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A regulação nos EUA é completamente diferente da regulação na Europa.
Nos EUA a regulação é "market-driven", enquanto que na Europa tem uma base intervencionista.
Nos EUA utilizam os ciclos recessivos para limpar o mercado e preparar novos ciclos de expansão, cada vez mais fortes - já tiveram inúmeras situações como as que estamos a viver agora, com efeitos menos generalizados é certo, que resultaram no reforço do músculo regulador, mas cuja força acaba sempre por ser novamente ultrapassada na euforia da bonança que se segue à tempestade.
O último exemplo que temos disso são as falências resultantes do rebentamento da bolha tecnológica - há apenas 8/9 anos atrás - com os escândalos da Worldcom, Enron, Anderson, etc.
O que fizeram? Depois do sangue, reforçaram a legislação sobre a gestão corporativa das grandes companhias, deram umas galhetas às empresas de auditoria e rating e ligaram novamente o piloto automático até Agosto/07.
Agora estamos no rebentamento do que se pode chamar "bolha financeira" que é uma bomba um bocadinho mais potente que as tecnológicas - os estilhaços têm um alcance bem maior pela natureza do negócio - e por isso os efeitos são mais visíveis e nefastos.
E estão doidinhos para ligar novamente o piloto automático - como a coisa já não vai com comprimidos (leis reguladoras), toca de enfiar uma transfusão (injecções do Fed ao melhor estilo nacionalizador) para estabilizar rapidamente o paciente e andar para a frente com a carroça.
Quando o mercado estabilizar, revendem os títulos aos investidores a preço de saldo e as bolsas disparam outra vez.
Entretanto a conservadora e aforradora Europa vai amortecendo os choques, mantendo-se como a dona-de-casa que trata de por a comida na mesa enquanto o marido oscila entre a genialidade e a bebedeira.
Tenho a convicção que os EUA vão enfiar o lixo debaixo do tapete e começar recuperar no 2º semestre de 2009, enquanto que a Europa vai continuar a definhar lentamente por mais 1 ou 2 semestres.
Mas aí a culpa é do BCE.
Não vale a pena nesta altura andar a bater com a cabeça na parede e a pregejar que a culpa é do governo, , do Bush, do Fed, do BCE, da SEC ou dos lixeiros que só recolhem o lixo à semana, isso não vai resolver nada. e crises sempre houve e sempre haverá. De qualquer modo parece-me que em 29 a coisa foi um bocado mais feia em termos práticos.
Agora temos duas vias: a primeira é nacionalizar tudo emparelhamo-nos com a Venezuela e começamos a procurar petróleo.
A segunda é tentar paerceber o que é que correu mal para evitar que aconteça no futuro. Não há dúvida que a crise resulta das entidades assentarem os seus activos em imóveis que afinal não valiam tanto como reportaram. O que levou a uma especulação dos imóveis não só nos EUA como na Europa. Acham razoável um tipo comprar um apartamento novo e vendê-lo usado 2 anos depois a ganhar dinheiro? eu pessoalmente não acho embora tivesse feito isso. e o que resulta daqui é que existem regras de funcionamento dos mercados bem como formas de elaborar contas bastante criativas (acreditem que a contabilidade consegue ser bastante imaginativa contrariamente ao que muita gente imagina). Também as auditorias tinham uma palavra a dizer e aparentemente não disseram. Confesso que me custa muito a perceber como é que estas entidades têm entrado em falência de um momento para o outro. Não acredito. de certeza que estas falências são um acumular de situações.
Em resumo e na sequência do que disse o 330i há uma falha de regulação e de controlo, e isso parece-me que é o mais importante resolver par o futuro. Quanto à crise actual apenas há que tentar resolver da melhor forma possível e se passar por aumentar taxas de juro, pois paciência se o BCE as aumenta é porque considera que a alternativa é pior. De certeza que eles não têm gozo nenhum de ver as populações encravadas com os passivos.
