Decisão laboral - mudar de emprego

neoxic

New member
Tenho um amigo que trabalha numa pequena empresa multinacional PT há alguns anos e as coisas até adam bem mas o ordenado, apesar de ser bem acima da média nacional sabe-lhe a pouco. Mas como estamos em crise e tal, diz-me que se vai aguentando.

Subitamente apareceu-lhe uma proposta numa das maiores empresas nacionais cotadas em bolsa (aka 1ª divisão) que duplica salário base com prespectivas bem mais aliciantes... ( tb muito mais trabalho e dores de cabeça à vista)

Como sou meio coach nas horas vagas ligou a perguntar e eu fiquei encavacado a divagar sem conseguir ajudar muito [8b]

Por príncipio acho que ele deveria sair sem confrontar porque tenho ideia que confortações com ofertas melhores dão sempre mrd a médio prazo. Isto é , o vosso empregador até pode cobrir oferta mas vai ficar sempre uma areia na engrenagem...

Essa questão é mais para os empregadores/patrões do fórum: como encarariam esse tipo de coisa, imaginando que investiram bastante na formação desse quadro e que neste momento a saída dele seria catastrofica sobretudo pelos laços que tem com clientes chave?

Nota: o ideal (em temos logísticos) para ele seria ficar a ganhar o mesmo onde está agora...
 
Eu se fosse a ti não mexia uma palha, como isto está hoje em dia, se tens trabalho assegurado, o melhor é não arriscares.
 
Eu se fosse a ti não mexia uma palha, como isto está hoje em dia, se tens trabalho assegurado, o melhor é não arriscares.

Antes fosse a mim [:D][:D]

Mas nesse caso ele fica efectivo sem termo na mesma.
A segurança não é a questão.

O problema dele é a curva de adaptação à empresa que pode ser complicada e a distância... 100Km/ diários VS 2 minutos.
 
Tenho um lema: vou para onde me pagarem mais! Ponto! (Óbviamente "mais" define-se como um valor significativo para mim, que são na ordem dos 500€).

Quanto à confrontação, eu não fazia! Se me quisessem ter agarrado, já o deviam ter feito há mais tempo! Se podiam pagar mais, tivessem pago antes. Agora é tarde!
 
Eu acho que nestas coisas o melhor é: folha em branco, risco ao meio, de um lado os prós e outros os contra, nomeadamente a relação com colegas, por ex.

Se ele entende que está estagnado e ali vai acabar por se fartar, se calhar o melhor seria aproveitar o projecto aliciante que pode não aparecer segunda vez...

Quanto à questão do patrão actual acho que irá muito da mentalidade do mesmo, uns levarão na boa outros podem efectivamente por qualquer troca mais acesa, mandar essa boca...
Cada um irá opiniar de acordo com o seu perfil.
 
Antes fosse a mim [:D][:D]

Mas nesse caso ele fica efectivo sem termo na mesma.
A segurança não é a questão.

O problema dele é a curva de adaptação à empresa que pode ser complicada e a distância... 100Km/ diários VS 2 minutos.

Eu pessoalmente não confrontaria ninguém. Eu tive uma situação parecida, se bem que não era a 1a divisão que me chamava :):)

Apenas falei com a direcção e os RH da empresa e disse que tive uma oferta que para mim era mais aliciante e vantajosa. Tudo correu bem, e continuamos amigos sem problemas.

A distância tb não deverá ser problema. Eu fiz 160 Km/dia + as deslocações em serviço e não foi problema.
 
obviamente que deve aceitar, e depois de ter a oferta segura (i.e. novo contrato em casa) tem uma conversa com o chefe e diz que vai sair, nao porque nao gosta do trabalho, mas porque lhe pagam X (alias, pode dizer uma quantia superior a que realmente lhe vao pagar[:D]).
Se o chefe quiser cobrir óptimo, senao até à proxima.

Ainda há uns meses fiz isto, no pico da crise, e correu tudo bem (cobriram a oferta, mas como o novo trabalho era mais interessante mudei na mesma).
 
Ele que pense em gasto adicionais que possa ter, tipo estacionamento ou combustível, isto se não lhe for dado carro de empresa.
 
Tem trabalho assegurado, a 2 minutos de casa, o salário é bom e o ambiente é mais do que conhecido VS um novo ambiente, um novo trabalho, uma nova adaptação e com todas as incógnitas que isso traz, mais 100 kms para ir trabalhar e 100 kms para voltar para casa ao fim do dia? Só isso faz-me logo dizer que não.
 
Antes fosse a mim [:D][:D]

Mas nesse caso ele fica efectivo sem termo na mesma.
A segurança não é a questão.

