Crise !? Satus !? Mais Olhos que Barriga???

Viver às prestações

Viver às prestações

Um artigo actual sobre esta temática.

Arquivo: Edição de 24-10-2007
SECÇÃO: Sociedade

Famílias endividadas à custa dos créditos
Viver às prestações

Bancos e instituições financeiras facilitam a vida. Difícil é depois conseguir pagar quando os juros não param de aumentar
São vários tipos de créditos consoante as necessidades de cada um. Da compra de habitação ao planeamento da reforma, dos estudos dos filhos ao casamento...o leque é diversificado, assim como as taxas de juro.
O “Matosinhos Hoje” fez uma pesquisa num dos maiores bancos portugueses para saber os tipos de crédito que são oferecidos.
Encontramos o crédito de habitação para quem quer comprar ou trocar de casa e crédito para jovens. Mas há mais: seguro de paredes e recheio, obras, aquecimento central e ar condicionado.
Ter aquele automóvel de sonho também parece fácil. O crédito pessoal automóvel financia a compra da viatura (nova ou usada) a 100%, até ao montante necessário e com prazo até 60 meses.
Para quem quer entrar na Universidade, o banco financia o curso e paga as despesas de formação e material informático (computador).
Para quem está a planear casar, é preciso pensar nas despesas com a boda e com lua-de-mel. Nestas situações, o banco paga tudo a quem está prestes a iniciar uma nova vida.
Se está a pensar abrir o seu próprio negócio, saiba que há facilidades de crédito para a constituição da empresa e financiamento em equipamentos ou imóveis como escritórios, lojas ou armazéns.
A pensar no futuro dos filhos, existem créditos específicos, destinados a financiar as despesas com o curso superior, especializações, pós-graduações, mestrados, doutoramentos, em Portugal ou no estrangeiro. Inclui a aqui*sição de computadores, material in*formático ou outro equipamento de apoio à formação.
A saúde também não foi esquecida. Quem não quiser ficar em lista de espera nos hospitais públicos do Serviço Nacional de Saúde, pode sempre recorrer ao crédito para pagar as despesas nos Hospitais Privados de Portugal.
Se está na idade de planear a reforma, saiba que existem os Planos de Poupança Reforma e Fundos de Pensões que, na sua maioria, incluem seguros de saúde (cuidados de saúde e internamento) e apoio ao domicílio (enfermeiros, fisioterapeutas).

Habitação lidera lista de créditos
Dados do Banco de Portugal mostram que, em Julho desde ano, o total de crédito concedido pelos bancos a particulares atingiu os 121 413 milhões de euros, um aumento de 7,7% em relação a 2006.
A compra de casa continua a ser o principal motivo de quem pede dinheiro emprestado. O Banco de Portugal revela que a compra de habitação representa 79,8% do total dos créditos, ou seja, 96 800 milhões de euros.
Segundo o último relatório do Observatório do Endividamento dos Consumidores (Março de 2006), “o desemprego é o maior motivo de endividamento - 41,1%”.
Desde 2000 que todas as delegações da DECO- Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores- contam com um Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS).
A nível nacional, desde o início do ano até 31 de Agosto, a DECO já recebeu 861 pedidos de ajuda, enquanto que em 2006 registaram-se 905, o que corresponde a um aumento na ordem dos 63%.
A delegação do norte recebeu até 30 de Setembro 413 casos de sobreendividamento. Já em 2006, o total fixou-se nos 272 pedidos de apoio.
“Queremos que as pessoas nos procurem antes de recorrerem ao crédito, mas o que acontece é que a maioria das pessoas só nos contactam já quando estão com muitas dificuldades em cumprir”, revela Carla Varela, responsável pelo GAS no Porto.
À DECO chega todo o tipo de situações: “antigamente havia um sentimento de vergonha, uma conotação negativa associada a esta situação de incumprimento. Hoje em dia é mais vulgar o multi-endividamento: crédito habitação, automóvel, cartão de crédito, electrodomésticos, mobiliário”.
Segundo Carla Varela, “o crédito à habitação por si só não gera o sobreendividamento. Se houver uma boa gestão do orçamento familiar, isso não acontece. Agora, há pessoas que recorrem depois aos créditos fáceis para pagar outros créditos. Cria-se o chamado efeito bola-de-neve”.

