Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

Sabes que há milhares de pessoas que trabalham para o estado que não têm nada garantido (muitos até mesmo a recibos verdes) e que benesses de saúde muito menos, certo?
Exactamente!

Desculpas. O que não falta no privado é trabalho. Mas a diferença está aí mesmo, é que na função publica há emprego, enquanto que no privado há trabalho. [:p]
Acreditas mesmo no que acabaste de dizer? É que não parece nada... [:p]

Conta-me histórias. [:D] Ainda no outro dia fui a uma repartição de finanças tratar de uns assuntos e nos longos minutos em que lá estive pude observar coisas curiosas, como por exemplo, o funcionário que, de 5 em 5 minutos, mandava mensagens no telemóvel, o funcionário que foi à rua fumar 2 vezes em menos de meia-hora, o funcionário que ficava perdido a olhar para o relógio de parede e o funcionário que estava muito ocupado a ler a NovaGente. Se isto acontecesse uma vez que fosse numa empresa privada, já estavam todos na rua despedidos por justa causa. [;)]
Quantos exemplos de serviço irresponsável e incompetente queres no sector privado? Dez? Cem? Mil?...

Vê lá bem qual o é tema central. [;)]

A questão deste tópico não é mais um motivo para atirar pedras aos funcionários públicos, nem aos privados. A questão central é a fundamentação política para o estado do país e as medidas que são tomadas com essa justificação!

Este tema não tem como intuito "ressuscitar" qualquer guerra público versus privado.

Leiam bem!

Este tópico tem a ver com as justificações dadas para os problemas do país e para as medidas tomadas como "necessárias" face a essa "JUSTIFICAÇÃO"...

Agora, temos é de analisar a questão sem "paixões", "ódios" ou outras "motivações" para não irmos ao fundo desta questão, que, como é por demais evidente, nos afecta a todos...

É que todos, publico e privado, estamos no mesmo barco!... [;)]
 
Falso, como é óbvio.

Se tu o dizes, ainda o mês passado a minha empresa precisou de contratar umas quantas dezenas de pessoas para um projecto, e não conseguiram preencher nem metade das vagas.... e não pagam mal, simplesmente querem pessoas competentes e trabalhadoras...
 
Só é pena que o barco de uns afunde mais depressa do que o barco de outros. Dá a sensação que, afinal, não estamos todos no mesmo barco. [:p]
 
Sim porque os 11% de desemprego vem tudo da função publica.

point quais foram os requisitos da tua empresa? Canudo do que? Quantos em Portugal o têm? Isso não é assim tão linear.
 
Last edited:
Desculpas. O que não falta no privado é trabalho. Mas a diferença está aí mesmo, é que na função publica há emprego, enquanto que no privado há trabalho. [:p]
Anda trabalhar para a função pública, então. [:p]

Qual foi a repartição de finanças onde foste?
 
Se tu o dizes, ainda o mês passado a minha empresa precisou de contratar umas quantas dezenas de pessoas para um projecto, e não conseguiram preencher nem metade das vagas.... e não pagam mal, simplesmente querem pessoas competentes e trabalhadoras...
Esse argumento é, claro, bastante válido!

Mas, como é evidente, não conhecemos as nuances contratuais para as ajuizarmos devidamente e verificarmos se se tratava de uma boa oferta de trabalho, ou de, como é actual e infelizmente demasiado frequente, mais uma "gigajoga" contratual para obter muito trabalho em troca de muito pouca retribuição!

Mas, fica a tua análise da questão! [;)]
 
Só é pena que o barco de uns afunde mais depressa do que o barco de outros. Dá a sensação que, afinal, não estamos todos no mesmo barco. [:p]
Daí que as pessoas "embarquem" em guerras do tipo "o mal dos outros para mim é mel" e esquecerem-se de que o país é o mesmo para todos nós... [:p]
 
Eu só gostava de saber onde se ganha 400€/mês na folha de ordenado (o ordenado mínimo é de 450€) e ainda se ganha 1200€ + 300€ + carro.

Porque mandava já o currículo para lá.

