Crise !? Satus !? Mais Olhos que Barriga???

Para mim...

Para mim...

Um sistema baseado em "Balões de Ar", em consumo em ver de produção, em especulação em vez de valor real, em crédito em de dinheiro vivo...
Se não cair agora ira cair num futuro proximo...
Mas como diz o outro "eu so vim à bola"...
Não sou economista, investidor, apenas observo, não participo...
 
A imprensa especializada norte-americana refere o salvamento estatal do sistema financeiro como «o mundo de pernas para ar», «o benefício do infractor», «o pára-quedas de ouro», «o proteccionismo a pedido dos que criticam sistematicamente tal prática», etc, etc...

O sistema financeiro, suporte de todo uma cultura de estilo de vida, agora revisto e catalogado internamente como o vilão-mor pelos cultores desse estilo de vida que se deparam com uma face mesmo atractiva desse sistema financeiro.
 
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Não discuto a credibilidade desse Sr., mas acho que não se pode ir atrás do que dizem os comentadores, sem pelo menos se reflectir um pouco. Até porque é sempre fácl encontrar quem diga tudo e o seu contrário, e vozes apocalípticas é o que mais se encontra nestas alturas de dificuldades. É que estes pessimistas empedernidos têm um mérito que não se lhes pode negar: numa economia de mercado mais tarde ou mais cedo acabam sempre por ter razão. É como a história do relógio parado que está sempre certo duas vezes por dia. Mas não acrescentam nada de verdadeiramente novo.

Sem dúvida que sim... e ele não é apenas um comentador. É também um economista (escola Austriaca). E o que este Sr disse não era muito diferente do que muitos outros com formação económica diziam, a começar pelo bem conhecido Ricardo Reis. Por isso acho um pouco forçado transformar os seus comentários e análises em apenas análises de uns empedernidos pessimistas. Afinal têm a mesma formação que tu e devem ser no mínimo levados tão a sério!

Já agora fica uma outra opinião de um Economista e Professor sobre esta situação retirado do Blog do Luís Aguiar-Conraria "A destreza das Dúvidas":



Em Dezembro de 2004, escrevi um artigo com o meu amigo Pedro Bação da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, publicado no Jornal de Negócios, com o título “A desvalorização do dólar: um problema de risco moral?”. Argumentávamos aí que a posição do dólar enquanto moeda de reserva internacional introduzia um incentivo para que o desequilíbrio externo da economia americana fosse corrigido através de uma desvalorização do dólar e não pelo mecanismo alternativo, e mais doloroso, dum aumento da poupança dos privados e do Estado.

Durante os anos 90, o elevado retorno dos activos americanos, resultante do forte crescimento da produtividade e de alguma exuberância irracional (usando as famosas palavras de Alan Greenspan), permitiu o financiamento da economia americana pelo resto do mundo. Ou seja, os elevados níveis de consumo da economia americana eram parcialmente sustentados pelo acesso às poupanças do resto do mundo. Nos primeiros anos do século XXI, o fim dos excedentes orçamentais e os níveis de endividamento tornaram evidente a inevitabilidade de accionar mecanismos de correcção do desequilíbrio externo. Dos mecanismos disponíveis, como explicávamos no artigo acima referido, a desvalorização do dólar era o que à altura acarretaria menores custos para a economia americana. O estatuto de moeda de reserva internacional do dólar permitiria transferir pelo menos uma parte do custo do ajustamento do desequilíbrio externo para o resto do mundo, o que funcionou como um incentivo ao endividamento dos privados e do Estado (um comportamento a que os economistas chamam de ‘risco moral’). As baixas taxas de juro, mesmo depois de ultrapassada a curta recessão de 2001, e explicadas pela Reserva Federal por riscos de deflação, e os elevados défices orçamentais reflectem aquela opção do Governo e do Banco Central americano.

No entanto, a opção tomada pelos Estados Unidos não era isenta de riscos. Nos últimos 6 anos, e apesar da desvalorização do dólar face ao euro ter atingido, em alguns períodos, cerca de 100%, os níveis de endividamento mantiveram-se muito elevados. Com a queda dos preços da habitação, desde 2006, e a desaceleração da economia, a paixão por activos americanos foi esmaecendo e os fluxos de liquidez tornaram-se menos abundantes. Nessa altura, nem os imaginativos, e não regulados, instrumentos financeiros, que F tão bem tem descrito neste blogue, podiam continuar a disfarçar os insustentáveis níveis de alavancagem a que os bancos se tinham exposto. É possível que uma regulação adequada daqueles instrumentos tivesse impedido a actual crise. No entanto, ela teria também impedido o funcionamento do mecanismo de ajustamento do desequilíbrio externo escolhido pelos Estados Unidos.