O problema dele é a curva de adaptação à empresa que pode ser complicada e a distância... 100Km/ diários VS 2 minutos.

Atenção que a nível de segurança não é assim tão linear.

Ao se efectuar um novo contrato sem termo (efectivo) existe um período de experiência previsto no código do trabalho, durante o qual o trabalhador pode ser despedido a qualquer momento.

Para quadros médios por exemplo, esse período é de 6 meses.
Para quadros superiores pode ir até 1 ano...
 
É uma questão complicada.

Por um lado ter um bom emprego nesta altura é muito bom, porém por vezes temos de arriscar senão fica-se sempre a bater naquela de "se tivesse trocado secalhar estava melhor..".

Não é uma decisão fácil mas quando se quer dar um passo em frente tem que se arriscar, senão... pode-se correr o risco de estagnar e depois vem a desmotivação and so on...
 
Tem trabalho assegurado, a 2 minutos de casa, o salário é bom e o ambiente é mais do que conhecido VS um novo ambiente, um novo trabalho, uma nova adaptação e com todas as incógnitas que isso traz, mais 100 kms para ir trabalhar e 100 kms para voltar para casa ao fim do dia? Só isso faz-me logo dizer que não.

Eu li 100kms diários que acaba por não ser nada de especial. Depois vai para a 1ª divisão e por fim, o mais importante, o dobro do salário.

Eu nem pensava duas vezes.

Quanto ao confrontar acho que o deva fazer. Tem um conversa franca com o patrão e diz que recebeu uma proposta que não pode dizer que não. O patrão se quiser pode cobrir. Ter em atenção uma coisa. O patrão pode cobrir, mas se mudar na mesma e o patrão vir que ele é imprescindível vai busca-lo e novo por mais dinheiro.

Conheço um caso na prática. Uma empresa ofereceu mais, a que era actual cobriu, mas a pessoa saiu na mesma também por ir para a "1ª divisão". Chegou à "1ª divisão" e viu que ia com expectativas muito altas e não gosto tanto como tava a pensar, mas deixou-se estar. Passado 1 ano o antigo patrão fez-lhe uma proposta para voltar pelo dobro do salário que tinha na "1ª divisão", com carro de empresa e para director técnico.. Mas cada caso é um caso..
 
ele que pense se o maior volume de trabalho e o sacrificio pessoal compensam o dinheiro a mais.

e já agora, pergunta-lhe se, tendo em conta a ligação aos clientes chave, se ele sente o seu vencimento como justo


cumprimentos
 
Tenho um amigo que trabalha numa pequena empresa multinacional PT há alguns anos e as coisas até adam bem mas o ordenado, apesar de ser bem acima da média nacional sabe-lhe a pouco. Mas como estamos em crise e tal, diz-me que se vai aguentando.

Subitamente apareceu-lhe uma proposta numa das maiores empresas nacionais cotadas em bolsa (aka 1ª divisão) que duplica salário base com prespectivas bem mais aliciantes... ( tb muito mais trabalho e dores de cabeça à vista)

Como sou meio coach nas horas vagas ligou a perguntar e eu fiquei encavacado a divagar sem conseguir ajudar muito [8b]

Por príncipio acho que ele deveria sair sem confrontar porque tenho ideia que confortações com ofertas melhores dão sempre mrd a médio prazo. Isto é , o vosso empregador até pode cobrir oferta mas vai ficar sempre uma areia na engrenagem...

Essa questão é mais para os empregadores/patrões do fórum: como encarariam esse tipo de coisa, imaginando que investiram bastante na formação desse quadro e que neste momento a saída dele seria catastrofica sobretudo pelos laços que tem com clientes chave?

Nota: o ideal (em temos logísticos) para ele seria ficar a ganhar o mesmo onde está agora...

São situações normais que se passam com frequência com quem é bom profissional. Como empresário o que posso dizer é que se a pessoa me interessa tento, dentro o possível, aproximar-me dos valores propostos pela outra parte, isto no caso de ser apenas uma questão salarial e nada mais. Quando assim é e não existem outras questões pelo meio é normalmente fácil chegar a um acordo. Ainda assim, não sei a idade do teu amigo mas se ele ainda é novo acho que deveria mudar. Por experiência própria, antes de ser empresário, passei por várias empresas e nunca me arrependi de o ter feito, novas experiências, novos métodos, novas pessoas, o traquejo adquirido é enorme, até que chega ao momento que a pessoa sente ter asas para voar sozinho. Nada na vida se consegue sem alguma dose de risco e sacrifício. Hoje as coisas não estão fáceis, há crise, mas um bom profissional consegue dar sempre a volta por cima. Quem sabe até se a empresa de onde saíu não o voltará a chamar.
 
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