Como é óbvio, isso foi escrito por um FP.
Acredito que exista muita gente a ganhar por baixo da mesa.
Mas não acredito nem um pouco que um empregado de 400€ ganhe isso.
Acrescentava, nunca conheci nenhum FP, mesmo no tempo das vacas gordas, a deixar o estado para ir para os privados.
Mas vejo muita gente "mortinha" por entrar nos quadros públicos.
Não conheço ninguém que tenha um curso superior, que tenha entrado para o estado por causa do curso superior e que ganhe pouco mais que o ordenado mínimo.
O sector público cumpre muito mais os horários de trabalho definidos que a grande maioria dos privados (que se trabalha mais horas)

A ADSE é uma mais valia... que não se paga a si própria (contribuinte paga).

Pegando nos professores, desafio a quem assina, que deixe o estado e vá para o privado.
Claro, atira a pedra e esconde-se!!!!!
Porque a verdade é que não é difícil haver professores no público a ganhar cerca do dobro dos colegas dos privados.:sh)
 
Nunca ouviste falar em Enfermeiros?

Conheço bastantes que deixaram o público para ir para o privado. E bem no tempo das vacas gordas.
 
Nunca ouviste falar em Enfermeiros?

Conheço bastantes que deixaram o público para ir para o privado. E bem no tempo das vacas gordas.


Conheço bastantes que no tempo das vacas gordas (que por acaso tinha falta de enfermeiros) ficaram nos 2 sítios, um trabalho no privado e outro no público... cumulativamente.
Hoje, ao nível dos enfermeiros, já não tem nada a haver...
 
Eu só gostava de saber onde se ganha 400€/mês na folha de ordenado (o ordenado mínimo é de 450€) e ainda se ganha 1200€ + 300€ + carro.

Porque mandava já o currículo para lá.

Como é óbvio, isso foi escrito por um FP.
Acredito que exista muita gente a ganhar por baixo da mesa.
Mas não acredito nem um pouco que um empregado de 400€ ganhe isso.
Acrescentava, nunca conheci nenhum FP, mesmo no tempo das vacas gordas, a deixar o estado para ir para os privados.
Mas vejo muita gente "mortinha" por entrar nos quadros públicos.
Não conheço ninguém que tenha um curso superior, que tenha entrado para o estado por causa do curso superior e que ganhe pouco mais que o ordenado mínimo.
O sector público cumpre muito mais os horários de trabalho definidos que a grande maioria dos privados (que se trabalha mais horas)

A ADSE é uma mais valia... que não se paga a si própria (contribuinte paga).

Pegando nos professores, desafio a quem assina, que deixe o estado e vá para o privado.
Claro, atira a pedra e esconde-se!!!!!
Porque a verdade é que não é difícil haver professores no público a ganhar cerca do dobro dos colegas dos privados.:sh)

Só podes estar a brincar! Não conheces ninguém que tenha entrado para o estado já com o curso superior e ganhe mais que o ordenado minimo? Podias explicar? É que não percebi.

Por mais que me digam que não, e é claro que há um número infindavel de cargos públicos, para mim de facto a única vantagem da função pública em certos locais é de facto o horário.
Conheço uma pessoa "honesta" que é funcionária pública num serviço numa cidade periférica da Capital que diz sempre que ganha mal mas não é mal pago.
 
Só podes estar a brincar! Não conheces ninguém que tenha entrado para o estado já com o curso superior e ganhe mais que o ordenado minimo? Podias explicar? É que não percebi.

Por mais que me digam que não, e é claro que há um número infindavel de cargos públicos, para mim de facto a única vantagem da função pública em certos locais é de facto o horário.
Conheço uma pessoa "honesta" que é funcionária pública num serviço numa cidade periférica da Capital que diz sempre que ganha mal mas não é mal pago.

Percebeste mal.
Eu disse que se tens o curso X e te candidatas a um lugar no sector público que requer o curso X, não ganhas pouco mais que o ordenado mínimo.
Agora se tens o curso Y mas não consegues arranjar emprego e candidatas-te a um emprego que requer Z (sem qualificações), o curso não te vale de muito.
 
E eu não disse nada...

E eu não disse nada...

O ataque político dirigido aos trabalhadores em geral e, em particular, aos funcionários públicos, realiza-se no melhor estilo dos apóstatas do marxismo-leninismo. A estratégia é simples: a função pública é uma casta que usufrui de privilégios exorbitantes, o mais imoral dos quais é a repercussão política (lato sensu) das suas greves, afectando não apenas a entidade patronal como também e principalmente a «população em geral».

