Numa situação de pleno emprego os resultados do partido do governo não sao nada os esperados, o normal seria ganhar, perder (mesmo que por pouco) é uma anormalidade.
veja-se aliás as sondagens pré campanha, quando as eleições foram marcadas a expectativa era que o PS ganhasse, já estamos a esquecer este facto. So no último mês timidamente começou a aparecer a AD à frente e sempre dentro ou próximo das margens de erro.
Há muito eleitorado fixo no PS sobretudo reformados, funcionalismo público, pessoal de rendimentos baixos . Fixo e contente, satisfeitos. Livros à borla, passes, promessas de subsídios disto e aquilo. Aumento do SMN.
Depois há todos os outros. O país que está mal são os jovens e a classe média. E depois há os que estão a encarar uma mudança social / étnica nos seus bairros nos subúrbios de a Lisboa particularmente e/ou nas áreas agrícolas mais despovoadas. Ou no mercado laboral sazonal do Algarve
ha que perceber a mudança tectonica que o Chega representa.
há que perceber que AD + IL representam um pouco acima dos 2 milhões de votos que é historicamente um resultado normal para o centro direita.
o país não mudou assim tanto
o erro dos comentadores e dos opinion makers é vender a novela que o chega é extrema direita.
onde o chega cresceu foi à Esquerda com transferência de voto directa não só do PCP como, sobretudo pelos números de ontem, do PS.
como partido e movimento social ultrapassa em muito a dicotomia classica da esquerda/ direita.
e enquanto não se perceber isso, vai continuar a causar “surpresas”.
eu aconselho a irem ler o programa do Chega.
É socialismo às colheradas numa estratégia não muito diferente do habitual da esquerda/centro esquerda em portugal: prometer tudo a todos e não se preocuparem de onde vem o dinheiro.
isto para o eleitor médio português é HIPER atractivo e vai muito além de voto de protesto.
Enquanto não se perceber que pela primeira vez há um partido que quebra o monopólio populista que era da esquerda tradicional em Portugal…vão continuar a ficar surpreendidos com o novo tabuleiro.
isto é para ficar.
nao vai desiinsuflar. Não é um epifenomeno.
o que há a decidir para a frente é quem vai representar o centro/centrão, PS ou PSD. Porque um deles vai definhar, só 1 bloco poderá contrapor-se ao Chega que vai comer todo o voto do eleitor migalha.
que dada a pobreza da economia e sociedade portuguesa que o PS muito promoveu nos últimos 30 anos…é cada vez maioritarioz
Sociedade envelhecida e qssistencializada por subsídios e apoios, sem oportunidades para jovens, com imigração para os trabalhos que os nacionais não estão para fazer.
montenegro, Pedro Nuno ou até André são irrelevantes, o movimento social desta mudança é o produto do caminho que temos percorrido ao longo de muito tempo. O caminho da pobreza e da cauda da Europa. É lidar. Nada parará a tendência.
sobretudo se continuarem a achar que o chega é um partido de extrema direita. É populista. Irrelevante se esquerda ou direita.