A crise financeira tornou claro que o excesso de endividamento da economia americana não pode ser corrigido sem dor, isto é, sem mais poupanças ou menos consumo. E, pelo menos no curto prazo, essas poupanças serão ainda as do resto do mundo.

Concluindo, as autoridades políticas americanas, ao terem optado por aquela forma de ajustamento do seu desequilíbrio externo, são os principais responsáveis pela actual crise. Não foi só a ganância dos capitalistas que esteve na origem da actual crise. Foi também o descomedimento do consumo das famílias americanas, estimulado pelas baixas taxas de juro, e o despesismo do Estado americano.

Discordo assim da leitura dos que atribuem esta crise aos excessos do sistema capitalista. Ela deve ser antes atribuída ao excesso de endividamento da economia americana, privado e do Estado, e à tentativa das autoridades políticas americanas transferirem os custos de ajustamento do desequilíbrio externo da sua economia para o resto do mundo. O intervencionismo da Reserva Federal está nos antípodas de uma política monetária de um sistema capitalista do tipo “laissez-faire”.
 
Afirma Miguel Frasquilho, economista economicamente liberal e deputado do PSD, sobre a actual crise do sistema financeiro:

«...A regulação falhou, o mercado falhou...»
 

Crise financeira

Putin diz que EUA são incapazes de resolver a crise (JN)

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acusou as autoridades norte-americanas de serem "incapazes" de tomar medidas necessárias para travar a actual crise financeira.




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Putin acusa EUA de incapacidade para encontrar soluções
15:19 O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acusou hoje, em Moscovo, as autoridades norte-americanas de serem "incapazes" de tomar medidas necessárias para travar a actual crise financeira.
 
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Historia interessante

Historia interessante

Enviaram-me uma historia que acho interessante para o tema:


"Estava-se no Outono e, os Indios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Indio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.

Mas como também era um lider prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.

O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".

Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."

"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu "Os Indios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."

É assim que funciona o mercado de acções."
 
Já viste... Todos os princípios que aprendeste nos livros de economia liberal foram por àgua abaixo...
[;)]
o capitalismo neo-libera vai perdurar para alem de nos todos.
alem disso esta é um optima oportunuidade para se acumular riqueza e patrimobnio a preço de liquidação total[:D]

Long life the capitalism[:p]
 
o capitalismo neo-libera vai perdurar para alem de nos todos.
alem disso esta é um optima oportunuidade para se acumular riqueza e patrimobnio a preço de liquidação total[:D]

Long life the capitalism[:p]
Conheço muita gente a investir em imobiliário nos USA e acredito que daqui a uns 2 anos comecem a realizar mais valias extraordinárias.

Na bolsa? Não me parece que haja muita gente a ganhar dinheiro. E esse princípio de que agora é que está a dar, já o ouço há muitos meses... [:cool:]
 
O Estado vai ter que assumir de uma vez por todas o papel do qual tem abdicado durante os últimos 30-40 anos: o de não permitir rédea solta aos aventureiros (na realidade piratas...) financeiros que brincam com o dinheiro e vida de terceiros.

Espero que Paulson não se esqueça do passo seguinte à resolução da crise: punir os (ir)responsáveis que a geraram e tentaram camuflar.
 
Conheço muita gente a investir em imobiliário nos USA e acredito que daqui a uns 2 anos comecem a realizar mais valias extraordinárias.

Na bolsa? Não me parece que haja muita gente a ganhar dinheiro. E esse princípio de que agora é que está a dar, já o ouço há muitos meses... [:cool:]
ha muitas boas oportunidades em varios sitios para quem tem liquidez, imobiliario, bolsa etc etc
 
Opinião


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Os salários dos executivos

Nos cinco anos anteriores à crise, os administradores dos cinco maiores bancos de investimento dos EUA receberam 3100 milhões de dólares.

Carlos Rosado de Carvalho

A crise nos mercados financeiros colocou de novo a questão dos salários dos gestores no topo da actualidade. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, no quinquénio 2003-2007, os administradores dos cinco maiores bancos de investimento dos EUA – Goldman Sachs, Morgan Stanley, Merrill Lynch, Lehman Brothers e Bear Stearns – receberam 3100 milhões de dólares. Este montante representa apenas 3% dos lucros dos cinco no período, mas é preciso não esquecer que parte destes resultados assentava em castelos de areia.

Stanley O’ Neal, Chairman e CEO da Merrill Lynch até Outubro 2007, lidera a lista com 172 milhões de dólares nos cinco anos, entre salários, prémios, acções e opções de compra de acções. A este valor há que somar cerca 160 milhões de dólares que, de acordo com cálculos do jornal The New York Times, o executivo receberia a título de indemnização e planos de reforma.