A propósito do "estatuto privilegiado" dos funcionários públicos, o poder instituído e auto-perpetuador (establishment, no sentido literal da palavra) tenta conseguir o seu propósito de anatematizar e culpabilizar, com finalidades políticas bem precisas, os sector e classe socioprofissionais visados;

1. a apresentação de um elenco de direitos laborais básicos como privilégios, ao invés de os considerar como uma aquisição civilizacional extensível a todo o universo laboral, visa dois objectivos políticos bem claros:
1.1. virar os diferentes sectores socioprofissionais uns contra os outros - dividir para reinar;
1.2. nivelar por baixo os direitos laborais, deslegitimando, por antecipação, acções reivindicativas futuras;
1.3. preparar o sector privado para, a prazo, aceitar como inevitáveis novas reduções dos seus já magros direitos, o que será justificável por via dos incontornáveis ajustamentos impostos pela concorrência do mercado global e pela evocação do que, então, será apresentado como exemplo - a abnegação patriótica do sector público;

2. este matraquear político que procura fazer-nos acreditar na inelutável necessidade de reduzir os direitos laborais dos funcionários públicos como forma de providenciar à «disciplina das finanças públicas» corresponde, na verdade, a uma estratégia política neoliberal nem inédita, nem recente (em alguns países europeus, remonta, pelo menos aos anos oitenta), a qual recebeu um impulso decisivo com o desmoronamento da URSS e com a volatilização do mito comunista.

Ora, este acontecimento ponderoso produziu, para além de um refreamento óbvio do ímpeto reivindicativo dos trabalhadores, um efeito traumático devastador para aqueles que, não tendo querido ou sido capazes de fazer um "aggiornamento" atempado das suas convicções e prática políticas, sofreram um verdadeiro colapso psico-ideológico que os deixou incapazes de participar na elaboração de um novo pensamento crítico; assim, o actual posicionamento político dos apóstatas extemporâneos do comunismo corresponde a uma simples mutação do conteúdo da sua crença - uma transferência do objecto da crença -, permanecendo intangível a formatação cognitiva e práxica do seu espírito, em particular no que respeita aos esquemas de categorização sociopolítica, que permanecem inalteráveis na sua estrutura profunda - à oposição 'pequeno-burguês' / 'povo' substitui-se a oposição 'funcionários públicos' / 'população em geral'.

É verdade que abriu a época da caça aos funcionários públicos.
Mas, saibamos identificar, desde já, as suas origens e intenções profundas.
Porque os detentores do poder e do dinheiro, já o fizeram ( e com pontaria certeira) há muito!

Primeiro vieram buscar os comunistas, e eu não disse nada porque não era comunista.
Depois vieram pelos judeus, e eu não disse nada porque não era judeu.
Depois vieram pelos sindicalistas, e eu não disse nada porque não era sindicalista.
Depois vieram pelos católicos, e eu não disse nada porque era protestante.
Depois vieram por mim e, nessa altura, já não havia ninguém para erguer a voz.
 
Dizes tu... a minha mulher que é Enfermeira conhece outra realidade.


Pois, então neste momento ou está vinculada no sector privado com as regalias do tempo das vacas gordas ou então estaria a suplicar para entrar para o público.

Porque em boa parte do país, enfermagem anda pela hora da morte.
 
Bom, eu que sou filho de uma professora e de um alto quadro dá função pública, tenho observado nos últimos anos as barbaridades que se dizem de fora...e às que se fazem por dentro...e a única conclusão a que consigo chegar é que ninguém tem razão.

Na minha experiência pessoal, comparando a minha família com a de outros familiares e amigos com empresas privadas (patrões, inclusive), reparo que enquanto que sobre o meu agregado familiar a fiscalização financeira era apertada (e muito...) outros tinham, por exemplo, a empresa familiar em nome do filho mais velho...compravam o carro da esposa em nome da empresa, etc etc...

A propaganda do Sócrates contra o sector público também não ajuda...
 
Conheço quem tem só o 9º ano de escolaridade e esteja em regime de efectividade na função publica a ganhar mais de 800 euros liquidos. Onde é que, hoje em dia, no privado, se ganha assim com tão poucos estudos? [:p]
 
Pé leve, eu até te tenho em grande conta, e não quero que leves isto a mal, mas teres aberto este tópico, só faz com que as pessoas fiquem umas contra as outras e sem razão nenhuma.

