Crise !? Satus !? Mais Olhos que Barriga???

Stiglitz, prémio Nobel da Economia 2001:

«Esta crise é a consequência da desonestidade, como regra, das instituições bancárias e financeiras; para mais convergindo com uma ganância de todo em todo injustificável. Agora são chamados milhões de anóminos contribuintes para pagar este desfalque de biliões.»

Ah pois é!
 
Para mim é bom que controlem as empresas que se comportam como estando num casino gastando o dinheiro que é deles e o que não é deles...
Mas o problema maior é a falta de confiança dos investidores (quem realmente têm o dinheiro) gerando a famosa "crise"... Para mim esta "crise" é uma forma de muitos ganharem ainda mais dinheiro... De renovar o mercado, de ver quem é mais forte... Como ja aconteceu muitas vezes no passado...
Quando a confiança voltar aos mercados (entretando os fragilizados cairão) os investidores voltarão com força, havendo quem cresça no lugar de quem caiu... é como a selva, é a lei do mais forte...
Não concordo pessoalmente, mas penso que é sempre assim... é a lei do mercado...
 
Mas, vocês agoram entendem que é necessário ter um Estado, não minimalista e sim com algum peso... O Estado tem de ter nas mãos alguns sectores chave... É bom que tenha o contolo da CGD, Galp, EDP...

é bom para quem?
pro contribuinte não é de certeza.
é que o estado so no ultimo ano ja subescreveu 2 aumentos de capital a custa adivinha de quem?
 
O capitalismo é um bom sistema.
esat crise como todas voi aplicar darwin e falir uns quantos
nada de especial .
depois da crise os que ficam ficam melhores.
daqui a 8 ans mais coisa menos coisa teremos outra crise .
é normal
 
esat crise como todas voi aplicar darwin e falir uns quantos
nada de especial .
depois da crise os que ficam ficam melhores.
daqui a 8 ans mais coisa menos coisa teremos outra crise .
é normal

Resumiste bem...
A unica coisa que me preocupa pessoalmente são alguns erros estratégicos que os Europeus e Americanos a logo prazo vão pagar caro, como a deslocalização de quase toda a produção mundial para a China e arredores... Hoje ainda dominam, amanha vão ser dominados...
 
Resumiste bem...
A unica coisa que me preocupa pessoalmente são alguns erros estratégicos que os Europeus e Americanos a logo prazo vão pagar caro, como a deslocalização de quase toda a produção mundial para a China e arredores... Hoje ainda dominam, amanha vão ser dominados...
nesse caso vou investir para a china
who cares anyway
 
nesse caso vou investir para a china
who cares anyway

O problema é que coisas como patentes, respeito, condições de trabalho, direitos humanos, liberdade, etc... são apenas conceitos, não realidades...
Por exemplo: Um Pais que copia exactamente um carro (existem varios exemplos) e depois diz que é totalmente diferente, não é de confiança...
Podes investir à vontade, mas que regras Chinesas vão defender o teu investimento?
O Estado se quiser fica-te com a Fabrica e tu não podes piar?
Não é esse tipo de sociedade que eu quero viver, mas se não mudarem as estratégias, teremos que ficar iguais ou piores para poder competir...
 
Uma jogada de mestre (peido mestre) pelos nossos amigos Espanhois foi o de construirem, construirem, contruirem (baseados em vendas permitidas pelos juros baixos) e depois com a subida de juros (Euribor) começou a ser maior a oferta do que a procura...
Alguns deixaram de poder pagar e quiseram vender, outros acabavam as construções (alguns empreendimentos autenticas cidades construidas de raiz) e queriam-nas vender também, e os compradores eram poucos... E são cada vez menos... Resultado, os valores das casas baixaram e muitos empreendimentos so tem 20 a 30% de casas vendidas... O que é o desatre para os investidores, para as empresas de contrução, para os bancos que financiaram, etc...
Agora para remediar tomaram medidas como expulsar os emigrantes desempregados... Que ficaram desempregados por isso...
Não é so em Portugal que se tomam decisões estupidas...
A maior crise é de ideias estupidas como pensar que se pode crescer (em Portugal em 1998 também foi assim) com base na construção... No sector imobiliario...
Ja nem falo nas ideias estupidas postas em pratica pela comitiva Bush... Que são os maiores culpados desta falta de confiança (crise) dos investidores... O que vale é que vai sair...
 