Quem procura a DECO
“Normalmente, os sobreendividados são pessoas entre os 30 e os 40 anos. Com o ensino secundário. Exerce uma profissão, ainda que possa ter ficado depois desempregado. O vencimento oscila entre os mil e os 1500 euros. É casado e tem filhos”, esclarece.
O desemprego, a doença e o divórcio estão normalmente na origem do incumprimento de créditos.

Multiendividamento
João Santos é um desses casos. Vive em Matosinhos, tem 38 anos, é divorciado, pai de duas filhas e está desempregado desde Março.
Foi durante 12 anos vendedor de produtos para equipamentos e consumíveis de produção de leite. Actualmente está a tentar constituir a sua própria empresa dentro do mesmo ramo de actividade.
Esteve casado durante sete anos. As dívidas começaram a acumular-se no casamento, assim como as discussões em casa.
Cartões de crédito, cartão para as compras, casa, carro, computador portátil, televisão, mobília e câmara de filmar foram adquiridos graças ao crédito.
O recurso à “Cofidis” para pagar os outros créditos foi “a gota de água”. Recorrer a créditos para pagar outros créditos tornou-se num ciclo vicioso. O ambiente em casa ficou pesado. João Santos passou inclusive por uma situação de esgotamento.
“Chegamos a uma altura que o ordenado ia todo para pagar os créditos. Eu nunca tive um cartão de crédito, mas a minha ex-mulher sim. Ela tinha um bom emprego, mas o dinheiro desaparecia. Ela comprava roupa atrás de roupa. Eu só sabia quando as cartas registadas chegavam a casa. Houve uma altura em que não tinha dinheiro para pagar a luz”, conta João Santos.
Viver sob a constante pressão dos credores tornou a situação “incontrolável”. As frequentes discussões e a incompatibilidade de feitios acabaram por resultar no divórcio.
“A minha situação pessoal melhorou. Recuperar foi muito doloroso. Com um ordenado, não podia sustentar a casa sozinho. Entrei em acordo com os credores, com o apoio da DECO. Ao fim de quatro anos de divórcio, ainda estou a pagar créditos. Estão quase todos pagos. Falta a Cofidis e falta-me ainda renegociar com um dos bancos. Os meus pais é que me puseram a mão. Sem eles, hoje não tinha nada. Não passei fome por causa deles”, salienta.
O desempenho profissional ressentiu-se com todos os problemas familiares e financeiros: “as vendas baixaram. O ordenado baixou”.
Hoje em dia pouco sobra, depois de pagar os créditos todos os meses. O desemprego também não ajudou.
“Não quero dever mais nada a ninguém. Não tenho cartão de crédito. Tenho dinheiro, compro. Não tenho, não compro. Foi uma lição muito cara que aprendi. Estou a pagar por isso”.
João Santos deixa o conselho a quem estiver a pensar recorrer ao crédito: “Cartão de crédito nunca! Mais vale pedir a um amigo ou a um familiar, mas cumprir”.

Desemprego
Maria Emília Santos tem 41 anos e vive em Matosinhos. É solteira e tem uma filha de três anos. Ficou desempregada quan*do a filha nasceu, apesar de trabalhar há 15 anos: “a entidade patronal não conseguiu conciliar a minha actividade profissional com a minha actividade enquanto mãe”.
Na altura estava a pagar a prestação da casa, num empréstimo concedido pelo Deutsche Bank. “Quando estava a trabalhar, dava para pagar. Quando fiquei desempregada, metade do fundo de desemprego ia para a prestação”, conta.
Quando acabou o fundo de desemprego, Maria Emília tentou renegociar com o banco as condições de pagamento do crédito: “O banco disse que enquanto não houvesse incumprimento da minha parte, não podia fazer nada. Isto é, eu tinha que falhar primeiro para o banco renegociar a descida da taxa de juro”.
Maria Emília dirigiu-se, então, à DECO e, como solução, propôs ao banco “dar o apartamento em contrapartida da dívida”. O banco não aceitou, uma vez que o imóvel está em processo de venda. “Agora estou à espera que o apartamento seja vendido para depois liquidar a dívida. Até lá, continuo sem pagar e estou ainda a tentar renegociar a descida das taxas de juro”, revela.
Esta foi uma grande lição que Maria Emília aprendeu. Há dois anos abriu um gabinete de estudos no Porto e confessa que nunca mais quer comprar casa: “prefiro alugar. Afinal a casa nunca é nossa. Só ao fim de 40 anos é que acabamos de a pagar”.