Há coisas más e boas em qualquer um dos lados.


Fazer um Público Versus Privado, acho que é um erro.
Não se vai aprender nada, nem concluir nada neste tópico, a não ser partir de generalizações e fazer acusações desnecessárias.
 
O ataque político dirigido aos trabalhadores em geral e, em particular, aos funcionários públicos, realiza-se no melhor estilo dos apóstatas do marxismo-leninismo. A estratégia é simples: a função pública é uma casta que usufrui de privilégios exorbitantes, o mais imoral dos quais é a repercussão política (lato sensu) das suas greves, afectando não apenas a entidade patronal como também e principalmente a «população em geral».

A propósito do "estatuto privilegiado" dos funcionários públicos, o poder instituído e auto-perpetuador (establishment, no sentido literal da palavra) tenta conseguir o seu propósito de anatematizar e culpabilizar, com finalidades políticas bem precisas, os sector e classe socioprofissionais visados;

1. a apresentação de um elenco de direitos laborais básicos como privilégios, ao invés de os considerar como uma aquisição civilizacional extensível a todo o universo laboral, visa dois objectivos políticos bem claros:
1.1. virar os diferentes sectores socioprofissionais uns contra os outros - dividir para reinar;
1.2. nivelar por baixo os direitos laborais, deslegitimando, por antecipação, acções reivindicativas futuras;
1.3. preparar o sector privado para, a prazo, aceitar como inevitáveis novas reduções dos seus já magros direitos, o que será justificável por via dos incontornáveis ajustamentos impostos pela concorrência do mercado global e pela evocação do que, então, será apresentado como exemplo - a abnegação patriótica do sector público;

2. este matraquear político que procura fazer-nos acreditar na inelutável necessidade de reduzir os direitos laborais dos funcionários públicos como forma de providenciar à «disciplina das finanças públicas» corresponde, na verdade, a uma estratégia política neoliberal nem inédita, nem recente (em alguns países europeus, remonta, pelo menos aos anos oitenta), a qual recebeu um impulso decisivo com o desmoronamento da URSS e com a volatilização do mito comunista.

Ora, este acontecimento ponderoso produziu, para além de um refreamento óbvio do ímpeto reivindicativo dos trabalhadores, um efeito traumático devastador para aqueles que, não tendo querido ou sido capazes de fazer um "aggiornamento" atempado das suas convicções e prática políticas, sofreram um verdadeiro colapso psico-ideológico que os deixou incapazes de participar na elaboração de um novo pensamento crítico; assim, o actual posicionamento político dos apóstatas extemporâneos do comunismo corresponde a uma simples mutação do conteúdo da sua crença - uma transferência do objecto da crença -, permanecendo intangível a formatação cognitiva e práxica do seu espírito, em particular no que respeita aos esquemas de categorização sociopolítica, que permanecem inalteráveis na sua estrutura profunda - à oposição 'pequeno-burguês' / 'povo' substitui-se a oposição 'funcionários públicos' / 'população em geral'.

É verdade que abriu a época da caça aos funcionários públicos.
Mas, saibamos identificar, desde já, as suas origens e intenções profundas.
Porque os detentores do poder e do dinheiro, já o fizeram ( e com pontaria certeira) há muito!

Primeiro vieram buscar os comunistas, e eu não disse nada porque não era comunista.
Depois vieram pelos judeus, e eu não disse nada porque não era judeu.
Depois vieram pelos sindicalistas, e eu não disse nada porque não era sindicalista.
Depois vieram pelos católicos, e eu não disse nada porque era protestante.
Depois vieram por mim e, nessa altura, já não havia ninguém para erguer a voz.
É este raciocínio que tem falhado, que tem faltado neste país, pelo qual te parabenizo. [;)]

E é pela respectiva falta, pela consequente falta de consciência social, que as coisas estão como estão e tendem a piorar... [s)]
 
Não sei se comece a rir ou a chorar com este texto... Nada tendencioso... Não fosse escrito por FP e postado por um colega :rolleyes:

Venha lá o emprego a descontar o ordenado mínimo + 1200 + 300 + carro de alta cilindrada!! Casos assim existem aos magotes!
 
Back
Top