Eu diria exactamente o contrário, a IL explica muito bem o que quer, mas infelizmente é ainda uma longa jornada.Não havendo populismo e sendo a mensagem algo complexa, têm ainda muito espaço para melhorar. É certo.
Mas se fores ver os programas da IL, está lá tudo detalhado.
"tipo" assim :
•
Reduzir a carga fiscal sobre os profissionais liberais e os trabalhadores independentes
• Taxa única de IRC de 12% para as empresas, excepto para as grandes multinacionais que será de 15% de acordo com o exigido pela lei europeia
• C
riar uma task force de eliminação de burocracias desnecessárias em diálogo com cidadãos e empresas
• Criar Zonas Económicas Especiais (ZEE) de baixa fiscalidade
no interior do país para atrair investimento direto estrangeiro e promover a criação de hubs empresariais
•
Reverter as normas do pacote Mais Habitação relativas ao Alojamento Local, eliminar a redução do coeficiente fiscal
•
Eliminar várias taxas e contribuições extraordinárias como o adicional ao IMI (AIMI) e o imposto do selo sobre transações já taxadas
•
Eliminar gradualmente o Imposto Único de Circulação (IUC)
• Implementar o Plano Ferroviário da Iniciativa Liberal para que nenhuma capital de distrito esteja a mais de 2 horas de distância de Porto ou Lisboa
• Executar o projeto
TGV: linha ferroviária de alta velocidade Lisboa-Porto
• Maior
concorrência do serviço ferroviário atualmente prestado pela CP e reforma do governo do setor ferroviário
• Potenciar o transporte ferroviário de mercadorias e reduzir a taxa de uso ferroviária para todos os tipos de tráfego
• Apostar no aumento da c
apilaridade, frequência e intermodalidade das redes de metropolitano e metro de superfície nas regiões metropolitanas de Lisboa e Porto, apostar nos metros de superfície em cidades de média a grande dimensão e promover os sistema de Metrobus/BRT em cidades de média dimensão
•
Liberalizar o mercado de transporte fluvial no Tejo, privatizando a Transtejo/Soflusa e abrindo novas rotas de navegação a outros operadores
•
Unificar os regimes do táxi e do TVDE para que o plano de concorrência seja o mais justo possível
• Permitir a instalação de postos de carregamento com venda direta de energia pelos OPC, sem a obrigação de conexão à rede Mobi.e.
• Instalar de sistemas de bicicletas partilhadas e de parqueamentos públicos de bicicletas nas interfaces dos transportes públicos
•
Alargar os direitos de parentalidade e acesso a creches a profissionais liberais e trabalhadores independentes
•
Alargar a isenção sobre rendimentos a trabalhadores-estudantes independentes
• Dar liberdade de escolha ao trabalhador no recebimento dos subsídios de Férias e de Natal: ou em dois momentos, como hoje, ou mensalmente
• Evoluir para um regime de flexisegurança como em muitos países europeus mais desenvolvidos: as saídas e as entradas no emprego s
ão mais flexíveis, mas o apoio e segurança na procura de emprego é maior
• Remeter mais condições contratuais para a contratação coletiva e negociação individual
•
Restabelecer mecanismos de flexibilidade no horário
• Um n
ovo modelo para a Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS)
• Evoluir para um
modelo setorial de negociação de salário mínimo em vez de uma imposição estatal igual para todas as atividades
•
Caminhar para uniformização das relações de emprego públicas e privadas, acabando com as atuais discriminações
• Fazer a imigração depender de prova de meios de subsistência, assegurados pelo imigrante ou pela empresa, garantido dignidade na entrada no país
acho que as 166 páginas deixam no ar ideias muito vagas, que (tendencialmente) "todos tendemos" a concordar ... mas sem explicar como se faz, quem controla, quanto se espera ganhar, onde se vai buscar X para dar Y, em que países esta medida teve impacto de X, etc
"fazem" o mesmo tipo de discurso do ps/psd/etc quando podiam fazer muito melhor