330i leste o suplemento de economia do publico de hoje?
especialmente a cronica do Steven Perlstein?
vai muito ao encontro do post[]
cumprimentos
A regulação nos EUA é completamente diferente da regulação na Europa.
Nos EUA a regulação é "market-driven", enquanto que na Europa tem uma base intervencionista.
Nos EUA utilizam os ciclos recessivos para limpar o mercado e preparar novos ciclos de expansão, cada vez mais fortes - já tiveram inúmeras situações como as que estamos a viver agora, com efeitos menos generalizados é certo, que resultaram no reforço do músculo regulador, mas cuja força acaba sempre por ser novamente ultrapassada na euforia da bonança que se segue à tempestade.
O último exemplo que temos disso são as falências resultantes do rebentamento da bolha tecnológica - há apenas 8/9 anos atrás - com os escândalos da Worldcom, Enron, Anderson, etc.
O que fizeram? Depois do sangue, reforçaram a legislação sobre a gestão corporativa das grandes companhias, deram umas galhetas às empresas de auditoria e rating e ligaram novamente o piloto automático até Agosto/07.
Agora estamos no rebentamento do que se pode chamar "bolha financeira" que é uma bomba um bocadinho mais potente que as tecnológicas - os estilhaços têm um alcance bem maior pela natureza do negócio - e por isso os efeitos são mais visíveis e nefastos.
E estão doidinhos para ligar novamente o piloto automático - como a coisa já não vai com comprimidos (leis reguladoras), toca de enfiar uma transfusão (injecções do Fed ao melhor estilo nacionalizador) para estabilizar rapidamente o paciente e andar para a frente com a carroça.
Quando o mercado estabilizar, revendem os títulos aos investidores a preço de saldo e as bolsas disparam outra vez.
Entretanto a conservadora e aforradora Europa vai amortecendo os choques, mantendo-se como a dona-de-casa que trata de por a comida na mesa enquanto o marido oscila entre a genialidade e a bebedeira.
Tenho a convicção que os EUA vão enfiar o lixo debaixo do tapete e começar recuperar no 2º semestre de 2009, enquanto que a Europa vai continuar a definhar lentamente por mais 1 ou 2 semestres.
Mas aí a culpa é do BCE.
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A economia liberal chegou ao fim... Durou menos tempo que o comunismo...
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Nunca houve um mercado liberal, houve sempre sim um oligopólio de empresas gigantes a juntarem-se e a comprarem-se umas às outras...
É o fim da banca de investimento! É o fim da riqueza virtual e a valorização da riqueza física!
Essa, de por exemplo, a empresa estar cotada em bolsa por x e de repente chega um bacano e começa a querer comprar acções, em consequência a empresa começa a valer mais, em função da procura. Mas tal não signifique que ela valha mais.
Mas virtualmente, quando uma pessoa detém milhares de acções de uma determinada empresa, quando ele vai para a lista da Forbes, o valor dessa empresa está lá contabilizado...
Daí dizerem que ganhou milhões num só dia... E sem mexer um dedo...
Mas, vocês agoram entendem que é necessário ter um Estado, não minimalista e sim com algum peso... O Estado tem de ter nas mãos alguns sectores chave... É bom que tenha o contolo da CGD, Galp, EDP...
Acaba por ser sempre assim.Stiglitz, prémio Nobel da Economia 2001:
«Esta crise é a consequência da desonestidade, como regra, das instituições bancárias e financeiras; para mais convergindo com uma ganância de todo em todo injustificável. Agora são chamados milhões de anóminos contribuintes para pagar este desfalque de biliões.»
E é bom porque...
Oh zerorpm, não leves a mal, mas só com muita iliteracia económica se pensa que a actual situação prova que o futuro do capitalismo passa por algum tipo de condicionamento onde o Estado reganhará o controlo de sectores económicos ou dos mercados []