Pedidos de crédito
A Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) representa 31 empresas, das quais 25 instituições de crédito especializadas no financiamento ao consumo (Cetelem, Cofidis, Banif Crédito, Banco Mais, BBVA, BPN Crédito, CrediAgora, entre outras).
No primeiro trimestre de 2007 as associadas da ASFAC concederam mais 1,7% de crédito do que no mesmo período do ano anterior. Este valor é inferior ao da inflação que se cifrou nos 2,3%. No total, durante o primeiro trimestre, foram concedidos 1.387 milhões de euros, menos 14,9% do que no trimestre anterior.
António Menezes Rodrigues, presidente da ASFAC, referiu que ainda não dispõe dos dados relativos ao segundo semestre, mas que serão divulgados brevemen*te. Contudo, adianta que “a evolução do segundo semestre se manteve dentro dos valores esperados, na casa dos 7%, no que se refere ao total dos montantes de crédito concedidos, por comparação com o trimestre homólogo de 2006”. De acordo com António Menezes Rodrigues, neste último trimestre registou-se “um ligeiro decréscimo do número de contratos celebrados e um aumento importante do crédito a fornecedores, destinado a empresas”.
O presidente da ASFAC chama, no entanto, a atenção para a descida dos dados do incumprimento, citando dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal: “verifica-se um decréscimo dos valores de cobrança duvidosa em 0,4 pontos percentuais, de 4,6% para 4,2% (valores referentes a Maio)”.
António Menezes Rodrigues justifica esta descida com “uma análise de risco eficaz” e uma “crescente consciencialização dos portugueses quanto à dimensão dos encargos financeiros que podem suportar”.
“O endividamento para compra de habitação tem um peso de 80% no total do endividamento dos particulares. De facto, com a descida das taxas de juro e um mercado de arrendamento pouco desenvolvido, muitas famílias recorreram ao crédito, nos últimos anos, para a compra de habitação”, afirma.
O presidente da ASFAC admite, contudo, que existem “casos excepcionais de famílias que entram em situação de sobreendividamento, os quais representam uma percentagem felizmente muítissimo reduzida do total de contratos de crédito celebrados em Portugal. As causas destes casos de sobreendividamento foram o aumento do desemprego e casos de divórcio ou separação. Não tiveram que ver com má utilização do crédito, apenas com a ocorrência de alguns dos imponderáveis da vida”.
O “Matosinhos Hoje” procurou ouvir ainda sobre esta matéria João Salgueiro, presidente da Associação Portuguesa de Bancos, mas até à hora do fecho da edição não foi possível.

Recomendações da DECO
A DECO aconselha as famílias portuguesas a prevenirem eventuais situações de sobreendividamento:
1) Antes de recorrer ao crédito, deve fazer várias simulações e ver qual é a TAEG (Taxa Anual Efectiva Global) mais baixa. Comparar e avaliar todas as condições.
2) No crédito por telefone, o consumidor tem que ter em conta que o “facilitismo” paga-se. As taxas de juro para estes créditos rondam normalmente os 30%.
3) Elaborar um orçamento familiar. Discriminar rendimentos e despesas. Saber onde é gasto o dinheiro e distinguir o supérfluo do essencial. O orçamento permite saber se tem ou não capacidade para ter aquele encargo.
4) O somatório das prestações dos créditos nunca deve ser superior a 40% do orçamento familiar mensal.
5) Poupar não é só pôr algum dinheiro de lado. Passa por escolher as melhores opções. É o primeiro meio para não cair em situações de endividamento. É aconselhável poupar entre cinco a seis rendimentos mensais.
6) Contactar os credores e tentar renegociar os créditos.
7) Ler sempre muito bem os contratos. Não assinar nada que não perceba. Procurar ajuda.
8) Ter em atenção os seguros de protecção ao crédito para cobrir situações de doença ou desemprego.
Para mais informações, poderá contar o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado, no Porto, na Rua da Torrinha, nº 228-H-5º. Tel. 223 391 960.
E-mail: deco.norte@deco.pt