“Gostaríamos de agradecer a Stan ter liderado a transformação da Merrill Lynch numa companhia diversificada e global com um enorme potencial pela frente”, declarou Alberto Cabriori, recém nomeado ‘chairman’ interino do banco.

Elogios de circunstância no momento da despedida são normais em qualquer organização. Mas como agora se provou – em 15 de Setembro último a Merrill teve de ser comprada pelo Bank of America para evitar a falência – Cabriori exagerou. No mínimo foi imprudente.

É que O’Neal deixou a Merrill com prejuízos trimestrais de 2300 milhões de dólares e amortizações de activos de 8400 milhões de dólares, parte dos quais já relacionados com a crise do crédito hipotecário que chegou ao conhecimento da opinião pública somente no Verão de 2007, mas que, seguramente, não era segredo para os banqueiros de topo.

A imprudência de Cabriori só pode ser justificada à luz das relações de poder dentro de algumas empresas em que grupos de gestores funcionam como uma espécie de clã, protegendo-se uns aos outros. Talvez não seja por acaso que Cabriori foi o primeiro administrador que O’Neal colocou na sua equipa quando ascendeu à liderança da Merrill, em 2002.

No sistema capitalista, o poder das empresas começa por pertencer a uma única pessoa: o fundador. Como capitalista e gestor só tem de dar satisfações a si próprio.

Com o desaparecimento do fundador e a dispersão do capital em bolsa, o poder cai nas mãos de gestores profissionais. Em algumas delas, o presidente da companhia passa a ser rei numa corte composta pelos seus colegas de administração e outros quadros da empresa pagos principescamente como se fossem génios.

Segundo a Bloomberg, em 2007, quando a crise já se fazia sentir, em média, cada empregado dos cinco maiores bancos de investimento dos EUA recebeu 353000 dólares, dos quais 211000 referentes a prémios. Sem comentários.
 
O Estado vai ter que assumir de uma vez por todas o papel do qual tem abdicado durante os últimos 30-40 anos: o de não permitir rédea solta aos aventureiros (na realidade piratas...) financeiros que brincam com o dinheiro e vida de terceiros.

Espero que Paulson não se esqueça do passo seguinte à resolução da crise: punir os (ir)responsáveis que a geraram e tentaram camuflar.
Como?

Esqueces-te que os movimentos especulativos são incontroláveis. É o próprio mercado que faz a pressão. Por isso, o mercado (especulativo) que estoure. [:cool:]

Eu acredito no mercado produtivo. Só 1 vez e última na minha vida investi em algo que não era controlável. Perdi e nunca mais.

Há um ditado russo que exprime o que sinto: Só há uma coisa que cresce mais nas mãos dos outros do que na do próprio.

E antes que venham as considerações que na mão do próprio também cresce, a sensação de improdutividade é análoga. [:D]
 
o capitalismo neo-libera vai perdurar para alem de nos todos.
alem disso esta é um optima oportunuidade para se acumular riqueza e patrimobnio a preço de liquidação total[:D]

Long life the capitalism[:p]

Ao menos cai a máscara do «capitalismo neo-liberal» (ou o capitalismo usado por irresponsáveis... que hoje em dia se querem até fazer passar por inimputáveis...) por óbvia contradição com o seu enunciado teórico que visava fornecer-lhe o suporte de «personagem convincente e aceitável».

O neo-liberalismo (não restrito à sua vertente económica de «mau uso» do capitalismo) envergonha o liberalismo e a sua perspectiva fundamental de liberdade construtiva, que agora se vê vilmente trocada pelo fundamento da rapina, da falta de seriedade, do oportunismo misturado de predação, parasitismo e necrofília. A selvageria mercantil travestida de Armani.

E também proximamente se poderá verificar se os sistemas políticos foram ou não verdadeiramente comprados por este aberrante sistema de parasitismo neo-liberal.
 
Como?

Esqueces-te que os movimentos especulativos são incontroláveis. É o próprio mercado que faz a pressão. Por isso, o mercado (especulativo) que estoure. [:cool:]

Eu acredito no mercado produtivo. Só 1 vez e última na minha vida investi em algo que não era controlável. Perdi e nunca mais.

Há um ditado russo que exprime o que sinto: Só há uma coisa que cresce mais nas mãos dos outros do que na do próprio.

E antes que venham as considerações que na mão do próprio também cresce, a sensação de improdutividade é análoga. [:D]

Sabes como é que em tempos de guerra se reprime a especulação?!...

E obviamente nós estamos em guerra; num novo-velho tipo de guerra.

Aliás, o que é o mercado senão um conflito?...
 
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