é bom para quem?
pro contribuinte não é de certeza.
é que o estado so no ultimo ano ja subescreveu 2 aumentos de capital a custa adivinha de quem?



e para o consumidor também não

veja-se a enorme concorrÊncia que há na luz ou nos combustiveis......


cumprimentos
 
Entenda-mo-nos: o último sonho do liberalismo ruíu.

Desde há muito (a bem dizer desde o século XIX) que os teorizadores da economia liberal ansiavam por um horizonte idealizado do qual a onda neo-liberal esboçou as primeiras manobras de preparação e implementação: o da redução do Estado a um minimalismo que o extraísse progressiva mas significativamente da dimensão económica, sendo a última fronteira aquela da regulação do Estado que já os mais antigos teóricos preconizavam como algo inaceitável.

No nascimento da onda neo-liberal foi bom e bonito ouvir os herdeiros desses antigos teorizadores falar alto e grosso, em tom de propaganda ideológica ultra-capitalista que os antigos não ousaram, afirmando que o Estado era o empecilho ao progresso, à economia, a um mundo melhor. Mesmo (e sobretudo, pois era o que de significativo restava...) a capacidade de regulação do Estado decorrente da estratatificação natural de poder nas sociedades contemporâneas foi questionada pelo auto-inflamado neo-liberalismo. Tudo lhes parecia possível, acessível e sob o seu comando e vontade: desenharam-se, projectaram-se e implementaram-se mesmo conflitos predatórios milimetricamente premeditados com a ajuda de um poderoso braço político-militar subjugado por infiltração de interesses pouco ou nada coincidentes com os superiores interesses de toda uma nação. O Estado, pois, perspectivado por uma minoria tocada por graça «toda-poderosa» como instrumento de poder ao serviço das suas muito restritas prioridades.

A embriaguez da recém descoberta vertigem de um poder aparentemente ilimitado e sem reais antagonistas, disseminou-se até às raizes do seu «mais que tudo», esse esteio inflaccionador da economia real: a virtualidade da economia financeira sem rede... Sem rede?! Nem por isso... O subserviente braço político lá estava, afinal, para mais uma vez funcionar como o instrumento, por excelência, «à la carte»: a rede de salvação para os castelos, e seus senhores, em incauta queda livre... Os muitos servos uma vez mais serviram de colchão aos poucos senhores.

Eis a utilidade esplendorosa do Estado moderno, e do seu anónimo contribuinte: o de, nos tempos livres e fora deles, servir prioritariamente de rede de segurança, de salvação milagrosa, às mais arriscadas diversões e alucinações de poder que andem no ar ou estejam na moda como desporto radical de um curioso e mui selecto pequeno grupo...

Mas o Estado deve ter acordado com tal sobressalto, e apesar das infiltrações, não vai poder deixar de retirar consequências deste último número de circo realizado por trapezistas que demonstraram pela enésima vez um misto, agora ampliado, de desprezo, inépcia, autismo, parasitismo, e sobretudo uma devastadora ausência de coerência com a independência e distanciamento que sempre apregoaram relativamente ao Estado...

Afinal pediram mesmo o seu mais íntimo abraço salvífico... Imagina-se mesmo, aprioristicamente, a náusea, o nojo de tal joelho em terra, de tal golpe no orgulho auto-suficiente que os ditames mais antigos teorizavam. Ao que o instinto de sobreviência pode conduzir a inflexibilidade dos muralhados princípios teóricos, afinal, mera plasticina directamente derivada da muito conhecida e vendida banha da cobra, especialidade de sempre do ramo...

Eis a face arruinada de um antigo sonho doente.
 
Última edição:
Li hoje que a Goldman Shachs e Morgan Stanley deixam de ser bancos de investimento.
Segundo ouvi, vai ser possivel a estes bancos que a partir de agora possam também receber depósitos.
Fiquei com uma dúvida: qual é a diferença entre um banco de investimento e um banco "normal" de retalho?
E como se financiam?


Em Portugal a generalidade dos bancos de retalho têm na sua estrutura de grupo um banco de investimento, por ex.: BES - BESI ou Banco BPI - Banco Português de Investimento.
Também as seguradoras utilizam este tipo de instituição para gerir os seus fundos de investimento (PPRs e afins) e a liquidez decorrente do mercado segurador.