Por: Dulce Salvador
 
Casas bons investimentos, deixem-se disso. Então andam os constructores à rasca para venderem apartamentos (às vezes com reduções de preços que andam no limiar do prejuízo, ou mesmo com prejuízo) e vocês acham que nesta altura de crise é bom investimento uma casa; só se for em sítios específicos (por exemplo perto de uma faculdade). nâo se esqueçam que quando compram uma casa têm de contar com a carga fiscal e outras que elas acarretam anualmente.

cumps
 
Casas bons investimentos, deixem-se disso. Então andam os constructores à rasca para venderem apartamentos (às vezes com reduções de preços que andam no limiar do prejuízo, ou mesmo com prejuízo) e vocês acham que nesta altura de crise é bom investimento uma casa; só se for em sítios específicos (por exemplo perto de uma faculdade). nâo se esqueçam que quando compram uma casa têm de contar com a carga fiscal e outras que elas acarretam anualmente.

cumps

Nesta altura é bom comprar casa pois estao mais baratas...sobre o excesso de oferta é relativo...os bons locais sao facilmente vendidos os maus locais nao se vendem...a menos que seja em saldo[;)]
 
Muita ciganice no mercado imobiliario aliado à facilidade de obter emprestimos na banca faz muita gente atirar-se de cabeça para piscinas vazias!

Agora não censuro ninguem... porra.. uma casa é o bem mais essencial que alguma vez se vai adquirir, é natural que se queira esticar a corda ao máximo. Agora os preços que andam ai a pedir por casas usadas e casa novas não dão com nada. Os orçamentos para construção de casas novas, para particulares, são feitos para fazer o pessoal vender os terrenos para a "máfia" poder fazer mais uns euros... enfim. Especulação imobiliária em Portugal? Nãooooooooo, as casas não se vendem, mas os preços sobem à mesma, mercado mais manhoso.
 
Por outro lado tb não se pode alugar uma casa a ninguem pq o inquilino nem sempre paga a horas ou vai destruindo a casa aos poucos.
Isto é uma terra sem lei...

Quando li isto tive que confirmar se foi mesmo escrito por ti, parecia mais uma frase dum proprietário capitalista explorador [;)]


Esta situação actual já era previsivel, e temo que seja apenas a ponta do Iceberg.

Um dos grandes factores que contribuiram para esta situação foi o mercado de arrendamento. Noutros países jovens em inicio de vida adulta alugam casas, primeiro pequenas depois maiores, isto se a vida correr bem. Se ocorrerem azares de percurso, muda-se da casa mais cara para uma mais barata rapidamente e sem grandes burocracias.

Em Portugal, devido à acção e intervenção constante e vergonhosa do Estado na legislação de arrendamento mantida durante décadas e à ainda mais vergonhosa ineficácia da nossa justiça, o mercado de arrendamento é um sombra do que poderia ser.

O estado serviu-se dos proprietários para fornecer solidariedade social, destruiu o mercado de arrendamento e acabou com isso por beneficiar o sector bancário. Foi o chamado socialismo à portuguesa, usando recursos alheios e privados (dos proprietários) e beneficiando o sector mais capitalista da sociedade, o bancário. Ironias do nosso socialismo.

E isto teve e tem enormes implicações, muito para além do mercado imobiliário. As altas rentabilidades deste sector para os bancos tornaram os bancos avessos a outro tipo de riscos. E por isso é que em Portugal é muito dificl por exemplo um jovem empreendedor conseguir financiamento para um projecto. Porque os bancos tinham (e têm) esta mina do imobiliário para investir capital e com menores riscos.
 
Claro que é um negócio da china para os bancos ... emprestem dinheiro aos construtores para fazerem os empreendimentos e depois emprestem dinheiro para os clientes o adquirirem ... maravilha ... mas querem melhor que isto ? [:D] [:D] [:D] [;)]
 
Eu vou arrendar. Daqui a uns anos se der compro. caso contrario se correr mal mudo pra mais barata, se correr bem pra melhor, se nao gostar dos vizinhos mudo, se de repente me puserem um poste de alta tensao por cima mudo.
Agora para algo ligeiramente diferente:
Já li que Portugal era o 2º ou 1º país da Europa com segunda habitacao . Os países com menos 2ª habitacao são os escandinavos.
Eu acho que se dá mta importancia a ter casa própria. É bem melhor ter dinheiro próprio.
 
