sempre um enquadramento muito explicativo para concluires a sorte que temos em ser governados por quem nos governa porque seria muito pior a alternativa. Repetir esta ideia, subtilmente ou não dita, nas suas milhentas variantes.

onde é que já vimos isto.

eu sei.

no Estado Novo. [:D]
É verdade André, quando vou ao Luxemburgo em trabalho fico com essa real percepção, a grab de faixa de emigração continua muito semelhante há da década de 50/60.
Ainda há pouco tempo estava de férias na zona do Douro e toda e qualquer vila é aldeia tinha anúncios de trabalhores indiferenciados para França e vi várias carrinhas a transportar pessoas.

Quando me referi que boa parte da classe média alta que vive nos grandes centros urbanos não tem a mínima noção da realidade do país, é pq eu próprio também não tinha essa noção bem como muitos dos meus contactos.
Só me apercebido quando por razões profissionais comecei a ligar com outras realidades noutras áreas geográficas e foi um choque, não tinha mesmo a noção do quão pobre Portugal é.
Os salários miseráveis, zonas habitacionais horríveis e pobreza infelizmente é a realidade da maioria dos portugueses, é uma realidade constante e que não vai mudar nas próximas gerações enquanto mantivermos o mesmo paradoxo político, económico e social.
Portugal é cada vez um país estagnado sem futuro para os seus cidadãos.
É uma realidade muito triste e devido a incapacidade do povo entender a situação nunca irá mudar.
 
Eu aconselho a irem ver os números da escolaridade dos filhos dos portugueses em França.

É tenebrosa a imobilidade social e de como não conseguiram em números signficativos alterar o seu papel na sociedade francesa face aos seus pais.

Estudam inclusive menos que os árabes e, sobretudo, muito menos que os filhos de emigrantes de outros países do sul da Europa que emigraram massivamente também para lá (Espanha, Itália, Grécia...) nos anos 60 e 70.

Mas claro que aqui só passam as notícias do vereador filho de portugueses da mairie de je-ne-sais-quoi-sur-marne e o quão o emigrante português é valorizado em França.

Temos este discurso tontinho e de ilusão sobre o estado das coisas, onde estamos e o que somos. E, sobretudo, para onde vamos.
 
Eu aconselho a irem ver os números da escolaridade dos filhos dos portugueses em França.

É tenebrosa a imobilidade social e de como não conseguiram em números signficativos alterar o seu papel na sociedade francesa face aos seus pais.

Estudam inclusive menos que os árabes e, sobretudo, muito menos que os filhos de emigrantes de outros países do sul da Europa que emigraram massivamente também para lá (Espanha, Itália, Grécia...) nos anos 60 e 70.

Mas claro que aqui só passam as notícias do vereador filho de portugueses da mairie de je-ne-sais-quoi-sur-marne e o quão o emigrante português é valorizado em França.

Temos este discurso tontinho e de ilusão sobre o estado das coisas, onde estamos e o que somos. E, sobretudo, para onde vamos.

Dizes que os tugas são calões?[:D]
 
A Inês pode arrumar as botas e dedicar-se à pesca.

Já repararam no quão conveniente são boa as notícias do PAN nesta altura? Enquanto a os jornalistas esgravatam no PAN não se lembram do PS.

Quantas centenas de Cortes Reais devem existir no PS?
 
Dizes que os tugas são calões?[:D]

A minha experiência, que vale o que vale: o português emigrante em França tem muito o mindset da separação de classes: há o pobre e o rico. Mesmo que nade em dinheiro, considera-se sempre um pobre desgraçado. Estudar é luxo de rico, pelo que os putos acabam por trabalhar com base na falta de incentivos para estudar por parte dos pais.

Um curso superior, mais coisa menos coisa pode custar uns 40000euros especialmente se for deslocado que é dinheiro que pode usar-se em coisas mais úteis.[:D]
 
A Inês pode arrumar as botas e dedicar-se à pesca.

Já repararam no quão conveniente são boa as notícias do PAN nesta altura? Enquanto a os jornalistas esgravatam no PAN não se lembram do PS.

Quantas centenas de Cortes Reais devem existir no PS?
Eram precisos milhares de jornalistas dado o número de xuxalistas. Mas primeiro estão a acabar os Panama Papers.
 
A minha experiência, que vale o que vale: o português emigrante em França tem muito o mindset da separação de classes: há o pobre e o rico. Mesmo que nade em dinheiro, considera-se sempre um pobre desgraçado. Estudar é luxo de rico, pelo que os putos acabam por trabalhar com base na falta de incentivos para estudar por parte dos pais.

Um curso superior, mais coisa menos coisa pode custar uns 40000euros especialmente se for deslocado que é dinheiro que pode usar-se em coisas mais úteis.[:D]

tal e qual.
 
Eu aconselho a irem ver os números da escolaridade dos filhos dos portugueses em França.

É tenebrosa a imobilidade social e de como não conseguiram em números signficativos alterar o seu papel na sociedade francesa face aos seus pais.

Estudam inclusive menos que os árabes e, sobretudo, muito menos que os filhos de emigrantes de outros países do sul da Europa que emigraram massivamente também para lá (Espanha, Itália, Grécia...) nos anos 60 e 70.

Mas claro que aqui só passam as notícias do vereador filho de portugueses da mairie de je-ne-sais-quoi-sur-marne e o quão o emigrante português é valorizado em França.

Temos este discurso tontinho e de ilusão sobre o estado das coisas, onde estamos e o que somos. E, sobretudo, para onde vamos.

Onde posso consultar esses dados?
A minha experiência pessoal são são apenas 2 tios emigrados no início dos anos 60, 4 classe se tanto, 5 filhos todos licenciados e bem aculturados que já têm descendentes adultos "totalmente" franceses.
 
na sua maioria, os portugueses emigrados em frança, luxemburgo e bastantes na suiça ainda seguem a tipologia da emigração portuguesa dos anos 60 - pobres, pouco qualificados, e que fazem os trabalhos que os nacionais não querem fazer.

além disso, vivem em comunidades fechadas e dificilmente se integram.

na suiça, as coisas estão-se a alterar porque é um país que paga muito bem, e muitos portugueses qualificados estão a ir para lá.

quanto aos restantes países: UK, irlanda, alemanha, holanda, países nórdicos, etc, a maioria dos emigrantes portugueses são bastante qualificados e têm empregos nas suas áreas de formação (não todos, obviamente. Não me venham dizer que têm um sobrinho vesgo que está em UK a trabalhar num hotel).

isto influencia bastante como os portugueses são vistos nesses países. Só em frança, luxemburgo e suiça é que senti essa associação de que o português é burgesso, gandim e trabalha nas obras.
 

Só há uma coisa que talvez seja justa de referência: esmifram-se a trabalhar e ganham bastante dinheiro.

A classe social pode não ser elevada em termos culturais mas tem praticamente todos bons rendimentos completamente impossíveis de obter em pt para mesma profissão.
Fangio, essa estistica andou aqui há uns anos.
 
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