Em Portugal, a dimensão do mercado é pequena para que um banco possa prescindir de uma unidade de retalho para captação de fundos - se bem que na última década surgiram pequenos bancos de investimento alicerçados num mercado financeiro global.

Nos mercados de maior dimensão e mais desenvolvidos, um banco de investimento é mais´rentável e fácil de montar que uma estrutura de retalho.

O que se passou nas últimas 2 décadas - muito dinheiro a circular e taxas de juro históricamente baixas, com os mercados bolsistas a bombar - promoveu a proliferação deste tipo de bancos.

Os bancos de investimento são meros escritórios que aplicam e gerem dinheiro captado por diversas fontes: particulares (desde o cliente de retalho que subscreve um fundo ao balcão ao segmento Private - onde podem ser feitos "à medida"), empresas (mais complexo, essenciamente aplicação de liquidez de curto prazo e gestão de cobertura de risco, mas especialmente "project finance").
Depois, tem como actividades principais a gestão de fundos de investimento, cobertura da dívida dos bancos comerciais (a raíz do subprime) e instrumentos financeiros de elevada complexidade - que constituem um emaranhado mundial de relacionamentos entre instituições que é virtualmente impossível de decompor.

Na minha opinião, a intromissão dos governos nesta actividade pode resolver no curto-prazo, mas vai custar muito caro no futuro.
A teoria económica está cheia de maus exemplos das distorções que o intervencionismo estatal pode causar. E podem estar a acender o rastilho para problemas bem piores no futuro.

Além de que não acredito que aquele plano mirambolante da administração Bush possa ser aprovado à papo-seco - se abrirem a caixa de Pandora, o Estado americano ficará mais refém da oligarquia empresarial que o próprio Putin - a tradição da jurisprudência norte-americana será uma arma letal às mãos de qualquer empresa cotada.

A História é mesmo imprevisível...[:D]
 
Stiglitz, prémio Nobel da Economia 2001:

«Esta crise é a consequência da desonestidade, como regra, das instituições bancárias e financeiras; para mais convergindo com uma ganância de todo em todo injustificável. Agora são chamados milhões de anóminos contribuintes para pagar este desfalque de biliões.»

Aposto que o prémio do Nobel está aplicado num fundo estruturado BRIC, gerido por um banco de investimento...[:D]

Parece que o bordel está cheio de virgens. [:p]
 
Compreendamo-nos: o último sonho do liberalismo ruíu.

(...)

Eis a face arruinada de um antigo sonho doente.

Não te iludas: a "ordem mundial" continua alicerçada no capitalismo neo-liberal.
Era preciso uma guerra à escala mundial com um efeito económico-social devastador para que os políticos reconquistassem o verdadeiro poder - perdido na Rev. Industrial.

E nenhum exército consegue arruinar o poderio das multinacionais cotadas nos principais indices bolsistas mundiais.
É que são essas empresas que financiam os politicos.
Ou achas que a ideia de injectar 700 mil milhoes no Dow Jones partiu da Casa Branca?

Se eu fosse dono de uma empresa, também quereria que o Estado ma comprasse enquanto chove e que ma vendesse novamente a preço de amigo quando o sol aparecesse novamente.

Relembro que a crise de 29 arruinou muita gente, mas também originou grandes impérios.
E como se vê - 80 anos depois - nem por isso o Mundo ficou diferente. [;)]
 
Não me iludo. De ilusionistas já vai bastando.

A ruína a que aludo, o que verdadeiramente ruíu e colapsou de modo flragrante foi a credibilidade dos intentos neo-liberais, como avantgarde reactualizada de um inquieto liberalismo predatório que tanto e longamente investiu em dissimular tal predação.
 
Não me iludo. De ilusionistas já vai bastando.

A ruína a que aludo, o que verdadeiramente ruíu e colapsou de modo flragrante foi a credibilidade dos intentos neo-liberais, como avantgarde reactualizada de um inquieto liberalismo predatório que tanto e longamente investiu em dissimular tal predação.

Olha que não - o que está a acontecer é que ganharam um poder tal, que perderam a vergonha e saíram à rua. [;)]

Esta crise é efectivamente complexa, mas as bases do "monstro" estão mais fortes do que nunca: conseguiram o inimaginável - passar o risco dos seus investimentos para o Estado.

Isto sim, é brilhante. :)
 
Voltar
Superior