Crise !? Satus !? Mais Olhos que Barriga???

Axxantis,

Não é isso que Peter Schiff diz.

E parece-me que o homem merece alguma credibilidade...


Não discuto a credibilidade desse Sr., mas acho que não se pode ir atrás do que dizem os comentadores, sem pelo menos se reflectir um pouco. Até porque é sempre fácl encontrar quem diga tudo e o seu contrário, e vozes apocalípticas é o que mais se encontra nestas alturas de dificuldades. É que estes pessimistas empedernidos têm um mérito que não se lhes pode negar: numa economia de mercado mais tarde ou mais cedo acabam sempre por ter razão. É como a história do relógio parado que está sempre certo duas vezes por dia. Mas não acrescentam nada de verdadeiramente novo.
 
Peço desculpa se já passou por aqui:

Eis a verdadeira explicação da crise como só os brasileiros conseguem fazer... Aqui vai:

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato económico para leigo entender... É assim:

O seu Zeca tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça fiada "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Zeca, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Zeca vai à falência.

E toda a cadeia faliu !... muito simples...!!!

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Também acho...
Estar a "viciar" o mercado com dinheiro dos contribuintes é para mim um erro, é estar a beneficiar os prevaricadores...
Hoje são 700 mil milhões, amanhã quanto sera?
Os problemas vão continuar e vai tudo voltar ao mesmo, o dinheiro so tapa, não resolve nada...
Se o plano for o estado comprar os que estão na falencia e implementar medidas para salvar essas intituições ficando as mesmas sobre tutela do estado... Funcionando como qualquer outra empresa que compre outra e lhe dê continuidade ai talvez seja um bom plano...

Exactamente. A ideia que inicialmente se fez passar (o tal plano de 3 páginas do Bush), que se resumia a atirar dinheiro às empresas era completamente descabida. A lógica tem que ser outra. Tem que se afastar as equipas de gestão sem quaisquer indemnizações, responsabilizá-los pessoalmente naquilo que a lei permitir, injectar dinheiro nas empresas com contrapartidas muito bem pensadas.
 
Peço desculpa se já passou por aqui:

Eis a verdadeira explicação da crise como só os brasileiros conseguem fazer... Aqui vai:

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato económico para leigo entender... É assim:

O seu Zeca tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça fiada "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Zeca, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Zeca vai à falência.

E toda a cadeia faliu !... muito simples...!!!

simples e claro!!!
[:)] [:)] [:)] [:)] apr:) apr:) apr:) apr:)
 
Essas instituições que recebem biliões de apoio, ou que vão receber, deviam ser tributadas em dobro... Os CEOs, administradores, etc., deveriam ver parte do seu património nacionalizado...
 
Já viste... Todos os princípios que aprendeste nos livros de economia liberal foram por àgua abaixo...
[;)]
O problema até nem são os princípios.

O problema é que a economia não é nem exacta nem estática.

Mas parece que muita gente em Portugal faltou as aulas onde isso era explicado :mad:.
 
Não discuto a credibilidade desse Sr., mas acho que não se pode ir atrás do que dizem os comentadores, sem pelo menos se reflectir um pouco. Até porque é sempre fácl encontrar quem diga tudo e o seu contrário, e vozes apocalípticas é o que mais se encontra nestas alturas de dificuldades. É que estes pessimistas empedernidos têm um mérito que não se lhes pode negar: numa economia de mercado mais tarde ou mais cedo acabam sempre por ter razão. É como a história do relógio parado que está sempre certo duas vezes por dia. Mas não acrescentam nada de verdadeiramente novo.



concordo.


este chumbo do plano acaba por trazer algum realismo á resolução da crise.

se as pessoas comuns não entraram em pânico, alguns dirigentes fizeram-no.

e a multplicação de "golden parachutes" vai acontecer.

cumprimentos
 
Tuareg, o que me fartei de rir... [:D] [:D]

Anda por aí tanta gente a tentar dizer algo sobre a crise, e eis que de repente surge uma descrição única. [:cool:]

Nem nos livros do Google.... [:)] [:)]
 
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............................... É que estes pessimistas empedernidos têm um mérito que não se lhes pode negar: numa economia de mercado mais tarde ou mais cedo acabam sempre por ter razão. É como a história do relógio parado que está sempre certo duas vezes por dia. Mas não acrescentam nada de verdadeiramente novo.

apr:) apr:) apr:) apr:)

mas tambem já diz o velho ditado:
"vozes de burro não chegam ao ceu"....[;)] [:D] [:)]
 
Tuareg, o que me fartei de rir... [:D] [:D]

Anda por aí tanta gente a tentar dizer algo sobre a crise, e eis que de repente surge uma descrição única. [:cool:]

Nem nos livros do Google.... [:)] [:)]

eh! eh!
eu achei o exemplo tao bem humurado, que o partilhei de imediato com os amigos![;)] [:D] [:)]
 
ainda na onda da sabedoria popular vou deixar-vos aqui um comentario "delicioso" de uma velha raposa da construçao civil, acerca do Short Selling de que toda a gente fala (sem saber bem o que é!!! [;)] [:D] )

em conversa sobre crise e mais crise, pede-me para lhe explicar o que é isso de "Short Selling", explico-lhe, e recebo isto de resposta:

"ai é isso?, pois entao há anos que há gajos me compram os lotes sem mos pagar, (sem dinheiro) e vendem-nos antes de me pagar (!!!) [;)] [:p] [:D] [:)]

moral da historia o "short selling" nunca fez mal a ninguem (!!!)[:D] [:D] [:D]
 
Curioso que estou de momento a ler um livro, onde se relata um pouco de tudo o que está a acontecer nos USA e um pouco em todo o mundo.

E o livro é dos anos 80. [:D]

Ninguém pode afirmar que não sabia.

Apenas que esperavam que fosse o mais tarde possível. Tal como pagar dívidas e morrer. [;)] [:p] [:cool:]
 
actualidadeeconomica.jpg
 
Alvin Tofler já avisava há mais de 20 anos que era essencial melhorar o modo de «usar o capitalismo».

E o presente exibe como esta crise surge pelo «mau uso» do capitalismo.
 
Não discuto a credibilidade desse Sr., mas acho que não se pode ir atrás do que dizem os comentadores, sem pelo menos se reflectir um pouco. Até porque é sempre fácl encontrar quem diga tudo e o seu contrário, e vozes apocalípticas é o que mais se encontra nestas alturas de dificuldades. É que estes pessimistas empedernidos têm um mérito que não se lhes pode negar: numa economia de mercado mais tarde ou mais cedo acabam sempre por ter razão. É como a história do relógio parado que está sempre certo duas vezes por dia. Mas não acrescentam nada de verdadeiramente novo.
Não é uma questão de ser pessimista, mas de interpretar os indicadores correctamente.

Algo que um economista/analista tem de saber fazer e algo que já foi feito tb por aqui, já que esta situação não é apenas um "baixo" "normal" dos altos e baixos da economia, mas antes uma anomalia introduzida pelas tendência liberais.
 
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