Para os especuladores o mercado está bom, para o consumidor é que nem por isso! [;)]

Não vale a pena ires por aí. Qualquer individuo que compre algo, tenta vende-lo ao melhor preço. É o que os bancos fazem com o dinheiro. Outros fazem com alimentos, outros com automoveis, outros com propriedades.

Saber comprar é sorte, saber, e ter argumentos. A questão é quem compra na grande maior parte das vezes, não tem argum€ntos.
 
Não vale a pena ires por aí. Qualquer individuo que compre algo, tenta vende-lo ao melhor preço. É o que os bancos fazem com o dinheiro. Outros fazem com alimentos, outros com automoveis, outros com propriedades.

Saber comprar é sorte, saber, e ter argumentos. A questão é quem compra na grande maior parte das vezes, não tem argum€ntos.

Não estou a discutir se a especulação é boa ou má.. mas a realidade é que o mercado está feito em torno da especulação. E isso ajuda o consumidor? Claro que não.

Agora acho que se quem compra não tem argum€ntos como tu dizes, os preços não deviam ser os praticados! Ou não fosse um mercado motivado pela oferta e procura. Mas há ai muita coisa a rodar à volta que está a manter o mercado numa situação artificial, novamente, a beneficiar o especulador.
 
Nesta altura é bom comprar casa pois estao mais baratas...sobre o excesso de oferta é relativo...os bons locais sao facilmente vendidos os maus locais nao se vendem...a menos que seja em saldo[;)]

Eu estava a referir-me às pessoas que compram a casa para investir dinheiro e não aquelas que compram uma casa para morarem. Como é óbvio como o mercado está em recessão compensa comprar para quem vai morar e não pensa em vender pelo menos a curto/médio prazo.
 
As pessoas têm de viver.

Não vejo nenhum problema em as pessoas quererem ter acesso às coisas boas da vida. É normal.

Quem é o gajo que fica satisfeito com a história de que vais-te endividar até aos tomates, e depois de 40 anos de sacrifícios é que podes começar a pensar em sair ao fim de semana...?
Eu também não vejo nenhum problema em gostar-se de coisas boas da vida, o problema é darem-se passos mais compridos do que a perna...

Eu também gostava de ter muita coisa, mas tenho o que posso e tenho de saber retirar daí a minha satisfação e felicidade! Na verdade todos nós gostaríamos de ter mais, mesmo quem tem milhões...
 
Tenho casos destes na família e o problema foi mais olhos que barriga e burrice pura ... e depois vem a desculpa mais que previsível: ah e tal o negócio não correu como a gente queria e os juros aumentaram e a culpa é do governo/impostos/custo de vida/desculpa ridícula

Enfim, há muita gente que não consegue fazer planos a longo prazo ou não pondera sequer os factores de risco que um empréstimo a longo prazo acarreta ... depois o bode espiatório é sempre o mesmo.
 
tenho que dizer que faz-me um pouco de impressão a compra de apartamentos, uma casa ou moradia, ainda aceito. Passo a explicar.

Tanto numa casa como num prédio, é necessário estar de tempos a tempos a fazer obras de restauro e recuperação, uma pintura aqui, um reboco ali, etc, etc. Se numa casa o dono for marreta, a casa vai-se degradando mas sempre se fica com o valor do terreno. Agora num prédio se ouver dois ou tres inquilinos marretas que não paguem essas obras extras que fogem ao valor do condominio, como uma pintura ao prédio, um restauro ao telhado, o mais certo é os outros inquilinos tambem de desleixarem e o prédio ir-se degradando, se depois de 40 anos a pagar um apartamento, o que é que se tem, um apartamento num prédio a cair aos bocados. Faz-me um pouco de impressão ver alguns prédios, bem recentes (10/20 anos) e pensar, f*d#se..... nunca na vida andava a pagar um apartamento, para depois ficar a morar num prédio com este mau aspecto.
 
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